Notas iniciais
Desculpa a demora, mas estava sem criatividade gente. :// Mas consegui, aí.

Acordou lentamente, a luz solar através de suas pálpebras fechadas. Começou a sentir sua cabeça explodindo, abriu os olhos, o que só fez piorar sua dor de cabeça. Já estava se levantando para ir atrás de algum remédio para sua dor de cabeça quando acha-o na cômoda ao lado da sua cama. Foi então que aos pouco as lembranças da noite passada começaram a invadir sua mente.

– Não! – ela praticamente gritou de susto.

Ela tinha ido mesmo para o chuveiro com Drew? E tinha praticamente dado encima dele como todas aquelas garotas idiotas amigas de Alice? Arrependimento e vergonha transbordavam dela. Tomou o remédio para aliviar a dor de cabeça que tinha aumentado com as lembranças. E como que para piorar alguém estava tentando derrubar a porta. Levantou se arrastando até a porta.

– Já vai – resmungou para quem estava chamando.

Ao abrir a porta, outro susto: Drew.

– Como você está? – ele pergunta olhando para ela em busca de indícios.

– Hum, como você acha que eu vou estar? Com ressaca, com certeza. – ela cruzou os braços sobre os peitos ao perceber como estava vestida, apenas com uma blusa.

– Pelo que vejo você já está de volta, certo? – disse, olhando para os braços dela que tentavam esconder seus seios arrepiados.

– Nunca fui embora, estava apenas alcoolizada o que, na verdade, justifica minhas atitudes de ontem. – ela disse para acabar com qualquer esperança dele, e dela.

– Dizem que pessoas bêbadas revelam seus verdadeiros desejos.

Os pensamentos insistiam em ir para as lembranças dele ficando com todas aquelas garotas, não seria uma delas. Não seria, foi isso que ela sempre evitou. Pois sabia onde terminava. Interrompendo seus pensamentos ele riu.

– Está tudo volta mesmo, hein? Aposto que está listando todas os meus defeitos em alfabético mentalmente, ou melhor minhas qualidades né. – e lança seu sorriso de lado.

– Estou sim e pelo que parece você também. – resmunga, e acaba esquecendo de cruzar os braços.

Drew percebe e olha admirado os seios empinados de frio, quando ela se lembra ele vê as bochechas dela corarem, dando a ele vontade de passar as mãos nelas, ela cruzou os braços rapidamente. Ele vira-se para voltar para seu apartamento, não antes de dar mais uma boa olhada nela, aquecendo-a inevitavelmente.

Por impulso Eloise responde.

– Drew – ele vira-se de volta – hum, queria dizer, obrigada por ter me ajudado ontem – fecha a porta do apartamento.

Abandonado do lado de fora Drew pensa no que tem de errado com a garota que além de o evitar como se fugisse da peste, porém em outros momentos ele poderia até achar que ela estava afim dele. Esses pensamentos o deixavam confuso, e ele não era muito fã de confusão. Iria apenas se afastar, e ignorá-la. Isso soou engraçado, ele havia tentado se afastar, tinha tentado, mas havia uma forma deles estarem sempre se esbarrando. Isso não era certo. Entrou para o apartamento.

A segunda-feira começou com uma Alice histérica pulando em cima de Eloise assim que ela entrou na sala.

– Onde você foi parar sexta depois que passou mal? – Alice perguntou e parecia estar com muita raiva.

– Exatamente a questão que eu queria chegar, como assim você me largou passando mal para ir se pegar com um cara? – cruzou os braços incrédula.

– Eu perguntei primeiro – defende-se Alice.

– Já que você insiste aqui vai, os fatos que você perdeu quando foi se pegar – Eloise conta toda a história para Alice emitindo fatos como Drew me levou para casa e praticamente tomamos banho juntos.

– Não acredito! – disse mortificada – O Chris foi capaz de tentar algo assim?

– Foi – falou, sentindo um embrulho no estômago só de lembrar dos acontecimentos – e se não fosse pelo seu primo, talvez ele tivesse conseguido. – terminou com a boca seca

– Minha nossa Eloise, não acredito. Me desculpa, eu jamais pensei que ele fosse capaz de fazer isso com você... com qualquer pessoa, achei que ele era de confiança por isso chamei ele para me ajudar... – Alice estava a beira dos prantos de tanta culpa, então Eloise a interrompeu.

– Eu sei, eu sei. Isso jamais foi sua intenção, simplesmente aconteceu. Não foi nossa culpa, a culpa foi dele.

– Verdade, mas se eu não tivesse saído... Você me desculpa? – Prevendo que ela nunca largaria seu pé não demorou a dizer.

– Tudo bem, você está desculpada. Mas me conta pra onde você foi que me abandonou? – curiosidade gritando.

– Er... – o rosto adquirindo um tom avermelhado – acabou que ele meio que me levou no apartamento dele – disse baixinho.

– O quê? – a voz levemente mais alta. – Você está ciente que tinha me dito que não era para mim deixar esse tipo de coisa acontecer, não está?

– Sim, agora cala a boca. Eu fiz merda beleza? Mas o importante é que você vai para Santa Monica com a gente, para mim impedir de cometer mais desses.

Com todos os acontecimentos do fim de semana Eloise havia esquecido que esse havia sido o motivo para elas terem ido parar no Noturno no fim de semana. E tinha que arrumar uma desculpa urgentemente para escapar disso. O sinal tocou trazendo uma maré de alunos para sentar em suas cadeiras. Alice se levantou indo para sua cadeira, mostrando uma cabeça atrás dela, Drew. Ela tinha conseguido evita-lo, até agora. Ele senta-se na cadeira a seu lado.

– Resolveu ir para a viagem? – ele pergunta.

– Isso não é do seu interesse.

– Infantil. – ele resmunga para ela.

– Idiota. – resmunga de volta.

– Marrenta.

– Egocêntrico.

– Ignorante. – o professor limpou a garganta chamando atenção.

– Já que resolveram me deixar falar, vamos lá. Boas novas, estava conversando com o diretor e outros professores sobre as notas para encerrar o ano e acabamos por optar em um trabalho de conclusão. Em que vocês irão apresentar com a área em que pretendem cada um pretende trabalhar.

O professor continuou dando as informações necessárias para fazer o trabalho, mas a mente de Eloise não estava muito presente. Ela não sabia ainda o que fazer do futuro com tantos problemas familiares ocorrendo com ela numa época em que ela justamente precisava pensar sobre isso, por isso agora em cima da hora ela ainda não sabia o que iria fazer.

– Marrentinha, sobre o que vai ser o seu trabalho? – Drew perguntou.

– Não sei ainda. – respondeu hesitante.

– Está em dúvida? – o interrogatório dele estava começando a irritá-la.

– Simplesmente não sei ainda. – ela o encarou, tentando intimidá-lo.

– Ah – ela não sabia se ele tinha entendido ou se como todos, sentia pena dela por ainda não saber o que queria fazer, pois quanto mais perto do fim do semestre ficava mais difícil ficaria para ela ter chance de entrar em alguma faculdade boa

Drew ficou impressionado pela curiosidade que bateu nele de conhecê-la melhor, mas não podia negar que ficou emocionado de ela estar na mesma que ele. Pois ele também não sabia o que iria fazer ainda. Mas não iria fazer essa curiosidade vencer. Ele já tinha visto que ela estava tentando empurrá-lo para longe de novo e ele que não correria atrás de jeito nenhum. E afinal ela nem perguntou sobre ele, certamente ele estaria enganado. Hoje ele iria atrás de alguma garota que faria ele esquecer qualquer desejo que tivesse sobre aquela ruiva sentada ao seu lado, ou até mesmo sobre a vontade de tocar as sardinhas dela que ele já tinha visto nos ombros e mais pra baixo do pescoço dela.

O resto do dia se passou com a maioria de contatos entre eles evitados. Eloise havia finalmente chegado em casa, e estava aproveitando o pouco tempo que tinha livre para assistir um filme quando algumas risadas exageradas a atrapalharam se sobrepondo contra o filme. A curiosidade falou mais alto e ela foi até porta grudou a orelha na porta para escutar melhor e distinguiu serem duas risadas, uma feminina e outra masculina, e depois a porta do apartamento de Drew bateu.

Ela riu, bom mais uma idiota caindo na lábia do imbecil da porta ao lado, e ao mesmo tempo sentiu uma raiva estranha da garota que tinha sido idiota o suficiente para ficar com Drew.

– Coitada, ele provavelmente vai esquecê-la no outro dia. – sentiu desprezo por eles.

Eloise voltou a assistir o filme.

O filme tinha acabado e Eloise dormiu sem perceber pegando boa parte do filme. Tinha tirado o filme e estava indo para cama quando escutou a porta de Drew imbecil bater de novo e depois um xingamento. Bom acho que ele já pegou o que queria e mandou a garota embora. E nesse momento Eloise não conseguiu rir, se lembrou também em como ele tinha cuidado dela quando estava bêbada e ficou com raiva por ele não ter sentido nem atração por ela. Deu um beliscão em si mesma por ter se quer pensado nisso e foi para o quarto.

Alguns dias se passaram, Eloise estava cada vez pior para o lado de Drew e ele nem entendia por quê. Alice tinha parado de implorar para Eloise a cada segundo para ir à viagem. O que de certa forma foi estranho, mas a histeria estava aumentando cada vez que se aproximava e faltava apenas uma semana, resultando em uma Alice aos nervos.

Era uma sexta feira novamente e Beto tinha combinado alguma coisa no seu apartamento, estava cansada de ficar trancada então Eloise tinha chamado Alice para ir com ela pro apartamento do seu irmão.

– Ah, mas eu já fui convidada, não sabia? – Alice estava com uma cara de quem tinha planos.

– Não, acho que esqueceram de me avisar. – Eloise franziu os cenhos.

– Deve ter sido isso – Alice confirmou e Eloise estranhou seu comportamento.

– Como vai os últimos preparativos para a viagem? – perguntou, para sver se arrancava alguma reação de Alice.

– Ah, por que você faz isso? – resmungou – Fica difícil sabia?

– Do que você está falando Alice? – totalmente confusa.

– Vamos ter uma surpresa para você. – Alice falou rápido e baixinho, para Eloise não entender e saiu correndo.

Mas Eloise já tinha escutado e sua curiosidade já era enorme.

Notas finais
Então, valeu a pena esperar? Acho que não né, tá fraquinho ainda, certo? Ah, espero que tenham gostado. ;**