Notas iniciais
Capítulo mais curto, desculpem. Demorei pra postar mas isso não vai mais acontecer. Tive uns probleminhas com o capítulo, mas ele tá aí. Espero que entendam. Bjs

Eu estava saindo da sala quando senti uma coisa. Era algo apertando minha mão. Era a mão de Emma.

– David! — gritei.

Acho que nada naquele momento poderia me fazer mais feliz. Poderia até não significar tanta coisa, mas saber de que Emma estava viva me fez mais feliz do que todo o dinheiro do mundo.

David chegou rapidamente, provavelmente temendo o pior. Ele deve ter pensado que o coração de Emma tinha parado, ou algo assim. Ao me ver com um sorriso no rosto, a expressão dele mudou.

– O que houve?

– Emma mexeu a mão! Eu estava indo embora quando ela apertou minha mão!

– Isso é maravilhoso! Não posso te afirmar que ela vai acordar agora, mas não demorará muito.

– Não vou sair do hospital até tudo estiver certo. Qualquer melhora, mesmo que pequena, me avise.

– Pode deixar. Você realmente se importa muito com ela, não é?

– Me importo. — eu disse sorrindo

– Faz tempo que eu não via um desses.

– Via o que? Alguém lindo como eu?

– Não. — disse David, rindo — Esse sorriso.

Chegando na sala de espera, Henry estava batendo os pés, impaciente.

– Alguma novidade? — ele perguntou

– Digamos que sim. Emma mexeu a mão. Isso pode não parecer grande coisa, mas é.

Henry comemorou. Acho que fazia tempo que eu não via tanta alegria no rosto de alguém.

A sala de espera estava parcialmente vazia. Haviam apenas algumas mulheres. Mary Margaret lia uma revista enquanto Henry jogava um jogo em seu celular. As horas passavam devagar. Parece que quando esperamos algo, o tempo demora mais para passar.

Depois de algum tempo, David apareceu. Olhamos esperançosos para ele.

– Tenho uma notícia boa e uma não tão boa.

Meu coração apertou.

– Fala logo se não minha beleza diabólica cansa — eu disse

– A boa notícia é que Emma acordou. — foi uma festa quando ele disse isso. — O único problema, é que ela não consegue falar ainda, então não sei se ela se lembra de algo.

A possibilidade de Emma estar sem memória nem passou pela minha cabeça antes. Mas ela tem que se lembrar. Eu preciso que ela se lembre.

O sorriso de Henry murchou. A possibilidade da mãe estar sem memória não deve ter passado pela cabeça dele.

– Como assim, David?

– Bom, ás vezes os pacientes acordam sem se lembrarem. Pode ser que ela se lembre apenas do básico. Qual é seu nome, onde está e o nome de seu filho. Coisas básicas. Ás vezes, as pessoas não se lembram nem do próprio nome.

– Mas tem a possibilidade de ela se lembrar de tudo?

– Tem, mas é pequena. Se eu souber de alguma coisa eu aviso. Killian, dificilmente conseguiremos incriminar Zelena. Emma provavelmente não se lembrará do que aconteceu. Sem provas de que foi ela, não conseguiremos nada.

– Ver essa mulher andando solta por aí me dá nojo. — disse Mary

– Eu farei o que for preciso para ver justiça. Ela já tentou matar Emma duas vezes.

– Boa sorte. Tenho que voltar para meu trabalho. Qualquer coisa, eu aviso.

Esperar por aquela notícia não foi rápido. Tivemos que esperar dois dias para ver se Emma acordava. O clima de tensão aumentava cada vez mais naquela simples sala de espera. Henry ás vezes parecia que não aguentava mais. Mary parecia cada vez mais exausta.

Quando finalmente David apareceu, notamos um sorriso em seu rosto.

– Ela acordou!

Explodimos em gritos e comemorações. Nada poderia ter me animado mais do que aquilo. Até que me lembrei de que ela poderia não se lembrar. Não se lembrar de mim, de Henry, de nada. Todos os anos de sua vida podem parecer apenas uma página em branco em sua memória.

Quando autorizaram a visita, Mary fez questão de que eu fosse primeiro. Ao chegar lá, Emma ainda estava com hematomas no rosto. Mas ela estava diferente. Ela parecia viva.

– Swan! Eu não sei nem o que dizer para expressar minha felicidade!

– Desculpas, mas quem é você?

Meu coração apertou e parecia que meu mundo ia desabar.

– Você não se lembra de nada?

– Do que eu me lembraria?

Lágrimas brotaram em meus olhos. Eu não acreditava. Até que vi Swan sorrindo.

– Eu estava brincando! Você caiu direitinho!

– Sua safada! — brinquei — Eu quase morri quando você disse isso.

– Então, por quanto tempo eu dormi?

– Não muito tempo. Uns três dias, eu acho.

– Como assim?

– Pois é.

– Killian. Eu não lembro de muita coisa daquela noite que fui atropelada. Me lembro de ir até sua casa, mas o resto é um borrão. Me desculpe se eu não me lembro de algo importante.

– Tudo bem. Você precisa descansar!

– Descansar? Dormi por três dias!

– Que bom, pois eu não dormi nada.
Mas claro, continuo muito belo.

– E muito convencido. Obrigada por tudo.

– Não há de que. Vou chamar Henry.

– Ok. Obrigada novamente.

Saí e deixei Henry passar. Emma se lembrava. E isso me fez muito feliz. Agora se tem uma coisa que me incomoda é que Zelena ainda esteja solta. Não importa o que seja preciso, essa mulher vai ter a justiça que merece. Se ela ousar se aproximar de Emma novamente, terá que arcar com as consequências.