You disturb my calm
6 Apostas
Notas iniciais
Passaram-se alguns dias com as coisas estáveis — estáveis dentro do possível — Drew e Eloise se evitavam o máximo que podiam. A ajuda em história ficara restrita apenas por apostilas, essas sendo passadas através de Alice. E com o tempo passando ela foi capaz de se enturmar com algumas pessoas da escola, pessoas essas que fossem o mais distante possível de Drew. Alice continuava a implorar – isso, já tínhamos chegado aqui – para ela ir para a viagem a Santa Monica que se aproximava.
– Você não pode me deixar ir sozinha para aquele lugar sem ter ninguém imune ao meu primo, você sabe como as pessoas ficam no verão? As garotas vão estar se jogando mais ainda para cima dele e eu irei ficar sozinha e esquecida. – E esse era mais um de seus vários discursos para convencer Eloise a ir.
– Eu já te prometi que vou pensar na possibilidade – tentando fazer a amiga parar de insistir, a cada instante.
– MAS ISSO É O QUE VOCÊ SEMPRE DIZ! – ela respondeu exasperada.
– Porque é isso o que eu estou fazendo.
– Se você não for a essa viagem comigo você pode esquecer da minha existência – Alice disse fazendo birra.
– Está bem, se eu conseguir dinheiro com meu pai, e devo lembrar que isso é muito difícil, eu vou para essa viagem com você Alice. – falou com a intenção de acalmar Alice, que deu um gritinho de entusiasmo.
– Finalmente – ela cantarola de alegria – só por isso acho que deveríamos comemorar hoje, a galera da sala já estava combinando de se encontrar no Noturno hoje, acho que a gente devia aproveitar a ocasião. – Ela sorriu triunfante.
– Se não fosse por causa disso você iria arrumar outra coisa para a gente ir lá comemorar certo? – a outra mordeu os lábios em sinal de rendimento – Tá.
– O quê? Sem discussão? Nossa, muitas surpresas com a Eloise hoje, e para minha defesa, hoje é sexta-feira que tipo de pessoa fica em casa em plena sexta a noite?
O primeiro instinto de Eloise foi dizer: eu, mas se controlou e apenas revirou os olhos. O sino tocou novamente levando-as de volta para sala.
Em casa, Eloise estava pensando se era mesmo uma boa ideia ir quando seu telefone tocou, grande surpresa, era Alice.
– Abre a porta – diz mandando.
– Nossa, que educação garota.
– Rápido! – ela explode.
– Estou indo – Eloise abre a porta e dela entra uma Alice toda produzida com uma saia de preta colada brilhante e uma blusa de seda amarela, se equilibrando em um salto alto o suficiente para Eloise precisar levantar o rosto para poder olhar nos seus olhos.
– Por que você ainda não está pronta? – Alice pergunta frustrada.
– Digamos que nesse exato momento eu estava mesmo refletindo se era uma boa ideia eu ir – mas não pôde terminar.
– Nem termine essa frase. Me mostre agora seu guarda-roupa. – ordenou.
– O que deu em você, hein? De onde vêm essas ordens? – perguntou.
– Você descobrirá quando você se arrumar e tirar essa bunda de dentro desse apartamento. – ela disse, dando um sorrisinho cínico no final.
– Hoje à noite vai ser difícil – resmungou Eloise.
Depois de apresentar seu guarda-roupa a Alice e ouvir um suspiro de frustração sair dela o seu guarda-roupa passou a ser revirado.
– Sabe eu estava pensando em ir com isso – apontou para uma calça de couro, uma blusa de mangas e um coturno que estavam deitados na cama. E mais uma vez Alice soltou um suspiro de frustração.
– Essa calça você até pode deixar, mas essa blusa... – virou-se para o guarda-roupa de novo, voltou com uma blusa branca que nas costas era apenas de renda e tinha um pouco de decote também – isso, essa blusa. E esse coturno? – ela saiu procurando por alguma coisa pelo quarto – você tem algum salto plataforma? – Alice perguntou.
– Não, não gosto muito de saltos – disse. E Alice a encarou com uma cara de medo. – Eu vou com essa sapatilha e pronto. – Eloise pegou suas sapatilhas douradas.
– Ok. Agora, anda, se troca rápido. – A outra disse enquanto saia do quarto para ela se trocar.
Trocou-se rapidamente, parando em frente ao espelho sentiu uma coisa diferente, se sentiu feliz e até um pouco esperançosa com a vida, mesmo que estivesse indo para o Noturno obrigada, sentiu uma boa vibração. Gostou até do que viu, a blusa conseguia abraçar suas curvas sem deixar com que parecesse cheia de pneuzinhos, e como por milagre o vermelho do sol de alguns dias atrás tinha saído e agora ela podia ver melhor uma diferença entre seu cabelo e sua pele. O que parecia se camuflar entre tantos vermelhos. Passou rímel para realçar um pouco o olhar, sabia dar valor aos preciosos verdes meio azulados que carregava, era sua melhor qualidade, achava. Finalizou com um batom vermelho – não podia evitar, essa cor já lhe era natural.
Abriu a porta do quarto para dar de cara com uma Alice trocando sms no celular totalmente impaciente.
– Vai me contar agora o motivo de todo esse estresse? – Perguntou e Alice percebeu que ela tinha terminado.
– WOW garota, você tá mesmo uma gata, hum? – ela arqueou as sobrancelhas, mas depois voltou ao normal – Tá, eu vou te contar, um amigo do Drew está me perseguindo, enchendo o meu saco demais e eu estou com medo de acabar cedendo. Ou seja, sua missão de hoje é não me deixar ceder a ele, entendeu? – Ela implorou.
– Tudo bem. Mas o que tem demais nesse ser? – perguntou.
– Você descobrirá, vamos?
– Vamos
O lugar, apesar do nome, parecia ser normal. A única coisa que deixou Eloise desconfiada foi o fato de não ter praticamente nenhum estabelecimento e apenas algumas 5 casas ao redor. Alice estacionou o carro e ambas desceram, em direção ao local que parecia já está cheio mesmo não chegando às 11h ainda. Aquele sentimento de arrependimento, de procurar o conforto e segurança da toca tinha voltado a Eloise, mas ela mandou logo embora. Hoje ela iria tentar se divertir com Alice, não havia motivos para ceder ao sentimento que sempre a queria fazer desistir e voltar para casa.
Dentro não dava para ver muito sobre o local, mas de uma coisa ela tinha certeza, a forma como as pessoas estavam dançando, a intenção devia ser realmente manter o local mais escuro possível para dar mais privacidade e liberdade de certa forma as pessoas. Alice guiou-a até um local onde tinha um bar e umas mesas disposta ao lado. Em uma dessas mesas pode ver alguns rostos conhecidos.
– Acho que só faltava a gente mesmo – comenta Alice, se dirigindo à mesa.
– Finalmente chegaram – disse o moreno da aula de Matemática, que devia se chamar Christopher se Eloise não tiver errada.
– A culpa não é minha, tive que tirar essa aqui de casa – responde Alice se justificando.
De repente ela percebe algo, ou melhor alguém. Sim, quem ela está tentando com todas as suas forças ignorar a existência desde o final de semana vergonhoso e frustrante na casa de Alice, o mais conhecido como vizinho mega irritante. E não foi apenas ela que notou, ele que estava com mais uma das mil garotas que andam com sua prima apenas pra ficar com ele, do lado, recebeu uma boa olhada que fez a sua pele formigar, de nojo, claro.
– O importante é estarmos todos aqui – gritou Paola, a garota que estava agarrada a Drew.
– Acho que então podemos começar as apostas – falou Drew com um sorriso que se enchiam de intenções.
– Apostas? – perguntou Eloise à Alice.
– Ah, esqueci que você nunca participou, mas quando vamos a festa ou algo assim, fazemos apostas com algumas pessoas. Tipo alguém aposta que você não consegue tomar dois copos de alguma bebida escolhida por ele, se você conseguir você pode escolher o que a outra pessoa vai fazer, e se você não conseguir ele escolhe uma coisa que você tem que fazer durante a noite. – Alice explicou-lhe – Então, como é sua primeira vez, eu fico como a motorista da noite. Vamos começar pela Eloise já que sua primeira vez! – Alice gritou essa ultima frase, para a alegria de todos.
Talvez eles gostassem de ver os limites de alguém novo. Eloise consentiu ignorando o mesmo sentimento de antes. Trouxeram para ela três copos com um liquido meio azulado, que por causa de seu desconhecimento em bebidas não sabia o que era. E começaram as apostas:
– Eu começo – gritou o mesmo moreno, Christopher – aposto que você não consegue tomar essas três. — Ele disse sorrindo.
Ela não respondeu nada, apenas pegou o primeiro copo e bebeu de uma vez, o líquido desceu arranhando suas entranhas, mas sem pensar demais pegou o segundo, fez o mesmo controlando-se para não parar. No terceiro ela pegou, respirou fundo, sua língua estava dormente, hesitou um pouco. E virou o terceiro copo também. Todos gritaram.
– Ah, tudo bem, você pode escolher o que eu tenho que fazer. – Christopher disse entre risos.
– Depois eu digo – respondeu, precisando de tempo para pensar em algo.
– Nossa, você é acostumada com bebida, não é? – Alice perguntou – porque você acabou de tomar 3 doses de uma das tequilas mais fortes do bar seguidas.
– Na verdade, essa é a primeira vez que eu bebo de verdade. – Admitiu, e se arrependeu na mesma hora. Não queria mais olhares de curiosidades voltados para si. Mas por sorte Alice não persistiu.
– Então acho melhor você ir com calma. – Aconselhou ela, sabendo bem como ela iria terminar.
– Tudo bem – estava respondendo, mas foi interrompida.
– Eu também quero apostar, e eu aposto que você não consegui beber mais 3. – Ele apostou, e soou como se houvesse mais do que aquela simples aposta ali. Havia algo nas entrelinhas.
Eloise o encarou com uma raiva crescente, enquanto ele olhava para ela com um sorrisinho debochado. Não pensou duas vezes antes de aceitar a aposta e pegar mais um copo. Lembrando-se das coisas idiotas e ofensivas que ele disse para ela. Se ele achava que ela era fraca ou não ia conseguir adoraria mais do que tudo vencer essa aposta. Ignorou a leve tontura que começava a surgir e virou o quarto copo.
– Ainda faltam 2 – provocou Drew.
Ela não respondeu nada e pegou o quinto, ela precisava aguentar. Respirando fundo e pensando se seria assim tão mal morrer de uma overdose. Virou o quinto copo. Quando pegou o sexto e tentou virar também o líquido voltou imediatamente, por sorte não sujando sua blusa.
– Ops, vou pensar no que você vai ter que fazer. – ele disse, rindo.
– Mas eu bebi – protestou Eloise.
– Mas com devolução não vale. – ele argumentou e não havia mais o que protestar.
– Espero que ele seja bonzinho com você – Alice disse entre risos. A culpada por ela está ali.
– Seria melhor para minha sanidade mental, assim não correria o risco de pegar a faquinha do meu chaveiro e enfiar na garganta dele. – Alice se assustou e ao mesmo tempo riu do que ela falou.
Na pista começou a tocar David Guetta, motivo o qual Alice puxou Eloise para a pista imediatamente. O efeito do álcool já começava a dar as caras, por isso ela não teve nenhuma hesitação em se soltar na pista de dança. Não se importava com nada no momento, só deixava a música a guiar.
As duas continuaram dançando por mais um tempo, até que alguém se juntou a Alice, um cara que Eloise ainda não conhecia. Então imaginou que fosse o tal amigo de Drew, por julgar a cara que ela fez quando viu que era ele. Uma cara de eu quero, mas não vale a pena que divertiu Eloise, que percebeu que julgando seu estado, ela não ia poder fazer muita coisa para impedir Alice de fazer qualquer coisa essa noite. Alice voltou para a mesa com o tal garoto seguindo-a, largando Eloise no meio da pista sozinha.
Na mesa alguém estava muito entediado e tentava de todas as formas se livrar das garras da Paola.
– Ei gata, eu preciso ir ao banheiro, tá? – Drew disse, já se soltando dos braços dela.
– Tudo bem, mas não demora se não eu vou te buscar. – ela disse rindo, como se tivesse contando uma piada mega engraçada.
– Aham. – ele correu para longe dela.
De jeito nenhum que ele iria voltar para lá. Foi em direção a pista de dança, iria achar alguém para ficar esta noite e pronto. Andando pela multidão escondida pelas sombras que as luzes proporcionavam encontrou algo que chamou sua atenção, alguém que estava dançando, como se estivesse na sala de casa, a pessoa não dançava para se mostrar, parecia estar só ligada com a música, expressando seus sentimentos através dos movimentos que fazia. Assustou-se quando a pessoa se virou e seu rosto foi iluminado, reconheceu, mas preferia que não. Era a sua vizinha, a pessoa mais irritante que conhecia desde que nasceu e que evitava com todas as suas forças. Virou para outro lado.
– Oi – uma voz soprou no seu ouvido e Eloise virou, dando de cara com Christopher o cara que tinha perdido a aposta.
– Ah, oi – ela respondeu, se afastando cambaleante para recuperar seu espaço pessoal.
– Você ainda tem que falar o que você quer que eu faça – ele disse lembrando-a.
– É mesmo – disse enquanto pensava, mas não tinha nada em mente.
Ele ficou lá sorrindo, enquanto esperava ela pensar. Mas o efeito que o álcool trazia não ajudava em nada a sua criatividade, até que ela viu de relance atrás de Christopher, mais uma garota se jogando nos braços de Drew. Sua raiva aumentou lembrando das coisas que ele havia dito para ela, mais uma vez. Ele era um idiota.
– Já sei – ela disse o encarando – eu quero que você dance comigo. – ela se aproximou dele, mas em seu estado de desorientação alcoólica, praticamente se jogou.
– Não precisava pedir para dizer a verdade. – ele disse.
Eles dançaram por um bom tempo, até Eloise se arrepender, ele estava muito perto, invadindo demais o seu espaço pessoal, colocava as mãos na cintura e se esfregava demais. E quando ela tentava ganhar espaço ele voltava, mesmo alcoolizada ela não gostava nada disso. Depois de desistir dessa palhaçada, ela falou para ele que iria descansar.
– Cansei, vou lá para mesa um pouco – disse com a intenção de escapar dele.
– Ok, eu vou com você. Você não está em um estado muito estável. – ele respondeu.
Passando pelo mar de corpos suados ela conseguiu chegar na mesa e foi ao encontro de Alice que estava tentando se esquivar dos braços que insistiam em agarra-la.
– Você e o Chris hein? – Alice provocou.
– Cala a boca – completou dizendo no seu ouvido – já estou arrependida ele é muito invasivo, e não me larga.
– Você fala como se isso fosse ruim.
– Olha quem fala, quando eu cheguei você estava tentando escapar do... como é o nome dele? – perguntou confusa.
– Graham, e isso me lembra que você devia está me fazendo ficar longe dele. E não é o que estava fazendo. – Alice responde inconformada, cruzando os braços.
– A culpa não é minha, vocês quiseram me embebedar logo nos primeiros minutos. – tenta dar um dá de ombros, o que sai meio estranho e desiste – Falando nisso acho que a gente já podia ir, to começando a não me sentir muito bem. – disse pondo a mão na barriga.
– Calma ai, você bebeu muito e depois dançando como uma louca na pista. Você precisa de ar se não vai vomitar. – ela faz uma careta – Chris, vamos comigo levar Eloise para tomar um ar – ela chama.
– Vamos sim – ele vai ao lado de Eloise para ajuda-la a se locomover mais rápido.
E seguindo eles, vai Graham. Quando chegam do lado de fora encostam Eloise numa parede.
– Não acredito que você me seguiu até aqui também – Alice disse, finalmente percebendo a presença de braços ao seu redor.
– Baby, por que você não me dar uma chancezinha, hein? O que há de tão mal assim? Você pode me ignorar completamente depois. – ele insistiu no ouvido dela, que se arrepiou com a proximidade, ele percebe e se aproveita.
Assoprando mais ar quente para o pescoço dela, depois um beijo no mesmo local, vira ela e notando que ela já não reclama mais a beija. E ela cede. Chris percebe que agora eles estão sozinhos.
– Está melhor? – ele pergunta a Eloise.
– Não muito – responde, ainda com a mão na barriga, sentindo que seu estomago vai vir para fora a qualquer momento.
– Vai respirando fundo que vai passando – ele instrui.
Ela obedece, respirando e expirando fundo várias vezes, quando ela finalmente se sente melhor e raciocina percebe que Alice e Graham não estão mais ali. Chris que até agora a estava encarando fixamente, vendo que ela está se sentindo melhor se aproxima e a sensação de desconforto volta.
– E agora se sentindo melhor? – ele pergunta, sem deixar de se aproximar.
– Sim – ela diz, como pretexto para se afastar da parede onde começa a perceber que está ficando presa.
– Espera um pouco, se você entrar agora pode voltar a se sentir mal. – ele coloca a mão no braço dela para impedi-la de sair – Você está muito bonita hoje sabia? – ele comentou, dando uma boa olhada no seu corpo.
– Hum, brigada Chris. Mas acho que já estou realmente me sentindo melhor. Pode me soltar? – Ela pergunta, sendo direta.
– Pra quê tanta pressa se as coisas estão melhorando agora, você podia fazer como Alice não é? – ele diz, colocando a mão no rosto dela, que desvia do seu toque.
– Chris para, eu não quero ficar com você – ela tenta desviar das mãos dele.
Drew conseguiu fazer a garota finalmente concordar em ir lá fora com ele. Ele estava preparado para uma seção bem quente de amassos, quando um casal chamou sua atenção. Parecia que as coisas por lá não estavam saindo como o planejado, a garota parecia querer sair e ele não deixava. Ele não era muito de dar uma de herói, mas imaginou que as coisas realmente não estavam bem, a garota deu uma joelhada no cara que se contorceu. Com isso ele pode ver o rosto da garota, e mais uma vez o destino estava brincando com a sua cara – se era que essa coisa de destino existia – era Eloise. E ela parecia desorientada, quando ela estava saindo ele puxou seu pé, fazendo-a cair junto.
Antes que pudesse entender o que estava fazendo ele já estava na direção dos outros dois. Eloise estava embaixo dele por causa da queda, a qual ele se aproveitou para ficar em cima dela.
– Você tem um minuto para sair de cima dela, seu filho da puta. – vociferou.
Eloise sentiu um alivio ao perceber que tinha ajuda, ainda não conseguia ver o rosto da pessoa, mas já começava a agradecê-la.
– Cara, nós estamos resolvendo um assunto aqui, tá? Você pode nos deixar em paz. – Chris respondeu, no mesmo instante sendo puxado de cima dela pelo ombro.
Com isso ela pode ver a cara do seu herói. Chocada e ainda sentindo um pouco de mal estar por tudo que tinha passado, congelou. Precisa correr e procurar Alice, mas estava em choque e enjoada.
Enquanto Drew socava Chris.
– Você não viu que a garota não queria ficar com você, idiota – parou para dar um soco no estomago de Chris – se não consegue fazer uma garota ficar com você de espontânea vontade seja homem para admitir isso – deu mais um soco no rosto dele – se você encostar dela de novo eu arranco suas bolas, seu filho da puta. – ele largou Chris no chão.
Eloise nunca tinha visto uma briga de verdade de perto – além da dos seus pais – e também nunca tinha visto Drew com tanta raiva. O mal estar voltou com todas as forças.
– Você está bem? – Drew se ajoelhou para verificar se ela estava bem.
Porém ela colocou tudo para fora na sua frente. Agradeceu por ter conseguido ficar de quatro a tempo.
– Acho que isso responde a minha pergunta — ele comentou, tentando juntar o cabelo dela em um coque. – cadê a minha prima? – ele perguntou.
– Ela sumiu com o Graham – respondeu embolado antes de vomitar de novo.
– Merda – ele praguejou – acho que vou ter que te levar em casa – ele diz.
– Não precisa, é só me deixar na... – foi interrompida por outro vômito.
– De jeito nenhum você vai conseguir ficar aqui — ele esperou um pouco e perguntou – acha que consegue chegar em casa sem vomitar?
– Acho que sim – respondeu.
– Certo – ele encaixou seu braço na cintura dela.
Ela lembrou da Harley.
– Não, acho que não consigo ir de moto de jeito nenhum – ela gemeu.
– Claro que não, mas eu estou com a chave do carro de Graham e se ele está com a minha prima ele tem com quem voltar. Vamos.
Ele a levou até o carro. Onde passou o caminho inteiro respirando fundo para não vomitar e sujar o carro inteiro. Em alguma parte do caminho acabou dormindo e acordou em frente ao seu apartamento nos braços de Drew e se assustou.
– Calma – ele sussurrou – é que eu preciso da sua chave para abrir a porta – ele pediu.
– Está no meu bolso da calça.
– Você consegue pegar? – ele perguntou.
– Vou tentar – ela colocou sua mão desajeitadamente no bolso e tirou a chave, sem ele a coloca-la no chão.
– Vou te abaixar e você vai tentar colocar a chave na porta tá?
– Aham – e eles conseguiram fazer como ele disse, abrindo a porta ele finalmente a colocou no chão do apartamento. No chão ela conseguiu ver melhor a diferença de altura entre o dois que era quase um palmo, assim como os olhos méis dele cheios de preocupação com ela. Mas não teve muito tempo para reparar mais coisas, pois com o pouso a ânsia voltou e ela correu para o banheiro. Drew veio atrás e segurou seu cabelo, até ela terminar.
– Você precisa de uma ducha gelada – ele falou.
– Não – Eloise gemeu (de novo).
– Sim, vamos – ele puxou-a para o chuveiro, ligando e a encostando na parede.
No primeiro contato com a água ela tentou fugir mais ele a segurou, com isso acabou tendo que entrar na água também.
– Não acredito Izzie – ele resmungou.
– Por que você está cuidando de mim? – ela perguntou o encarando.
– Porque você está precisando. – ele responde também a encarando
– Mas a gente não se atura e você apostou também. – ela insiste.
– Pois é, pra você ver como eu sou legal né? – ele sorriu — E sobre a aposta, a gente sempre faz isso nas festas.
– Sabia que quando você não está sendo um idiota convencido você é um cara legal, na verdade até um cara que vale a pena tentar. – ela refletiu
– Eu acho que você está mesmo bêbada. – ele disse, abaixando os olhos e vendo blusa dela ficar transparente.
– E o seu sorriso – ela baixou os olhos em direção a boca dele – ele é lindo, me faz sentir coisas estranhas – o que fez ele sorrir.
– Você está completamente bêbada – ele riu e ela acabou rindo também.
– Nunca achei que a gente ia tomar um banho junto e aqui estamos nós – ela disse bocejando.
– Também não, mas apesar de muito bom – ele olhou para o corpo dela novamente – você precisa dormir, agora.
Ele desligou o chuveiro e pegou uma toalha enrolando ela.
– Onde é o seu quarto? – perguntou.
– Ali – apontou para porta em frente ao banheiro, ele levou ela lá – eu vou pegar um comprimido para você enquanto se troca tá? Você consegue se trocar não é?
Ela acenou confirmando e ele saiu. Ela se trocou, colocando roupas intimas secas e uma blusa grande dos Beatles. Ele voltou, bateu na porta antes.
– Posso entrar? – ele perguntou.
– Pode – ela sussurrou.
Entrando no quarto ele encontrou-a deitada na cama com uma nuvem vermelha ao redor da cabeça e com os olhos fechados. Ela estava vestindo apenas uma blusa pelo que ele pôde ver das pernas dela. Respirou fundo e se concentrou em colocar o remédio ali e sair.
– Eloise, é melhor você tomar esse remédio quando acordar, vou deixar aqui – ele sussurrou para ela, colocando o remédio na cômoda.
– Uhum – ela concordou, e quando ele estava saindo ela segurou na sua mão – obrigada por cuidar de mim Drew – ela puxou sua mão para ele se ajoelhar e ela deu um beijo na sua bochecha.
– Boa noite – ele deu um beijo na testa dela e caminhou até a porta, virou para ela que estava em posição conchinha com um travesseiro. – Linda.
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