You disturb my calm
8 Presente inesperado
Notas iniciais
Eloise tinha tentado de todas as formas descobrir o que era a surpresa que Alice tinha dito. Mas a outra fugiu dela como quem foge do inferno. Então, agora ela estava pronta para bater na porta do apartamento do seu irmão, pensando que talvez fosse melhor voltar e deixar de lado essa surpresa, ela podia ser nada que ela quisesse ou se interessasse.
– Sua discussão com esta porta vai continuar por muito mais tempo? Tenho uns amigos para ver ae dentro... se não for interromper você. –uma voz irônica, que ela aprendeu a odiar mesmo com a rouquidão que a fazia querer não parar de escutar e tentar decifrar o motivo de ser sempre tão rouca.
– Mas é claro, farei esse favor para você. Só para poder continuar sem sua companhia, até as portas são uma companhia melhor do que você. – ela respondeu, dando um sorriso cínico para ele.
Apesar de ter sido um sorriso cínico, ele ficou irritado com a presença de uma covinha que insistentemente fofinha na sua bochecha que fazia ele querer morder e lamber mas ele deu alguns passos a frente encurralando-a e parou, caindo em si.
– Concordo com você – colocou os braços na porta, nos lados de Eloise – essa porta é realmente uma companhia melhor que algumas pessoas por aqui. – enfatizando essa ultimas palavras com uma proximidade desnecessária.
E de repente a porta nas costas de Eloise se abriu e os dois quase foram ao chão, isso não ocorreu graças à Drew que agarrou sua cintura e a segurou.
– O que diabos está acontecendo aqui? – perguntou Beto, surpreso ao ver sua irmã agarrada a Drew.
– Ãhn – Eloise começou a se debater até Drew soltá-la – não ocorreu nada. Eu estava apenas falando para Drew como até a companhia de uma porta é mil vezes melhor que a dele.
– E eu concordei com o fato, apenas com a diferença de que é essa sua irmã que é uma péssima companhia. – ele disparou – não sei como irei aguentar ela por quase dois meses na mesma casa – completou.
– Como assim? – Eloise perguntou confusa.
– Você é um inútil Drew – resmungou Alice, sentada no sofá – mas a verdade é que ele está certo, quanto aos quase dois meses na mesma casa.
– Porém, era para ser surpresa não é, seu idiota? – Beto bateu na cabeça dele, como um gesto para despertar seus neurônios dormentes.
– Ainda não estou entendendo muita coisa gente. – Eloise implorou.
– Presente antecipado de aniversário! – gritou Alice.
– Mas faltam uns... dois meses pro meu aniversário... – foi interrompida.
– Mas graças a Alice, que vem particularmente levando embora toda minha paciência esse mês, até que eu finalmente falei com papai, e... bom, feliz aniversário BEM adiantado e boa viagem! – revelou seu irmão.
– Como assim? Você pediu ao papai para me dar essa viagem de aniversário? – incrédula.
– Sim – ele repetiu.
– E ele concordou?
Beto concordou com a cabeça. Ela ficou em transe, como assim tinham tirado dela o direito de escolher se queria ou não ir a essa viagem? E também a chance de pedir algo em seu aniversário, algo que realmente valesse a pena? Mas pensando em Alice que tinha dado seu melhor para conseguir com que ela fosse, Eloise apenas forçou um sorriso.
– Ah, obrigada então. – disse e Alice pulou em cima dela.
– Não acredito que você realmente vai com a gente nessa viagem. Eu não vou ficar sozinha e propicia a fazer besteiras – disse essa última parte mais baixo, propositalmente.
– Entendo, sou seus pés no chão – disse e deu língua para amiga – magoada.
– Sem drama – Alice riu.
– Bem, garotas agora que todo mundo já sabe de tudo que tal comermos esta pizza, ela esta me chamando e eu não vou esperar vocês para sempre. – disse Graham, o garoto de quem Alice tenta fugir.
Eloise se perguntou, se ele estava sempre no grupo e ela nunca tinha percebido. Bem, com suas estratégias para fugir de garotos e não perceber eles, ela não duvidava nada.
– Tudo bem, atacar! – Beto declarou e todos saltaram para cima das pizzas.
A noite se deu continuidade sem nenhum grande acontecimento. E quase sem nenhuma briga ou discussão, a única exceção a regra eram uns vizinhos mal humorados e que se odiavam. Com o fim da noite Eloise estava de volta ao seu apartamento tentando aceitar a ideia de que iria mesmo a essa viagem que ela tinha tentado fortemente se desviar. O negócio agora era partiu arrumar as malas e aturar a viagem ignorando Drew, no mínimo.
Fale com o autor