Yume no Naka He
8 Capítulo 8 - Sacrifique o Mundo Todo
“Cinzas, destruição, as memórias do mundo eram apagadas pouco a pouco, o limbo crescia diante das labaredas de chamas e do amontoado de corpos que coloriam o fervor da cidade, era incorreto afirmar que estávamos todos vivos, pois no fundo aquilo era apenas um jogo barato de rpg onde as peças são retiradas a qualquer momento, sem exitação, quem tem o controle rege o início e o fim da sinfonia que entoara nas lacunas dos corações quebrados de todos aqueles que foram arrastados para a caixa de escuridão lacrada para sempre. Mesmo com a poeira que nunca será baixada, ainda restam desejos a serem postos para fora, continuando a quebrar as correntes com os punhos cerrados, farei desse reino o topo dos meus profundos e insignificantes desejos, Deus sucumbirá a mim.”
Parados, imóveis, com olhares perplexos diante da capital, que mais parecia-se com uma cidade caótica que abrigava criaturas diabólicas e seres de outro mundo, nada era real. O mundo com dor que haviam visto fora deixado de lado, ao se depararem com a verdadeira margem do núcleo onde a raíz da vida brotava repleta de sangue. Fora os devaneios dos cadáveres que rolavam abaixo das montanhas secas, o vento rarefeito era sentido com cheiro de óleo, pólvora e sangue, o soar das máquinas quebrando ossos e os aviões e helicópteros trazendo os pássaros para serem engaiolados, era uma rotina constante, o anormal se tornava apenas inconveniente, toda a tristeza era afogada dando lugar ao esquecimento. Yume tremia, seu olhar era apático, seus lábios rachados misturavam sentimentos de medo e conformismo, Nikame se sentia no topo de um edifício em chames, Minori de alguma forma, era a única a se manter tranquila, enquanto Nijima e Ryuugu, mantinham visões estratégias a cerca da situação que se encontravam, não podia terminar ali, a rota do destino deveria ser enfrentada mesmo que os espinhos e as lâminas pela frente rasgassem suas peles.
Nijima: Vocês não precisam ir, eu vou.
Yume: Do que você tá falando Niji-Kun!? Você está vendo aquilo, como vai entrar?
Ryuugu: Eu já sabia disso, é inútil.
Minori: Mas já não há o que perder. Somos procurados.
Nikame: Mesmo que não fossemos, estaríamos mortos cedo ou tarde.
Nijima: Ficar aqui só irá nos fazer ter arrependimentos.
Haruka: Mas mesmo que avançarmos, será como encurtar a nossa morte, há quantos guardas ali? Não consigo nem contar!
Ryuugu expressara novamente seu simplório sorriso sarcástico, com uma auto-confiança irrevogável, o rapaz jogara sua bolsa no chão, virava-se para todos, e dizia, como sargento de um batalhão pronto para abater seus inimigos.
Ryuugu: Há um meio.
Os olhares de todos se voltavam para o rapaz, Nijima e Haruka ainda mantinham certa desconfiança sobre o mesmo depois dos últimos acontecimentos, Minori olhava para baixo, não sabia o que dizer ou o que pensar, seu ferimento ainda lhe causava dor.
Sem dizer nada, Ryuugu carregará duas armas, e colocara sobre suas costas.
Nijima: Então, vai abrir a boca e falar qual é?
Ryuugu: Olhe dentro da bolsa.
Nijima abria a bolsa e encontrava dois fardos de roupas, que pareciam ser uniformes dos soldados da tropa de Deus, porém, só haviam dois pares.
Haruka: Isso é... onde você achou essas roupas? Que eu me lembre, isso não estava no carro que ‘pegamos’. *Isso é bem suspeito mesmo, que eu me lembre, ele estava com a mochila o tempo todo*.
Todos já estavam cientes da idéia do rapaz, mas, sabendo disso, ficavam calados, com dois pares de uniformes, de qualquer modo, seria um plano suicida avançar.
Nikame: Quer que alguém vista isso e tente entrar? Mas e o resto de nós?
Minori: É arriscado de mais... por que não procuramos um abrigo e se escondemos aproveitando o tempo que nos resta?
Nijima não aguentava as palavras da garota, tinha seu erro inflamado por tal pensamento, havia prometido salvá-la e guia-la de volta a seu destino, não poderia se chamar de homem se não fizesse isso, e mais do que tudo, havia um forte sentimento dentro de si que lhe dizia que, salvar Minori, era mais do que apenas questão de honra, havia algo por trás que ele sabia, algo que conseguia sentir tentando sair das profundezas de sua mente, o vento se tornava mais denso, ele fechara seus olhos, virava-se para todos, e com palavras de confiança, demonstrara bravura, não iria deixar pra trás os sonhos ali plantados, cada um possuía sementes preciosas que germinariam no fim dessa rota maldita, e ele não iria apenas se afundar no chão e nunca mais olhar o céu ensolarado:
Nijima: Minori-San, eu prometi, não foi mesmo? Eu jurei que iria te salvar, não só você, mas Haruka-Chan, Nikame-Kun, todos vocês, não vamos mais possuir arrependimentos infortunos, eu quero poder quebrar os cadeados que selam todas essas vidas, só porque estamos a beira da morte, não significa que perdemos, ainda é cedo pra desistir, do que adianta chegar a linha de chegada sem nem suar um pouco? Confie em mim, vou trazer o futuro de cada um de volta.
Enquanto falava, podia-se ver suas pernas tremendo, estava com medo, atingido pela visão em sua frente, seus olhos eram invadidos por um futuro certo, mas queria ao menos passar determinação pra quem estava a seu lado, ele não tinha motivos para arriscar a sua vida por eles, isso era fato, mas algo lhe impulsiona a fazer essas escolhas, eram correntes presas em seus braços, iria leva-los até o fim por um sentimento que acelerava as encrenagens enferrujadas e o fazia ser mais forte.
Haruka: Nijima..Kun...
Ele fitava os olhos de Minori, seu rosto era tão delicado, seus olhos tons verde água lhe passavam certo conforto, seu sorriso era algo que invadia suas memórias, aquilo já lhe pertenceu, um remoado de lembranças, apenas sentia uma enorme coragem para vencer, Minori tinha algo que era indecifrável, até o ponto em que ele não sabia o que era tudo aquilo, e o por que de tudo aquilo.
Minori: Nunca mais irei desistir, Nijima-Kun. Eu juro que nossa promessa não vai ser queimada pelo fogo e nem quebrada pelas rochas, por mais violenta que a maré seja, ainda assim se formos juntos, vamos conseguir remar até aquele faról, você se lembra?
Nijima não conseguia entender as palavras da menina, mas ele se lembrava, de que era o certo tirá-la da escuridão.
Nijima: Vocês, todo mundo, segurem minha mão, vamos sair dessa, é uma promessa, o nosso laço até aqui não será quebrado.
O rapaz erguia seu braço, e com a mão fechada, naquele local, antes do presságio final, prometia a todos o futuro que esperavam. Os demais se levantavam, com o medo tomando conta de seus corações, eram tranquilizados pelas palavras de Nijima, estendiam também seus braços, e com seus punhos se tocando, era feito um juramento, de que por mais escuro que estivesse, a luz de cada um, iria guia-los de volta a vida.
Ryuugu era o único que não participara, apenas sorria balançando sua cabeça, pegava um par dos uniformes, e se locomovia atrás de uma árvore para se trocar.
Ryuugu: Patético, tudo muito patético, se querem sobreviver mesmo, vão ter que contar com milagres.
Minori: Juntos, se tentarmos, faremos mais de um milagre.
Ryuugu parava por um instante, olhava para Minori com os olhos mortos, não dizia nada, nem expressava nada, continuara a olhando, e após uma explosão ouvida de longe, voltara a ir para atrás da árvore.
Nikame: Falta mais uma pessoa, mas, calma, por que é que já tá se trocando idiota? Nem decidimos nada!
Ryuugu apenas ignorava o garoto, e voltara para o grupo, pronto para combate.
Yume: Isso é loucura, acha mesmo que vão acreditar que são soldados?
Ryuugu: Eu disse, quem quiser, que fique, foda-se vocês.
Nijima: Espere um pouco. Não era você que não tinha motivos para ir pra Tóquio? E agora quer se arriscar dessa maneira? Isso não é nada coerente.
Ryuugu o encarava com certa frieza, olhava rapidamente para Minori, e respondera:
Ryuugu: Eu tenho um motivo, maior do que o de vocês.
O mistério que o rapaz fazia incomodara os demais, Haruka ainda ficava preocupada com as atitudes do mesmo, mas era surpreendida pela resposta de Nijima:
Nijima: Então eu lhe acompanho. Fui eu que incentivei a todos, então, eu tenho que ir até lá.
Yume: Nijima-kun! Mas ...
Nijima: Não se preocupe, eu tenho um plano.
O garoto contara que havia visto um ônibus poucos metros dali, estava quase perto dos portões de Tóquio, mas, se caso o conseguissem, poderiam se infiltrar facilmente, levando todos juntos. Para isso, ele e Ryuugu precisariam ir até lá busca-lo, antes de partirem, o jovem se aproxima de Minori, e retirando seu colar de chave, lhe entrega, dando-lhe um forte abraço. Não sabia porque de tal atitude, apenas agiu por estímulo inconsciente, todos ficaram surpreendidos com a ação de Nijima, Ryuugu o olhava com expressão assassina, e Haruka percebia imediatamente. Olhando nos olhos da menina, Nijima com lágrimas involuntárias cobrindo sua face, abria a mão da garota, e entregava-lhe a chave que haviam lhes libertado.
Nijima: Essa é a prova que conseguimos sair para fora, e que estamos vivos, e pronto para lutarmos por nossas vidas. Eu prometo voltar.
A garota olhava para o jovem sem entender muito bem o porque disso, mas esboçava seu simpático sorriso como sempre, e em resposta, jogara toda sua confiança no rapaz:
Minori: Nós iremos mudar esse mundo, se esforce, Nijima-Kun!
O garoto abraçara Yume também, e abaixando-se, pegara algumas armas, e partia em direção a entrada da cidade proibida. Ryuugu ainda ficara parado olhando para o horizonte, abismado com alguma coisa, fechava seus olhos virava-se em direção ao garoto, e então, começara a seguí-lo.
Yume: Nijima... por favor, volte por favor! Estamos esperando por você, iremos pra casa juntos, ouviu?
Nijima apenas acenava com as mãos em sinal positivo, e continuara andando, calado, descendo aquela colina que o levaria até os portões do gaiola de serpentes.
Haviam se passado alguns minutos desde a partida de Nijima e Ryuugu, os dois, não haviam conversado desde então, o primeiro, caminhava com passos largos segurando um revólver, trajando também o uniforme que estava com Ryuugu, já este, fitava o tempo todo Nijima, sua expressão ainda era enigmática, mantinha suas mãos no bolso e parecia não se importar com mais nada. Suas armas ficavam presas em suas costas, a cada passo, os gritos de sofrimento e o fervor das chamas era mais aparente, Nijima então para, e apontava para frente:
Nijima: Ali, parece o tipo de um ônibus escolar, eu estava certo, com isso podemos...
O jovem era interrompido por Ryuugu que passara em sua frente o ignorando.
Ryuugu: Não me diga o que fazer.
Dois guardas haviam visto os dois se aproximando, Ryuugu continuara andando sem nenhuma exitação, Nijima, para não deixar as coisa estranhas, apenas o seguia. Um dos guardas, abordava Ryuugu, mandando-o se identificar:
- Epa, de onde você é? Não ouvi que algum batalhão viria pra cá.
O rapaz retirava de seu bolso o que parecia uma identificação, e após o soldado vê-la, imediatamente, fazia posição de respeito, e permitia com que o jovem seguisse em frente.
- Entendido senhor!
Nijima não entendia, mas deduzia que a identidade que estavam naquelas roupas eram de pessoas bem importantes, ele apenas seguia em frente um tanto inquieto com a presença, cada vez mais, de soldados que patrulhavam o local.
Nijima: Eu tô com ele ok? Hehe ^^’
O guarda o olhara com certo desprezo, mais á frente, um novo soldado parava Ryuugu, e lhe perguntava:
- O que o trás aqui senhor?
Ryuugu o respondera com certa arrogância:
Ryuugu: Aquele ônibus, eu preciso dele. Pegamos algumas pessoas importantes lá atrás, quero leva-los para dentro.
O soldado, com certo tom de obediência, o respondia se oferecendo para ajudar:
- Claro senhor, me permita dirigir para o senhor.
Nijima continuara preocupado, estava tudo indo muito bem, se surpreendia com Ryuugu e sua confiança, era algo que não esperava, mas sabia que ao lado dele, as coisas poderiam ir de acordo com o plano. Montados no ônibus, que parecia funcionar perfeitamente, Nijima, Ryuugu e o soldado, partiam para onde os outros estavam. O rapaz se aproximara do banco onde Ryuugu estava, e discretamente, perguntava sem que o soldado dirigindo pudesse ouvir:
Nijima: Cara, isso foi demais, mas arriscado pra caralho, o que faremos quando chegarmos até lá.
Ryuugu se lembrava de Nijima abraçando Minori, e isso o enojara, colocava seu braço e empurrava o rapaz que caía sentado no chão. Sem dizer nenhuma palavra, o clima entre os dois era cada vez mais pesado. Chegando até o local onde os quatro estavam, Ryuugu é o primeiro a descer, Yume ficara surpresa pela eficiência do plano, mas ao ver o motorista, se assustara:
Yume: Ele...
Haruka: Como eles conseguiram tão facilmente?
Ryuugu se aproximava de Nikame, e sem se segurar, começara a lhe socar. O derrubava no chão e chutava sua cabeça, Yume gritava para ele parar:
Yume: IDIOTA, O QUE DEU EM VOCÊ?
Nijima rapidamente se aproximara, e fazia sinal de silêncio para Yume, enquanto puxava o braço de Ryuugu:
Nijima: Não é mais necessário, eles vão entrar de qualquer jeito.
Minori: Nijima-Kun?
O soldado, frente ao volante do ônibus, achava tudo muito estranho, os reféns ali sozinhos, esperando para serem pegos, além de chamarem os dois pelos nomes. Nikame cuspia sangue pelo chão queimado, olhava para Ryuugu com certa raiva, mas este, mantinha seu olhar de frieza, e mandava todos entrarem:
Ryuugu: Vão agora, não quero arrancar sangue de garotas.
O motorista descia do veículo, e aproximando-se de Ryuugu, queria perguntar o que estava havendo:
- Ei, o que é isso tudo Ryu..
Antes que o mesmo pudesse completar sua frase, Ryuugu sacara um facão que ficara em sua cintura, e decepara a cabeça do rapaz, que rolava morro abaixo.
Haruka ficara com mais um ponto de interrogação na cabeça, ela tinha ouvido claramente o soldado chama-lo de ‘Ryu’, o que fora estranho, visto as circunstâncias.
Nijima: Se fez isso, era necessário mesmo bater no Nikame seu maldito!?
Minori se aproximava de Nijima, dizendo com o tom de voz suave:
Minori: Se acalme Nijima-Kun, Nikame está bem, ele não bateu tão forte assim, agora precisamos apenas continuar.
Nikame: *Na verdade ele bateu forte sim e_e*
Ryuugu olhando os dois se dando bem, ficara ainda mais irritado, chutara o corpo do soldado para longe, e montava no ônibus, ficando no controle do volante.
Yume: Podemos apenas entrar numa boa? O que aconteceu lá embaixo? Esses soldados são bem idiotas mesmo hein.
Nijima: *Não... tem algo de errado aqui.*
Os seis, já dentro do ônibus escolar, ficavam sentados enquanto Ryuugu dirigia na direção do grande portão de Tóqui. Chegando na entrada, muitos guardas observavam, fazendo sinal de respeito com a mão na testa para Ryuugu, o que intrigava cada vez mais Nijima, poderia ser uma armadilha. O grande portão da entrada oeste, era enorme. Foram preciso 8 homens para abri-lo, aos poucos, uma visão irredundante da cidade era vista pelos jovens, iriam entrar no local onde era a cede de Deus, estava cada vez mais perto da verdade, e ao mesmo tempo, cada vez mais pertos da morte.
Ao entrarem finalmente, um calafrio era sentido por Nijima, todos se mantinham em silêncio, apenas observando os arredores. Tudo era vazio, tudo era escuro, soldados espalhados por todos os cantos patrulhavam e levavam reféns aos que pareciam casas de punição, gritos de tal local rangiam as vidraças do ônibus, o verde, simplesmente não existia:
Yume: Não sei como ainda resta oxigênio no mundo, não tem mais nada aqui.
Nijima: Droga, droga, algo não está certo, tá tudo muito calmo, por quê?
As ruas eram tomadas por uma multidão de mendigos implorando por comida batendo na lataria do ônibus. Animais mortos e ossadas diversas eram espalhadas pelas calçadas trazendo um odor insuportável, carros já não eram vistos trafegando, lojas e estabelecimentos, nenhuma mais existia, as praças e árvores era cinza, tudo havia sido perdido, o fundo do poço já havia ficado para trás, ali, era algo mais distante. Foram engolidos pela imagem de soldados espancando crianças até a morte. Isso era algo que Nijima e os outros não conseguiam engolir, mas tinham que ficar calados:
Nijima: Como posso ver isso e simplesmente aguentar? Que mundo é esse?
Minori chorava baixo, era triste ver o mundo devastado, e o mais triste, era saber que a pessoa que fazia isso, era o homem intitulado Deus.
Nikame: Maldição, aqui é o lugar que eu buscava então? Esse buraco da morte?
Ryuugu levara o ônibus até um lugar mais movimentado, estavam começando a encontrar casas quase inteiras, mas as ruas ainda eram manchadas de sangue, alguns metros do veículo, havia uma praça, o único local normal que haviam visto até agora. Nela, uma multidão de pessoas vestidas de branco gritava o nome de Deus, se aproximando mais um pouco, Nijima e o resto se dirigiam para frente tentando observar o que acontecia, eis que eles vêem o mesmo homem que os atacou no lago, o senhor encapuçado. Ele agora vestia um terno, e estava no alto de um palanque. Com uma espada na mão, o homem dizia para o público:
- Com vocês aqui hoje, a salvação já é eminente! Quero dizer a todos que são poucos ainda os escolhidos, e que logo, esse mundo já não existirá mais. Então todos vocês, apenas venham comigo, vamos para o caminho que vocês merecem, que a graça de todos e a esperança que sempre existiu dentro de vocês faça florescer um novo amanhã, o sofrimento acabou, venham!
Várias carruagens, com celas enormes atrás apareciam frente a praça, eram o que imaginavam, estavam presenciando a elite de Deus levarem as pessoas para o ‘céu’, porém, outra multidão, vestida de preta, se aproximava, todos portando vários armamentos, e apontando para o homem encapuçado, eles protestavam:
- Seus filhos da puta, não vamos mais deixar que acabem com nosso lar, com o nosso planeta!
O homem encapuçado apenas ria ironicamente, os soldados estavam a ponto de atacar, mas eram parados pelo mesmo:
- Se acalmem, homens, essas formigas não são dignas do seu serviço, permitam que eu varre esses insolentes que nunca merecerão um lugar no céu, pra fora daqui.
Um dos protestantes começara a atirar no homem, mas este, se esquivara com um enorme salto, e sem ser visto pelos demais, aparecia atrás do atirador, e portando uma enorme espada em suas mãos, o fatiara em quatro partes. Os demais tentavam ataca-lo, mas as habilidades do homem era surpreendentes, ele cortava um por um, sem que nenhum soldado precisasse agir, as pessoas de branco, apenas aplaudiam, e, após o término da limpeza, o homem, frente a mais de 30 corpos que havia acabado de matar, joga sua espada no chão, balança a cabeça ainda rindo, e olhando para as pessoas de branco, grita apontando as duas mãos para eles:
- VEJAM, AQUI FOI DADO O CASTIGO Á AQUELES QUE TENTAM IR CONTRA O CRIADOR DA HUMANIDADE, DEUS!
Os seis ficam surpreendidos, aquele homem, era Deus, o criador da humanidade, e também o destruidor dela.
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