Yuna - O titã das neves em Santa Sampa
4 Soluções pt1, compliações pt2 e soluções pt2
Era a roupa da Celty com blusa sem manga e shorts, mas dava pra saber que era dela por causa do capacete com orelhas de gato.
– Não entendi – disse Ania.
Tinha outros expurgadores na sala e Aghata explicou seu plano.
– Só precisamos levar a espada até a moto – disse um dos expurgadores tentando mexer a espada.
Ania se aproximou, ela agachou, colocou o peso nas pernas, nada na coluna. Ela segurou a espada e se levantou, dava para perceber bem seus músculos contraídos, ela arrastou até a janela e com toda força jogou a espada que depois de alguns segundos fez um enorme barulho.
– Estamos sem tempo – ela disse já que ninguém tinha começado a se mover.
Amarraram o punhal da espada com correntes e depois prenderam á parte de trás de uma moto Honda.
Ania sentou na moto e Yuna na traseira. Yuna sabia que Aghata preferia estar no lugar dela, por causa da proximidade e da “ação”, porém também era bom ela não ter que ficar com Ania, ela simplesmente a assustava muito.
Entre todas as pessoas que Yuna e Aghata conheciam, Ania era quem melhor dirigia, elas não tinham conhecimento de nenhuma infração de transito cometida por ela e nunca viram ela ter dificuldade para fazer baliza, dar ré ou passar entre dois carros estacionados um do lado do outro em uma rua onde é proibido estacionar.
Aghata fez um circulo mágico usando leite de onde algumas dúzias de gatos espirituais saíram.
– Oi, preciso que vocês acompanhem aquelas duas e ajudem elas a subirem pelo prédio da Ciesp, ele está meio tombado, então vocês só tem que impedir que o vidro quebre e me avisem quando chegarem lá em cima.
Os gatos da Aghata são mágicos e tem diversas habilidades, no caso ela queria que eles criassem um fluxo de energia em volta da moto e da espada, forte o suficiente para que elas pudessem surbir a parede do prédio da Ciesp. Quando Aghata invoca seus gatos eles já sabem, por uma ligação mental o que ela quer, mas eventualmente ela gosta de reforçar os planos.
– Ei, isso vai dar mesmo certo? – Yuna perguntou olhando para os gatos.
– Sim, se depender deles vai dar tudo certo. – Aghata respondeu sorrindo.
– Yuna, melhor você ficar – disse Ania.
Yuna estava indo caso alguma coisa desse errado, como tinha muita neve espalhada os expurgadores mágicos não iam conseguir ver o que estava acontecendo e Yuna ficaria encarregada de avisar sobre algum erro.
– ham! Tá bom! – respondeu Yuna subindo na moto. – Vamos resolver isso logo.
Ania não disse nada, apenas ligou a moto e acelerou. Mesmo com muita neve Ania não teve dificuldades para seguir o caminho e mesmo com destroços voando ela não teve dificuldade em sobrevir. As vezes o caminho ficava iluminado por uma fração de segundo por causa das fagulhas que a espada arrastando no chão causava.
– Yuna, vamos subir – disse Ania em voz alta e calma.
Como resposta Yuna apertou mais a barriga de Ania.
– Aghata?! — disse Yuna com os olhos fechados pelo comunicador. – começamos a subir!!!
– Fiquem calmas, os gatos vão cuidar de tudo.
Mas eles não cuidaram, Aghata ouviu um barulho enorme pelo rádio?
– O que aconteceu?
A espada estava muito pesada para eles segurarem, ela puxou a moto para dentro do prédio como se fosse uma ancora .
– Mas que droga! – gritou Yuna tentando se equilibrar – essa não. A-aghata? VocÊ tá aí?
– O que foi? O que está acontecendo aí?!
– Nós não conseguimos chegar até a cobertura. E a Ania está com o braço esquerdo cortado.
Ania estava sentada no chão usando a mão direita para pressionar um corte no braço esquerdo, havia um corte bem superficial, mas o preocupante era o corte nos papeis verdes.
Os papéis que cobriam Ania eram anuladores de magia e impediam que o demônio que vivia em seu braço fosse liberado. Algumas pessoas já haviam tentado matar Ania porque esse era o único jeito de destruir o demônio, caso ele se libertasse sozinho ela morreria e ameaçaria matar outros milhares de pessoas e acreditavam que ela não conseguiria viver com aquilo.
– Saia daí! – exclamou Aghata com medo.
Ania olhou para Yuna, ela não podia mudar de posição de forma alguma, também não podia falar e tinha que tentar manter os batimentos cardíacos o mais baixo possível.
– Ania, não- não se preocupe.
Yuna estava muito assustada, ela conseguia sentir claramente a energia maligna sendo emanada.
– Vo- vocês! – Yuna se virou para os gatos – vocês da direita, fiquem com ela! Não deixem nada encostar nela e façam um círculo! Vocês da esquerda! Peguem a espada e venham comigo.
Os gatos de Aghata não gostavam muito de Yuna e o contrário também era verdade, mas gatos são criaturas bipolares e caprichosas e dessa vez eles decidiram ajudar.
– Aghata? Eu mesma vou subir até o alto do prédio e acertar o monstro.
– Ficou louca? A espada é muito pesada! Temos que cancelar a missão, vamos pedir reforços e eles podem resolver isso depois.
Aghata era muito mais forte do que Yuna, então mesmo não ligando de se colocar em uma situação de perigo ela não gostava que Yuna fizesse o mesmo.
– A Ania não pode sair daqui... – disse Yuna meio insegura, ela sabia que não podia levantar aquela espada, que ia ser muito perigoso, que ninguém a julgaria por fugir, mas tinha outra vida em jogo, ninguém quer ser a pessoa que abandonou a outra e Aghata sabia disso.
– Entendido, cambio.
A partir de agora você pode imaginar a música “The Reluctant Heroes “ de Attack on Titan, o anime é muito bom mesmo, se você não assistiu porque era “modinha” quando começou a sair dê uma chance para os dois primeiros episódios, juro que você vai adorar.
Yuna ia correndo na frente enquanto os gatos a seguiam carregando a espada.
Quando Yuna chegou no terraço ela conseguia ver um pouco do azul do céu por entre a neve, ela estava muito alto e ventava muito.
– Aghata, estou aqui em cima.
– Tudo bem, você deve estar vendo um caminho onde o ar parece mais rarefeito.
Havia mesmo um pedaço do ar à frente de Yuna que parecia meio turvo, a neve parecia se mover mais devagar dentro dele.
– Estou vendo – disse Yuna se preparando para pular.
– Eu e os outros magos vamos diminuir a gravidade o máximo possível pra facilitar você manejar a espada. Não podemos fazer isso muito tempo, então quando você pular avise que vamos usar nossa força toda de uma vez.
– Entendi! – respondeu Yuna olhando para os gatos.
– Espere o gigante estar dentro da nossa área de baixa gravidade, nós não conseguimos enxergar daqui em que parte ele está então não podemos mover nossa área de influência
O gigante parecia estar se movendo sem nenhum objetivo, ele parecia um “Yet” com pelo feito de neve. Ele levantava o braço e esbarrava em prédios e dava poucos passos para trás e para frente. Quando o gigante se aproximou Yuna percebeu que não ia conseguir fazer aquilo. Suar pernas começaram a tremer e sua respiração ficou mais acelerada. Yuna olhou para os gatos de Aghata.
– Eu quero que vocês joguem a espada quando eu disser três e me empurrem depois, ok?
Um dos gatos que estava mais na frente fez que sim com a cabeça.
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