P.O.V. Amy.
Sou Amy Elizabeth Juergens. Minha mãe é Anne e o meu pai é John, tenho uma irmã mais nova chamada Ashley e ela namora um cara chamado Roger.
A diferença entre nós é muito grande. A Ash é toda gótica e eu sou básica.
Ashley, eu e Faith formamos o trio de ouro da escola. Claro que a Faith é a nossa líder. Ela nasceu pra liderar.
Faith não é aquele tipo de líder metida que vive dando ordens, ela é mais do tipo que convence as pessoas, ela é uma diplomata. De alguma forma ela sempre consegue convencer os outros á fazer o que ela quer sem muito esforço.
Ela não é birrenta, ela estrutura os argumentos de uma forma que ninguém consegue driblar. Ela te deixa sem saída.
Faith Cullen é a garota mais generosa, carinhosa, receptiva e gente boa que eu conheço. Todos gostam dela, basta colocar os olhos nela para amá-la.
Ela é simpática, delicada e ás vezes agressiva. Faith é a abelha Rainha da colmeia Forks High. Todas as garotas querem ser como ela, tudo o que ela faz vira notícia no jornal da escola e nas redes sociais. As roupas que ela usa viram moda instantaneamente. Uma vez ela veio com um brinco de pena numa orelha só e no dia seguinte todo mundo estava usando um igual ao dela.
Ela é simpática com todo mundo sem exceção, ela defende os nerds dos caras do time de futebol mesmo sendo capitã das líderes de torcida e além de ser a capitã das líderes de torcida é a melhor da nossa sala. Ela dá aulas de reforço á tarde e ás vezes nos fins de semana. As festas dela são lendárias.
–Se liga, esse final de semana vou fazer uma festa para marcar o fim das férias. Pra descontrair antes de começar mais um ano maçante.
–Legal.
–E qual o tema da festa?
–Não tem. Vamos todos com os nossos melhores looks e dançar até cair.
–Oba!
A professora de biologia entregou as provas e como sempre a Faith tirou a melhor nota da sala.
–Parabéns senhorita Cullen.
–Obrigado senhorita Torres.
Na aula de francês ela falava fluentemente assim como na aula de espanhol. E em todas as avaliações diagnósticas ela mandou super mega bem.
–Como você faz isso?
–Eu estudo pra burro.
P.O.V. Faith.
Fico morrendo de dó delas. Eu colo, uso o meu dom de ler a mente das pessoas e copio o raciocínio dos nerds. Estudo só pra disfarçar, nem o meu pai sabe que eu colo, eu clonei o escudo da minha mãe e por isso ele não consegue ler meus pensamentos.
–Você quer ajuda pra preparar a festa?
–Seria ótimo obrigado. Vou fazer os convites hoje.
–Contou todo mundo?
–A escola toda menos o fundamental.
–Beleza.
–Você e Ash vão receber os únicos convites dourados como sempre.
–Como sempre.
–Eu amo vocês.
Estávamos abraçadas.
–A gente te ama.
P.O.V. Ashley.
Eu adoro a Faith. Ela é a única amiga que eu e a minha irmã temos em comum. De resto é tudo separado.
Notei que ela usava uma pulseira nova.
–Pulseira legal.
–Valeu. É um pentagrama, para me proteger.
–Irado, mas e o colar?
–Também é pra proteção. Fiz um pra você e um pra Amy.
O meu tinha forma de caveira.
–Mas, é diferente do seu.
–O formato não importa. O que importa é o que tem dentro.
–E o que tem dentro?
–Verbena. É uma erva que impede que você seja controlada.
–Controlada?
–Não peça explicações só use o tempo todo e se puder tome chá de verbena também.
–Toma Amy, esse é seu.
–Um coração. Que lindo.
–Que bom que gostou.
–E o seu? Porque esse ai?
–Eu comprei no antiquário. Achei bonito.
–É mesmo.
–A vendedora falou que só exitem três destes. Esse é o último.
–E os outros dois?
–Um foi comprado por um homem que mora na Virgínea pra dar de presente pra namorada e o outro está no pescoço de outra pessoa por ai.
–Daquela garota loira.
–O que? Caramba!
–Vou falar com ela.
E lá se foi a Faith.
P.O.V. Rebekah.
A duplicata veio falar comigo.
–Oi. Eu sou a Faith e você?
–Rebekah.
–Prazer. Então eu queria te dar esse convite, vou dar uma festa nesse fim de semana e você podia ir.
–Claro. Seria ótimo.
Notei que o colar dela era igual ao meu e o da Gilbert.
–Ei!
–Fala.
–Onde arrumou esse colar?
–Comprei no antiquário municipal.
O que estava no pescoço dela pertencia a Freya e o que está no pescoço da Gilbert era da minha mãe.
–É lindo não acha?
–É. O meu pai fez eles para nós, um pra mim, um para Freya e um pra minha mãe.
–Mas, é tão antigo. Á menos que você seja...
–Vampira. Sou uma original.
–Quantos de vocês existem?
–Uma família inteira de originais.
–Legal. Conheci o Elijah ontem, eu meio que atropelei ele sem querer.
–Mas...
–Eu parei pra prestar socorro, mas ele se concertou. Daí eu me apavorei e saí correndo com o carro.
–E onde ele foi?
–Ele passou a noite na minha casa. No quarto de hóspedes.
–Ele conseguiu voltar pra casa?
–Eu levei ele.
–Sabia onde a gente morava?
–Ele deu as instruções e eu fui seguindo.
–Que bom.
–Não tem problema, me certifiquei de que ele chegou lá em segurança.
–Obrigado.
Quando acabou a aula eu fui pra casa.
–Elijah, Elijah.
–O que foi Rebekah, porque esse tom?
–Você foi atropelado pela duplicata, passou a noite na casa dela e ela te trouxe pra casa. Levadinho.
–Ai, Rebekah.
–Você tem essa cara de santo, mas não me engana não. Daqui a pouco tá se pegando com ela.
–Pare de dizer bobagens Rebekah.
–Bobagem? Sei.
–Não é como se os pais da menina fossem permitir que eu me aproxime dela.
–E porque não?
–Eles sabem que Niklaus quer o seu sangue, a mãe dela era uma bruxa que foi transformada. A raça deles é diferente, eles não se ferem. Um tanque pode passar encima deles que não acontece nada nem um arranhão.
–Como é possível?
–Creio que em algum momento ocorreu uma evolução, um erro que acabou criando uma nova raça. Mais potente que a anterior.
–Mais potente?
–Pelo que sei a tia de Faith pode ver o futuro, seu pai pode ler mentes, seu tio Jasper é capaz de controlar as emoções das outras pessoas, Emmett é o vampiro mais forte que já conheci. É capaz dele ser mais forte do que nós.
–Eles tem dons?
–Sim. E a menina pode fazer tudo isso e algo a mais. Ela tem dons que eu desconheço e pode fazer magia.
–Caraca! Fiquei com medo agora.
–Mas, você ia dizer outra coisa.
–Ela vai dar uma festa. Podíamos ir.
–Tem certeza?
–Absoluta.

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