Yuiitsu No Reigai

2 Capítulo 2 - Michi no kankaku


Notas iniciais
Yo minna ♥
Bem, novamente ficou simples e curto. Minha escrita ficou ruim e ficou muito... vazio os diálogos.
MAS, Do próximo cap. para frente eu juro melhorar :( Gomen!
Bem, espero que gostem.
Ja nee~ ♥

Capítulo 2

Michi no kankaku

未知の感覚


O loiro permaneceu da mesma forma por todo o trajeto até a porta do Orfanato. O senhor de bigode e cabelos grisalhos que vestia um sobretudo preto tentava dar passos largos para ser o mais rápido possível conforme levava a mala do garoto em uma das mãos e lhe envolvia os ombros com a outra. Chegaram até a entrada rapidamente; Esta era grande e coberta, o que levou o senhor a fechar seu guarda-chuva e pendurá-lo em um suporte específico. Caminhou até o garoto encharcado que apenas fitava a grande porta de madeira, ainda inexpressível, e com pressa e preocupação, lhe levou rapidamente para dentro.

O salão principal da Wammy’s House era grande e belo, decorado com diversos quadros e diferentes vasos de belas flores. A aparência de grandes mansões inglesas antigas dava o toque especial ao orfanato. Na longa escadaria de madeira escura, localizada tanto na parte direita, como na esquerda do local, havia – na direita – dois garotos com a feição repleta de curiosidade, com os olhos arregalados pousando sobre o loiro. Um deles possuía os cabelos num tom quase mel, assim como seus olhos “puxados”, provavelmente era Asiático; Vestia um pijama bege. O outro possuía os olhos negros como os cabelos um tanto quanto bagunçados e trajava uma camiseta de manga longa branca e uma calça de moletom azul. Ambos estavam descalços.

– Vamos, meu caro, antes que você pegue um resfriado. – Disse o senhor num ar preocupado, conduzindo o garoto até as escadas onde os outros dois permaneciam. Parou de andar e lançou-lhes um olhar intenso. – E vocês dois já deviam estar na dormindo, não?

– Desculpe, Tio Watari. – O de cabelos claros sorriu tímido, se levantando e estendendo a mão para o outro se levantar, este aceitou a ajuda e sorriu envergonhado para o outro, corando de leve, logo se virou para o homem que permanecia a lhe fitar.

– Não podemos ficar mais um pouquinho, Pai? – perguntou o moreno em tom manhoso. – Por favor!

– Certo, mas só um pouco! Vamos. – Chamou os garotos com a mão, dando um suspiro e os outros dois sorriram, o mais alto e de cabelos claros puxando o outro pela mão conforme subiam as escadas e sendo seguidos pelo homem e o loiro. Pararam ao que chegaram ao fim destas, esperando os outros dois lhes alcançarem e assim que o fizeram O senhor virou em direção ao longo e estreito corredor da direita, onde em ambos lados haviam portas de madeira paralelas umas as outras, numeradas com uma pequena placa dourada e com números pintados de preto. No fim do corredor, entraram na ultima porta da esquerda. O loiro fitou o cômodo, concluindo que ali seria um quarto, como todos os outros através das portas anteriores. Possuía um tamanho razoavelmente grande, com um cama em cada lado do quarto, sendo que haviam duas. Entre estas, dois pequenos gaveteiros. Do outro lado, um grande armário de madeira fortemente escura, uma cômoda e outra porta fechada. Ao lado da cama do lado direito, uma janela e sobre o chão um largo tapete vermelho escuro.

O homem levara o loiro até a cama da direita, onde este recusou se sentar, pois estava encharcado.

– Se não for incomodar, preferiria tomar um banho antes. – falou sério.

– De forma alguma! O banheiro é logo ali. – apontou para a porta fechada. O loiro apenas balançou positivamente a cabeça e andou até sua mala, tirando dali uma toalha e uma roupa. Caminhou lentamente, adentrando o banheiro e fechando a porta deste, mas também não demorando a dali sair.

– Obrigado. – disse calmo ao senhor e o mesmo sorriu.

– Não há de que, meu jovem. Está se sentindo melhor?

– Não sei. Não me importo muito, também. – Deu de ombros, observando a chuva através da janela fechada apenas pela veneziana. Os garotos sentados na cama trocaram um olhar rápido, logo pularam desta e correram até o loiro.

– Você devia beber algo quente, antes que fique doente. – O mais alto falou um pouco preocupado.

– Gosta de doces? Eu tenho muitos! – o moreno sorriu.

– Apenas chocolates, mas tenho os meus, obrigado.

– Então... Tio Watari, nós podemos beber chocolate quente?

O senhor riu baixo.

– Claro, crianças. Vamos. – Disse calmo, as conduzindo para fora do quarto, em direção à cozinha que se encontrava no andar de baixo. Os três menores se sentaram envolta de uma mesa de madeira no centro do lugar enquanto o senhor fazia a bebida para os mesmos.

– Então, qual seu nome? – Perguntou o de cabelos claros, interessado.

– Mihael. Mihael Keehl.

– Eu sou Raito, Raito Yagami, mas, certas vezes, sou chamado de Light. – Sorriu.

– Me chamo Lawliet, mas pode me chamar de L, se caso quiser. – o outro lhe deu um simples e pequeno sorriso. – Aquele é Watari, o dono da Wammy’s e meu pai adotivo.

– Quantos anos você tem, Mihael? – Perguntou Raito.

– 6 anos. Faço aniversário em 13 de Dezembro. – continuou sério, notando os detalhes da cozinha. Os outros 3 permaneceram boquiabertos.

– Você parece ser bem mais velho... Bem, eu e Lawliet temos 7 anos. Lawliet faz no Halloween e eu no dia 28 do mês passado.

– Pronto, garotos. – Watari colocou as três canecas sobre a mesa.

– Obrigado. – agradeceram em uníssono, logo já haviam terminado rapidamente a bebida.

– Então agora você me abrigara aqui?

– Sem dúvidas, Meu caro. O tempo que for necessário.

– Obrigado novamente. – Respondeu ainda sério. – O quarto onde estou. Existe mais alguém lá?

– Por enquanto não. Nem no dormitório frente ao seu.

– Dormimos ao lado deste. Caso precisar de algo, é só nos chamar, sim? – Disse Raito.

– Certo, Obrigado. – Suspirou. Poucos segundos depois, um sino soou alto e Watari pousou os olhos sobre o pequeno relógio da cozinha. Caminhou até a mesa e tirara as canecas dali, as colocando sobre o mármore da pia.

– 00:00. Acho melhor se deitarem logo, ou amanha acordaram tarde e não poderão aproveitar o domingo.

– Certo, já estamos indo. – Lawliet se levantou, puxando Raito consigo pela mão. – Vamos, Mihael, nós subimos juntos.

O loiro suspirou novamente, logo se levantou e caminhou até os outros dois.

– Muito obrigado, Senhor Watari. Boa Noite. – Disse calmamente e o homem sorriu.

– Não há de que, meu caro. Boa Noite. – Respondeu simpático.

– Boa Noite Pai! Boa Noite, Tio Watari! – Os outros dois falaram um tanto quanto alto, antes de correrem puxando o loiro consigo.

Subiram as escadas e pararam frente ao agora quarto de Mihael. Ajudaram-no a arrumar as coisas que faltavam e não demorou muito para se despedirem, deixando Mello sozinho, mas este sequer ligava.

Olhou para a cama a sua frente e suspirou. Sentiu-se estranho, com uma espécie de ansiedade lhe acometendo. O coração batia rápido e a impaciência para o dia de amanhã chegar aumentava, mesmo não sabendo o que aconteceria. Balançou negativamente a cabeça, afastando os pensamentos e diversas hipóteses sobre o que aconteceria e se deitou, fitando o teto. Por mais que sua nova jornada havia acabado de começar, insistia em dizer que, no quesito de amizades, nunca teria ninguém e que continuaria a viver sozinho, como fora ao longo desses seis anos. Insistia em dizer que não necessitava de alguém, que não necessitava de amor e que nunca esboçaria sequer um sorriso até o fim de sua vida. Acreditava que toda aquela ansiedade e impaciência para saber quem deitaria naquela cama vazia frente a sua fora um medíocre deslize que já começara a cometer.


Porém Mihael estava completamente enganado.