Yuiitsu No Reigai
18 Capítulo 18 - Watashi wa daijōbude wanai
Notas iniciais
Sim, eu me atrasei. Mas tenho motivos. 1- Anime Friends; 2- The Amazing Spider-Man; 3- Falta de inspiração, acho.
Enfim, pelo menos estou nos prazos combinados no começo da fic, que seria posts nas sextas, sábados ou domingos. Como estou de férias, é mais provável que eu não tenha ao certo um dia da semana para postar, mas fica entre esses três.
O capítulo está um lixo, minha escrita está horrível e eu prevejo muitos xingamentos nas reviews, mas não posso fazer nada, esse era o destino da fic desde o início.
Enfim, minhas sinceras desculpas pelo capítulo incrivelmente mal feito :/
Ja nee. (Hiromi-chan, respondi sua review por mensagem ^^) E BEM VINDA, ANY-CHAN ♥
Capítulo 18
Watashi wa daijōbude wanai
私は大丈夫ではない。
Mail ria baixo, rodeado por folhas de papel, tintas, pinceis e lápis com suas diversas cores e algumas canetas espalhadas pela grama baixa enquanto, ao seu lado, uma mulher bonita — cujos traços do rosto alvo e delicado eram quase idênticos aos do ruivo, assim como o tom de seus olhos e madeixas — lhe contava algo com entusiasmo e, vez ou outra, contraia os lábios numa careta, tirando mais risos do garoto. As vezes se demorada olhando-o, um brilho materno e gentil em seus olhos, mas ainda sim com um pouco de tristeza. Em seguida, tentando esquecer-se de suas preocupações, voltava-se para a folha em que desenhava, assoviando alguma melodia. Vez ou outra o garoto sorria travesso, ligeira e imperceptivelmente passando o dedo em um dos potes pequeninos de tinta.
– Mamãe! Tem tinta no seu nariz! — Ele fingia estar surpreso.
– Onde? — a mulher virou-se para o garoto e no mesmo momento, rindo, ele raspou o dedo sobre seu nariz pequeno; A ruiva se impressionando e rindo, depois lançando um falso olhar sério ao garoto. — Ah, você vai ver só...! – Riu e começou a lhe fazer cócegas, aproveitando que o ruivo encontrava-se no chão; Ele ria alto quando a mulher o imitou, mergulhando o dedo no potinho de tinta, embora não tivesse passado-a apenas no nariz idêntico ao seu, mas sim nas bochechas. Ela, por fim, parou rindo e se jogou na grama ao lado do filho, os fios escarlates de ambos se misturando; Fitavam o céu claro e belo de verão. Fecharam os olhos, sentindo a brisa leve, mas algo os dava uma estranha pontada no peito. A despeito disso, o garoto sorriu e procurou a mão da mulher, a apertando ao que se aproximou dela.
– Obrigado, mamãe. — Falou baixo e a mulher o olhou de soslaio, confusa.
– Por que, Matt?
– Por tudo. — Ele falou simplista e respirou fundo, ainda com os olhos fechados, sorrindo. A mulher sentiu os olhos marejarem. Sentou-se na grama, sorrindo tristemente, e fungou discreta, mas o garoto notara. Uma onda de medo e preocupação se apoderou dele, mas ele nada fez, senão se sentar e abraçar a mãe com força, como se fosse uma despedida indesejada. — Eu te amo.
– Eu também, meu amor, eu também. — Ela abraçava o garoto com força e acabara se esquecendo da dúvida que lhe surgiu sobre como o garoto descobrira que algo ruim estava por vir. Um vento forte e gélido vindo do sul bagunçou seus cabelos e a mulher estremeceu, apertando ainda mais o filho. O soltou e o ruivo de olhos levemente marejados sorriu, fazendo com que a mãe retribuísse. Do céu ouviu-se um rugido e um raio cortou o azul. — Vamos entrar, antes que a chuva molhe nossos desenhos! — Ela disse em um tom um pouco mais entusiasmado e o garoto assentiu, pegando parte das coisas espalhadas pela grama junto da mãe; A garoa fraca já era sentida na pele alva dos dois. Puseram-se a correr e logo entraram na casa simples e isolada no campo. Colocaram os desenhos empilhados e organizados sobre a mesa e o garoto guardou os outros materiais no pequeno estojo; A ruiva, por sua vez, pegou os objetos e guardou em uma bolsa de tamanho médio. Com rapidez, adentrou o quarto e logo voltou, parecendo um pouco aflita; ouvira um barulho do lado de fora da casa. Respirou fundo e andou até o filho, que a olhava confuso.
– Matt, fique aqui. – Disse em um sussurro, o levando até um pequeno vão atrás do sofá.
– Mamãe, o que-
– Não saia daqui, certo? E, não importa o que acontecer, eu te amo e sempre vou estar com você, ouviu? — ela acariciou o rosto do filho que assentiu. Deu um beijo em sua testa e logo se levantou, deixando-o escondido no vão do sofá, embora estremecesse em seguida; ouviu batidas na porta. Respirou fundo, fechando o punho, ouvindo o sussurro do filho uma ultima vez.
– Eu também, mamãe.
– Abra logo! – Uma voz surgiu do lado de fora da casa, o tom impaciente causando no ruivo um desespero repentino. – Não adianta se esconder, Flosi, já sabemos que está aí.
A ruiva, ainda com os punhos fechados, respirou fundo, trêmula. Pôs-se a caminhar em direção à porta, embora não desejasse, mas repentina e brutalmente, esta foi empurrada e quebrada, uma vez que sua madeira não fosse muito resistente.
Ainda escondido, Mail viu, sentindo o desespero crescer, uma senhora de cabelos volumosos loiros, lábios pintados de vermelho sangue e com um brilho malicioso nos olhos acompanhada de dois homens altos trajando ternos negros, ambos com a expressão séria e decidida. A mulher então sorriu, um sorriso visivelmente cruel.
– Finalmente nos encontramos novamente... Já sabia de nossa visita, querida nora? Ou talvez continue a mesma mulher burra com quem meu filho fugiu? Ora, vocês se mereciam. Ambos burros, achando que não os encontraríamos... – O sotaque inglês era forte. Ele se aproximava da ruiva, o brilho malicioso dos olhos azuis cada vez maiores. Nos olhos verdes e belos da outra havia a tensão e o ódio. – Caso eu esteja certa sobre sua burrice, acho que devo lhe lembrar de meu propósito de vir aqui...
– Não é necessário que me lembre de nada! Como ousa falar como se fosse a autoridade? A senhora que foi a mais indecente de todos, indo contra a vontade de seu filho por questões tão ridículas como a diferença social! Com tantos filhos casados com pessoas que lhe agradassem e o desprezo que a senhora sempre teve por Max, que diferença faria ele casado com alguém que não se encaixasse no seu padrão de noiva ideal-
A italiana não terminou a frase, logo a mão da loira deferiu em seu rosto alvo e belo uma marca vermelha. Mail arregalou os olhos, preocupado com a mãe.
– Como ousa... Imagine só, a os Jeevas tendo seu nome sujo por uma estúpida garota da dos Flosi...! Max Jeevas e Janie Flosie, que desonroso seria...
– Por isso mesmo desaparecemos! Não está contente? Max não fazia mais parte de sua família, ele só possuía o sobrenome e nada mais!
– Mas ele não foi criado para tomar tal decisão. Ora, além de pobre você é realmente extremamente burra! Mas não estou aqui para discutir com alguém tão desprezível, em um local tão nojento... A única coisa que eu quero é o fruto da felicidade horrenda de vocês dois. – Ela sorriu e o brilho malicioso em seus olhos fortificou-se. A ruiva fechou os punhos com mais força.
– Nunca. O que mudara em sua vida levando meu filho? – Seus batimentos desesperados eram acelerados, assim como os de Mail.
– Levando seu filho, estou levando sua felicidade. E nada me agradaria mais do que fazer isso.
– Está fazendo isso por vingança? Que ridículo! Quando “levei seu filho”, não levei sua felicidade. Max mal era tratado como filho por você!
– E isso lá é de sua conta?! Vamos, dê logo a criança se não quiser algo pior! É Mail o nome dele, não? Vamos, apresse-se!
– Não! O Matt não! Leve tudo o que quiser, mas não o meu filho! – Ela gritava. Foi então que, escondido e desesperado, Mail viu na mão dos homens algo que fez com que seus batimentos parassem repentinamente. Do bolso de cada um, eles tiraram uma arma.
– Mamãe... – Ele sibilou, os olhos arregalados se marejando.
– Bem... Já que insiste... – A loira virou as costas, caminhando em direção à porta. – Façam o trabalho de vocês.
Janie não teve tempo algum para pensar. Os homens levantaram as armas em direção a ela. Dois tiros. Ela arregalou os olhos e Mail fizera o mesmo. Mais dois tiros. Ela caíra no chão, o sangue se espalhando pelo piso de madeira.
Mail não ligava mais para nada ao seu redor. Saiu do lugar onde até então estava escondido, as lagrimas descendo furiosamente por seu rosto tão parecido com o da mulher estirada no chão. Jogou-se sobre o corpo da mãe aos prantos, trêmulo. A mulher, em seus últimos segundos de vida, então sorriu ao ver o garoto. As lágrimas também manchavam seu rosto. Mail a olhou.
– Mamãe... Não... Por favor...
– Me desculpe, meu amor... Tenha... Cuidado... Eu te amo, filho.
– E-Eu também... – Os olhos dela foram se fechando lentamente e o sorriso se dissipando aos poucos, e então ela se entregou ao destino que a esperava.
– Não... Mãe... Por favor... – O ruivo sussurrava, as lágrimas deslizando pelo rosto do garoto adormecido. Mihael, que até então estava se levantando da cama, ouviu um pouco confuso, coçando os olhos, algo vindo da cama ao lado. Em seguida, reconheceu algo que lhe lembrava um soluço; Arregalou os olhos, levantando com pressa e correndo até a cama do ruivo. Sentiu uma pontada no peito, reconhecendo o caso que presenciou muitas vezes quando menor. Sacudiu o melhor amigo pelo braço, o chamando com calma. Logo o ruivo acordou repentinamente, ofegante. Mihael, que estava sentado na cama de Mail, o olhou desolado, se aproximando do garoto. Não hesitou e logo o envolveu em um abraço protetor, sendo retribuído no mesmo segundo. Mail voltara a sentir os olhos marejando e os fechou, apertando o loiro com mais força.
– Acalme-se, foi só outro pesadelo... Eu estou aqui, Matt...
...
O professor dava suas ultimas orientação sobre o trabalho, faltando apenas alguns minutos até o sinal da penúltima aula soar. Mail anotava em seu caderno, embora seus olhos tristes e cansados, rodeado por olheiras, deixava claro o quão taciturno ficaria aquele dia; Não dormia há algumas noites e quando o fizera o pesadelo de algo que lhe aconteceu quando mais jovem o atormentara.
–... O prazo de entrega é de uma semana. Apenas isso, podem guardar suas coisas. – Ah, sim. Mail, caso for procurar as informações em livros, talvez eles não estejam na seção certa; Provavelmente estão na seção de Ciências por engano, sim?
– Sim, senhor. – Ele assentiu, a voz mais baixa que de costume. O homem o olhou preocupado, mas suspirou ao que o sinal tocou, caminhando em direção à mesa para guardar seus pertences. Os alunos saiam apressados da sala e Mail sentiu um olhar pesado em sua direção, junto de risos baixos e maliciosos. Engoliu em seco, guardando seus materiais ao que sentiu agora um olhar preocupado sobre si.
– O que houve, Matt? – Beyond questionou. O ruivo levantou os olhos e sorriu de leve, meneando a cabeça negativamente. – Nada, B. Só um pouco de dor de cabeça...
Beyond, não confiando muito nas palavras do amigo, olhou para Mihael, que fez um gesto com as mãos, indicando para conversarem depois. Colocaram as mochilas nas costas, Mail com um pouco de dificuldade pelo peso.
– Procure a Sra. Sachiko, talvez ela tenha algum remédio; Não parece ser uma dor de cabeça fraca... – O professor, que estava prestes a sair, comentou.
– Ah, não, Obrigado... Não se preocupem, logo passa. É só resultado de alguns dias sem dormir.
– Entendo... Bem, então tente descansar depois. Melhoras. – O professor acenou para os garotos e Mail agradeceu com um sorriso fraco. Logo olhou para os amigos, empurrando Beyond e Mihael de leve.
– Vão para a quadra, vocês já estão atrasados. – Os garotos o olharam, preocupados; Já desconfiavam do que fora, a essa altura. Mail riu baixo. – Eu vou ficar bem...! Não se preocupem, certo? Vejo vocês mais tarde.
–... Certo, nos vemos aqui a pouco. – Beyond disse, ainda preocupado, mas caminhou junto aos outros à caminho da ultima aula. Mihael fez um gesto para que ele fosse antes e o mesmo assentiu. As sextas e ultimas aulas eram diferentes, como cursos em que os alunos escolhessem o que fariam. Mihael e Beyond, embora não gostassem muito, tinham Ed. Física, Nate, Lawliet e Raito participavam de diferentes cursos e Mail era um dos poucos alunos que fazia Artes ou algumas outras matérias.
– Mello... – Mail tinha um tom calmo, embora reprendedor e um pouco risonho.
– Eu sei. Mas, Matt, você vai mesmo ficar bem? Eu não me importo de perder a aula de Ed. Física, você sabe... – Falou levemente corado e Mail riu, as bochechas avermelhadas.
– Sei, mas Beyond está te esperando e eu estou bem, Senhor Keehl. Agora vá logo, ou nós dois vamos perder a aula.
– Hum, certo... Mas mais tarde você não tem desculpas. – Sorriu e o ruivo riu, meneando negativamente a cabeça. Bagunçou os fios escarlates com a mão e correu em direção à porta. – Até logo, ruivo.
– Até logo. – Mail riu, ajeitando a mochila nas costas. Suspirou, as bochechas rosadas e os olhos brilhantes; Apesar de tudo, ele se via como a pessoa mais sortuda por ter amigos como aqueles e por seu melhor amigo lhe tirar sorrisos quaisquer fosse a situação.
Saiu da sala e fechou a porta, logo caminhando pelo corredor deserto da Wammy’s House em direção à sala de Artes. Sentiu uma leve tontura e estranhou ao que achara estar sendo observado mais uma vez, o olhar pesado sobre ele. Logo suas dúvidas se dissiparam ao que foi jogado contra uma parede ao lado dos armários de ferro, fazendo sua cabeça bater com força na quina de um desses. Logo foi preso contra a parede e reconheceu os olhos a sua frente.
– Olha só, quanto tempo, não, Jeevas? – Nathan perguntou, os olhos brilhando de malícia. Como esperado, estava acompanhado de mais alguns garotos. – Sentiu nossa falta, não foi? É, nós também-
– Nathan, por favor... – O maior fechou o punho, acertando a boca de Mail. O sangue da testa já escorria pelo rosto alvo.
– Cale a boca, ruivinho. Ninguém te deu permissão para falar. – Mas então, vamos tratar de alguns assuntos antes de você ficar inconsciente. Fiquei sabendo que seu aniversário é daqui uma semana! O que acha de um presente adiantado? Seria ótimo! Bem, aqui vai a primeira parte! – Disse falsamente alegre e com o punho ainda fechado e uma mão puxando o colarinho da camisa de Mail, ele lhe acertou o olho direito e o estomago. Os garotos que seguravam sua mão cravaram as unhas no pulso do garoto com força, onde o sangue logo surgiu facilmente. Mail fechou os olhos com força, sentindo-os marejados. Nathan sorriu, soltando o garoto que caiu no chão. Logo começaram a lhe chutar com força, satisfeitos ao que lhe acertavam a cabeça ou qualquer outra área extremamente frágil ou já ferida. Pararam ao que Nathan agachou e puxou os fios ruivos com força, olhando para a face extremamente ferida com satisfação e orgulho do que realizaram.
– Consegue ouvir, orfãozinho idiota? – Mail ouvia, mas não conseguia se movimentar. Nathan, sabendo da situação, irritou-se, não perdendo a oportunidade de machucá-lo mais. Tirou algo do bolso da calça e com agilidade, enquanto questionava novamente, fez um corte na bochecha de Mail. – Eu perguntei se consegue ouvir!
– S-Sim... – A voz falha e rouca de Mail saiu com esforço e o maior sorriu.
– Ótimo. Bem, você merece esse presente mais que qualquer outro, não sabe? Oras, é o melhor presente que um garoto como você poderia receber, afinal, qual outro presente seria melhor para um garoto que matou os próprios pais? Que deu tanto trabalho para a própria avó, que arruinou a vida de pessoas que te amavam! Seu pai morreu por sua culpa, sua mãe morreu por sua culpa. E seus amigos se prejudicam por sua culpa! – Fez um corte na outra bochecha e agora posicionava o instrumento afiado na testa do garoto. – E você deve pagar por isso, não? – A lâmina deslizou sobre a pele fina. – E você sabe muito bem qual a melhor forma de fazer isso. – Ele sorriu malicioso. A pontada no peito de Mail era cada vez mais forte, e ele, mesmo inconsciente, analisava o que lhe era dito e constatava – erradamente — que na verdade Nathan estava certo. E ele sabia o que devia ser feito, e o mais rápido possível.
–Tome, isso vai ajudar. – Entregou a ele uma caixa de tamanho médio e sorriu. Puxou os goggles que estavam no pescoço de Mail e os soltou na região dos olhos verdes, embora fechados. Levantou-se e com mais força que qualquer outra vez, chutou Mail uma ultima. – Feliz Aniversário antecipado, e não se esqueça de aproveitar o presente, idiota. – Pôs-se a caminhar pelo corredor rindo, sendo seguidos pelos garotos que chutaram Mail mais algumas vezes e o levantaram, jogando-o em direção às escadas. Mail se segurou no corrimão, apesar de ter batido a cabeça neste. Tentou descer a escadaria com dificuldade e por fim chegou ao andar dos dormitórios. Apoiando-se nas paredes, chegou ao quarto em que dividia com Mihael e arregalou os olhos ao lembrar-se do mesmo. Correu para o banheiro, trancando a porta e jogando a mala em algum canto. Seu reflexo no espelho o deixou ainda mais desesperado. Cortes nas bochechas e na testa, o nariz sangrava, assim como a boca, o olho inchado e vermelho, rodeado por um roxo escuro. Seu uniforme amassado e sujo, com algumas manchas sujando o tecido. O cabelo bagunçado. Apressou-se em procurar por curativos e não muito experiente tentou limpar os machucados. Quando já vestido com uma roupa normal, abaixou os goggles para tampar o olho ferido e fez com que a franja escondesse os machucados em sua testa; Logo o sinal soou alto. Ele sentiu uma forte pontada no peito, o sentimento de culpa por estar escondendo tudo o que sofria. Ele então se lembrou da caixa que Nathan lhe entregara; Pegou suas coisas e abriu a porta do banheiro, certificando não ter deixado nada para trás. Caminhou, mancando e dolorido, até sua cama e lá se sentou, segurando a caixa, temeroso. Abriu-a lentamente e arregalou os olhos como que vira. Prendeu a respiração e escondeu-a embaixo de sua cama, a dor em seu peito ainda mais forte.
A porta se abriu calmamente e logo Mihael surgiu. Preocupou-se ainda mais ao ver algo nas bochechas do garoto. Correu até o mesmo, sentando ao seu lado.
– O que houve, Matt? Suas bochechas... – Mail arregalou os olhos e as cobriu com a mão.
– Ah, eu acabei tropeçando em algumas coisas na sala de artes e cai. Mas já cuidei disso, não se preocupe. – Ele sorriu com dificuldade. Mihael se demorou fitando o garoto e algo lhe passou pela cabeça, fazendo com que repentinamente envolvesse o ruivo em um abraço. Mail se assustou, mas logo retribui, não aguentando e liberando aquelas que teimavam em deslizar por seu rosto. O loiro tinha esperanças de fazer com que toda aquela dor que envolvia Mail, mesmo ele não sabendo do que acontecera há pouco, se dissipasse, junto de todos os seus medos.
Mas Mail já não possuía esperança alguma.
Fale com o autor