You disturb my calm
9 Nascer do sol sem igual
Notas iniciais
Eloise não conseguia nem sentir sua bunda do tempo que passou sentada na mini van que seu grupo alugou. Eles tinham finalmente chegado e com sorte, como a sala se dividiu por grupos para alugarem vans a dela havia sido a primeira, que trazia Drew para abrir a casa, por isso a sorte estava com eles, eles poderiam escolher seus quartos. E como Alice era prima tinha um privilegio, um quarto para ela mas aceitou dividir com Eloise, o que foi um alívio para ela. Ainda do lado de fora da casa:
– Então como se sente sentindo a brisa da praia? – Alice perguntou com um sorrisão.
Eloise olhou para frente onde tinha uma paisagem privilegiada da praia, as ondas batendo na areia. É, fazia muito tempo que ela tinha vindo a praia.
– Hm, é diferente. Me sinto mais livre, acho. – confidenciou.
– Sim, a praia sempre dá esse efeito em mim também. – Eloise sorriu.
– Então, onde fica o nosso quarto?
– Fica no primeiro andar, pode ir entrando e subindo. Vou só pegar minhas malas. – ela sorriu, se atrapalhando para pegar sua primeira das muitas malas que ela tinha trago.
– Ok. – rindo da situação da amiga.
Ela entrou na casa, que era linda por sinal completamente pintada de cores pacíficas como bastante branco e azul, além de ser bem grande por sinal. Teria sido um lugar ótimo para crescer, pensou. Parando seus pensamentos ela subiu à procura do quarto de Alice, olhando de longe no corredor não seria muito difícil de achá-lo afinal, o quarto podia ser visto de longe com sua inicial “A” na porta. Mas ao chegar olhou a porta escancarada ao lado e gritou. A pessoa do outro quarto que estava subindo o calção olhou-a.
– Izie – ele cumprimentou entre risos.
– Você pode por tudo que é mais sagrado fechar a porta desse quarto, seu idiota. – falou zangada — E já te falei para não me chamar assim.
– Eu só estava me trocando rapidinho para entrar na praia, mas se você não conseguiu segurar a curiosidade de ver meu corpinho nu, a culpa não é minha. – levantou as mãos demonstrando inocência.
– Haha, eu tive que me segurar foi para não correr de susto, achando que algum tarado tinha invadido a casa. – retrucou.
– Não antes de admirar a vista né? – então ele se aproximou encostando o corpo na porta do quarto, dando a Eloise uma vista privilegiada dos seus oito gominhos no abdômen, o que tomou a atenção dela até Alice chegar carregando suas muitas malas do jeito que podia.
– Ah, você conseguiu achar o quarto. – Alice sorriu, e então percebeu a presença do primo – Já vai entrar na água, primo?
– Com certeza, estou morto de saudades dessas águas. – ele respondeu para prima com um sorriso melancólico.
– Eu imagino que sim. Mas então vocês estão vivos mesmo estando apenas na presença de um do outro em menos de 1 metro de distância? Avançando hein? – Alice não podia perder de provocar ambos.
– Eu faço esses sacrifícios para sua amiga poder me admirar um pouco. – ele disse olhando para Eloise que se incendiou de vergonha por ele ter percebido ela olhar descaradamente para ele.
– Nos seus sonhos – negou (e continuaria).
– E nos seus também, – ele soltou o seu sorriso para o lado – apesar dessa conversa ótima a praia me aguarda. Até mais garotas. – e saiu com seu calção de banho deliciosamente marcando sua bunda Eloise teve notar.
– Impressão minhas ou as coisas aqui estão melhorando? – Alice franziu a testa com um sorriso.
– Impressão sua, estão na mesma e tira esse sorriso da cara. – Eloise não gostou nada de pensar que estava baixando a guarda, não podia relaxar com Drew. – Até parece que não conhece seu primo.
– Tudo bem, – Alice cantou e entrou no quarto jogando as malas na cama e chão – mas rápido vamos logo. A água me chama. – agarrou um biquíni rosa da mala.
– Certo – agarrou também um biquíni qualquer da mala.
Depois de ambas já terem se trocado, finalmente desceram. Outros alunos já haviam chegado a essa hora e estavam também colocando suas roupas de banho e correndo para praia. Quando colocaram seus pés na areia Alice soltou um grito e correu para a água, deixando uma Izie não muito confiante enrolada na sua saída de banho na areia, sozinha.
Ainda na areia, sentada. Eloise tentava convencer a si mesma que era simplesmente ridículo ela continuar na areia enquanto todos estavam na água e que ela deveria se levantar e marchar diretamente para a água como todos. Mas ainda assim, ela continuava sentada na areia caçando conchinhas do mar. Maldito seja o medo totalmente irracional que ela estava de entrar na água e ser carregada mar à dentro pela maré! Que coisa mais ridícula não era mais uma criança iria completar 18 anos, sabia que as ondas não tinham essa força, mas nem isso a impediu de continuar ali.
Algumas pessoas não deixaram de notar na única pessoa que ainda permanecia na água. Até que Eloise percebeu Alice querendo sair da água para ir até ela, com isso ela entrou logo para a casa e foi desfazer a mala. E farra na praia acabou sem Eloise ter nem chegado perto da água, Alice perguntou e a outra desconversou. A noite acabou com todos indo dormir cedo depois de atacarem algumas fatias de pizza.
*****
Eloise acordou cedo, digo muito cedo. Algo sobre um nascer do sol que só podia ser visto na praia arrastou-a da cama, acordando enquanto colocava o mesmo biquíni (não usado) do dia anterior e a saída de banho. Caminhou no que considerou ser o modo mudo para seus passos pelo corredor, quando estava abrindo a maçaneta viu que estava trancada e sem a chave.
– Você vai precisar disso. – Drew sussurrou balançando as chaves, fazendo uma assustada Eloise gritar – Shh. Ainda tem gente dormindo sabia?
– Seu idiota – resmungou – você não poderia ter, sei lá, dado um sinal de fumaça antes de chegar do nada no escuro? – sussurrou, tentando se acalmar.
– Não pensei nisso – refletiu.
– Claro que não. Anda, abri logo.
– Calma borboleta, – ela franziu a testa enquanto ele abria a porta – prontinho!
– Obrigada. – respondeu e caminhou direto até sentir a areia da praia nos pés e parou admirando enquanto uma luz ainda meio violeta tentava atravessar a escuridão além das margens da praia.
– Você não consegue ver isso de jeito nenhum na cidade. – Drew sussurrou com uma melancolia mal disfarçada.
– Aposto que não. – sussurrou de volta.
– Por que ainda estamos sussurrando? – Drew perguntou entre risos, Eloise também riu.
– Por que estamos com medo de fazer muito barulho e quebrar essa magia? – sussurrou sorrindo.
– Acho que é verdade. – sussurrou.
Ficaram em silêncio em meio a escuridão apenas aguardando o sol nascer, sem pensar em nada e com nenhuma preocupação em mente.
– Vem, vamos mais para perto agora é a melhor parte. – Drew sussurrou puxando Eloise pela mão, antes que ela protestasse. Até seus pés tocarem a água e ela parar.
– Aqui tá bom. – sorriu para disfarçar a tensão.
– Olha – apontou.
E justamente neste momento um pedaço muito tímido do sol começou a se mostrar através da escuridão, começando a banhar com um calor alaranjado tudo que era escuridão. Ambos sorriram ao sentir um contato tão real e imediato com a natureza, Eloise fechou os olhos e respirou fundo.
– Nunca vi nada tão incrível. – sussurrando.
– O pôr do sol do outro lado da praia é tão incrível quanto. – sussurrando sorriu.
Sorrindo Drew percebeu o quanto ela parecia ainda mais linda, com os olhos ainda fechados ele se aproximou dela pegando sua outra mão, com isso ela abriu os olhos e se assustou com a proximidade dele. Sem conseguir realmente agir Eloise apenas continuou assistindo o sol aos pouquinhos nascer.
Até que sem perceber uma onda um pouco mais forte bateu nos seus pés e Eloise se afastou, enquanto que Drew a puxou de volta.
– Você não está com medo de entrar na praia não é, Eloise? – perguntou achando de alguma muito fofo que ela tivesse medo de algo tão inofensivo.
– Claro que não. É que água está gelada. – desconversou.
– Na verdade, ela está até boa. A gente deveria entrar – sorrindo, enquanto Eloise arregalou os olhos.
– Naam... – foi interrompida ao ser jogada nos ombros de Drew como um saco de batata – O quê? – Eloise gritou – Me larga agora Drew!!!
– Não dá, você pode se afogar. — ele estava sorrindo muito escondido dela.
Com o que ele falou ela percebeu que ele já tinha avançado e estava entrando mais na praia. Ela agarrou as unhas ao redor da cintura dele.
– Certo, não me larga! Se você me largar... – ele não deixou ela terminar.
– Eu não vou te soltar. – disse de uma vez.
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