You're the one that I want
12 Uma nova chance
Notas iniciais
P.O.V Emma
Tanto tempo dormindo. Não consegui notar que passei tanto tempo desacordada. Na verdade, não me lembro de nada do que aconteceu na noite em que desmaiei. Me lembro de ir até a casa de Killian e o resto é apenas um borrão na minha memória. O que será que aconteceu para eu ter ficado assim? Sei que fui atropelada, mas será que foi algo proposital? Espero que Mary saiba a resposta, pois é isso que vou falar com ela.
Henry entrou pela porta com um olhar extremamente animado. Com toda sua alegria ele não deixava transparecer o cansaço que deve estar sentindo. Provavelmente não conseguiu dormir direito.
– Por favor mãe, me diga que essa será a última vez que você vai parar em um hospital!
– Tudo bem Henry. — eu disse rindo — Vou fazer o possível. Me conte como você está.
– Bom, com fome, com sono... Mas acima de tudo alegre.
– Que bom. Você deve estar exausto.
– Tudo bem. Toda a espera valeu a pena. Não tenho muito tempo aqui, mas espero que esteja tudo bem com você.
– Sim, tudo ótimo. Estou com um pouco de dor de cabeça, mas tirando isso estou bem.
– Então tá. Vou chamar Mary, ela disse que queria falar com você.
– Ótimo! Chame ela.
Henry passou pela porta, dando abertura para Mary passar
– Oi Emma. Está tudo bem?
– Tudo ótimo, Mary. Bom, dadas as circunstâncias eu até poderia estar melhor. Mas eu sobrevivi, então tudo certo. Me desculpe por te atrapalhar.
– Tudo bem. Uma professora me substituiu na escola. Não houve nenhum transtorno.
– Que bom. Obrigada por tudo.
– Acho que não sou eu quem você deveria agradecer.
– Do que você está falando?
– Killian esteve aqui o tempo todo. Não saiu daqui em nenhum momento. O coitado mal conseguiu dormir. Ele parecia todo aflito o tempo inteiro. Acalmou Henry, me acalmou e fez o possível e o impossível pelo conforto de todos nós. Ele se manteve firme e forte até que Zelena passou pela porta do hospital. Killian ficou furioso! Ele disse que tem certeza de que foi ela a culpada pelo seu atropelamento e disse que vai correr atrás de justiça. Ele literalmente voou no pescoço dela. A questão, Emma, é que ele faz de tudo por você, mas mesmo assim você continua sem reconhecer tudo o que ele faz. Tá na cara que ele te ama e que ele faria tudo por você. Por que não dá uma chance para ele?
Eu fiquei quieta. Me impressionou o que ela disse que Killian fez por mim. Eu passei minha vida inteira sem ter ninguém que realmente se importasse comigo.
– Mary, eu realmente não sei. Eu sei que Killian é uma ótima pessoa, mas não sei se estou pronta para algo agora.
– Emma. Se eu tenho uma certeza na minha vida é de que o Killian te respeita. Eu não entendo o que você está esperando. Você tem uma chance nas suas mãos, então não desperdice-a. Tanta gente daria tudo para ter tudo isso! O Killian com certeza te entende, mas ele deve te amar muito para continuar gostando de você mesmo que você não reconheça tudo o que ele faz. Eu não estou dizendo isso por mal, e sim porque eu realmente me importo com você. Acho que você tem que agarrar a chance quando se tem a oportunidade. Porque as pessoas se magoam muito fácil e quando você vê, elas não estão mais lá para você.
As palavras de Mary doeram, mas eu precisava disso. Eu precisava cair na realidade de meus sentimentos. Eu sempre dizia que eu não estava pronta para algum relacionamento, mas vejo que eu só usava isso como una forma de me proteger. Tudo por medo de me machucar. Porque eu não me toquei disso antes?
– Acho que você está certa. Pode chamar Killian, por favor?
– Claro.
Mary estava passando pela porta, quando eu me lembrei.
– Mary. — ela se virou na minha direção — Obrigada.
Ela sorriu e passou pela porta. Eu sempre dizia que o universo conspira contra mim, mas e se eu me desse uma chance? E se eu conseguisse, pela primeira vez, fazer as coisas funcionarem? Eu tenho essa chance e dessa vez, eu não vou desperdiçá-la.
Killian passou pela porta e o nervosismo me atacou. E se o que eu pensei não se concretizasse? Bom, criei coragem e me arrisquei.
– A Madame me chamou?
– Sim. Killian, Mary veio aqui e me disse algo. Ela me contou sobre tudo o que fez por mim. Eu queria saber, por que você gosta de mim?
Ele corou um pouco e ficou meio cabisbaixo. Acho que foi a primeira vez que vi Killian ficar envergonhado. Ele dava um sorrisinho tímido.
– Eu acho que é todo um conjunto. O jeito que você fala, o jeito que me olha, o jeito que você cora quando fica envergonhada, o modo como você sorri, o seu senso de humor. Acho que todo um conjunto faz eu gostar tanto de você. Todas as suas qualidades te tornam a pessoa que és e eu não desejaria que você fosse diferente. Nunca.
Foi a minha vez de ficar envergonhada. O que ele disse me tocou.
– A verdade é que eu sempre procurei alguém que realmente gostasse de mim. Sei que tenho Henry, mas é diferente. As pessoas me vêem como alguém forte e que não tem nenhum tipo de carência, mas a verdade é que ninguém nunca se importou tanto comigo. Eu costumava dizer que o universo conspirava contra mim, mas na verdade era eu mesma que nunca me dava chance. Tudo o que eu tive já escapou de minhas mãos por eu não ter tomado o cuidado necessário. Sempre que eu tive a chance, estraguei tudo. E dessa vez, eu não quero estragar tudo. Eu quero pela primeira vez, fazer as coisas certas. Quero fazer tudo dar certo.
– O que você quer dizer com isso.
– Que eu queria dar uma chance para... você sabe... nós.
Killian foi se aproximando lentamente de mim.
– Não tem nada que eu deseje mais do que isso.
E então nos beijamos. Enquanto isso, eu tive a certeza de que pela primeira vez, as coisas dariam certo para mim. Nosso beijo foi aumentando cada vez mais de intensidade, até que o ar se tornou necessário. Interrompemos nosso beijo, para tomar fôlego.
– Eu vou indo, mas eu quero te agradecer.
– Eu não fiz nada, foi você que fez tudo.
Nos beijamos novamente e Killian passou pela porta. Resolvi deixar que o sono tomasse conta e adormeci.
Quando acordei, percebi que já tinham se passado várias horas. David apareceu e parecia animado.
– Olha só quem acordou! Emma, seu estado de saúde demonstrou boas melhoras e você logo será liberada. Faremos apenas um exame e, se tudo der certo, você sai ainda hoje.
– Que ótimo!
Fiz todos os exames e os resultados estavam ótimos! Eu não poderia fazer movimentos bruscos, mas estava tudo certo.
Cheguei na sala de espera e lá estava Killian e Mary dormindo. Nenhum sinal de Henry. Acordei Killian, desesperadamente.
– Olá amor. Está liberada?
– Você sabe onde Henry está?
Killian olhou para os lados e pelo visto, não encontrou nada. Resolvemos perguntar para o segurança se ele viu algo.
– Vi um menino sair com uma mulher um pouco mais velha que vocês. Ela veio para buscá-lo, disse ser a tia dele. E ela dirigia um carro verde.
Killian me olhou, assustado. Isso só significava uma coisa. Henry não está escondido. Ele está com Zelena.
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