Youre Not My Fucking Kryptonite
1 The beginning of the disaster.
Notas iniciais
Enjoy -q
Antes dessa história começar, eu quero que vocês saibam que NÃO foi minha culpa aquele Citroen c4 Palas azul escuro e novinho estar em chamas agora. Eu sei que a policia vai dizer que a culpa é minha, o Zayn, a minha mãe, meu irmão, o vizinho e até o cachorro dele que estavam assistindo o ‘incidente’ da janela vão dizer que foi. Mas NÃO FOI! E se não confia na palavra de uma adolescente de 16 anos que ia sendo expulsa da escola por ser pega tomando alcool no banheiro umas trinta vezes seguidas , é melhor ir parando de ler isso aqui agora mesmo!
Mas vamos começar do começo não é? Uns bons dias antes de um carro top de linha e caríssimo ser incendiado e eu levar a culpa.
Vamos ás apresentações. Meu nome é Charlotte Coleman, tenho 16 anos, natural de Bristol, mas atualmente estou morando em Londres com a minha mãe e meu irmão de 20 anos. 1,68m; morena clara, cabelo castanho claro com californianas loiras na altura do peito, olhos castanhos claros que ficam meio cor de mel no sol. A pessoa mais azarada (ou sortuda dependendo do seu ponto de vista) que o universo já teve a infelicidade fabricar.
***
– Charlie... Charlie, acorda sua vadia... CHARLOTTE COLEMAN!
– Hã, o que? Que foi? Quem morreu? – perguntei, depois de quase cair da cama com o susto de alguém gritando meu nome bem no meu ouvido.
– Ninguém, não aconteceu nada. Mas eu pensei que você fosse pra balada, então o que está fazendo ai dormindo as 23:00h da noite?!
– Aah, é você Isa. – falei quando finalmente enxerguei direito. Isadora Bell é a minha melhor amiga, ela é brasileira, e na verdade a gente só é amiga por insistência dela, eu nunca fui muito de ter amigos...
– Não sua idiota preguiçosa, é o papai Noel! Levanta daí agora! – disse ela puxando as minhas cobertas. Droga! Tava um frio de bater os dentes naquela noite.
– Tá, tá. – falei me levantando. – Vou trocar de roupa, chatice da minha vida...
Andei até o guarda-roupa, peguei uma meia arrastão, short curto preto, um All Star vermelho de cano alto, e a primeira blusa preta que achei no meio da bagunça e vesti. Depois fui pro banheiro, escovei os dentes, me maquiei como sempre com os olhos super pretos e pensando em como eu poderia ainda estar dormindo aquelas horas.
– Pronto? Tá bom? – perguntei fazendo pose na frente dela.
– Tá parecendo uma mendiga, mas como isso é bem a sua cara, tá ótimo. Agora vamo logo!
– Tenho culpa se tu só usa salto Luis XV rosa choque e vestido que sobe nas coxas? Patricinha...
Nós descemos a escada, e eu avisei pro meu irmão que ia sair, a minha mãe ia fazer plantão no hospital a noite toda então ela obviamente não tava em casa.
– SE VOCÊ VOLTAR BÊBADA EU NÃO VOU CUIDAR DE VOCÊ OUVIU?! – gritou o Chris quando eu já tava fechando a porta.
– Esse teu irmão é mó gatinho né?
– Por favor, não vá dar em cima do meu irmão também Isa...
– Eu não dou em cima de ninguém, — disse ela dando de ombros. – eles que dão em cima de mim querida...
– Ah é, tinha esquecido esse detalhe. – resmunguei.
Nós andamos em silencia pela Londres que não deixava de ser movimentada nem ás onze da noite até achar um táxi vazio e entrar nele.
– Onde é essa boate afinal de contas? – perguntei pra ela que parecia super excitada, não parava de bater os saltos finos contra a porta fazendo um barulho extremamente irritante.
– É na Carnaby Street! – Isa respondeu com uma vozinha estrangulada.
– Mas isso é do outro lado da cidade, no Soho! – falei exasperada. Como ela esperava que a gente pagasse tudo aquilo de táxi.
– Eu sei, eu sei. – ela continuou falando com a vozinha e quase quicando de alegria dentro do carro. Nem quis perguntar por quê. Me recostei no banco e decidi que ia fazer ela pagar todo o táxi quando chegasse lá. Depois de quase meia hora, e eu quase dormir no táxi, nós paramos em frente a uma boate que tinha cara de ser super luxuosa.
– Vem Charlie, vamos entrar. – ela saiu me arrastando pra frente da calçada que tinha uma fila enorme na porta, ela que acabou pagando o táxi e eu nem precisei falar nada.
– Não me chama de Charlie. – reclamei.
– Ok Charlotte Coleman, vamos entrar então?
– Tá, tá.
Sai andando batendo os pés irritada, pleno começo de madrugada de quarta feira, e eu no meio do Soho em frente a uma boate cheia de filhinhos de papai. Foi ai que eu me deparei com uma placa, e lá estava o motivo da felicidade da Isa, e da maioria das meninas da fila que estavam com uma cara de quem parecia estar prevendo um ataque cardíaco no meio do caminho.
– Droga, droga, mil vezes droga. Porra Isa! Tu me tirou de casa pra isso foi?
– Isso o que? – perguntou, se virando de frente pra e fazendo a cara de mais santinha do mundo.
– Não se faça de desentendida. – resmunguei.
Em uma placa enorme em cima da porta de entrada estava escrito: ‘Hoje a noite, DJ Malik.’
***
Hold on to the feeling, and don't let it go
'Cause we got the flow now, get out of control
I wanna stay up all night and do it all with you.
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