Notas iniciais
Olá,Desde já muito obrigada se tiraram um bocadinho do vosso tempo para darem uma olhada nesta fic, espero que achem que foi tempo bem gasto.Pequena nota deste capítulo: Eu já tinha dado um nome ao colégio onde Albus estudaria, e depois fui procurar para ver se existia, e ao que parece existe, mas é uma escola apenas de raparigas, mas bom, ninguém precisa de saber. ---> Nesta Fic passa a ser uma escola privada para rapazes e raparigas! ;)

Eu estava sentada no banco de trás da SUV preta que Draco Malfoy conduzia calmamente pelas ruas de Londres. Rose dormia com a cabeça apoiada nas minhas pernas enquanto Scorpius estava no banco da frente a mexer no telemóvel.

– Chagamos! Exclamou Draco quando parámos em frente de uma moradia nos arredores de Londres. Esta será a nossa nova casa.

Ele parecia feliz. Mas não estava. Sei que não estava, pois era conhecimento de todos que detestava trabalhar em equipa, ainda por cima sendo metade da equipa menor de 18 anos. Jovens, imprudentes, desorganizados e inexperientes, como ele costumava dizer. Ainda que, 2/3 dessa equipa Jovem, imprudente, desorganizada e inexperiente fosse sangue do seu sangue.

Oh sim, eu sou filha de Draco Malfoy, ainda que tenha vivido 13 anos da minha vida sem o saber. E sinceramente, 4 anos depois de descobrir a verdade, parece ser indiferente saber que o meu pai continua vivo, ao contrário do que a minha mãe pensava. Porque até há um mês atrás, provavelmente vi-o uma meia dúzia de vezes em 4 anos. Parece uma boa média, certo?

– Rose, chegamos. Chamei a minha amiga suavemente. Enquanto Draco se dirigia para as traseiras da SUV para tirar as nossa malas e Scorpius ia atá à porta do jardim com a chave de casa na mão.

Rose acordou, a bochecha que estava no meu colo tinha algumas marcas das minhas calças, e os seus cabelos ruivos estavam despenteados.

– Bom dia. Ela disse e bufou para tentar tirar as madeixas de cabelo que caiam em frente aos seus olhos. Que o pesadelo comece.

Ri-me levemente e tirei o sinto de segurança para me levantar. Scorpius já tinha voltado para ajudar Draco a tirar as malas da SUV e eu e Rose fizemos o mesmo. Dirigimo-nos então para dentro daquele que seria o nosso lar durante os próximos tempos.

Assim que entramos e fechamos a porta a expressão de felicidade de Draco desfez-se.

– Escolham um quarto cada um e pousem as vossas malas. Quero-vos na biblioteca em 15 minutos e no caminho para lá fechem todas as precianas e janelas que encontrarem pelo caminho. – Ordenou sem demoras. Mal tivemos tempo para olhar para a casa.

Parecia uma casa arejada, e moderna. Mas a verdade é que não perdemos muito tempo a olhar para a decoração. Subimos rapidamente as escadas. E procuramos os quartos.

– Só há três quartos. – Constatou Rose.

– Parece que as meninas vão ter de ficar juntas e dividir o quarto. – Scorpius disse com um sorriso trocista. Eu revirei os olhos, já estava a prever que Rose não ia aceitar a provocação sem revidar.

– Porque é que teria de ser eu e a Lyra a dividir o quarto? – Perguntou Rose com uma sobrancelha levantada.

– A menos que queiras dividir o quarto com Draco Malfoy ou comigo. O segundo caso talvez não fosse terrível, desde que te mantivesses calada. – Scorpius retaliou provocador.

– Parem com isso, vocês os dois! Eu e a Rose vamos dividir o quarto e acabou. Temos de nos despachar, o Draco quer-nos na biblioteca em – Olhei de relance para o relógio. Aquela pequena rixa já tinha consumido mais de 10 minutos dos nossos preciosos 15. — 4 minutos e 42 segundos! É não se esqueçam da nossa super primeira missão: Fechar as precianas e janelas. – disse revirando mais uma vez os olhos.

Ambos se calaram e olharam para os próprios relógios para confirmar que eu estava certa e que tínhamos muito pouco tempo para estarmos na biblioteca. Eu e Rose entramos no quarto com duas camas e Scorpius entrou no quarto mesmo em frente ao nosso. Pousei a minha mala numa das camas e dirigi-me para a casa de banho.

Pouco depois estávamos a descer as escadas de novo, já tínhamos fechado todas as janelas e precianas do 1º andar. No rés-do-chão, também já estava tudo fechado quando chegamos e fomos o mais rápido que conseguimos para a biblioteca. Pelas minhas contas devíamos estar mesmo em cima do tempo. Rezei para que não estivéssemos atrasados.

Draco estava de pé, encostado a uma estante a olhar o seu relógio de pulso.

– Estão 2 segundos atrasados. – Declarou com cara de poucos amigos. Eu engoli em seco e ouvi Rose e Scorpius fazerem o mesmo. — Sabem quantas missões deram terrivelmente errado por causa de falhas muito menores!? – Questionou severamente. Depois expirou fortemente e abanou a cabeça. De seguida, puxou uma cópia de Os Miseráveis de Victor Hugo, que estava na estante à qual estava encostado segundos antes e deixou que uma pequena luz azul lê-se a sua íris. A luz piscou duas vezes numa cor esverdeada e Draco afastou-se, apenas para a estante rodar sobre si própria e abrir uma passagem para um pequeno corredor, pelo qual entrou. Nós apenas o seguimos.

– Bem-vindos à sala de operações. – Era uma sala exatamente igual às salas de simulação de operações de Hogwarts. Vi Rose passar os olhos, excitada pelos diversos computadores e itens informáticos.

– Pelos vistos as salas de Hogwarts estão a precisar de um pequeno upgrade! – Ela comentou sem se conseguir conter. - Desculpe, Sr. Malfoy. Eu não queria interrompe-lo. – Disse um pouco constrangida.

– Ainda bem que percebeu que este material é mais avançado do que aquele disponível em Hogwarts. Espero que a Senhorita Weasley se habitue rapidamente ao que temos aqui para utilizar nesta missão. – Rose assentiu e Draco continuou.

Bom, prosseguindo. Esta é uma missão de proteção. Portanto espera-nos muitas vigias, e claro, teremos disfarces para nos integrarmos na vida da pessoa que vamos proteger sem levantar suspeitas. Apresento-vos Albus Severus Potter. – Draco disse fazendo a imagem do rapaz aparecer no écran.

Sinceramente, ele era muito bem parecido. Estava com uma camisa ao xadrez e um blazer. Alem de a sua pele clara contrastar perfeitamente bem com os seus cabelos negros e tinha um olhar intenso.

– O meu primo!? – Questionou Rose, fazendo-me desviar os meu olhar atento da fotografia.

– Exatamente, Senhorita Weasley. Para quem não sabe, os Potter são donos de uma das maiores fortunas de Inglaterra. Há algumas semanas, a Senhora Potter ouviu uma conversa muito estranha entre dois associados do seu marido, Sr. Dolohov comentar, com alguém que ela não conseguiu identificar, em como seria fácil virar o próximo negocio que o Sr Potter pretende fechar com uma empresa americana, a seu favor. Ela referiu também que Dolohov afirmou ter fontes dentro de Oxford High School. – À medida que Draco ia falando, imagens iam passado. O tal Dolohov não era um tipo muito bem parecido. Não fosse pelo smoking caro, eu nunca diria que ele alguma vez se desse com pessoas de classe como os Potter.

A Senhora Potter apenas contou esta história à Senhora Weasley do departamento médico avançado, como um pedido de ajuda e voltou a repeti-la na reunião em que aceitamos proteger o Sr. Albus Potter. Além da Sra. Potter, apenas nós, os Weasley, pais da Senhorita Rose, a Diretora e o subdiretor sabem disto. Portanto, quero sigilo absoluto.

Quanto aos nossos disfarces, Senhorita Weasley, os seus pais já fizeram as mudanças para a casa aqui ao lado, e já se integraram com os vizinhos para não levantar suspeitas. Achamos que seria mais rápido para nos aproximarmos do seu primo se a tivéssemos na equipa de campo, mas como sei que não tem muito treino, será apenas um elo de ligação e não quero que em momento algum coloque a sua vida em risco. Entendeu, Senhorita Rose.– Draco enfatizou o ser primeiro nome o que a fez olhar para cima e assentir prontamente.

Quanto ao Sr. e à Senhorita Malfoy, serão irmãos e amigos da Senhorita Rose. Infelizmente, eu, vosso pai, fiquei viúvo há cerca de 1 ano e achamos que estava no momento de nos mudarmos.

Amanha começam as aulas e eu serei o vosso professor de Educação Física. Precisamos de ter alguém tanto na parte dos alunos como na parte dos professores para tentar prever um ataque seja de que parte for. Preciso que se integrem no grupo de amigos do Sr. Albus o mais rápido que conseguirem. O Sr. e a Sra. Weasley tratarão das vigias noturnas à casa dos Potter. – Todos nós assentimos, para mostrarmos que tínhamos compreendido e ficamos à espera de mais orientações. - Alguma questão?

– Sr. Malfoy, uma vez que os meus pais estão a viver aqui ao lado eu ficarei com eles, certo? – Perguntou Rose.

– Certamente poderá ficar lá quando quiser e convém que os vizinhos a vejam sair de lá pela manha. Mas todas as reuniões são feitas aqui e 95% dos equipamentos informáticos estão também nesta casa. Mas existe uma passagem subterrânea entre as duas moradias para que possam fazer a travessia sem levantar suspeitas. Mais alguma questão?

– Não, Senhor. – Respondemos os três em uníssono.

– Muito bem. Têm 60 minutos para arrumar as vossas coisas e irem à cozinha ver os panfletos de take away e escreverem o que querem almoçar no quadro do frigorífico. Aconselho-vos a escolher primeiro o almoço e depois a irem aos vossos afazeres. O almoço começa daqui a uma hora e depois teremos um pequeno camião de mudanças para descarregar, apenas para os vizinhos não desconfiarem.

Ah, e fora desta sala, devem tratar-me por pai e Draco, como a família feliz que somos. – Sorriu um tanto ou quanto sínico e acenou levemente com a cabeça, sinalizando que estávamos dispensados.

Pai, claro. Eu nunca o chamara de pai, e certamente aquele último comentário foi dirigido a mim.

Expirei exageradamente, aquela missão já estava a ficar complicada e ainda mal tinha começado.

Notas finais
Comentem se gostaram.Se não gostarem comentem com criticas construtivas! ;)O próximo chegará em breve, se assim o quiserem.