Só uma nota que o Justin dessa história é o David Henrie. Para quem lê no SocialSpirit, as fotos dos pais de todo mundo vão estar como links nas notas finais. Para quem está no Nyah! passem o cursor pela foto pra ver o nome deles.

– Carter, eu disse pra não fazer aquilo – Logan disse descendo às escadas, irritado e indo para a cozinha.

– Mas eu fiz... Vou fazer você se sentir feliz por ter cancelado as minhas férias o verão inteiro – A irmã mais velha disse com um sorriso brincalhão – Mas ainda podemos nos divertir.

– E o que o Justin vai achar disso? – Logan levantou uma sobrancelha.

– Ele vai aceitar. Desde quando ele vai querer confrontar se eu disser que foi você quem me obrigou – Ela falou.

– Eu não fiz nada.

– Ele vai achar que fez.

– Quer jogar meu cunhado contra mim agora? – Logan inflou as bochechas.

– Ah... Adoro essa sua carinha de emburrado – Carter disse infantilmente.

– Não vou falar com você pelo resto do verão – Logan disse e foi para a cozinha, enquanto Carter o seguia, risonha. Na porta da cozinha, Logan quase se esbarrou com C.C. que o olhou chocada.

– Vai com calma aí, qual é do stress? – Ela perguntou.

– Logan tá irritado porque ele não vai viajar e eu vou ficar com ele – Carter revelou sorridente.

– Você e o Justin não iam pra Europa ou algo do tipo? – C.C. perguntou.

– Íamos. Agora vamos ficar aqui – Carter deu de ombros.

Logan ainda estava com sua expressão emburrada caçando uma caixinha de suco na geladeira e então se retirou para a parte de trás da casa, onde sua mãe estava deitada ao sol, com um par de óculos escuros nos olhos. Ele não sabia se ela estava acordada ou não, então, apenas se deitou na espreguiçadeira ao lado e começou a tomar seu suco normalmente.

– Algum problema – Lois perguntou tirando os óculos e olhando para ele.

– Por que acha que tem um problema? – Logan perguntou timidamente.

– Porque você só toma suco de caixinha quando tem um problema – Lois se levantou até ficar sentada e encarou seu filho – Ainda pensando nele?

– Mãe... Não retoma esse assunto – Logan disse e ocupou a boca com o canudo.

– Eu sei que eu comecei a entender você tarde demais, mas... Não acho que devia ficar triste aqui o tempo todo. Devia ir atrás dele – Lois afirmou – Eu não gosto de te ver triste assim, meu filho.

– Mãe... Como quer que eu vá atrás dele. Tá, ele mora em Weston, mas e daí? Eu não sei a casa, endereço, ou etc. Carlos não tinha celular, quem atendia as ligações e passava os recados pra ele era o James ou qualquer intérprete. Ele nunca teve e-mail, detestava computadores... Eu não sei como entrar em contato com ele. Eu não vou pra uma cidade qualquer atrás dele se não souber se posso encontrá-lo.

– Você sabe bastante sobre ele – Lois disse – Talvez vocês se reencontrem um dia. O destino faz coisas impressionantes – Lois se levantou e pulou na piscina. Logan rolou os olhos e terminou seu suco de caixinha.

Talvez... Quem sabe? Pensou consigo mesmo.

Carlos já tinha abraçado e agradecido ao pai umas vinte vezes àquele dia e continuava fazendo isso toda vez que se cruzavam em um corredor, sala ou porta do banheiro. Ele mal podia acreditar que estava voltando a North Richland Hills depois de tanto tempo.

Entrar em um curso foi a opção inicial. Os alunos que concluíssem o curso de espanhol fariam intercâmbio para uma sede do curso na cidade de Logan e Carlos se empolgou logo quando descobriu, mas com suas notas caindo, ele não conseguiria e, não sabia se fora sua briga com seu pai na noite passada, mas ele acreditava que não teria mais chances e de repente ele decide que vão viajar pra lá.

Carlos não tinha certeza, mas ele sabia que seu pai estava visando sua felicidade. Por isso ele estava agradecendo tanto. Os meses de rebeldia estavam pagos com aquilo.

– Você tá muito animadinho pra ver ele – Rocky disse sentando ao lado de Carlos no sofá, onde ele arrumava calmamente alguns CDs de jogos para se distrair quando chegasse lá.

– Como eu deveria estar? – Carlos perguntou sorridente.

– E se ele tiver se mudado pra outro país pra estudar? E se ele tiver achado outro? – Rocky deu de ombros.

– Não! Para! – Carlos se levantou irritado – Por que fica dizendo essas coisas?

– Já ouviu dizer que é melhor criar desespero do que expectativa? – Ela perguntou – Se você chegar lá e ele estiver feliz com outro, você já vai estar ciente da verdade e se não, então você vai se surpreender e ficar feliz ao invés de triste.

– Não tem graça.

– Eu tô falando sério mesmo.

– Para de falar isso – Carlos colocou as mãos nos ouvidos e por um instante ele sentiu vontade de chorar como fazia antigamente e imaginou como seria se ele o fizesse. Logan não ia estar lá pra abraçá-lo e acalmá-lo. Ele não podia perder os alicerces numa hora como essa.

– Desculpa, foi mal – Rocky disse – Só que uma coisa que você e eu aprendemos na última vez que fomos lá é que não se pode viver só de sonhos.

– Você não se magoou lá.

– Mas você sim e eu não aguento te ver sofrendo.

– Então cala a boca.

Rocky levantou as mãos em sinal de rendição e deixou a sala sem falar mais nada.

Carlos estava irritado, mas ele sabia que Rocky estava certa. Ele corria muitos riscos negativos naquela viagem e, embora ele só quisesse enxergar os positivos, ele tinha certeza que podia se decepcionar.

– Viagem a negócios – Sunny repetiu pela milésima vez em tom entediado.

– Quer parar de repetir isso? – Rachel perguntou no banco do carona – São só alguns dias. Prometo que você não vai ficar entediada.

– Viagem a negócios – Sunny disse novamente.

Joey e Rachel se olharam e rolaram os olhos.

Sunny estava completamente chateada com essa história de viagem a negócios da mãe. Desde que sua mãe foi promovida na empresa em que trabalhava e a família começou a crescer economicamente, essas viagens eram mais constantes e Sunny tinha que ser arrastada. Ela sempre era obrigada a ficar trancada em um apartamento enquanto os pais alugavam um carro e iam resolver seus problemas e, quando não os dois, era apenas a mãe e ela ficava trancafiada com Joey. A relação dos dois nunca melhorou depois de todo o tempo e sem a mãe pra fazê-los parar de discutir, os resultados eram semanas sem que um sequer demonstrasse que sabia que o outro existia.

Ela ia fazer o possível para sair dessa vez. Já chega de ficar o tempo encrencando com seu pai. Ela já tinha vinte e um anos. Era palhaçada demais pra uma pessoa adulta.

– Eu não preciso ir, eu já disse – Camille falou chateada, enquanto Molly arrumava suas roupas, irritada. Ela havia tentado argumentar a noite inteira, mas nada fez a mãe mudar de ideia. Ela até tinha tentado apelar para Mike, mas ele tinha ficado magoado com a dura que levou mais cedo e não ajudou em nada, o que só serviu pra levar mais esculacho.

Molly tinha ficado irada e agora estava determinada a mandar Camille para a casa dos tios e deixá-la isolada para aprender a se comportar.

Isso seria um problema se Camille não tivesse se lembrado na noite anterior que Logan morava lá, ou seja, em breve ela estaria em uma mansão rica, visitando um amigo e acima de tudo, perto de tecnologia. Claro que ela não ia exagerar e passar o tempo todo lá. Ela era encrenqueira, não aproveitadora.

– Vocês vão comigo pelo menos? – Ela perguntou.

– Talvez eu vá depois. Suas aulas vão terminar só semana que vem, então, Mike vai ter que mexer os pauzinhos...

– “Zinhos” mesmo... – Camille zombou passando a mão pela virilha.

– Calada! – Molly gritou. Depois tomou alguns segundos pra recuperar a calma – Ele vai conseguir as suas provas para segunda chamada e tentar impedir que você repita mais um ano.

– Entendi – Camille disse rolando os olhos.

– Mike ainda ama você como uma filha, sabia? – Molly disse de forma amargurada – O que você fala, magoa ele e você deveria mesmo era agradecer por tudo o que ele fez. Ele ajudou na sua cirurgia e impediu que você ficasse surda... Ia gostar de não estar mais ouvindo nossas vozes?

– Talvez sim – Camille retrucou.

– Garota, você tem uma boca de crocodilo. Sempre que se abre é pra derrubar alguém – Molly implicou e saiu do quarto.

Camille ficou chocada. Não pela fala da mãe, mas... Boca de crocodilo. Isso a fazia se lembrar da noite no acampamento em que ela teve um pesadelo e Sunny a reconfortou. Tudo isso lhe veio à mente de uma vez e ela correu para o banheiro e trancou a porta.

O que tinha acontecido com ela? Quem era essa Camille? Sunny não tinha se apaixonado por ela daquele jeito e aquela Camille não tinha se apaixonado por Sunny. Rapidamente, a garota abriu a torneira e começou a tirar a maquiagem e depois tirou a roupa. Ia tomar um banho e arrumar o cabelo. Ela precisa recuperar o que tinha perdido antes que fosse tarde demais.

– Já pegou tudo mesmo? – O pai de James perguntou.

– Sim, pai – James rolou os olhos.

– Escova de dente?

– Claro.

– Pijama?

– Sim.

– Pijama extra?

– Também.

– Celular.

– Já.

– Caixinha de música?

– Como é que é?

– Estou brincando – Seu pai sorriu e fechou a própria mala – Vamos passar só uma semana lá, não vai precisar se preocupar com muita coisa.

– Eu preferiria ficar aqui – James retrucou.

– Fique calmo, filho. Não vai demorar muito. Sua mãe já está nos esperando lá – Ele disse.

– Eu sei... Mesmo assim, podiam me deixar aqui. Pai, eu já tenho vinte e três anos, não podiam me deixar por mim mesmo? – James perguntou.

O pai de James olhou para as malas que estavam sobre a cama e refletiu por um pequeno instante.

– Por mim talvez estivesse tudo bem – Ele disse – Mas... Você sozinho poderia...

– O que quer que eu faça? Algum tipo de promessa ou jura? – James perguntou.

– Sua mãe acha que vai ser má publicidade, James. E você sabe que ninguém diz não pra ela – O pai dele garantiu.

– Eu sei, mas...

– O que acha que vai ser se o filho de Brook e John Diamond for descoberto pela mídia namorando outro homem? – O pai de James perguntou.

– Qual o problema?

– Francamente? Da minha parte, nenhum – John disse – Mas da sua mãe, todos. Eu só te obriguei a fazer tudo aquilo quando encontrei o número do tal Kevin...

– Kendall...

– Esse mesmo. Ela me mandou obrigar você a fazer tudo aquilo.

– E ninguém nunca diz não pra mamãe – James balançou a cabeça lembrando disso – Me lembra a mãe do Logan.

– Logan? O seu amigo que ficou cego? – John perguntou.

– Esse mesmo... A mãe dele costumava dominar a família... Mas ela aceitava um não de vez em quando.

– Ninguém nunca disse não à sua mãe, James – O mais velho disse levantando a mala – Não quero ser o primeiro a testar os resultados – Ele balançou a cabeça e James sorriu.

– O aniversário da sua mãe é daqui há dois meses. O recrutamento para o exército desse ano tem prazo final até três meses – O pai de Kendall disse olhando para o tablet em sua mão – Droga, problemas no buffet vinte e cinco... – Ele resmungou.

– Pa-ai – Kendall chamou cantante.

– O quê?

– Algo sobre a mãe?

– Ah, sim. Você tem até o terceiro mês para se comportar melhor ou eu vou alistar você e chega de palhaçadas... Droga! Estação quatro está com um fogão quebrado – Ele bradou.

– Alô! Sr. Gerry Knight – Kendall sacudiu a mão na frente dele.

– Estou ocupado, Kendall. Vá jogar videogame ou alguma coisa. Me diz pra quê eu compro tudo isso pra você?

– Por que quer – Kendall explodiu – Eu nunca pedi nenhum luxo, eu só queria que você largasse a merda desse tablet e me desse atenção – Kendall enxotou o tablet das mãos do pai, fazendo-o olhar-lhe com raiva extrema.

– Me devolva isso agora.

– Será mesmo que fogões com defeitos e buffets com problemas são mais importantes pra você do que eu.

– Eu nunca disse isso.

– Como não? Não podemos ter nem mesmo uma conversa sem que você fique olhando nessa droga e reclamando dos problemas.

– Kendall, se não devolver meu tablet agora mesmo eu juro que mando a Penny fazer seu alistamento no exército hoje mesmo – Gerry ameaçou.

Kendall o olhou com ódio e mágoa.

– Espero que essas porras todas explodam – Kendall jogou o tablet nas mãos de Gerry e saiu da sala batendo a porta, irritado. Depois que ele saiu, uma mulher loira de olhos verdes entrou na sala, um tanto quanto chocada.

– Não acredito que fez isso – Ela disse.

– Calada, Penny – Gerry falou.

– Não. Não vou deixar você destruir a vida do Kendall e ficar calada – A mulher rebateu.

– Eu disse “Calada, Penny” – Gerry deu destaque na sua última frase.

Penny agarrou o tablet de uma vez o jogou no chão com força, trincando a tela do aparelho. Depois ela cruzou os braços e ficou esperando até a cara de choque de Gerry terminar.

– O que pensa que acabou de fazer?

– Dei um fim nas ocupações que deviam me deixar “Calada, Penny” – Ela redarguiu.

– Você...

– Eu sou sua sócia nessa cadeia de restaurantes e tia do Kendall e você sabe muito bem que eu só mantenho esse vínculo por causa da Jennifer e, se quer saber, você matou ela – Penny disparou.

– Eu matei ela? – Gerry indagou incrédulo – Eu amava a Jennifer.

– Mas amava mais seu restaurante e enquanto ela sucumbia com câncer numa cama de hospital você estava cuidando dos negócios – Penny bradou – Ela fez o Kendall prometer que sempre seria um bom rapaz e graças a você ele está descumprindo essa promessa.

– Graças a mim? Se ele quer se tornar um vândalo vagabundo, o problema é dele.

– Ele não quer se tornar isso. Ele faz o que faz pra esquecer os problemas porque você NUNCA deu atenção a ele – Penny esbravejou – Ele é seu filho, Gerry. Ele precisa de você mais do que esses restaurantes.

– Talvez pra tirá-lo da cadeia ou algo assim.

– Não. Ele precisa que você ame ele...

– E eu não amo?

– Talvez não o suficiente.

– Eu venho lutando pra dar o melhor pra ele e ser um pai compreensivo. Sabe o que eu poderia ter feito quando ele me disse que preferia um pau a uma buceta? Expulsar ele de casa, jogar ele na rua como um lixo. Mas eu não fiz nada. Eu tentei aceitar porque eu o amo e se ele estiver feliz, por mim tudo bem – Gerry disparou sem se importar com o tom alto que impôs à voz – Eu faço tudo hoje em dia pelo Kendall.

– E quando ele te pediu pra fazer tudo isso? – Penny indagou.

– Se eu fizesse só o que ele pede, eu estaria morto!

– Porque você não deixa ele pedir nada!

– O que eu devo fazer então? Parar a minha carreira, tudo o que dá sustento à nossa família?

– Não dá sustento à sua família, dá sustento à sua ganância. Você já perdeu a Jennifer e eu sinto que só vai entender isso quando perder o Kendall também – Penny disse pela última vez e abriu a porta rapidamente.

Kendall tombou para frente e quase caiu no chão. Quando ele levantou os olhos, Penny notou as lágrimas que estavam escorrendo rapidamente. Ele limpou o rosto e saiu correndo para fora da sala, sem esperar que Gerry ou sua tia dissessem mais alguma coisa.

Penny simplesmente se virou para Gerry e lançou um olhar de ódio.

– Abre um novo restaurante pra comemorar mais esse triunfo – Ela disse e saiu da sala batendo a porta com força. Tanta que a foto de Gerry pregada na parede caiu e despencou direto na lixeira, deixando apenas as de Kendall e Jennifer pregadas. Ele olhou para aquilo com desprezo e pegou seu tablet do chão.

– Boa sorte, filha – O pai de Jo disse a ela enquanto ela arrumava o cabelo, fora do vestiário, já pronta para entrar.

– Não vai tentar me impedir mesmo? – Jo perguntou incrédula.

– Eu não vivo para estragar sua vida, sabia? – Seu pai perguntou.

– Bota no jornal que todos estavam enganados sobre Peter Taylor – Jo disse para a assistente do seu pai, que mexia em um iPad descontroladamente.

– Sim, marcar no jornal a notícia de Jo Taylor sobre...

– Era sarcasmo – Jo esclareceu.

– Ah, sim... Cancelar nota no jornal sobre a notícia – A garota disse.

Jo virou os olhos.

– Quanto tempo demora essa partida? – Peter perguntou.

– Não tenho certeza. Uma hora ou duas talvez. Depende de quão boa nós formos – Jo disse.

– Duas horas – Peter mordeu o lábio e Jo percebeu.

– Se não quiser ficar eu entendo – Ela disse.

– Filha... Eu queria muito ficar, mas... Duas horas eu não posso.

– Tudo bem, eu sei, estamos em véspera de viagem. Tudo tem que ser resolvido agora – Ela declarou.

– Obrigado por entender filha – Peter lhe deu um abraço – Vou assistir os primeiros minutos.

– Torce pra outra, ela vai precisar – Jo piscou.

Peter sorriu e a deixou ir para a quadra. Jo estava mais do que feliz nesse dia. Era a primeira vez que seu pai a deixava seguir um torneio até o fim sem criar problemas e ela ia decepcioná-lo por ter tomado essa decisão.

A oponente de Jo era uma garota baixinha, ruiva, com um sorriso muito fofo e delicado. Cat Valentine já fora campeã três vezes e Jo não tinha certeza se aquela carinha inocente era apenas fachada ou ela era realmente boazinha. Pelo que ela pode perceber, Cat Valentine era do tipo que poderia hipnotizar seu oponente pra fazê-lo pegar leve com ela. Mas Jo não se renderia a um rostinho bonito. Nem pensar.

O juiz deu a autorização. Ela lançou a bola no alto e deu a primeira tacada.

– Quanto tempo é de Tulsa até North Richland Hills? – Lucy perguntou.

– Não sei. Você vai de avião hoje de madrugada filha. Você e seus irmãos – A mãe de Lucy falou – Eu e seu pai chegamos ainda à tarde. Só queremos que vocês cheguem lá com tudo pronto. Sua tia vai levar vocês ao aeroporto.

– Entendi, mãe – Lucy disse e abraçou – Tomem cuidado, sim?

– Claro, filha – A mãe deu um beijo na testa dela.

– Rita! Não temos muito tempo – O pai de Lucy a chamou.

– Já vou, Kim, não precisa gritar – A mulher disse indo para o carro.

Lucy se virou para a casa agora vazia de móveis e pegou suas malas. Sua tia iria chegar em alguns minutos para pegar ela e seus irmãos.

Ela iria sentir saudades dali. Toda a sua infância e brincadeiras com os irmãos, mas ela também ia gostar de North Richland Hills. Já estivera lá e até que foi agradável – talvez por ter sido na casa de Logan.

Ela estava pronta para essa mudança.

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[Ross Mitchell é baseado em Ross Geller, interpretado por David Schwimmer, Joey Monroe e Rachel Monroe são baseados em Joey Tribbiani e Rachel Green, interpretados por Matt LeBlanc e Jennifer Aniston, todos presentes na série Friends. O pai de Carlos, também chamado Carlos Garcia, é baseado em Carlos Solis, interpretado por Ricardo Chavira, da série Desperate Housewives. Lois Mitchell é baseada na personagem Lois Lane, interpretada por Amy Adams no filme “Homem de Aço” de 2013. Mike Biggs e Molly Roberts-Biggs são baseados em Mike Biggs e Molly Flynn-Biggs, interpretados por Billy Gardell e Melissa McCarthy da série Mike & Molly. John Diamond é baseado no personagem John Anderton, interpretado por Tom Cruise no filme “Minority Report – A nova lei”. Brooke Diamond é baseada na personagem de mesmo nome, interpretada por Lisa Rinna, na série “Big Time Rush”. Penny Johnson é baseada na personagem Penny, interpretada por Kaley Cuoco, na série “The Big Bang Theory (Big Bang, a Teoria)”. Gerry Knight é baseado em Gerry Kennedy, interpretado por Gerard Butler, no filme “P.S. Eu te amo”. Peter Taylor é baseado no personagem Peter Dunlap, interpretado por Nicholas Bishop na série “Body of Proof (Prova do Crime)”. Rita Stone é baseada na personagem Rita Bennet, interpreta por Julie Benz, na série “Dexter”. Kimball “Kim” Stone é baseado em Kimball Cho, interpretado por Tim Kang, na série “The Mentalist (O Mentalista)”].

(Atenção: O fato de eu namorar nos EUA não me deixa saber se existe ou não essa escala de voo entre Weston, Dallas e etc. até chegar em North Richland Hills [muito menos se existe aeroporto lá], mas vamos deixar no fictício essa parte).

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Durante todo o percurso do avião, Kendall dormiu. O fato de ele estar sentado numa das últimas cadeiras com uma revista na cara, ajudava bastante ele a não ser reconhecido. James se sentou na primeira fileira, completamente cansado do dia de resolução de problemas para a mãe que estava o tempo todo ligando e falando deles. Acabou encostando a cabeça ao ombro do pai e dormindo.

John não ligava para isso. Ele sempre fora contra estereótipos ou preconceito. Se não, nem teria se casado com a mulher cujo sonho era abrir uma rica empresa de cosméticos.

Sunny fora de carro àquele dia, à tarde. Ela já estava em North Richland Hills, mas enquanto isso, Camille estava sentada a duas cadeiras de distância de Jo e nenhuma vira a outra, já que Jo adormecera com o cabelo no rosto no começo do seu voo e quanto houve a parada para Camille, nenhuma viu a outra.

Carlos estava deitado com um boné na frente do rosto e Rocky não estava ao seu lado para ajudar a reconhecê-lo, menos ainda seu pai. Esse último estava sentado bem ao lado de James, mas nenhum dos dois reconheceu o outro antes que o rapaz caísse no sono.

Assim ficou a viagem dos seis.

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– Vamos, Logan – Carter chamou pela última vez. Logan desceu, ainda sem camisa, às escadas, praguejando quantos palavrões pudesse por não ter tido tempo de se arrumar – Vamos chegar atrasados pra deixar a mamãe e o papai no aeroporto por sua culpa.

– Minha culpa? Ninguém me avisou que teríamos que ir pra pegar documentos – Logan esbravejou.

– Vai logo – Carter o empurrou e trancou a porta da frente da mansão M, indo para o aeroporto.

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– Eu tinha que vir? – Sunny perguntou – Por que eu tenho que ficar sendo arrastada?

– Você não reclama que fica trancada no apartamento? – Joey implicou – Então você vem com a gente buscar os documentos da sua mãe no aeroporto.

– Tanto faz – Sunny ficou com uma cara emburrada e cruzou os braços no banco de trás.

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Quando o avião chegou, o desembarque foi movimentado. A distância entre parentes fez com que todos ficassem calados, exceto James, mas do que adiantava se ele estava distante de todos?

Camille desceu do avião com sua mochila, tendo tudo o que precisava por hora. Mike e Molly trariam o resto quando–se–viessem.

Kendall estava de costas para Camille e, quando a garota passou pela porta, ele se virou para a mesma. Ele já tinha pego sua única mala e não queria esperar Gerry que, além de não ter pego a mala ainda, estava mexendo desesperadamente no tablet.

Jo entrou no banheiro feminino e, assim que ela fechou a porta, Lucy entrou também, apenas para lavar as mãos que se sujaram na hora de pegar as malas e a rodinha estava suja. Assim que esta saiu, a outra abriu a porta da cabine.

James pegou suas malas e estava saindo. Assim que ele se aproximou de Jo na saída, seu celular deu alerta de mensagem e ele teve que olhar, enquanto isso, ela saía calmamente.

No fim, nenhum deles se encontrou. Pelo menos até que...

Logan estava pegando os papéis de sua mãe com um dos colegas dela que estava viajando quando...

– Logan? – Sunny perguntou estupefata.

– Sunny? – A voz de Jo veio do lado esquerdo de Sunny.

– Jo? – Camille inquiriu boquiaberta.

– Camille? – James arregalou os olhos.

– James? – Lucy parou tão rápido de andar que duas pessoas esbarraram nela.

– Lucy? – Kendall se surpreendeu. Ele era um dos que tinha esbarrado nela.

– Kendall? – Carlos perguntou deixando a sala.

– Carlos? – Logan arregalou os olhos e seu queixo quase bateu no chão.

– O que vocês estão fazendo aqui? – Todos perguntaram ao mesmo tempo.

PS: Quem comentar “CONTINUAAAAA. TÁ PERFEITO. TÔ AMANDO.” Ou coisas curtas assim, bem como simples “Tá ótimo. Não demora pra postar o próximo”, vai render mais uma semana de espera na postagem do próximo capítulo. Continuar eu vou, que tá perfeito você já me disse, que você tá amando eu acho ótimo saber e todos sabem que eu posto um capítulo por semana e se eu não tenho tempo eu peço desculpas. Sem falar que tá pouca a quantidade de comentários, então, demoras são merecidas.

Notas finais
Mãe do Logan: Linda. Pai do Logan: Ausente. Mãe da Sunny: Poderosa. Pai da Sunny: Encrenqueiro. Pai do Carlos: Divo. Mãe da Camille: Nervosinha. Padrasto da Camille: Sensível. Mãe do James: Vaca. Pai do James: Fofo. Pai da Jo: Legalzinho. Pai da Lucy: Impaciente. Mãe da Lucy: Carinhosa. Pai do Kendall: Imbecil. Tia do Kendall: Diva.