You're My Only Song
18 Outra surpresa
Olá, Songwritters! (Sim,vocês são meus fandom agora)
Pessoal... Esse capítulo vai deixar muita gente ansiosa.. Hehehe A nova temporada da fic voltou voltando, hein? Vamos logo ler.
E não me venham com demora. Eu disse que o mínimo era duas semanas, só que eu tive alguns reviews decepcionantes e tenho que punir os indulgentes (falei como um ditador). Vamos ao que importa.
Dizer que uma pessoa não muda é algo bem inconsciente de dizer. Isso é algo relativo. Os sentimentos de uma pessoa podem muda-la para melhor ou pior, mas nunca se pode prever o resultado.
Conforme os meses se passaram até o ano seguinte, o ânimo foi sugado de todos.
Sunny parou de ir para festas e tudo mais e se centrou em seus estudos. Terminou a escola com as maiores notas da classe.
Camille se desanimou completamente com o fato de não poder vê-la no ano seguinte e isso a fez se tornar bruta e impaciente.
Jo se tornou mais esportiva. Exercícios físicos a deixavam mais calma, para não pensar sobre o assunto de Lucy não ter voltado ao acampamento no ano seguinte. Nenhum deles, além dela, aliás.
Lucy passou a ser controlada por seu pai dia e noite. Se tornando bastante submissa.
James se aprimorou em braile. Estava ansioso para encontrar Logan no ano seguinte e conversar com ele por bilhetes. Mas aí seu pai encontrou as mensagens no seu celular e sua viagem foi cancelada.
Kendall ficou arrasado ao saber disso. Começou a voltar a ser violento com quem não devia. Voltou a machucar inocentes. Ser o mesmo delinquente que era antes de James consertá-lo.
Carlos surpreendia até mesmo Roque. Escutava música quase todos os dias e a academia se tornou sua aliada. Quase todas as suas notas caíram, incluindo espanhol, na qual ele era realmente bom, mesmo não falando, e nada disso diminui o clima dele com seu pai e amigos.
Já Logan parecia mais um austríaco. A qualquer minuto podia-se vê-lo tocando piano às cegas. Ele detestava as lentes de contato e preferia a miopia ao invés disso. Era apenas ainda mais sério e superprotetor. Flynn, C.C., Presley e mesmo Carter ganharam um segurança particular que odiava qualquer um que os provocasse.
Se você pensa que isso é mudança demais para um ano, é porque você está contando errado.
Se passaram SEIS anos desde que nenhum deles voltava ao Acampamento Rocque. Nenhum deles teve permissão pra voltar no ano seguinte, exceto Jo, e mesmo ela teve um verão depressivo sem nenhum de seus amigos. Olhando pela janela todo dia, na esperanças de que um deles fosse finalmente chegar atrasado.
Mas não adiantou. Depois daquele verão, assim como todos os outros, Jo teve os seis anos mais depressivos e vazios de sua vida. Por isso ela mudou. Assim como todos os outros.
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Logan andava distraído pela casa, apalpando as paredes. Na verdade ele não estava distraído, apenas tinha tirado as lentes de contato para fazer uma de suas seções de treino diário.
– Logan! – Carter berrou, assustando-o. Logan fincou o pé no chão assustado. O fato é que não tinha chão à sua frente e ele quase tropeçou no degrau, se salvando por se segurar no corrimão.
Aliás, suas seções de treino deixavam Carter bem nervosa.
– Para de fazer isso – Ela gritou.
– Sério que isso ainda te deixa tão irritada? – Logan perguntou rolando os olhos – Você já devia ter se acostumado.
– Você recebeu seu transplante há dois anos. Por que não usa os olhos? – Ela perguntou.
– Eu uso eles – Logan apontou para os próprios olhos – Mas infelizmente eles tem grau acentuado de miopia.
– É pra isso que você tem as lentes de contato – Carter reclamou.
– Eu não vou ter elas sempre por perto, por isso eu tenho que aprender a me virar sozinho.
– Você vai virar sozinho é um cadáver, isso sim, se continuar vindo na direção da escada sem as lentes – Carter esbravejou.
– Para de bobagem, Carter – Logan se soltou e varreu o ar com as mãos. Ele ainda podia ver a irmã, mas a visão turva não o permitia enxergá-la nitidamente.
– Tá bem, só para com isso. Eu fico preocupada – Ela disse abraçando-o. Apesar de mais velha, Carter ainda era dez centímetros mais baixa. Logan devolveu o abraço e sorriu. – Você vai viajar esse ano?
– Para – Logan a soltou.
– O que foi? – Carter se fez de desentendida.
– Eu já disse pra você, eu não vou voltar àquele acampamento. Até porque eu já estou velho demais pra isso.
– E daí? – Carter perguntou – Você podia ir ajudar crianças com deficiência visual e etc.
– Não, obrigado – Logan rebateu.
– Eu sei bem que esse não é o único motivo.
– É porque ele pode estar lá. Satisfeita? – Logan vociferou, o que até assustou Carter, mas ela respirou fundo, enquanto ele coçava as têmporas tentando se acalmar – Desculpa.
– Logan, evitar ele não é a melhor saída.
– E ver ele não é a melhor entrada.
– Se quisesse ver, você usava lentes de contato.
– Chega de piadas de cego!
– Tá bem, foi mal – Carter conteve o riso – Mas acho que encontrar ele seria a melhor saída.
– Não. Eu não quero.
– Tudo bem, então eu vou cancelar minha viagem – Carter pôs as mãos na cintura.
– Como é? – Logan arregalou os olhos.
– Se você não vai viajar, eu vou ficar em casa pra impedir que você faça alguma besteira – Ela disse e o puxou pela mão até o quarto dela e, agora de Justin. Na parede residia a certidão de casamento de dois anos atrás–2010–e o quarto não era mais exclusivamente feminino.
– Carter, se fizer isso eu não falo com você pelo resto do verão – Logan disse emburrado.
– Você não vai cumprir isso. Sabe que você não se irrita comigo.
Logan focalizou seis anos atrás, quantas brigas ele e Carlos tiveram, mas nunca tiveram uma ruptura por causa de raiva. O silêncio de Logan não incomodou Carter enquanto ela procurava o site na internet, já decidida a cancelar sua passagem.
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– Carlos! – Roque bateu na porta com força até que Carlos finalmente abrisse. Seu peito nu e suado revelava o que ele estava fazendo – Abaixa essa música, eu quero ensaiar minha dança do outro lado.
– Por que não dança isso? – Ele perguntou.
– Eu faço uma dança na sua cara, seu palhaço! – Ela gritou.
Carlos fechou a porta imediatamente e voltou aos seus exercícios enquanto a música dos Beatles tocava incessantemente. Alguém bateu à porta novamente e Carlos se levantou e abriu a porta irritado.
– Que porra você... Uou! Oi, pai – Eles disse sem graça enquanto seu pai erguiam uma sobrancelha duvidosa.
– Se esse é o linguajar que você usa com sua irmã, acho que precisamos ter uma conversa – O Sr. Garcia entrou no quarto e desligou o aparelho de som ele mesmo – Suas notas caíram... De novo.
– Isso era possível? – Carlos perguntou baixo, mas seu pai acabou ouvindo.
– Não tem graça, Carlos! – Ele vociferou.
– Eu não queria... Pai, eu sei que...
– Você vai sair desse curso – O Sr. Garcia disse determinante.
– O quê?
– Chega. A viagem para North Richland Hills está cancelada pra você.
– Você disse que se eu desse um jeito, eu poderia ir até lá.
– Mas não está dando um jeito.
– Então está satisfeito com tudo o que você fez?
– Eu fiz? Eu nem...
– Você odiava a família do Logan, não eu – Carlos pegou uma camisa qualquer dentro da cômoda – Você pode dizer que nada disso é culpa sua, mas se tivesse me deixado voltar ao acampamento cinco anos atrás, talvez eu ainda fosse o mesmo Carlos idiota, que era surdo a maior parte do tempo e vivia sendo sensível. Mas quer saber, eu te agradeço, por que assim você não pode mais me controlar – Conforme dizia isso, Carlos calçava seus tênis com raiva e então saiu do próprio quarto batendo a porta.
– Carlos, volta aqui – O Sr. Garcia tentou segui-lo, mas Carlos já estava batendo a porta de entrada da casa, indo pra qualquer lugar que fosse, nas ruas de Weston.
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– Sunny! – Seu pai chamou do lado de baixo.
– Já vou, pai – Ela disse, concluindo anotações em seu caderno – Só estou terminando o trabalho de anatomia.
Quando finalmente concluiu, a garota desceu para encontrar seu pai, esperando-a na sala de jantar.
– Não acha que está se confinando demais aos estudos? – Ele perguntou. O pai de Sunny tinha belos olhos castanhos e cabelo grisalho. Sua roupa não designava nenhum trabalho específico–apenas uma calça Jeans e uma camisa polo preta. – Estou ficando preocupado.
– Melhor estudando que fazendo outras coisas – Sunny disse olhando sua comida.
O Sr. Monroe ergueu a cabeça rapidamente para olhar para a garota, inconformado, e um pouco irritado.
– Não quero falar sobre isso, Sunny. Não entendo como ainda não acabou com essa palhaçada em seis anos – Ele disse.
– Palhaçada? – Sunny ergueu a cabeça.
Há seis anos Sunny já não era mais a mesma garota briguenta que procurava argumentos fúteis. Ela evoluiu bastante. Bem mais madura e bem mais cabeça-dura e o Sr. Monroe sabia que tocando naquele assunto, daquela forma, ele estava prestes a despertar a ira da filha.
– Não foi o que eu quis dizer – Ele começou.
– Então o quê? – Sunny perguntou se levantando – Saiba que se não fosse pela mamãe, eu teria ido embora dessa casa há seis anos atrás.
– Vai! Joga na minha cara que não me ama! – O pai de Sunny também se levantou.
– Vamos lá, grande doutor Joey Monroe Jr, mostre pra sua filha que você é um grande dramático – Sunny balançou os braços num sinal cômico.
– Dramático? Você praticamente diz isso o tempo todo!
– Allison Jade Monroe e Joseph Francis Monroe Jr! – Uma mulher loira desceu às escadas com tanta raiva que um dos saltos do sapato falhou por um minuto, dando sinal de que tinha quebrado. Os dois se alinharam e sentaram novamente.
– Não me chamem de Jr, faz parecer que eu tenho treze anos.
– Sua idade mental não é diferente – A mulher disse.
– Boa, mãe – Sunny riu.
– Você também, Sunny – A mulher esbravejou – Deixe os preconceitos do seu pai pra lá e viva sua vida.
– Como pode apoiá-la nisso, Rachel?
– Não estou apoiando ninguém, mas eu estou cansada de discussões... E eu não quero ser tão amada, quanto você é por ser um estúpido – Rachel puxou sua cadeira e sentou firme mente, colocando os pés no chão com força, o que lhe custou o que sobrava do salto do sapato – Ótimo, agora vou ter que trocar isso.
Joey se recolheu em sua cadeira e Sunny o olhou vitoriosa. A família tinha essas discussões quase toda semana desde 2006.
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– Não me obrigue a arrombar essa porta, Camille! – A mãe da garota batia do lado de fora com toda a força.
– Vai te catar mãe, me deixa em paz – Camille dizia, virando o volante do videogame com força. Os gritos da mãe já estavam irritando pelo resto da tarde, até que finalmente o carro da garota bateu e o menu de Game Over apareceu.
Irritada, Camille foi até a porta e a abriu rapidamente.
– Qual é a sua?
– Pare de Jogar esse videogame, você tem tarefas pra fazer. Já é o segundo ano consecutivo que você reprova o terceiro ano – A mulher falou.
– Desculpe, senhorita, eu não passei... FO-DA-SE! – Ela soletrou e quase bateu a porta na cara da mãe, mas a mulher colocou a mão na frente e Camille foi obrigada a parar.
– Me dê esse videogame. Sem jogos pra você – A senhora disse furiosa.
– Como é que é? – Camille perguntou.
– Você me ouviu. Vai estudar para as provas. Ainda tem uma semana de aulas antes do verão – A mulher pegou o aparelho, tirou os cabos e controles e o levou para fora, batendo a porta em seguida.
Camille se jogou sobre a cama e deu um grito alto.
– MERDA!
– Camille! – Uma voz masculina gritou do andar de baixo.
– Cala a boca, Mike! – Ela gritou para seu padrasto. Antes eles eram quase pai e filha, mas agora eles quase brigavam todo dia.
– Molly! – Ela ouviu os apelos de Mike.
– Se você não se metesse, ficava tudo bem – A mãe de Camille disse.
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Kendall chegou em casa, depois de mais uma rodada de agressões e etc. com os moleques da rua de baixo. Eles não precisavam daquele dinheiro. Se bem que um marmanjo de vinte e três anos tomando dinheiro de pivetes de dezesseis era bem diferente. Agora ele podia se meter em brigas maiores na verdade.
Vasculhou seu celular em busca de um contato, quem sabe Dustin ou Jett fossem querer ir ao cinema com ele, mas, buscando o número de Jett, Kendall passou pelo de James e seus olhos fervilharam em ódio.
Há anos eles não se falavam mais. James nunca mais respondeu suas mensagens ou atendeu suas ligações. Kendall achou que fosse apenas um momento da vida dele e que um dia ele iria retornar pelo menos um e-mail. Mas nenhum nunca voltou.
A raiva que aquilo causou foi tão grande que sua agressividade voltou e tudo em que ele pensava era, onde James poderia estar agora?
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James fitava as fotos do celular com um sorriso. Era tudo o que tinha restado do antigo, o cartão de memória com as fotos e músicas. Não tinha como não sorrir. Eram fotos de câmeras antigas, com celulares de resolução horríveis, mas ele as amava como nunca amou nada na vida. Eram sua última lembrança de Kendall. Quando o antigo celular foi destruído, ele perdeu os contatos, foi obrigado a trocar de chip e de e-mail, tendo que excluir o antigo.
Lhe passava pela mente se estava tudo bem com Kendall agora.
– Tio James? – Uma criança perguntou balançando uma bengala branca e preta no ar. Era uma bengala para cegos.
– Oi, Tyler, tudo bem? – James perguntou e sorriu.
– Eu fiz uma canção, quer ouvir? – A criança se apresentou.
– Ah, claro – James foi guiando o garotinho até o piano e ele começou uma canção. Era gozada, engraçada, mas não horrível. Era como a de um aprendiz de verdade, amadora, e ele estava indo bem para alguém que não enxergava.
Lá e cá o garoto errava uma tecla, mas aquilo era o que deixava James feliz. Ele estava tentando evoluir e estava conseguindo.
– Muito bem, Tyler – Ele disse ao fim da música – Você conseguiu fazer uma música, sozinho. É um grande passo pra ser um futuro Bethoven ou alguém parecido.
Tyler riu e deu um abraço desengonçado em James.
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A bola rolava pela quadra com velocidade. Jo corria de um lado para o outro. As raquetes eram balançadas no ar, com assobios rápidos e seguros.
Jade era uma oponente de respeito. As duas agora estavam competindo pela final que seria no dia seguinte e nenhuma estava disposta a se render tão facilmente. O último ponto de Jo não ocorrera antes dos quatro minutos consecutivos de partida.
A mão de Jade suou e a raquete escorregou um pouco, a bola se direcionou e caiu a centímetros da linha do campo.
– Out! – Gritou o juiz – Match Point para Jo Taylor.
– Isso! – Ela gritou e comemorou. Sentiu vontade de chorar. Tinha conseguido aquilo pelo que estava lutando o ano inteiro.
Jade se aproximou dela com um olhar repulsivo e desafiador. Jo a fitou com as mãos na cintura.
– Você conseguiu! – A outra gritou animada e as duas se abraçaram.
– Eu sei, eu sei, mas vai ser difícil a final amanhã – A loira falou tomando fôlego.
– Fica fria, estamos treinando desde o começo do ano. Até porque a Cat Valentine nem é tão durona assim. Ela parece mais um pãozinho de açúcar – Jade disse enquanto as duas se encaminhavam para o vestiário – Vai dar a notícia ao seu pai?
– Assim que eu terminar. Vou fazer ele engolir cada palavra do que ele disse quando eu comecei a treinar – Jo falou determinada.
– Vai com calma, maninha – Jade alertou – Seu pai só disse aquilo porque você quase reprovou na faculdade no último verão, e tudo por culpa do tênis...
– Do tênis, do futebol, do vôlei, do hóquei... Sério, mesmo? Ele é quem não gosta de esportes, então, que me deixe em paz – Jo tirou sua roupa e colocou uma toalha – Só espero que ele não me venha com estupidez quanto a eu desistir.
– É – Jade entortou a boca e também colocou sua toalha. As duas se encaminharam ao chuveiro.
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– Lucy? – A mãe da garota perguntou entrando no quarto – Seu jantar vai esfriar, querida.
– Eu sei, mãe – Lucy admirou novamente a foto que tinha de Jo. Ela nem se lembrava quando as duas a tinham tirado, mas não queria lembrar disso. Queria apenas lembrar de Jo.
Será que ela voltara ao acampamento? Será que ela a tinha esperado pelos últimos seis anos?
Apenas perguntas que Lucy nunca conseguiria responder.
Lucy desceu às escadas calmamente, sentando-se à mesa com seus pais. O silêncio reinou enquanto apenas ela comia e os outros a esperavam terminar. Quando isso finalmente aconteceu, seu pai limpou a garganta.
– Lucy, vamos fazer uma viagem amanhã.
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Quando Carlos chegou em casa, seu pai estava arrumando as malas.
– Pai? – Ele perguntou.
– Até que enfim, filho. Me deixou preocupado.
– Eu sei me cuidar... Pra quê as malas?
– Você devia fazer as suas também.
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– Por quê? – Sunny perguntou.
Sua mãe não parou pra responder. Ela gritava o tempo todo com Joey para que ele pegasse isso e aquilo e colocasse nas malas.
– Mãe! – Sunny gritou.
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– Que foi? – Molly perguntou irritada.
– Por que eu tenho que fazer as malas?
– Você vai viajar. Vai ficar um tempo na casa dos seus tios, onde não tem essa tecnologia que tem te deixado rebelde.
– É sério isso? – Camille inquiriu.
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– Por que a decisão de última hora? – James perguntou ao telefone – Você nem tem trabalho lá ou coisa parecida.
– Não é por isso, James. Eu vou ter que ir pra lá por causa do seus tios. Eles me convidaram pra um aniversário e se eu recusar eles virão até nós.
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– Bem... Eu não me importo de ter que me mudar tão rápido – Lucy disse – Mas, por que eu nunca soube que a casa estava à venda.
– Sabe, querida, as coisas andaram mesmo difíceis aqui. Achamos que se você não soubesse, seria melhor – O pai de Lucy falou.
– Além do mais, vamos viver bem na outra casa. O outro emprego do seu pai é bem melhor que o outro – A mãe dela disse ternamente.
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– Você já parou pra pensar que eu tenho algo importante amanhã? – Jo questionou ao telefone, que tocara assim que ela saiu do banheiro – Eu tenho um torneio.
– Podemos partir depois que terminar, filha. Eu juro que não planejava isso.
– Você só pensa no seu trabalho pai, eu estou sempre em segundo plano.
– Jo, quantas vezes tenho que dizer? Vai dar tempo você concluir o torneio. Eu só preciso que estejamos prontos no voo da madrugada de amanhã.
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– Madrugada? Cara, eu durmo de madrugada – Kendall falou.
– Não interessa – O pai de Kendall disse ignorantemente – Você vai nessa viagem e se não se comportar, você vai para o exército.
– Posso pelo menos saber pra onde vamos? – Carlos, Camille, James, Sunny, Kendall, Lucy e Jo perguntaram, cada um em seu lugar.
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– Então, nas férias de verão – Carter começou – Eu e você vamos estar bem aqui, em...
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– North Richland Hills – Os pais de todos e Carter concluíram.
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