P.O.V. Faith.

Meu nome completo é Faith Carlie Cullen. Sou filha de Edward Cullen e Bella Cullen, neta de Esme e Carslile Cullen e de Renné Drewer e Charlie Swan.

Eu moro em Forks Washington desde que nasci. Agora eu tenho seis anos e aparência de 16.

Estudo na Forks High e sempre volto pra casa de carro. Meu pai me deu um Ford Escape novinho de aniversário.

—Faith!

—Amy!

Primeiro dia de aula.

—Caramba! Você tá linda.

—Valeu, você também.

—Cadê a Ashley?

—Aqui.

—Oi. Como foi na Califórnia?

—Foi muito legal. Lá tinha sol todos os dias!

—Deve ter sido demais. Eu fui pro Alasca com a minha família.

—Alasca? Nas férias de verão?

—É.

—Vocês são loucos.

—E então vamos estudar na sua casa hoje?

—Claro.

Uma garota nova olhou pra mim e fez uma cara.

—Caramba, eu devo ser feia de doer.

Disse rindo.

Nós fomos pra minha casa e a minha avó fez biscoitos pra nós.

—Obrigado.

—De nada.

Nós ficamos estudando biologia até tarde.

—Que tal você levar suas amigas pra casa Faith? Já está ficando tarde.

—Tá. Amanhã vamos arrasar na prova diagnóstica.

—É.

Levei elas pra casa e quando estava voltando pra casa um cara entrou na frente do meu carro.

—Ai Meu Deus!

Freei e nem consegui descer. Vi o rapaz de terno se concertar.

—Aaaa!

Tranquei as portas e comecei a rezar.

O cara bateu no vidro, mas eu pisei no acelerador e fui pra casa correndo.

Quando cheguei correndo a minha avó pergunta:

—O que foi filha? Que aconteceu?

—Eu atropelei ele, mas ele se concertou. Ele entrou na frente do carro de propósito!

—O que? Explica direito isso ai.

—Calma Emmett. Não tá vendo que ela tá nervosa?

—Senta ai que a vovó vai fazer um chá pra você filha.

P.O.V. Elijah.

Eu me perdi, e estava passando por uma estrada que imaginei ser deserta, mas me enganei fui atingido por um carro. O motorista parou, provavelmente para me prestar socorro, mas quando viu eu me curar soltou um grito. Ouvi as travas das portas serem ativadas.

Caminhei até lá e bati no vidro, mas a moça ficou com tanto medo que foi embora correndo. Segui o rastro do carro e me vi de frente para uma casa.

A casa era de um estilo moderno, com amplas janelas e portas de vidro. Era feita basicamente de vidro e madeira.

Bati na porta e uma moça abriu. Ela era loira e estava esperando um filho.

—Posso ajudar?

—Acontece que estou perdido e não sei como voltar pra casa.

—Já está ficando tarde. Entre, passe a noite e amanhã minha sobrinha leva você pra casa.

—Com licença senhora.

—Toda.

A moça deu espaço para que eu passasse.

—Tá melhor querida?

—Eu não acredito que atropelei uma pessoa e que essa pessoa se concertou! O que será que ele era? Acha que era um lobisomem que nem o Jake?

—Não. O rapaz era outra coisa.

—Vampiro.

Eu disse.

A garota olhou pra mim e não pude acreditar nos meus olhos. Era uma duplicata!

—Você não pode ser vampiro. Um vampiro não sentiria nada, os seus ossos quebraram!

—Você já viu um vampiro antes?

—Olha em volta. A minha família é composta basicamente de vampiros cara.

—Vocês são vampiros?

Vi que os olhos deles eram dourados como o sol. Eles eram extremamente belos, brancos, suas peles eram imaculadas.

—Moço.

—Sim?

—Você está bem?

—Sim. Qual é o seu nome?

—Faith.

—Posso oferecer-lhe chá?

—Seria ótimo senhora.

—Já volto.

—Aqui é sempre frio assim?

—Você sente frio?! To chocada!

—Vocês não?

—Não. Nem frio, nem calor e raramente sentimos dor.

—Olha isso.

O homem foi até a cozinha e voltou num piscar de olhos. Ele tinha uma faca em mãos.

—O que vai fazer com isso?

—Saca só.

Ele enfiou a faca na barriga, mas a faca entortou ao se chocar com a pele dele.

—Minha nossa!

—Você se corta?

—Corto, mas eu curo.

—Acho que somos de raças diferentes. É a única explicação lógica.

—Teoria interessante vovô.

A conversa evoluiu e chegou em um ponto em que eu só entendia os os e as.

—Tadinho gente, ele tá boiando legal.

—O que?

—Quer dizer que você não está entendendo nada. Mas, qual é o seu nome?

—Elijah Mikaelson.

A garota de cabelos castanhos olhou pra mim e correu para o lado da duplicata.

—Ele é um original. Veio atrás de Faith.

—O que?! Não deixa ele me levar mamãe.

—Calma. Eu nem sabia da existência da menina.

Todos olharam para o rapaz que estava sentado á frente do piano.

—O que?

—Ele está...

—É verdade. Ele não sabia de nada.

—Ele pretende...

—Ele não vai machucar a nossa filha. Relaxa Bella.

—Ótimo.

Fiquei sem entender nada.

—Leio seus pensamentos. Eu e minha filha.

—Eu desligo pai. Não me agrada ler os pensamentos dos outros o tempo todo.

—Você tem sorte querida. Com você é só desligar o botãozinho.

—Vocês conseguem desligar a humanidade?

—Como assim?

—Desligar os sentimentos.

—Não. Você sim?

—Sim. Vocês não andam no sol.

—Eu fiz anéis pra eles. Só esqueci de dar.

—Anéis?

—Anéis enfeitiçados que permitem que andemos no sol sem brilhar.

—Brilhar?

—Vocês queimam e nós brilhamos.

Interessante.

—E estacas?

—Não acontece nada e você?

—Apenas a estaca de madeira de carvalho branco pode matar um original.

—Como sabe de tudo isso?

—Eu era bruxa antes de ser transformada. Como eu quase morri dando á luz tive que ser transformada.

—Como vocês transformam alguém?

—É o veneno.

—E aquilo queima como um milagre de Deus.

—Então, o que a menina é? Vampira ou bruxa?

—As duas coisas.

Fiquei chocado ao saber disso. Nunca pensei que isso fosse possível.

—Nós também não. Acontece que nunca houve um relacionamento amoroso entre um vampiro e uma bruxa, até agora. Minha esposa ficou grávida quando ainda éramos namorados.

—Bom, isso com certeza é algo inédito.

—Eu trouxe o chá. E biscoitos.

—Você come comida humana?

—Sim, vocês não?

—Não.

—E você Faith?

—Sangue, comida humana posso sobreviver com os dois. Na verdade prefiro sangue, mas adoro chocolate e doce.

—Você fica doente?

—Não.

—Quando você era bebê ficou gripada, mas depois disso nunca mais.

—Vai envelhecer?

—Não.

—Sabe que é duplicata?

—Sei.

—Sabe o que é uma duplicata?

—Sei. Eu sombra.

—Exato.

—Pode ter filhos?

—Não sei, nunca tentei.

—Bom, já são quase onze. Cama já!

—Ah, mãe.

—Vamos, você tem aula amanhã.

—Tá. Boa noite gente.

Ela mandou um beijo e subiu as escadas.

—Você dorme senhor Mikaelson?

—Vocês não?

—Nunca. Os mortos não precisam dormir.

—Bom, já que o senhor dorme melhor eu ir arrumar o quarto de hóspedes.

Qual será o nome desta senhora tão gentil?

—Esme. Eu sou Edward, minha esposa Bella.

—Sou Rosalie, mas pode me chamar de Rose.

—Emmett.

—Você é humana?

—Sou. Eu me curei, mas o meu esposo não quis.

—Quando você ficar velhinha eu me curo e morro com você Rose.

—Mas, se a nossa filha for imortal você terá que cuidar dela Emmett.

—Tem razão.

Eles se olhavam de uma maneira que dava pra tocar o amor. Era uma ternura palpável.

Espero que algum dia alguém olhe pra mim assim.

A senhorita Alice carregava um vaso, mas de repente ela parou e o vaso caiu no chão. Ela olhava para o nada e seus olhos se moviam, era como se ela estivesse vendo algo que ninguém mais podia.

—O foi Alice?

O loiro segurou a mão dela.

—O que que se tá vendo?

—Ele quer machucar ela. Quer drenar o sangue da Faith.

—Nós ensinamos ela a se defender Alice. Ela tem todos os nossos dons, a magia de Bella e os dons do Clã Volturi.

—Eu a ensinei a socar e a coloquei na aula de karatê.

—Verdade. Eu ensinei a ela os feitiços de defesa e de proteção. A obrigo a colocar nela mesma todo dia.

—Ainda assim. O homem da minha visão, ele é uma coisa que eu nunca tinha visto antes.

—É um híbrido. Metade vampiro, metade lobisomem.