You're the one that I want
5 A mudança
Notas iniciais
P.O.V Emma
Henry está muito estranho. Ele não para de falar sobre Killian. Fica dizendo como ele é legal, como as histórias dele são interessantes e como eu e ele combinamos. Eu estou estranhando o meu filho. Bom, Henry sempre foi meio falante, mas nunca tanto assim.
Já faziam cinco dias desde que Neal tinha me procurado e ele não tinha voltado a me ver. Ele tinha ficado na casa de quem? Sei que com Ruby ele não falou nada, deve estar hospedado na casa de alguém nessa cidade. A questão é de quem?
Resolvi ligar para Neal. Se ele tinha alguma coisa importante para me falar, era bom que me falasse logo.
*ligação on*
– Alô?
– Oi Neal, é a Emma.
– Oi Emma! Eu ia mesmo te ligar. Quero falar com você.
– Se é algo importante, vamos nos encontrar logo.
– É sim, importante. — me deixou aliviada que ele não falou em um tom preocupado — podemos nos encontrar amanhã?
– Pode ser. Podemos nos encontrar no Granny's. Você sabe onde é?
– Sei sim. Combinado então. Tchau Emma
– Tchau
*ligação off*
Pelo visto, o que ele tinha para me dizer não era algo ruim. Graças a Deus, pois eu já estava temendo o pior.
É nesses momentos em que eu agradeço que Killian exista na minha vida. Ele sempre está com seus pensamentos positivos, ou com suas piadas para me animar. Isso é uma coisa que Neal dificilmente conseguia fazer. Ele normalmente me ouvia, mas não tinha muito o que falar para me animar. Chega de comparar os dois. Se tem uma coisa que eu não gosto de fazer é ficar comparando as pessoas.
Resolvi dormir, mas tive um sono meio perturbado. Acho que eu estava meio ansiosa demais. Seja lá o que Neal tem para me falar, espero que minha ansiedade não seja sem motivo.
No outro dia, me arrumei e logo fui para o Granny's. Tínhamos combinado para nos encontrarmos de manhã. Já que era um sábado, Henry não tinha aula e eu não tinha trabalho. Bom, isso se não houver nenhuma ocorrência.
Após um tempo, Neal chegou. Pense em uma pessoa nervosa. Multiplique isso por mil e você verá como eu estava.
– Bom dia Emma! Como vai?
– Bom dia. Vou bem, obrigada. — menti — então, vamos pedir?
– Pode ser.
Neal pediu um café e eu um chocolate quente com canela. Conversamos sobre vários assuntos aleatórios. Mas eu estava muito ansiosa para ver o que ele tem para me dizer.
– Então, o que você tem para me dizer?
– Bom, eu recebi uma proposta de emprego para trabalhar em Londres. Eu não sei quanto tempo eu ficaria lá, então eu vim para cá só para me despedir. Eu vou sair de Boston no sábado que vem.
– Que legal Neal! — eu disse um pouco triste — Boa sorte, então.
– Olha, eu quero me desculpar por algumas coisas, já que vamos ficar um bom tempo sem nos vermos. Vou começar me desculpando pelo que aconteceu quando você deixou Boston.
– Tudo bem, Neal. Isso já foi esquecido.
– Eu quero me desculpar por tudo que eu fiz para você. Se teve alguma vez que eu te decepcionei, me desculpe.
– Capaz Neal, não precisa se desculpar.
– Bom, Emma, eu acho que era isso que eu tinha que falar. Eu volto para Boston na quinta. Mas tem bastante coisas para serem resolvidas até lá. Caso não nos vermos mais, eu queria me despedir.
– Então tá. — fui levantando, demos um abraço de despedida. — Boa viagem e aproveita bastante
– Obrigada! Aproveita Storybrooke. Podemos nos falar por telefone ou algo do tipo.
Quando Neal foi embora, eu fiquei um pouco abalada. Quando eu saí do café, eu provavelmente estava com uma cara bem triste, porque Mary Margaret parou para ver como eu estava.
– Oi Emma. Você está bem? — perguntou Mary, preocupada
– Oi Mary. Mais ou menos. Um amigo meu vai se mudar, então acabei ficando meio abalada.
– Acho que você está precisando conversar. Para onde seu amigo vai se mudar?
– Ele vai para Londres a trabalho. Eu conheço ele há 14 anos e ele sempre me ajudou em vários momentos. Não estávamos no melhor momento da nossa amizade, mas isso não faz com que eu fique menos triste.
– Emma, você quer dar uma volta pela cidade? Eu estava só dando uma caminhada. Se quiser uma companhia, eu posso te ajudar.
– Se você pudesse, eu gostaria.
Me abri para Mary. Sinto que posso confiar nela. Ela é uma ótima pessoa. Contei para ela desde o dia em que nos conhecemos até quando ele me beijou. Ela me aconselhou assim como uma mãe aconselha uma filha. Ela realmente era uma boa conselheira.
Agradeci ela por tudo e cheguei em casa. Quando cheguei, Henry estava lendo um livro.
– Killian ligou. Ele queria falar com você.
– Oi para você também Henry.
– Oi. Sabe, eu acho que você deveria ligar para ele para combinar alguma coisa.
– O que está rolando entre você e Killian? — eu disse, desonfiando de Henry
– Nada. — ele mentiu
– Aham. Vou fingir que acredito. Vou ligar para ele depois, então.
Ele deu um grande sorriso. Estou começando a suspeitar que Henry esteja dando uma de cupido. Ele anda muito estranho e agindo como se não tivesse nada de diferente rolando.
Eu estava descansando no sofá quando Graham me ligou. Ele disse que havia acontecido um acidente perto dos limites da cidade e que ele precisava que eu fosse até lá. Me despedi de Henry e dirigi até o local do acidente.
Pelo visto a prefeita tinha se acidentado. Não parecia ter sido um acidente grave, mas ela estava com alguns ferimentos na cabeça. Pelo visto ela tinha bebido pois a ex-esposa de Robin Hood, seu noivo, tinha ido atrás dele. Ela resolveu dirigir após isso e aconteceu o acidente. Claro que beber antes de dirigir não foi a ideia mais brilhante que já existiu, mas eu entendo Regina.
Acabou que eu não comi nada a tarde toda, já que tinha que resolver o caso da prefeita. Ela já estava bem melhor, mas eu tinha que investigar a fundo as causas do acidente e etc.
Trabalhei até ás 20:00. Henry já deve estar preocupado. Eu já estava me sentido mal, já que não tinha comido nada o dia todo. Resolvi ir para casa.
Quando voltava para casa, encontrei Killian na rua. Conversamos sobre alguns assuntos. Contei para ele sobre Neal e tudo mais.
– Emma, você está bem?
– Estou sim. Foi só um dia puxado de trabalho.
– Então tudo bem.
– Tenho que ir para casa. Até logo.
Demos um abraço de despedida e essa é a última coisa de que me lembro. Depois disso, me lembro de cair nos braços de Killian e minha visão escurecer. Foi quando eu me arrependi de não ter comido nada o dia todo.
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