Yuna - O titã das neves em Santa Sampa
3 Complicações, referências e meio
De repente, faltando 6 minutos pelo que havia sido previsto, o portal começou a se abrir, um grande rasgo roxo no céu onde se podia ver inscrições mágicas deformadas.
Os expurgadores mágicos começaram a se olhar e perguntar o que estava acontecendo, começou a ventar muito e a ficar frio.
– Não percam a calma! – gritou um magos com orelhas de coelho estendendo as mãos para o circulo central.
Foi apenas um pequeno imprevisto. Eles só tinham que seguir o plano normalmente. Ele nem ia tocar no chão. Todos estenderam os braços para o centro e começaram a se concentrar, os desenhos começaram a brilhar.
Mas, quando a besta começou a cair, o brilho sessou. Era um mostro das neves, começou a nevar e os círculos com desenhos de flores ficaram inúteis por causa do frio.
– Nã- não era para ser nada disso! – exclamou Aghata do prédio.
– Saiam todos!!!
O pânico começou, todos começaram a correr, ninguém era capaz de expurgar um monstro tão grande sem nenhum tipo de preparação.
– Aghata?! Você está bem?! – Yuna começou a chamar no rádio.
– Sim.
– O que aconteceu?!
– Eu, eu não sei, talvez tenham passado as informações erradas... Eu vou perguntar.
Aghata viu o mago com orelhas de coelho correndo e pulou em sua direção.
A sensação do vento batendo no corpo há 10m/s era realmente ótima, Aghata gostava de pular de lugares altos e depois cair graciosamente no chão.
Gatos sempre caem de pé.
– Licença! O que aconteceu?! – ela perguntou acompanhando-o.
– Eu vou falar com o pessoal do Gaia e tentar descobrir. Preciso de um lugar seguro para poder fazer contato.
– Eu posso ajudar, quer que eu fique de guarda?
– Seria melhor se você ajudasse os outros, eu só preciso ficar em um lugar mais afastado.
Aghata apontou para o prédio onde Ania estava.
– Se você encontrar a expurgadora da Narciso lá tenho certeza que você estará totalmente seguro, o nome dela é Ania.
– Ok.
Aghata parou de correr e se virou para o gigante. O monstro ergueu a mão e começou a esbarrar nos prédios em volta. Ela apenas observando e esperando o momento que ela poderia ser útil. O momento de agir.
– Ania? Tem um mago indo para o seu prédio, ele vai descobrir o que deu errado, câmbio.
– Entendido, cambio
– “um gigante...” pensou Aghata.
– Meu nome é Paulo, eu preciso que vocês cuidem do meu corpo enquanto eu tento me comunicar com o pessoal do Gaia.
Paulo havia encontrado Ania e Yuna, mas a ideia de depender delas era pior do que a de ficar no meio do fogo cruzado. Não por causa de Yuna, mas por causa de Ania, ela tinha uma aura assustadora. Seu olhar dava medo e ela não aprecia nem um pouco tensa com a situação. O pior foi quando ela respondeu fazendo que “sim” com a cabeça, parecia uma máquina.
Paulo meio incerto se sentou no chão e cruzou as pernas
– Fiquem a dois metros de distância
Ele juntou as mãos e um pequeno brilho passou pelas suas mãos. Fitas rápidas de cor bege saíram do chão e embalaram seu corpo, depois três espadas surgiram ao seu redor e transpassaram seus ombros e sua cabeça.
Quando se atravessa alguns portais, apenas a “alma” pode ir. A magia sela o corpo do indivíduo para evitar que ele se mexa, as espadas nos ombros são reforços para tal propósito e a da cabeça é responsável por “transportar” a mente.
Nem uma gota de sangue caiu, mesmo assim Yuna ficou arrepiada e deu um paço para trás enquanto Ania não se mexeu.
4 minutos.
8 minutos.
Yuna mexeu o braço e percebeu que suas articulações estavam bem duras e fazendo um barulho mais alto que o normal.
– Ótimo! – ela disse esfregando os braços – Não está com frio?
Ania fez que não com a cabeça
– Suponho que na Rússia era muito mais frio.
O dia, até 20 minutos atrás, estava extremamente quente, tanto Ania quanto Yuna estavam de shorts e regata (do uniforme) Yuna estava com uma camisa de manga curta por baixo, mas Ania estava só com a blusa com metado do comprimento normal, ela também nunca usava agasalho, ela provavelmente sentia muito calor aqui, mesmo sem nunca demonstrar ou dizer nada ela prendia o rabo de cavalo várias vezes durante o dia, como se ela procurasse ter o mínimo de coisas quentes possíveis tocando-a.
Ela fez que sim com a cabeça.
De repente as espadas de Paulo começaram a desaparecer. Primeiro as do ombro, depois da cabeça, depois as fitas bege.
Ele respirou.
– Tudo bem? – perguntou Yuna.
Ania estendeu a garrafa de água.
– Eu to bem – ele disse recusando a água e se levantando – Esse gigante, ele... ele veio de um portal temporal, conseguiram prever a abertura de um portal dimensional, mas não previram que esse outro iria trocar de tempo com ele. Não faziam nem ideia, ficaram muito surpresos quando eu contei. Foi uma enorme coincidência.
– Pelo menos conseguimos tirar todo mundo daqui – disse Ania olhando a nevasca pela janela.
– Qual o plano? – perguntou Yuna cerrando os punhos.
De repente outro pequeno portal se abriu no canto da sala. Um habitante de Gaia saiu.
Os hominídeos de Gaia são como guardiões que regulam o fluxo de magia, eles permitem a existência de magia em um universo ou em parte dele. Mas nosso universo nunca recebeu magia pelo povo de Gaia, ela entrou aqui como um engano, por acidente e ninguém consegue explicar o motivo.
Muitos Gaianos interpretaram isso como um sinal de que talvez estivéssemos prontos para receber o poder as responsabilidades que a magia trás. Por isso a magia não nos foi tomada, embora ela tenha sido proibida nos EUA e em países da Europa, no Brasil ela faz parte do dia a dia da população.
Eles ajudam no nosso desenvolvimento e quando ocorrem explosões de magia sem nenhum motivo (como portais) mesmo que não tenham culpa ou obrigação de fazê-lo.
Era um gaiano de pelo marrom curtinho. Eles tem focinho e olhos meio fechados, uma calda com ponta macia e baixa estatura, aquele tinha o tamanho de Yuna.
Ele estendeu o mão e mais um portal se abriu no teto.
Uma espada saiu dele, ela não parecia nem europeia nem oriental, mas uma mistura das duas.
– “A espada está enfeitiçada, quando ela tocar o gigante das neves ele vai voltar para seu mundo e seu tempo”. – ele disse para todos por telepatia. Depois se voltou para Yuna – “A espada deve tocar o topo da sua cabeça.”
Ele voltou para o portal de onde saíra. Todos ficaram em silêncio mais alguns segundos em uma mistura de respeito e admiração por aquele ser. Até que, a espada, que tinha ficado flutuando perpendicularmente ao chão caiu fazendo um enorme barulho.
– Olha o tamanho dessa droga!!! – gritou Yuna.
– Calma – disse Ania.
– Calma?! Ela é maior que você! Como vamos carregar isso?!
Era verdade, Ania era a mulher mais alta que Yuna conhecia e perto da espada ela parecia em miniatura.
– Talvez ela tenha alguma propriedade mágica que a deixe leve. – disse Paulo se aproximando da espada.
Ele tentou erguê-la, e tudo que se ouviu foi um grande estralo do seu ombro.
Yuna ficou olhando para ele com uma cara de irritada.
– Yuna? – disse Aghata que apareceu selvagemente.
– O quê?! – ela perguntou se virando.
Aghata se encolheu um pouco, depois se recuperou.
– Você está com frio? – Ela estava com uma mala nas mãos.
Yuna foi se troca.
Aghata ficou conversando com Paulo. E ela pensou em um plano a altura do seu desejo por emoção.
– Aghata, ficou ótimo. – disse Yuna tentando conter o sorriso.
Era o uniforme dos personagens de Attack on Titan.
– É porque vamos lutar com um gigante – ela disse balançando o rabo. – A- Ania, eu tenho uma pra você também – ela disse meio nervosa como costumava ficar conversando com Ania. – Vai combinar direitinho com meu plano... Eu adaptei pra você porque sei que você sente muito calor.
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