Estava faminto por ela há tempo demais para recuar naquele momento, não podia soltar a sua boca. Soltou apenas sua nuca para segurar sua cintura com as duas mãos, andou para trás e a puxou juntou, usou uma mão sobre o ombro dela para fechar a porta atrás deles e a empurrou com suavidade, usando seu corpo para pressioná-la contra a porta.

Sentia cada curva macia do corpo dela contra seu corpo e as mãos pequenas agarrada ao seu cabelo, enquanto as bocas se cruzavam com a mesma necessidade, a mesma fome.

Em um segundo de sanidade em meio a névoa de excitação, ele separou suas bocas ofegantes, a deixando com uma interrogação no rosto.

— Rosalie, você tem certeza disso? Você sabe o que vai acontecer...

— Sim! — ela respondeu rapidamente. — Eu nunca tive tanta certeza na minha vida. Eu nunca quis nada como eu quero isso.

E, como se quisesse deixar clara sua intenção, Rosalie agarrou a barra de sua camisa e a ergueu, Emmett deixou que ela o despisse – se abaixando um pouco e erguendo os braços para ajudá-la, já que era mais alto. Ela engoliu seco com os olhos em seu abdômen, também no volume que seu pênis enrijecendo começava a levantar em sua calça.

Mas o que lhe dominou foi a maneira como ela o olhou nos olhos quando ergueu a cabeça. Muitas mulheres já tinha olhado seu corpo como se quisesse devorá-lo, mas nenhuma tinha olhado em seus olhos daquela maneira. Rosalie estava vestida, mas parecia estar nua com a fragilidade e vulnerabilidade exposta em seu rosto.

— E eu nunca quis ninguém como eu quero você. — Emmett disse ao pegar o rosto dela entre mãos e tomar sua boca novamente.

Inclinou a cabeça e aprofundou a língua em sua boca, mas em um ritmo lento. Ela estava colocando algo precioso em suas mãos e ele aproveitaria cada minuto enquanto apreciava cada centímetro dela.

Ficaram mais algum tempo apenas se beijando naquela posição, mas porra estava sendo um dos momentos mais eróticos da vida dele – e isso queria dizer muita coisa, desde que já tinha feito muita coisa sexual em toda sua vida.

Enquanto a beijava, esfregava sua ereção contra ela e a fricção dos tecidos estava lhe torturando. E pra passar essa tortura adiante, ele usou seu joelho pra afastar as pernas dela e empurrou a coxa contra sua boceta e a maneira como ela gemeu em sua boca foi a resposta que precisava para continuar; sentindo como ela se empurrava contra sua perna, como se não conseguisse o suficiente daquela sensação, com as mãos deslizando por suas costas.

— Vamos. — Emmett disse em sua boca. — Eu preciso colocar minha boca em você. Agora.

Tomou a mão dela e lhe puxou na direção das escadas, mas a deixou subir na frente pra ter a visão gloriosa de sua bunda. Precisava tirá-la daquele jeans e apreciar ao vivo o que tinha sonhado por tanto tempo.

No andar superior, foi direto em sua direção com a intenção de despi-la, mas ela deu um passo inseguro pra trás.

— Você pode... Apagar a luz?

Emmett franziu o cenho.

— Por que?

— Por favor? — mordendo o canto do lábio inferior, ela parecia insegura.

Como não queria deixá-la insegura de maneira alguma, fez o que ela pediu. Mas o lugar não ficou completamente escuro por causa do vidro da janela que trazia luminosidade externa, das luzes da rua e até da lua – ou ele estava enxergando tudo por um filtro romantizado porque naquele quarto escuro que ainda conseguia enxergá-la parecia o lugar mais romântico do mundo.

A falta de luz clara pareceu relaxá-la novamente, o que foi muito bom, mas ele ainda não estava satisfeito. Aproximando o rosto dela, olhando em seu olhos, ele disse com firmeza:

— Deixaremos assim por agora porque eu preciso muito de você, mas falaremos disso em algum momento.

— Emmett...

— Um dia eu vou te tomar nessa cama com todas as luzes acesas porque eu quero ver cada centímetro do seu corpo, eu venho sonhando com isso por muito tempo e você não tirará esse prazer de mim. Não agora, eu nunca vou te forçar a nada, mas um dia.

Rosalie sorriu e se ergueu na ponta dos pés para beijá-lo. E dessa vez, ela deixou que ele tirasse sua blusa por sua cabeça, a deixando apenas de sutiã e na calça jeans.

Antes que ela usasse os braços pra se cobrir, ele deixou a blusa cair no chão e segurou os pulsos dela com cuidado, afundando o rosto na curva entre seu pescoço e ombro. Rosalie deixou a cabeça pender pro lado oposto, lhe dando espaço para beijar e lamber sua pele, fazendo um arrepio percorrer seu corpo inteiro.

Emmett desceu beijando lentamente seu colo e soltou seus pulso para passar a mão na parte de trás de seu sutiã, procurando pelo fecho; quando não o encontrou, nem precisou do auxílio dela pra saber que o fecho devia ficar na frente. Com a habilidade de quem já tinha feito aquilo mais vezes do que conseguia contar, ele abriu o sutiã dela e libertou seus seios da peça. Beijando entre seus seios, ele usou as duas mãos – uma em cada lateral – e os apertou para senti-los sob seu toque, cheios e pesados como sempre imaginou que seriam, passou os dedões em seus mamilos e beijou o caminho até um deles, girando a língua ao redor, sem saber o que era melhor: sentir o mamilo grande, enrijecido e frisado ou o gemido que ela soltou apenas com o toque de sua língua. Ela devia ter os seios sensíveis, anotou mentalmente testar se poderia fazê-la gozar apenas com a boca em seus seios e ele não teria a menor pressa, poderia ficar apertando e chupando seus seios por horas. Sugou o broto em sua boca e ela agarrou seu cabelo com uma mão ao gemer. Emmett sorriu, ah sim ele iria fazê-la gozar apenas brincando com aqueles seios deliciosos.

Soltou os seios dela e se ergueu para olhar em seu rosto.

— Tira essa calça, eu vou buscar os preservativos no banheiro. — Emmett pediu.

— Você pode voltar sem a sua calça também. — Rosalie disse com um sorriso divertido.

Emmett riu e foi ao banheiro rapidamente, se desfez da calça jeans ali mesmo e pegou a embalagem fechada de preservativos na gaveta. Contém seis preservativos, dizia na embalagem. Muito confiante, talvez, mas com as pausas que dariam entre cada vez que ele gozasse pra que pudesse se recuperar aqueles seis preservativos, com certeza, seriam pouco.

Sentada na cama, ela olhou para trás quando ele saiu do banheiro.

— Eu não sabia se devia tirar a calcinha ou...

— Eu posso dar conta disso.

Na frente dela, jogou a embalagem do preservativo na cama e a mandou deitar.

— Coloca seus braços pra cima, Rosalie, você não cobre nada. Eu quero cada centímetro do seu corpo. Não tem uma parte de você que eu não ache atraente, você não tem do que ter vergonha.

Colocou um joelho na cama e segurou as laterais da calcinha dela, a pequena calcinha de renda lilás. Se inclinou e beijou a barriga dela, suave e macia, beijou os quadris largos dela e suas coxas grossas antes de descer a calcinha por elas. Rosalie ergueu as pernas para ajudá-lo e então ele se abaixou sobre ela novamente, entre suas coxas. Sua boceta estava tão molhada que sua excitação brilhava.

— Você não precisa fazer isso, Emmett.

— O que?

— Você sabe... Usar sua boca... — ela parou no meio da frase, envergonhada.

— Colocar minha boca na sua boceta? — ele riu, incrédulo. — Baby, não tem nada que eu queira mais nesse mundo do que colocar minha boca na sua boceta. Te chupar até você gozar na minha boca.

— Você quer? O Royce, não gostava disso. Ele achava nojento o gosto, o cheiro, eu...

— Shhh, primeiro de tudo vamos combinar uma coisa. — Emmett subiu em cima dela, entre suas pernas, para ficar na altura de seu olho. — Abre seus olhos e olha pra mim, Rosalie. Isso. Primeiro: você não fala ou pensa naquele babaca agora, está bem? Não traga ninguém pra essa cama hoje, somos só nós dois. Segundo: ele era um merda que não merecia você e eu já disse isso, mas agora vejo que ele não merecia mulher nenhuma. Bocetas tem cheiro e tem gosto, você não tem do que se envergonhar disso, quem não gosta tem que procurar uma boneca ou um pau pra chupar. Você está sentindo como eu to duro agora? — ele apertou o quadril contra ela. — Eu quero seu cheiro e quero seu gosto na minha boca, você deve ser tão deliciosa quanto parece. Você não vai deixar nada que seu ex tenha dito te impedir de aproveitar essa noite, ok?

Rosalie assentiu.

— Eu vou comer e foder sua boceta, eu vou te fazer gozar e você vai aproveitar cada minuto. Me diga se eu fizer algo que te deixe desconfortável ou que você não queria mas só se for por sua causa, não por causa de outra pessoa, está bem?

— Sim... — ela ofegou e fechou os olhos. — Eu não consigo pensar direito com você fazendo isso.

Emmett riu parando o quadril.

— Bom. Agora se você me der licença, eu tenho uma boceta pra comer.

Ajeitando ela mais pra cima na grande cama, Emmett ficou de joelhos entre as pernas abertas dela. Ele passou dois dedos juntos por sua boceta, tão molhada que seus dedos deslizaram com facilidade dentro dela. Rosalie se ergueu um pouco da cama, gemendo baixinho com o seu movimento de vai e vem com os dedos, sentindo as paredes macias de sua boceta ao redor de seus dedos, imaginando como seria seu pau.

Tirando os dedos de dentro dela, ele se inclinou e beijou o monte-de-vênus de sua boceta lisinha. E desceu a boca para o seu clitóris, lambendo ao redor e sorvendo seu gosto. O gosto inexplicável explodiu em sua boca e acordou todo seu corpo, ligeiramente salgado com algo que ele não sabia o que era mas nunca tinha experimentado... Era Rosalie. Era o gosto dela. Como alguém podia dizer que não gostava do cheiro ou gosto daquela mulher? Ela era deliciosa!

— Eu acertei. — ergueu o rosto, sorrindo pra ela. — Tão gostosa quanto aparenta.

Ele interrompeu a risada quando voltou a colocar a boca em sua boceta, girando a língua ao redor de seu clitóris antes de chupá-lo. Rosalie quase saltou da cama gritando “Meu deus!”.

— Eu prefiro Emmett, baby. — ele brincou.

— Porra. Faz isso de novo, eu nunca... Por favor.

— Vamos melhorar essa sua coisa de falar sujo também, mas não gosto de deixar minha mulher esperando.

— Deus! — ela gritou quando ele chupou seu clitóris novamente e suas pernas tremeram, com um calor se espalhando por seu corpo, diferente de qualquer coisa que já tinha sentido.

Com as coxas bem separadas, ela pousou os pés nas costas dele enquanto seu rosto estava enterrado em sua boceta. A língua dele deslizou por sua boceta até sua entrada, girou ao redor lhe provocando e voltou ao seu clitóris; com ela firme, ele lambeu e agitou a língua sobre ele, parecia masturbar e lamber ao mesmo tempo.

Rosalie sentia se engasgar na própria respiração, não sabia como aguentar aquilo, nunca tinha sentido o orgasmo se formar tão duramente em seu corpo. Fechou os olhos e agarrou os próprios seios que pareciam implorar por algum toque. Beliscou os mamilos até o ponto de sentir dor porque precisava se libertar de alguma maneira, era um prazer agonizante. Seus gemidos pareciam mais choramingadas. Arqueando as costas em vários momentos. Com o rosto para o teto, ela tinha certeza que estava revirando os olhos – agora ela entendia quando lia em livros que a mulher estava revirando os olhos de prazer, aquilo era fruto do desespero, quando seu corpo fica frenético e não sabe se fecha ou abre os olhos; não sabe se olha pra baixo e desfruta da maravilhosa visão da cabeça dele enterrada entre suas coxas ou encara o teto pra se perder completamente naquela sensação.

Mas quando baixou os olhos pra ele, seus olhos se encontraram. Com a boca em sua boceta, ele parecia sorrir com os olhos. Rosalie não sabia como fazer uma cara sexy e nem conseguiria forçar naquele momento, seu rosto inteiro estava franzido pela agonia e o desespero por mais.

Com a boca ao redor de seu clitóris, a língua dele passou a deslizar ao lentamente e ele fechou os olhos. Como se quisesse mostrar como estava apreciando cada minuto daquilo, como sua boceta era a melhor coisa que ele já tinha comido e poderia comer por horas.

— Meu deus... — Rosalie fechou os olhos, ofegando. —Não para agora, eu...

Obedecendo seu comando, ele agitou a língua rapidamente e a chupou com firmeza em seguida, depois de mais alguns movimentos de sua boca habilidosa, Rosalie gritou.

Todo o corpo dela pareceu se agitar com aquele orgasmo. Ofegante, suas pernas tremiam, principalmente dos joelhos para abaixo. Só queria fechar as pernas e ele parasse de tocá-la, estava sensível demais.

— Porra, você é a coisa mais gostosa que eu já provei. E você gozando... Caralho.

— Eu nunca... Eu nunca pensei que fosse ser desse jeito...

Emmett sorriu orgulhoso de si mesmo ao se levantar.

— E é só o começo, agora eu quero foder você. — ele se livrou da boxer com cuidado porque seu pau estava duro demais, não queria se machucar com o elástico. — Vem. Coloca seu traseiro no ar, eu quero te comer assim.

Lentamente, Rosalie se movimentou na cama e se ajeitou de quatro, de costas pra ele.

— Porra. Vem mais pra trás, até o limite da cama, isso. Isso é uma obra de arte. — ele acariciou as bandas cheias e arredondadas da bunda dela. — Desde a primeira vez que eu te vi eu tenho sonhado com esse rabo.

— Obra de arte. — ela debochou enquanto ele pegava o preservativo.

Aposto que não tinha sonhado com as celulites e as estrias, Rosalie pensou.

Por um minuto, Emmett quis descer um tapa na bunda dela mas então se lembrou de seu passado com Royce, não queria trazer lembranças ruins. Mas sua mão coçava para dar uns tapas e deixar aquela pele branca vermelha, principalmente quando ela falava mal dela mesma.

— Shhh. Você não vai estragar a realização do meu sonho.

Olhando por cima de seu ombro, Rosalie o viu rasgar o pacote e tirar outro pacotinho de dentro antes de colocá-lo de volta na cama. Com o dente, ele rasgou a embalagem e tirou de dentro a camisinha. Quando ele segurou o próprio pênis, seu primeiro pensamento foi: ele era enorme! E também era lindo. Devia ter 20 talvez 22 cm fácil, mas também era grosso com a grande cabeça brilhando com o pré-sêmen e as veias descendo até sua base, completamente raspada. Ele deslizou o preservativo por toda sua extensão lentamente. Rosalie sentiu sua boceta se apertar, ele fazia tudo ficar mais sensual.

Apertando a base de seu pau, ele se aproximou. Rosalie arqueou suas costas, empinando ainda mais sua bunda.

— Porra, você vai me fazer gozar só de te olhar.

Ele deslizou a cabeça de seu pau ao redor das dobras de sua boceta, provocando e atiçando.

— Emmett, por favor. — choramingou e fechou os olhos quando o sentiu se encaixar na sua boceta.

O gemido dela era uma música maravilhosa. Quando deslizou a cabeça de seu pau dentro dela, ele agarrou as bandas de sua bunda e as afastou completamente pra ter uma visão completamente de seu pau desaparecendo dentro de sua boceta. E como um brinde ainda via seu pequeno buraco se apertar enquanto a preenchia até a base, logo teria a bunda dela também.

Ainda molhada e inchada do último orgasmo, a boceta dela pareceu do tamanho perfeito pra ele, abraçando cada centímetro com o seu calor. Seria o paraíso quando os dois estivessem testados para qualquer doença e tivesse certeza que ela estava em algum método contraceptivo, ai poderia estar dentro dela sem nenhuma barreia, sentindo pele na pele.

— Ahhhh... — ela gemeu arrastadamente quando ele deslizou pra fora e deu um gemido alto quando se empurrou pra dentro novamente.

Ele a fodeu lentamente, pois não queria machucá-la. Não queria perder o controle e assustá-la. Aquela noite precisava ser perfeita pra ela como estava sendo pra ele.

— Emmett, por favor. — Rosalie choramingou. — Mais. Mais. Mais! Duro!

— Eu não quero te machucar.

— Você não vai. — Rosalie respondeu olhando para trás sobre sue ombro. — Você nunca me machucaria, eu sei disso. Só nós dois, lembra? Para de pensar demais e me fode!

— Porra, Rosalie.

Seu suspiro foi uma mistura de tesão e emoção. Eram apenas os dois. Aumentando a velocidade e a força das estocadas, ele a fodeu recebendo de troca seus gemidos.

Afundando os dedos em sua bunda de um jeito que talvez fosse deixar marcas, mas aqueles eram o tipo de marcas que ela merecia receber. As marcas de uma mão desesperada para tocá-la com carinho, paixão e com o consentimento dele. As marcas de um homem que tinha esperado meses para tê-la, que tinha passando meses sonhando com aquele momento, que tinha se masturbado mais do que um adolescente pensando naquele corpo que agora era seu. As marcas de alguém que apreciava cada curva de seu corpo e que iria apreciá-la como ela merecia.

Bateu o quadril contra o traseiro dela e empurrou seu pau o mais fundo que conseguia, o barulho de suas bolas batendo contra ela e suas peles se chocando misturados aos gemidos dela e seus próprios gemidos e palavrões era o som mais erótico que já tinha escutado.

Nunca tinham estado juntos e ainda assim pareciam que tinha feito aquilo outras vezes porque eram amantes perfeitos. Nada se comparava a estar dentro dela.

— Caralho... Me diz você está perto porque porra... Eu não vou durar muito. — ele rosnou batendo contra bunda dela.

— Está tão bom... Tão bom...

Rosalie não se importaria se não gozasse naquele momento porque nunca tinha sentido tanto prazer de uma vez só, mas Emmett não parecia aceitar menos que a perfeição e lhe levou até a borda novamente. Nunca tinha gozado com penetração e lá estava ela tão perto... Nada se comparava a estar com ele.

E então ele a fodeu com abandono. Duro. Forte. Rápido. Segurando com firmeza sua cintura. As mãos delas se agarraram ao lençol e suas costas se arquearam ainda mais.

Quando Rosalie gozou, Emmett sentiu sua boceta começar a ter espasmos ao redor de seu pau, era como se ela estivesse apertando e soltando, ordenhando, seu próprio orgasmo veio em segundos.

— Porra... Caralho... — fechou os olhos e ofegou enquanto gozava afundando nela, enchendo a camisinha.

Vários segundos depois, saiu do corpo dela segurando cuidadosamente o preservativo cheio e ela desabou na cama.

— Vou me livrar disso, não saia dai.

Tirou o preservativo no banheiro, amarrou e o jogou no lixo. Limpou seu pênis semi flácido em uma toalha e voltou para o quarto. Rosalie estava na mesma posição que a tinha deixado.

— Você está bem?

— Não sei se posso me mexer. Não é natural gozar tão forte duas vezes.

Emmett riu.

— Se não fosse natural seu corpo não seria de produzir esses orgasmos, você só precisa se acostumar com isso. — subiu na cama e beijou a bunda dela. — E eu vou trabalhar pra que você se acostume a dois e até mais. Vem, eu quero segurar você.

Ele puxou o cobertor e os dois se deitaram juntos ainda nus sob ele. Emmett a puxou para junto de seu corpo e ela pousou o braço sobre ele, se aconchegando com a cabeça em seu peito.

Aquilo estava mesmo acontecendo? Depois de tanto tempo pensando que jamais aconteceria, Rosalie estava mesmo em seus braços?

— Se for um sonho não me acorda, por favor. — ele disse em voz alta.

Rosalie gargalhou.

— E pensar que um dia estávamos discutindo por medo de que nossos irmãos pudessem acabar com os corações partidos se algo desse errado na relação deles. — Rosalie comentou, fazendo círculos com a ponta dos dedos no peitoral dele.

— Eu me lembro disso. — Emmett riu. — Sabe o que mais eu pensei naquela noite?

— O que?

— Como você ficava bem de jeans e eu também imaginei como você ficaria ainda melhor sem eles. E eu acertei completamente.

Rosalie gargalhou e fingiu dar um soco em seu abdômen.

— Para!

— Eu estou falando sério, eu passei muito tempo pensando na sua bunda, não podia evitar. — ele parou de rir. — Isso parece que foi há tanto tempo. E olha agora onde nossos irmãos estão, os dois realmente colocaram o coração deles nisso e agora eles vão casar.

— Sim, parece que foi em outra vida.

Rosalie não conseguiu evitar o tom melancólico. Lembrava bem daquela noite, como ficou repetindo que era uma mulher casada e como Emmett sugeriu que podiam ser amigos, também se lembrava dele dizendo que não tinha sido criado pra desrespeitar ou erguer a mão para uma mulher – seria cômico se não fosse trágico. E agora ela estava divorciada e na cama de Emmett sendo muito mais do que amigos.

— No que você está pensando? — ele sussurrou.

— No quanto tudo mudou de lá pra cá.

— Tudo mudou e agora você está aqui. — Emmett pegou a mão dela e a beijou. — Mudanças podem ser boas.

— Muito boas. — se esticou e o beijou com um sorriso divertido. — Então, quantas mulheres você já trouxe aqui?

— No meu loft só a Bella e a Leah, que veio com o Jacob. Na minha cama? Só você. Eu tenho uma regra de não trazer mulheres aqui, você foi a única.

— Isso parece... Especial.

— É especial. Você é especial, Rosalie.

Eles ficaram se encarando em silêncio por vários segundos até ela desenrolar um sorriso lentamente e subir um pouco para beijá-lo, subindo a perna sobre a dele no meio disso.

— Você está me deixando excitado de novo. — Emmett sussurrou em sua boca.

— Jura? Então eu posso dar uma mãozinha nisso.

— Porra... — gemeu quando ela enrolou a mão ao redor de seu pênis.

Rosalie sorriu incentivada. Tirou a coberta de cima deles e foi de joelhos para o meio das pernas dele, afastando-as.

— Só não sei se vou ser tão boa nisso quanto você.

— Eu nunca chupei nenhum pau, baby, não devo ser bom nisso.

Ela riu.

— Você entendeu o que eu disse.

— Você vai ser... Nossa!... — se perdeu nos pensamentos quando a língua quente dela passou ao redor da cabeça de seu pau e a colocou na boca. — Porra, maravilhosa. — e a colocou na boca. — Pooorra...

Rosalie nunca fez oral em seu parceiro por obrigação, era algo que gostava de fazer. De dominar aquele momento, ela controlava o quanto de prazer a pessoa teria ou quando gozaria; gostava de escutar os barulhos, gemidos, palavrões, arfadas de resposta. Mas das últimas vezes fazer aquilo tinha sido um sacrifício porque Royce gostava de lhe diminuir, dizendo que não era boa o suficiente e que devia praticar mais, isso quando não segurava seu cabelo e empurrava o pau em sua boca até que lhe machucasse ou sufocasse propositalmente, ou então gozava sem avisar apenas para lhe humilhar sujando seu rosto e cabelo, rindo ao colocar o pau mole dentro das calças e deixá-la daquele jeito.

Ele tinha tirado o prazer daquele momento, ele tinha tirado o prazer de tudo que ela gostava de fazer, o sexo acabou se tornando apenas uma forma de manipulação, ela acabava se sentindo suja e usada, até pensou que talvez fosse ter flashbacks com isso mas não teve. Em nenhum momento. Era Emmett, não Royce. Não tinha como confundir.

Nada sobre a maneira como Emmett lhe tocava trazia sentimentos ruins, não existia humilhação e manipulação, era tudo sobre prazer mútuo, reciprocidade e consentimento. Não se sentia suja e usada, ele a fazia se sentir linda e apreciada. E retribuir todo o prazer que ele tinha lhe proporcionado estava lhe dando tanto prazer quanto.

Subiu e desce a boca por todo o comprimento dele várias vezes então permaneceu masturbando a base e chupando o topo, lambendo o pré-sêmen que vazava, sentindo como ele endurecia gradualmente sobre seu toque.

— Não quero gozar na sua boca. — ele disse quando estava totalmente duro. — Quero estar dentro de você de novo.

Emmett colocou outro preservativo com habilidade, Rosalie deitou e o recebeu em seu corpo, fechando as pernas ao redor de sua cintura enquanto ele a penetrava com carinho e doçura. Olhando em seus olhos, se beijando em alguns momentos, eles foram lentamente no caminho do prazer e fizeram amor até que seus corpos suados cedessem juntos.

…………………………

— Acorda, bela adormecida. — Emmett sussurrou, afastando o cabelo desgranhado do rosto dela.

Rosalie murmurou alguma coisa que ele não conseguiu entender, mas riu de como ela ficava adorável fazendo manha pra não acordar.

— Que horas são? — ela perguntou com o rosto enterrado no travesseiro.

— Falta pouco pras sete.

— Jesus.

— Eu sei. Desculpa te acordar, é que eu preciso sair pra resolver um problema no escritório antes de ir pra uma audiência então não queria sair sem te avisar.

Ela se sentou rapidamente, parecendo assustada.

— Está tudo bem, eu me visto rapidinho e...

— Ei. — ele a interrompeu. — Eu não estou te expulsando. Só queria te avisar que estou saindo e pro caso de você querer passar em casa pra se trocar antes de trabalhar, mas você pode ficar aqui o tempo que quiser, vou deixar uma chave extra no balcão pra você trancar quando sair. Eu preparei café, está lá na cozinha, na cafeteira.

Rosalie sorriu.

— Você é um anjo.

Não, Emmett pensou, ela era um anjo. Os cabelos desgranhados formavam ondas ao redor de seu rosto amassado, os olhos sonolentos precisavam brilhar como nunca tinha visto e aquele sorriso preguiçoso era a coisa mais linda que ele já tinha visto. Ela parecia o nascer do sol de tão linda.

— O que? Por que você está me olhando assim? Não estou guaxinim hoje, me certifiquei de passar uma camada bem levinha de rímel aprova d'água.

Emmett riu.

— Não é isso, você está linda. Dormir e acordar com você foi a melhor experiência que eu já tive.

— Eu também.

— Ótimo, então vamos repetir isso muitas vezes.

— Espero que sim.

Emmett não conseguiu ao sorriso animado dela e se jogou sobre ela, com uma gargalhada, ela virou a cabeça e tentou empurrá-lo.

— Pelo menos me deixe lavar o rosto e escovar o dente, eu estou bagunça.

— Uma bagunça linda. — ele beijou o pescoço dela e se levantou.— Vai lá. Tenho que terminar de me arrumar.

Apreciou a bela vista das pernas dela enquanto ela caminhava pro banheiro usando apenas uma blusa larga de algodão dele, que tinha lhe emprestado durante a madrugada pra que dormisse mais confortável. A blusa cobria sua bunda mas ficava no limite e subia um pouco quando ela andava, era um espetáculo. Era um pecado desperdiçar aquele momento, perder uma foda no banheiro – ele até imaginava uma com ela inclinada sobre a pia e outra no chuveiro – pra ir trabalhar. Maldito trabalho!

Rosalie cantarolava no banheiro e, mesmo que não conseguisse identificar que música ela estava fazendo o instrumental com a boca, ele não conseguia tirar o sorriso do rosto. Ele podia se imaginar vivendo aquela rotina com ela; acordando juntos, uma rapidinha antes dos dois terminarem de se arrumar, café da manhã juntos, um dia esperando até que estivessem juntos a noite novamente.

Nunca tinha sido do tipo que fazia planos envolvendo uma mulher, nunca tinha encontrado alguém que lhe fizesse querer esse tipo de coisa e Rosalie lhe fazia querer absolutamente tudo. Mas como ela tinha saído a alguns meses de um casamento conturbado tinha que ir com calma, então diminuiu seus planos um pouco – em vez de planejar uma vida inteira logo naquela manhã começou a planejar o almoço daquele dia, teriam muito tempo para pensar no futuro.

Já vestido, pegou seu celular e desceu para certificar de que todos os seus papéis importantes estavam dentro da pasta. Depois colocou dois pedaços de pão na torradeira para Rosalie e, enquanto eles torravam, pegou a chave extra e colocou no balcão pra ela também.

Rosalie no minuto em que as torradas ficaram prontas, usando o jeans e a camiseta que estava na noite passada, e os cabelos presos em um coque. Emmett colocou as torradas em um prato e deixou no balcão.

— Acabei de fazer pra você. E aqui está a chave extra, você pode levar com você ou deixar lá na portaria.

— Obrigada. — Rosalie sorriu.

— Infelizmente agora eu tenho que ir, posso ter um beijo?

Depois de pegar sua pasta, ele se aproximou dela e passou o braço ao redor de sua cintura, era adorável como ela ficava na ponta dos pés para lhe beijar. Um beijo com gosto de pasta de dente e Rosalie, não devia existir gosto melhor.

— Como você se sente sobre almoçar comigo hoje? — Emmett perguntou.

— Eu adoraria. — deu um pequeno beijo em seus lábios. — Me envia os detalhes por mensagem.

— Eu posso fazer melhor, eu vou te buscar.

— Não precisa.

— Mas eu quero, então, por favor?

Rosalie revirou os olhos mas sorriu.

— Claro, então nos vemos mais tarde.

Depois de outro beijo e de dizer “sinta-se em casa”, Emmett saiu.

Quando a porta fechou, Rosalie suspirou como uma adolescente antes de rir sozinha. Mordeu o lábio inferior para controlar a risada, mas ainda estava rindo.

Era daquela maneira que ela tinha certeza de que estava feliz: quando ficava sozinha e, ainda assim, o sorriso não saia de seu rosto. Tinha passado tanto tempo fingindo felicidade para todos e voltado a se sentir miserável quando estava sozinha que era mágico conseguir manter o sorriso, a vontade de cantar e dançar sozinha pela casa quando estava sozinha. E o melhor: Emmett não era o único motivo disso. Claro que ele era parte da sua felicidade, mas ele era apenas uma parte, se ele saísse de sua vida claro que ficaria chateada mas ela tinha certeza que ainda assim continuaria sorrindo, feliz. Era uma lição que ela tinha aprendido, não podia deixar sua felicidade depender de outra pessoa porque em algum momento estaria sozinha, precisava conseguir ser feliz sozinha.

Mas não tinha problema em compartilhar essa felicidade com alguém e Emmett era perfeito pra isso. Ele não completava sua felicidade, ele acrescentava felicidade. Ele a deixava a transbordando.

Cantando uma música country animada que tinha escutado numa rádio alguns dias antes, ela encheu uma caneca com o café fresco que ele tinha feito e pegou geleia de morango para suas torradas. Estava terminando de passar a geleia na segunda torrada com uma faca quando o interfone tocou.

O porteiro devia ter visto Emmett sair, será que ele sabia que ela ainda estava ali? Lambendo a geleia de seu dedo, ela foi atender o interfone.

— Bom dia, senhorita Rosalie.

Rosalie franziu o cenho.

— Bom dia, o Emmett saiu.

— Eu sei, ele passou aqui e avisou que a senhorita ainda estava no flat, é que a senhorita tem visita.

— Eu?

— Sim. Um cara simpático, pediu pra se identificar como Jasper.

— O Jasper está ai? Mas o que... Ok, pode deixar ele subir.

— Tudo bem.

O que Jasper estava fazendo ali? Rosalie pensou em pegar seu celular e ver se ele tinha tentado lhe ligar ou mandar mensagem, mas então lembrou que seu celular ainda estava com Kate e ela devolveria provavelmente a tarde. Bella devia ter avisado onde ela estava e devia ser algo importante pra ele aparecer assim no prédio de Emmett.

Quando a campainha tocou, ela pegou a chave extra do balcão pro caso da porta estar trancada mas não estava.

— Jasper, o que você... — Rosalie parou no meio da frase, com os olhos arregalados.

— Olá Rosalie.

Rosalie gritou “não!” ao mesmo tempo em que tentou fechar a porta, mas antes que conseguisse ele empurrou com a porta com violência e a fez tropeçar para trás, caindo sobre sua bunda.

— Isso não é maneira de receber seu marido, ainda mais depois de passar a noite com outro homem, querida.