Notas iniciais
Brigada para as pessoinhas lindas que deram sinal, fez uma inspiração surgir *--* Demorei mais para postar esse porque estou tentando aumentar o tamanho dos capitulos, blz ;)

Um alívio atravessou Eloise quando eles finalmente chegaram na entrada da escola, suas mãos estavam dormentes de tanto apertar o abdômen de Drew.

– Você já pode soltar – ele disse quando parou a moto – a não ser que esteja gostando dessa posição, então não me importo – ele sorriu e acariciou as mãos dela.

Nesse momento a dor no fundo da sua barriga veio bem forte e um arrepio atravessou seus braços. A sua explicação era por culpa da moto, mas isso também não a covencia tanto. Ela limpou a garganta.

– Novamente muito egocêntrico da sua parte achar que tem esse efeito em todas as garotas. Mas desculpa desapontar, comigo não rola como já mencionei. – Disse soltando suas mãos e descendo da moto. Ele riu.

– Foi um prazer dar carona a você. Se precisar de carona pra voltar também. – Ele sorriu o que parecia ser um sorriso genuíno.

– Obrigada por esta carona, mas dispenso futuras. – E saiu para sala, em direção a uma aula de física que iria queimar seus neurônios, mas que em seus pensamentos seria uma dádiva perto do que ela passou agora.

No intervalo, o qual iria passar sozinha, se não fosse por Alice que a arrastou para o refeitório.

– Ouvi boatos de que você chegou à escola hoje na garupa do meu primo – ela disse com uma certa malícia no olhar.

– Verdade, mas pode tirar esse olhar do seu rosto. Foi apenas uma carona por culpa do meu irmão desnaturado não ter me avisando antes. E não irá se repetir.

– Ok – ela disse sorrindo – isso é o que você diz. Mas duvido que você não acabe cedendo depois de um tempo. Já vi o bastante disso.

– Pois pode apostar que não cederei. – Eloise disse confiante.

– Mas então, têm planos para o fim de semana? – Alice perguntou empolgada.

– Nenhum – respondeu – odeio ser nova em um lugar. –Resmungou.

– É mesmo uma bosta. Mas não vou deixar você sozinha nessa, que tal ir lá para casa? Piscina, churrasco e umas amigas. Você vai poder se enturmar. – Ela deu um sorriso sincero.

– Acho que vai ser legal. – Disse, pela primeira vez na semana empolgada para algo de verdade. Talvez ela ainda pudesse se enturmar.

O resto da semana foi normal, sem mais encontros inesperados com vizinho, e obrigando seu irmão a lhe levar todos os dias também. Apenas na escola ela não tinha como evitar os encotros inesperados, e para eles ficarem mais restritos as ajudas necessárias de história eram restritas na escola. Assim, conseguiu passar a semana. Felizmente sábado chegou.

– Você vai para onde? – Beto perguntou pela centésima vez na semana para onde iria, depois dela ter dito algumas coisas para ele por ter a obrigado ir para escola com o vizinho no começo da semana, ele vinha querendo ser o irmão responsável.

– Beto já te falei pela centésima vez na semana, vou para casa de uma amiga Alice, se quer mais informações ela é prima do seu amiguinho Drew. – Ela estava estranhando muito essa nova atitude protetora dele. – E pode ficar calmo passei muito tempo com um pai que não se preocupa comigo para aprender a me virar sem um.

– Ah, desculpa se estou agindo assim. Mas as coisas ficaram estranhas quando eu passei a ter que ficar responsável sobre você. – ele admitiu.

– Relaxa mais 3 meses e eu completo 18 anos e você não precisa mais se preocupar com isso – disse – agora preciso mesmo ir você pode me dar carona? – perguntou envergonhada.

– Prometo ainda fazer papai te dar um carro antes dos seus 18. – Ele bufou e ambos riram.

Depois de tocar a campainha da casa, estava esperando quando uma Alice em um biquíni rosa apareceu eufórica.

– Oi Eloise, só faltava você e já achava que não vinha, vem. – Ela puxou Eloise para dentro da casa direto para o quintal onde algumas garotas também de biquíni já estavam estiradas ao sol para torrarem.

– Oi Alice – riu da atitude eufórica dela.

– Você trouxe biquíni? – Alice perguntou-a.

– Sim, tá na bolsa – respondeu.

– Ah, tudo bem, pode usar aquele banheiro ali para se trocar – ela apontou para uma porta que aparecia depois de um chuveirão e Eloise se encaminhou até lá.

Assim que colocou o biquíni se sentiu exposta, já pensava em desistir de se enturmar e voltar para casa. Mas logo espantou esse pensamento, não desistiria facilmente, dessa vez. Olhando de novo no espelho percebeu que não estava tão mal assim, os anos de ballet e yoga tinham mostrado resultados em seu corpo, principalmente sua cintura. Decidiu sair de uma vez do banheiro antes que pensasse demais.

Saindo deu de cara com uma cena inesperada, Drew estava no chuveirão tinha tirado a camisa por conta do calor e estava apenas de short de banho. Olhando melhor para seu corpo sua boca secou os gominhos do seu abdômen estavam lá, jogados na sua cara e pareciam até maiores quando vistos. Respirou fundo e seguiu em frente até Alice.

– Você não me contou que seu primo vinha – disse à Alice.

– Eu sei, mas é que suspeitei que se dissesse você não viria – confessou, e Eloise não disse nada, pois era verdade.

– Só ignora ele. Vem, vamos colocar alguma musica – ela puxou Eloise para um bar que tinha perto da piscina e colocou um CD de David Guetta. – Gosta? – Ela perguntou.

– Com certeza – afirmou e sorriu.

– Sabe das coisas. Pronto, agora vamos nos bronzear e apresentar você as meninas.

Quando voltamos já tinha umas três meninas que tinham se jogado na piscina com Drew e estavam praticamente se jogando nele. Eloise revirou os olhos, Alice viu e sussurrou:

– É por isso que eu gosto de você. – Ela riu.

Fomos até as meninas que ainda estavam torrando.

– Garotas, essa é a Eloise minha nova colega de classe e amiga – sorriu – e Eloise, essas são Anna, Martha, Karen e Gaby. – Ela apontou para as meninas que estavam ali. – E aquelas que já estão tarando meu primo são Elsa, Bianca e Lara.

– Ei eu ouvi isso – uma loira com o biquíni pequeno demais para seu corpo falou.

– Você entrou na metade do ano? – Anna, que parecia a mais reservada das meninas perguntou.

– Aham, vim morar com meu irmão e tive que ser transferida. – respondeu ficando desconfortável com a pergunta.

– Você já ficou sabendo da viagem né? – Agora Karen perguntou.

– Já, eu mesma fiz questão de avisar a ela. Mas ela me disse que ainda não sabe. – Alice respondeu antes de Eloise poder abrir a boca.

– Já para mim ela disse que não ia de jeito nenhum. – Drew que estava saindo da piscina falou, chamando assim atenção para a imagem do cara saindo todo molhando e balançando o cabelo com as mãos para tirar o excesso da água.

Eloise se deu um beliscão por reparar nisso.

– Sério, pois eu daria tudo por uma chance de poder ir nessa viagem. – Disse outra garota que estava saindo da água atrás de Drew.

– Drew, você poderia me ajudar a passar bronzeador nas minhas costas. – Perguntou a garota que tinha o biquíni pequeno demais e Eloise revirou os olhos para o convite que a garota fez para se jogar nele.

– Tudo bem Elsa – ele falou e foi “ajudar” a garota.

– Não acredito que você me chamou para presenciar essa palhaçada – Eloise sussurrou no ouvido de Alice – desculpa, mas essas garotas não estão dando em cima dele, estão se atirando em cima dele, que ridículo. – Alice gargalhou.

– Acredite, já estou acostumada. Mas as vezes é cansativo, preciso de alguém como você, que é imune a ele. – Ela me lançou um sorriso.

– Te perdoo. – Disse.

– Vamos, deita ai comigo, vamos no bronzear. – Ela cantou essa ultima parte.

Com isso se deitaram ao som de Titanium. E fechou os olhos... Acordando depois de algum tempo ao senti seu ombro em chamas. Percebe então que alguém está lhe chamando, e que cochilou um pouco no sol e... sem protetor.

– Ai! – Resmunga para a pessoa que a tocou e escuta risos como resposta.

– Desculpa, mas achei melhor te avisar pra virar um pouco ou passar protetor se não quiser pegar um câncer de pele. – Drew falou, sarcástico.

– Ah – ela morde os lábios envergonhada por ter ficado fritando no sol sem perceber. Ela se levanta com o corpo ardendo, e não apenas por causa do sol, também pelo modo como Drew estava olhando para seu corpo.

Querendo fugir do campo de visão dele, virou e deu pulo para dentro da piscina. O contato com a água provocou um choque térmico refrescante para o seu corpo.

Outra coisa que ela sentia saudades e havia muito tempo tinha esquecido, a liberdade que sentia na água. Onde seus pais moravam antes, era um lugar muito frio e mesmo que tivesse uma praia ou piscina no jardim de casa ninguém jamais teria coragem de encará-la pelo menos a maior parte do ano. E como seus pais estavam sempre brigando era raro eles fazerem alguma viagem. A ultima vez que lembrava ter ido a praia foi quando tinha 7 anos. E piscina também já tinha um bom tempo.

Naquele momento, não muito distante da piscina Drew estava olhando para a garota que tinha pulado na piscina como uma fugitiva e pensando em sua expressão de prazer ao voltar a superfície. Não tinha mais dúvida aquela garota estava sempre fugindo dele como quem foge de um psicopata. E aquilo estava despertando imensamente a sua curiosidade. Além da forma como aquela garota parecia sentir uma enorme alegria só de sentir a água contra sua pele. Sua pele. Ah, como ele queria tocar aquela pele que agora devia está toda dolorida do sol... Seus pensamentos foram interrompidos.

– Drew – Elsa chamou e ele foi até ela – vamos ali no bar pegar algo comigo.

Ele sabia o que ela queria, apesar dela ter uma voz irritantemente arrastada e mesmo sendo muito pegajosa, decidiu ir com ela, pensando no corpo que era muito bem construído e serviria de recompensa pela dor de cabeça.

– Vamos sim Elsa – ele disse e ela sorriu para ele. Pegando sua mão e o levando até o bar.

Depois de Eloise ter nadado tanto que seus braços já estavam doendo um pouco, saiu da piscina. Algumas meninas ainda estavam torrando no sol, mas sem chance dela voltar para lá. Foi até Alice que para sua felicidade estava na segurança de uma sombra.

– Então, gostou das garotas? – Alice perguntou.

– Elas não parecem serem ruins, mas não conheci muito bem – falou isso, mas pensando em como aquelas garotas atiradas tinham parecido ruins para ela. Alice riu.

– Tudo bem, vou fingir que acredito. Você não mente muito bem Eloise. – Ela sorriu.

– Acho que é melhor eu ir agora – disse, olhando para o sol que já começava a querer se esconder por trás dos muros da casa.

– Ah não, depois você vai. Fica. Eu soube que você mora no mesmo prédio que Drew certo? – Foi a vez de Eloise rir.

– Eu não vou voltar com ele naquela coisa de novo. – resmungou.

– Vejo que não tem jeito não é? – Ela olhou para Eloise com cara de gatinho que caiu da mudança.

– Não mesmo, – riu – vou me trocar.

Ela pegou suas coisas e caminhou para o banheiro passando apenas pelo bar para tomar um pouco de água antes de sair. Mas assim que colocou os pés lá, xingou a si mesma mil vezes. Pois quando ela estava indo pegar um copo no balcão viu o casal que estava justamente escondido embaixo do balcão. Drew que estava olhando para cima na hora a viu.

– Merda – ele disse, enquanto corria para se recompor.

– O que foi? – a garota que tinha uma voz irritantemente arrastada demais que doía nos nervos falou. Até que a viu. – Ah.

– É... ops, já vou... não precisam parar... er – ela não sabia o que dizer, por isso saiu praticamente correndo para o banheiro.

Trancou-se no banheiro, sem saber se sentia nojo ou desprezo por Drew e pior não conseguia imaginar por quê. A vida adorava brincar com a sua cara, passando por aquilo mais uma vez. Fechou os olhos, respirou fundo e se trocou rapidamente. O plano de fuga teria que ser mais rápido. Estava tão morta de vergonha que não iria conseguir olhar para cara de ninguém, por isso ao sair do banheiro ela foi direto para a porta, indo embora sem se despedir de ninguém.

Sabia que não conseguiria arranjar um ônibus que a levasse para o lugar certo nessa parte da cidade que ela não conhecia muito ainda, então andou até um ponto de taxi e voltou para casa.

Chegando, tomou um banho e começou sua sessão de yoga para relaxar das surpresas nada legais do dia até que bateram na porta. De certa forma ao abrir a porta e dar de cara com Drew, novamente. Não havia sido grande surpresa.

– Você está aqui! – ele suspirou aliviado quando ela abriu a porta.

– Que grande surpresa tem em eu estar em casa? – perguntou.

– Nenhuma mais o fato de você ter ido ao banheiro e sumido do nada... depois que viu nós... – ela cortou ele.

– Eu acho que novamente você está subindo demais o seu ego – ela disse explodindo – eu não sumi, eu fui ao banheiro e já estava no caminho da porta então fui embora, eu já tinha avisado a Alice.

– É, mas depois daquilo a gente pensou que você – ela o interrompeu de novo.

– Que eu o quê? Que meu desprezo por você conseguiu crescer? – ela disse e o encarou, ele estava sério, extremamente sério como em raras vezes o encontrava.

– Garota, se você é uma virgenzinha pura que nunca viu ou fez nada do tipo, você não precisa ficar se mostrando superior ou ficar com essa carinha de nojo ai. Só vim saber se você estava bem, sua garotinha marrenta – ele explodiu.

Ela abriu a boca algumas vezes com a intenção de o xingar de todos os modos possíveis, suas mãos tremiam enquanto ela se controlava para não esmurrar a cara dele ali. Mas apenas pegou a porta e a fechou fazendo um estrondo com a força.

A raiva que ambos sentiam um pelo outro era tão grande que ambos não conseguiam ver como a barreira entre ódio e amor se tornava fina.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Eloise coitada, precisa parar de ser surpreendida assim não acham? Vamos lá, não desanimem, mais sinais de vida para me animar! ;p