Notas iniciais
HEYO!!! BUENAS NOCHES!!! Cá estou eu novamente, postando um capítulo da Patrick. O celular dela está com sérios problemas para postar e eu estou com certos problemas para não postar. Se chama vício em postar pelo menos um capítulo por semana '-'. NUNCA QUEIRAM ESSE DISTÚRBIO PSICOLÓGICO PRA VIDA DE VOCÊS. Absolem ☆

Ethan dirigia devagar e cuidadosamente, como uma mulher. Ele parou em um sinal e passou pelos cabelos azuis, seus olhos verdes se voltaram para mim.

– Você vai me dizer o que está acontecendo? — perguntou ele, as sobrancelhas se juntando.

– Como assim? — perguntei.

– Você não falou comigo ontem, nem antes de ontem e, agora, você não fala nada, apenas olha para essa porcaria de janela. — ele fez uma pausa. — O que aconteceu, Mia?

Engoli em seco. Não havia contado a Ethan tudo o que aconteceu, já sabia qual seria a resposta. Por mais que fosse estranho, eu não queria me abrir com Ethan dessa vez.

– Eu estou bem. — falei, um sorriso pouco convincente.

– Mia, essa não é você.

Mordi meu lábio inferior. Parecia que um grande guerra acontecia em minha mente, dizer ou não a verdade, Ethan sempre havia confiado em mim e eu nele, por que eu não queria falar nesse momento? Por que eu não queria contar a Ethan? Simples, porque você tem medo da reação dele, tem medo que ele mate Alex. Medo.

Sons de buzinas me fizeram despertar.

– Ethan, o sinal está verde. — falei.

Ele levantou os olhos, antes me lançando um olhar de canto, e continuou a guiar o carro até o colégio.

Passei os dedos pela saia, tentando tirar um amassado imperceptível e continuei a pensar, sendo interrompida apenas com o feio de Ethan ao estacionar em uma das vagas do estacionamento da escola. Levantei a mão para abrir a porta do carro, mas Ethan já havia travado as portas.

– Ethan!

– Eu não vou abrir essa porra até você me explicar o porquê de estar assim. — seus olhos verdes pareciam querer me engolir por inteira.

– N-nós v-v-vamos n-nos a-atrasar! — puxei a maçaneta.

– Sinceramente, eu não ligo. Posso passar a manhã inteira assim, quem sabe um pedaço da tarde?

– Ethan!

Ele me segurou pelo punho e me puxou para mais perto.

– Mia, eu te conheço desde os meus primeiros segundos de vida, nascemos com um intervalo de apenas 2 dias, e mesmo assim você não quer me contar o que está acontecendo. Achei que você confiasse em mim!

– Eu confio! — gritei.

– Então, o que merda você não quer falar? — gritou ele em resposta.

Olhei para o chão do carro, estava sujo de vários pacotes de salgadinhos e papéis de hambúrguer para viagem.

Uma lágrima escorreu pelas minhas bochechas e Ethan largou meu punho.

– M-me desculpa...- ele começou. — E-eu...

Eu apenas o puxei para mais perto e o abracei, com força, ele retribuiu e enfiou o nariz dentro dos meus cabelos.

– Você tinha razão. — resmunguei.

– Eu tenho razão sobre muitas coisas, Sweet.

– Você tinha razão sobre Alex, sobre tudo em relação a ele.

– Sweet.

Eu contei tudo a Ethan, desde a noite do baile até agora, ele secava as lagrimas continuamente. No final ele não respondeu nada apenas me olhava com uma ira.

– Mia, eu vou quebrar o aquele infeliz em pedaços. — falou por fim.

Ethan saiu do carro em disparada, os pés marchando e os cabelos caindo sobre a testa. Saí do carro e o segui.

– Ethan! — gritei enquanto tentava acompanhar as passadas rápidas dele. — Ethan! Ethan!

– O que foi? — perguntou ele, ignorante.

Puxei ele pelo braço, agarrando a jaqueta jeans com força.

– Para! — falei. — ele deve estar em sala de aula!

– Ele não está, sei muito bem onde esse filho da puta está escondido. — resmungou ele.

Ethan tomou o caminho até a piscina olímpica e entrou no vestiário masculino. Merda. Eu entrei a tempo de ver Alex levar um soco e cair sentado em um dos bancos.

– Cara! — um garoto que estava com Alex gritou para Ethan. — que merda você está fazendo?

– Não se meta! — Ethan gritou. — Meu assunto é com ele! — falou, mirando Alex.

Alex se levantou devagar e ficou de frente a Ethan, eles tinham praticamente a mesma altura e estatura, apesar de Alex parecer geralmente ser mais forte que Ethan.

– Você já deve saber do meu termino com Mia. — falou Alex, seu rosto estava sério apesar de a voz demonstrar tristeza.

– Termino?! — Ethan perguntou. — Não se pode chamar aquilo de termino! Você a desprezou! Que espécie de homem você é?

Alex fechou os punhos com força.

– Eu nunca a desprezaria! — gritou.

– Como você chama o que fez, então? — respondeu Ethan. — Você a traiu e viu ela ir embora sem nem mesmo tentar explicar! Como você chama a merda que você fez? Presente? Mal entendido?

– Eu nunca chamaria assim! Eu amo Mia!

– Ama? — ironia transbordava na voz de Ethan. — Você não ama ninguém, muito menos a Mia!

– Eu queria protegê-la!

– Como você quis fazer com todas as outras que partiram os corações depois de namorarem você? O quão hipócrita você pode ser?

Alex pegou Ethan pela gola da camisa e o encostou contra os armários.

– Escute. Com. Muita. Atenção. — falou Alex, pausadamente. — eu não te devo explicações sobre nada entre mim e Mia.

– Não devo? — perguntou Ethan. — não devo saber o motivo da MINHA Mia ter parado de sorrir?

– Sua Mia? — Alex parecia querer matá-lo.

Ethan sorriu.

– O que foi? Está com raiva? — perguntou ele. — ótimo, eu também estou. Sabe quantas vezes eu vi Mia chorar em toda a minha vida? Duas, apenas duas vezes. Ela pode ficar nervosa com facilidade, ou até mesmo triste, mas, nunca a ponto de chorar. Você conseguiu despertar em mim um novo nível de ódio.

Alex parecia a ponto de explodir, ele encheria Ethan de socos, chutes e pontapés se não tivesse me visto. Seus punhos suavizaram entorno da gola da camisa de Ethan e seus olhos pareceram esquecer toda a raiva, apenas tristeza parecia prevalecer nesse momento.

– Mia. — resmungou ele.

Ethan lançou um olhar na minha direção, os olhos verdes pareceram se alertar mais ainda. Ele aproveitou a deixa e deu mais um soco, dessa vez no abdômen de Alex, o mesmo se curvou para frente e gemeu com as mãos na barriga.

– Eu não vou deixar você encostar e nem falar com ela! — Ethan berrou.

Alex pareceu perder a paciência, deu um soco no rosto de Ethan, bem no olho. Ethan devolveu com outro ainda mais forte em sua bochecha direita. Logo, eles estavam se batendo a ponto de rolar no chão.

Aproximei-me dos dois relutante, não queria chegar perto de Alex, ou queria? Puxei a gola da camisa de Ethan mas ele me afastou.

– Ethan, para, por favor! — pedi.

Ethan dessa vez não me afastou, seu cotovelo bateu na minha bochecha e ru caí no chão com força, batendo a cabeça no mármore. A última coisa que me lembro foram os olhos de Alex preocupados.

Notas finais
TCHAUUU