Eloise tinha acabado de pegar a chave do seu mais novo apartamento – finalmente liberdade. E estava totalmente ansiosa para começar a arrumá-lo. Por sorte, fez questão de pegar um apartamento que fosse bem longe do seu irmão. Depois do que passou decidiu de que realmente não precisava saber de cada passo que o seu irmão dava. Por isso colocou todas as suas coisas numa caixa, não era muitas apenas o necessário e algumas coisas que pegou de sua casa da última vez que foi lá para esvaziar o local para o novo morador.

Mesmo essas poucas caixas estavam dando um pouco de trabalho a ela. Pois como seu irmão já tinha saído para faculdade ela teve que pegar todas as caixas logo antes que ele saísse e agora elas estavam praticamente interrompendo todo o movimento do corredor. E ela não conseguia carregar todas as caixas, contando que umas como seu irmão quem tinha trago jamais sairiam do lugar.

A porta do apartamento da frente se abriu, ou tentou se abrir, porque ficou barrada pela uma das suas caixas. Ela correu até lá pra movê-la.

–Me desculpa, eu estou me mudando hoje e... –parou de falar quando um cara que tinha mais de um palmo a mais do que ela com tanquinho, sem camisa e com uma cara toda amassada de sono abriu a porta.

Seu primeiro instinto foi o mesmo de sempre: correr, gritar ou fazer alguma coisa idiota para afastar ele dela. Mas não teve tempo.

–Tudo bem, precisava mesmo me acordar. E isso soa melhor do que despertador – o totalmente estranho e musculoso cara disse.

–Ãnh? –ainda um pouco desorientada por ele ter falado algo antes que ela tivesse tempo de estragar tudo.

–O som dos seus xingamentos de frustração tentando carregar essas caixas – ele disse com um meio sorriso que tenho certeza que os caras em geral devem ter aprendido com ele.

–Ah, então, desculpa – disse, tentando escapar daquilo o mais rápido possível.

–Ok, como já disse era mesmo minha hora de acordar – com isso ele olhou melhor pra ela, digo, realmente a olhou como se estivesse examinando cada detalhe do seu corpo.

–Vou só terminar de colocar isso para dentro e prometo não incomodar mais – ela virou-se, sabendo que ele continuava a encarando.

Respirou fundo, reuniu todas as suas forças e tentou empurrar mais uma vez uma das malditas caixas que seu irmão trouxe e... nada. A caixa mal se moveu um centímetro. Risadas irrompem do meu mais novo vizinho.

– Ah sim, com certeza é muito engraçado rir de vizinhas que tem uma certa quantidade de músculos desfavorável – diz meio que sem querer. Mas se arrepende imediatamente no momento em que ele fala.

– Você está certa, o mais correto seria eu, o vizinho que com certeza não tem problemas com quantidades de músculos desfavoráveis ajuda-la a carregar isso, correto? – ele disse ainda com um sorriso no rosto enquanto se aproximava das caixas.

– Na verdade, não... – estava pronta para recusar novamente quando ele olhou para ela meio que zombando.

Bem, que mal podia fazer se deixasse apenas dessa vez – e nunca mais, que ele a ajudasse. Afinal, essas caixas jamais sairiam do corredor se dependesse dos seus músculos.

– Ok, você pode vir por aqui – ela entrou no seu apartamento e deixou um espaço para ele poder passar – pode colocar aqui, vou desempacotar por aqui mesmo – e apontou para o local no meio da sala onde já tinham algumas caixas.

– Pode deixar. Você quer que eu pegue as duas que ficaram lá fora também – ele perguntou depois de colocar a caixa no chão.

– Se não for pedir demais... – disse totalmente constrangida por ter que pedir coisas para vizinhos desconhecidos.

– Sem problemas, isso já substitui algumas abdominais matinais – fala com sorriso no rosto.

Ou esse cara tem um humor matinal muito estranho, ou é um psicopata completo.

Enquanto esperava pacientemente – e desconfortavelmente enquanto ele coloca as outras caixas no lugar. Pôde perceber que ele era realmente muito bem construído, isso nem dava pra negar, e também que tinha olhos cor de mel que apesar de ser uma cor muito pura, estava carregada de uma maliciosidade que ela sentiu uma dor estranha no fundo da barriga só de olhar para eles.

– Prontinho aqui – ele disse batendo na tampa da ultima caixa – precisa de mais ajuda? Algum prego, ou algo do tipo que envolva músculos avantajados para isso? – Eloise se revoltou com a forma como ele estava sendo irônico e convencido.

– Creio que seus serviços de macho alfa por aqui tenham acabado – com um segundo fora do seu controle ela disse e ele caiu na risada.

– Entendido. Bem, mesmo assim se precisar estarei sempre a dispor, com a palavra mágica sendo Drew.

– Oh claro, mas gosto de pensar que sou uma pessoa bem independente e que os músculos avantajados são subestimados.

– Bem, e se isso não acontecer? Como te chamo? – perguntou, enquanto olhava para ela com aqueles olhos que... era melhor nem pensar.

– Não precisa se preocupar com esse tipo de detalhe, certo? – ela reponde, enquanto caminha para a porta.

Nos pensamentos dela uma coisa era certa, quanto menos ele souber, bom, menos ele tem com que pensar ou até mesmo esperar.

– Isso com certeza soa como um pedido para que eu me retire – ele também caminha até a porta e a encara. — Sorte sua que eu adoro mistérios.

E com isso ele se foi com um sorrisinho no rosto direto para seu apartamento, deixando uma sensação estranha no fundo do meu estômago que só podia ser náusea. Esse cara conseguia me tirar do sério, de uma forma que nem eu conseguia controle para o afastar.

Notas finais
Sejam bonzinhos é a minha primeira fiction. Ainda estou aprendendo... Mas espero que vocês gostem!