Leah estava furiosa. Todos já tinha sido avisados sobre o que acontecera com Rosalie e todos tiveram a mesma reação, existia uma fila de pessoas prontas para acabar com a raça do Pedaço-de-Bosta-King, como ela o estava chamando. Nenhuma mulher merecia apanhar de seu companheiro, mas Rosalie não merecia mesmo. Ela era uma coisinha doce que tratava todo mundo bem, era como a Esme e ninguém teria de coragem de encostar um dedo em Esme. Leah estava mais do que furiosa, mas não encontrava palavras para descrever o que estava sentindo.

Um taco de beisebol e cinco minutos com Royce era tudo que precisava.

— Você precisa ficar calma, Leah, pensa no bebê. — Jacob repetia ao desligar o celular.

— Se não fosse pelo bebê eu já teria ido atrás daquele pedaço de bosta! — Leah rosnou e colocou a mão protetivamente sobre sua arredondada barriga de seis meses.

— Emmett acabou de sair do hospital e disse que a Rosalie está bem. Ela está machucada, mas vai ficar bem. Senta ai, eu vou buscar um copo de leite pra você.

— Eu não quero água, eu quero sangue do Royce. — ela rosnou, mas o obedeceu e sentou no sofá, esticando as pernas e apoiando os pés na mesinha de centro.

Sempre teve um corpo magro e atlético então estava tendo sorte de não ganhar muito peso durante sua gravidez, mas, ainda assim, ficava cansada facilmente e sentia dores nas costas quando exagerava, por isso Jacob ficava em seu pé lhe periciando, mesmo quando estava distante deixava alguém responsável por fazê-la sentar e descansar durante o dia ou então ele mesmo ligava ou mandava mensagens, era extremamente irritante (e ela não confessaria que mesmo depois de reclamar acabava sorrindo com o jeito superprotetor dele, era bom saber que ele se importava tanto com ela e com o bebê).

— A médica me mandou beber mais leite, mas não era pra beber um copo a cada hora, Jacob. — ela resmungou.

— Bebe, faz bem pra você e pro bebê.

Ela fez uma careta, mas pegou o copo que ele lhe ofereceu quando sentou ao seu lado no sofá e bebeu.

— Aliás — ela lambeu os lábios. — Precisamos falar sobre aquilo.

— O que? Sexo anal?

Leah gargalhou e deu um soco em seu braço com a mão livre.

— Você é um idiota. Eu estou falando sério, Jasper está de volta.

— Oh, isso. — Jacob lembrou da conversa que tiveram três meses atrás, quando Leah propôs que eles fizessem uma parceria com Jasper, aceitando o investimento financeiro do amigo dela para que ele pudesse ser dono da própria oficina. — Você já falou com ele?

— Claro que não, eu disse que iria te dar esse tempo pra pensar e você poderia me dar a resposta agora.

— Tudo que eu consigo pensar é na enorme mudança que isso vai causar.

— Sério? — ela riu. — Vendemos seu apartamento, compramos uma casa que estamos terminando de reformar e vamos nos mudar em dois meses então vamos vender o meu apartamento e, pra finalizar, em três meses esse bebê vai nascer, já estamos passando por grandes mudanças.

— Você está certa. E precisamos do dinheiro, certo? A reforma está saindo mais cara do que imaginamos, precisamos comprar coisas do bebê...

— A gente vai acabando um monte de coisa pro bebê — Leah deitou a cabeça no ombro dele. — Não estressa sobre isso.

— Eu não estou carregando um bebê então eu posso me estressar, você que precisa se manter calma. Quando você acha que podemos conversar com o Jasper?

Leah ergueu a cabeça e o encarou.

— Você está falando sério?

— Sim, eu vou aceitar. Por você, pelo nosso bebê. — ele pousou a mão na barriga dela. — Eu quero dar o melhor pra vocês.

— Você é o melhor pra nós, o resto é apenas detalhe. Meu deus, eu não acredito que eu acabei de falar isso, os hormônios da gravidez estão e deixando cafona.

Jacob gargalhou.

— Eu te amo tanto. — Jacob se inclinou sobre ela e a beijou.

…………………………

Dois dias depois...

Bella sorriu atrás do balcão quando Emmett entrou Sweet Rose. Sem o terno e a gravata, ele terminava de arregaças as mangas de sua camisa branca que já estava com os primeiros botões abertos.

— Já encerrou o dia?

— Hoje eu só tinha um compromisso, acabei de voltar da casa dos Cullen. Eu quero um pedaço de torta holandesa.

— Alice, você pegar um pedaço de torta por meu irmão, por favor?

— Claro. — Alice sorriu.

— Você a viu? Ela está bem?

— Eu não sei. Eram os papéis do pedido de divórcio que ela precisava assinar, Esme subiu com eles e me devolveu assinado, pedindo desculpas porque a Rosalie não estava se sentindo bem pra descer e falar comigo.

— Ela não tem saído de casa, Edward me disse que ela não quer ver ninguém, além da Esme e do Carlisle, só o Edward e o Jasper tão conseguindo falar com ela.

— Ela deve estar com vergonha.

— O que?

Bella e Emmett se viraram na direção de Alice, com o prato de torta na mão.

— Me desculpa. — ela corou. — Eu não pude deixar de ouvir, mas eu não queria me intrometer, me desculpa, sua torta, Emmett.

— Tudo bem, Alice. — Bella sorriu e tocou o braço da funcionária que estava se tornando rapidamente uma nova amiga.

— Mas do que ela teria vergonha? — Emmett franziu o cenho, puxando para perto o prato com o pedaço de torta e um garfinho de sobremesa. — Não é culpa dela.

— Acredite em mim, eu sei disso. Talvez até ela sabe disso, mas é difícil não se culpar quando você olha no espelho e vê as marcas das suas escolhas. Cada marca é uma lembrança e ela começa a se perguntar o que as pessoas estão pensando ao vê-las, se é tipo por que ela deixou aquilo acontecer? Por que ela continuou naquela situação? É difícil, é um caminho longo o do auto perdão.

Quando Alice terminou de falar, os dois a estavam encarando em silêncio.

— Você fala como se soubesse por experiência própria o que ela tá passando. — Emmett disse suavemente.

— Cada um tem seu passado. — Alice deu um sorriso sem graça. — Se vocês me dão licença.

Apressada e parecendo envergonhada por ter falado demais, ela voltou pra cozinha e os irmãos Swan se encararam novamente.

— O que foi isso?

Bella deu ombros.

— Eu não faço uma checagem no passando dos meus funcionários.

— Deveria. — ele sussurrou: — Eu conheço umas pessoas que podem fazer isso pra você.

— Não. — respondeu no mesmo tom sussurrado. — É o passado e história dela, quando ela se sentir confortável e quiser compartilhar, ela falará comigo. Ou não. Não é da nossa conta.

— Tudo bem, não está aqui mais aqui quem falou, mas talvez você devesse falar com ela e convencê-la a falar com a Rosalie. Não agora, ela precisa de mais tempo pra se curar, mas talvez seja bom pra Rosalie falar com alguém que sabe o que ela tá sentindo.

— Você pode estar certo. Eu vou falar com Edward, pra ele me avisar quando os ferimentos dela estiverem melhores, ai talvez ela esteja mais aberta a receber a Alice.

…………………………

De volta a casa de seus pais, no quarto de sua infância e adolescência, Rosalie passou duas semanas se recuperando de seus ferimentos. Ainda usava tipoia para manter o braço imobilizado e não atrapalhar a recuperação de seu ombro deslocado, mas já estava livre dos inchaços no rosto; os hematomas roxos e alguns tão escuros que pareciam preto e azul estavam clareando, aos poucos se tornando roxo claro alguns verdes amarelados; os ferimentos abertos estavam cicatrizando bem e já não sentia tanta dor, como nos primeiros dias. Mas ainda assim, Rosalie não saia de casa.

Assim que teve alta do hospital, voltou para casa de seus pais com eles, nem queria passar em sua própria casa, só a ideia de voltar naquele lugar lhe causava arrepios. E também não queria receber visitas, mas todos compreendiam – exceto Edward e Jasper que lhe ignoravam, visitando-a todos os dias. Eles vinham juntos, mas ela não saía da cama para recebê-los, fingia não gostar das visitas deles mas era bom receber seus irmãos (sim, porque considerava Jasper seu irmão). Os dois sentavam em sua cama, cada um de um lado, perguntavam se ela estava bem e então continuavam puxando assunto, mesmo quando ela não respondia, eles continuavam falando do dia deles, falavam sobre histórias do bar, no fim estavam sempre os três conversando e rindo até que fosse a hora deles irem embora, então ela ficava sozinha novamente.

Mas não ficava sozinha por muito tempo, logo sua mãe estava em seu quarto, era quase como se eles tivessem medo de deixá-la sozinha, mas Rosalie não reclamava, era bom ser cuidada por sua mãe novamente; mesmo quando dizia que não precisava, Esme estava lá para lhe ajudar. Ela lembrava dos horários da medicação (mesmo que Rosalie não esquecesse) e estava sempre lá com um copo de água ou suco para que tomasse os comprimidos; passava as pomadas e gel nos ferimentos e hematomas; a fazia comer mesmo que forçada para que pudesse se recuperar o peso perdido; às vezes sentava em sua cama, batia as mãos em suas coxas e Rosalie deitava a cabeça em seu colo, dormia com o carinho dela.

Todos evitavam falar com ela sobre o acontecido, ninguém tocava no nome de Royce – ao menos não na sua frente, mas ela tinha certeza que deviam falar bastante pelas suas costas. Nem com Emmett tivera contato, seus pais cuidaram de tudo e ela preferia não saber, na verdade, não tinha cabeça para saber. Só falou com uma policial quando ainda estava no hospital para dar seu depoimento, fez exame de corpo delito, cada um de seus ferimentos foi fotografado por uma mulher da equipe deles, assinou vários papéis, depois não se envolveu em mais nada. Quando seu pai disse “vamos cuidar de tudo”, ela apenas aceitou.

E assim passou seus dias. Dividida entre ficar deitada em sua cama encarando o teto, conversando e rindo com Edward e Jasper, assistindo filme e conversando com seus pais. Não estava pronta para sair de sua zona de conforto. Era como se nada mais existisse, ou melhor, era como se ela não existisse. E era isso que queria, não existir. Queria ficar em sua cama, coberta até a cabeça com o grosso cobertor, então parar de existir por algum tempo. Queria conseguir fechar os olhos e dormir sem ter pesadelos, sem sentir as mãos de Royce apertar seu pescoço e acordar ofegante, desesperada por ar. Queria poder ouvir algum barulho na janela sem sentir medo de que fosse ele voltando para terminar o serviço. Queria conseguir se olhar no espelho sem sentir vergonha por ter acabado naquela situação. Mas não conseguia.

Se não conseguia nem se olhar no espelho sem sentir vergonha, como olharia para outra pessoa? Rosalie repensava todo seu casamento, todos os sinais que não tinha visto – ou ignorado –, todas as vezes que alguém disse algo ruim de Royce e ela o defendeu, não conseguiria olhar ninguém de cabeça erguida, então ficava sozinha em seu quarto, sentindo pena de si mesma e fingindo não existir.

Então duas batidas na porta lhe lembraram porque era tão difícil seguir com o seu plano.

— Rosalie, querida? — Esme entrou no quarto.

Rosalie não se virou nem se desenrolou, seria muito infantil fingir que estava dormindo?

— Você tem visita.

— Manda o Edward e o Jasper irem embora, eu não quero falar com ninguém.

— Não é o Edward nem o Jasper.

— Não? De qualquer maneira, eu não quero receber ninguém, mãe, por favor.

— Eu sei, mas você não pode ficar escondida nesse quarto pra sempre, Rose. E eu acho que seria muito legal se você conversasse com a Alice.

Rosalie franziu o cenho e se virou na cama, sem sair das cobertas, para olhar sua mãe.

— Alice? A Alice que trabalha lá no Sweet Rose?

— Sim. — Esme sorriu. — Ela é uma garota legal e foi doce da parte dela vim até aqui te visitar, não seja rude.

Ainda com o cenho franzido, Rosalie se sentou com dificuldade pelo braço imobilizado na tipoia.

— Certo, pode deixá-la subir. Eu estou curiosa sobre o motivo da visita dela, na verdade.

Esme se aproximou e beijou sua cabeça antes de sair do quarto. Rosalie passou a mão no cabelo, tentando ajeitá-lo. Devia estar descabelada, ainda estava de pijamas e seu rosto estava sem nenhuma maquiagem, as marcas de Royce estavam óbvias para qualquer um, mas, pelo menos, tinha escovado os dentes quando foi ao banheiro tomar banho então não estava cheirando mal, já era alguma coisa.

Vários segundos depois, Alice apareceu na sua porta com um tímido “com licença”, usando uma calça jeans e a camisa pólo do Sweet Rose com um cardigan preto por cima. Já era fim de tarde, ela devia ter saído direito do trabalho para lhe visitar.

Rosalie até estava agradecida, mas a curiosidade era ainda maior porque Alice sempre era muito tímida e reservada, tentando passar despercebida o tempo inteiro, nunca puxava conversa, falava apenas quando falavam com ela e era apenas o básico. E elas nem eram íntimas, o contato que tiveram foi apenas durante o horário de trabalho, os únicos detalhes de sua vida que sabia era que se chamava Mary Alice – mas preferia apenas Alice – e era mãe solteira de uma garotinha de cinco anos chamada Melanie. Estava realmente curiosa sobre o motivo da visita.

— Eu pensei em te trazer flores ou alguma coisa, mas nem tinha certeza que você me receberia. Obrigada por me receber, aliás.

— Está tudo bem, eu nem saberia o que fazer com flores. — tentou sorrir. — Você quer sentar? — apontou para a cama.

Alice agradeceu e sentou na beirada da cama, então Rosalie esperou que ela falasse. E as duas ficaram em silêncio por alguns segundos.

— Hum, você deve estar se perguntando o que eu estou fazendo aqui, certo? — Alice começou. — Nem somos amigas.

— Não somos amigas porque não tivemos tempo, Alice, mas todo mundo só tem coisas boas a falar de você.

— Assim como falam só coisas boas de você, eu tenho certeza que seremos amigas. Mas não somos íntimas e eu apareço aqui na sua casa, eu... — Alice riu envergonhada e colocou uma mecha do cabelo castanho, que estava solto, atrás da orelha. — Bella e o Emmett acharam que talvez fosse legal eu conversar com você.

— Por que você?

— Porque eu sei exatamente pelo que você está passando e sentindo, Rosalie.

https://www.youtube.com/watch?v=aM2lObw1CbY

Medicine – Daughter

Rosalie suspirou. Não queria ser rude, mas também não queria escutar um discurso de autoajuda ou qualquer besteira compreensiva quando a pessoa não tinha a menor ideia do que ela estava passando, só falava aquilo porque era o clichê que se dizia a alguém na merda.

— Eu não estou falando isso por falar, eu realmente sei. O pai da minha filha também gostava de me usar como saco de pancada — Alice sorriu desconfortavelmente, mas seus olhos se encheram de lágrimas. — Eu não vou chorar, me desculpa, é só... — respirou fundo e soltou o ar com força. — Eu vim pra Seattle recomeçar a minha vida e deixar esse passado pra trás, então faz tempo que eu não falo isso pra alguém fora do meu grupo de apoio, porque eu não quero julgamentos ou a pena de ninguém. Viu? Eu te entendo.

Rosalie assentiu.

— Quanto tempo você ficou com ele?

— Quatro anos. A Mel tinha dois anos quando eu consegui me libertar dele. Você não quer saber minha história, isso não é uma competição de quem teve isso pior, mas eu vivi um inferno e quando eu resolvi fugir dele, eu não tive todo o apoio que você tem, eu estava sozinha com uma criança e eu superei isso. Você está num momento bem ruim agora, mas você superar.

— Como? Como você fez isso?

— Eu tinha que ser forte pela minha filha.

— Até nisso eu falhei. — Rosalie riu amargamente. — Estávamos tentando ter filhos, mas agora vejo algo positivo nisso, é bom que não temos filhos ou seria pior.

— Você não precisa de alguém pra ser forte, Rosalie. Você pode ser forte por você mesma e você é mais forte do que imagina, tanto que está aqui agora.

— Escondida no meu quarto sem coragem de encarar as pessoas.

— É normal. Quando eu estava ferida demais pra fazer qualquer coisa eu fiquei em um abrigo e eu tinha muita vergonha de encarar qualquer pessoa, isso porque era um abrigo pra mulheres e crianças que estavam na mesma situação que eu. Nas semanas seguintes, eu só não me escondi do mundo porque precisava conseguir dinheiro para arranjar um lugar pra morar e comida pra minha filha mas todo o dia eu chorava até dormir de vergonha e tristeza. É como se fosse a culpa de sobrevivente numa versão culpa de vítima. Você se culpa pelo que aconteceu mas você foi a vítima, Rosalie.

— Mas eu fiquei nisso. E sabe o que é pior? Nem foi a primeira vez. Nem a segunda. — sua voz falhou no final quando as lágrimas desceram por seu rosto.

— Eu pensei a mesma coisa, mas sabe o que a conselheira do grupo disse em uma das reuniões? É uma história bem clichê, mas é verdade. Se você coloca um sapo na água quente, ele pula. Mas se você colocar o sapo na água fria e for esquentando aos poucos, ele fica lá e vai se adaptando as mudanças de temperatura até ferver, ele morre. Se o Royce tivesse feito isso com você no primeiro dia, na primeira semana, no primeiro mês, você teria pulado fora, mas não foi assim que aconteceu. E isso não é sua culpa.

Rosalie ficou em silêncio por alguns segundos, entendendo a metáfora. Mas era sim sua culpa, ela não tinha percebido a hora certa de pular fora antes que a água fervesse e lhe ferisse.

— Eu só queria salvar meu casamento, sabe? — choramingou. — Eu não queria fracassar nisso como já estava fracassando em não conseguir em ser mãe. E eu tentei, Alice. Eu tentei tanto fazer dar certo, eu não era uma esposa ruim, sabe? Eu me esforçava tanto pra fazê-lo feliz e eu fracassei. Eu fracassei em tudo.

Não planeja cair no choro na frente da Alice, mas era a primeira vez que confessava aquilo em voz alta e parecia tirar um peso de seu peito, mas doía tanto. Cobriu o rosto com a mão livre e chorou sem vergonha, sentindo seus ombros tremerem enquanto tentava expulsar aquela dor de seu peito. Ficava grata por Alice não ter falado nada naquele momento, nem pedido pra que parasse de chorar. Ela respeitou seu tempo e deixou que parasse de chorar sozinha.

— Você não fracassou, Rosalie, não foi sua culpa. É preciso duas pessoas pra fazer uma relação, tanto pra fazê-la dar certo ou para levá-la ao fracasso, você não pode salvá-la sozinha e nem ficar num relacionamento sozinha, amar sozinha é solitário. Você tentou e não deu certo, agora você levanta, sacode a poeira e segue em frente.

— As vezes parece que eu não sei como fazer isso, não sei nem pode onde começar.

— Você tem um novo negócio que está fazendo sucesso, sabia? Mas Bella ainda sente sua falta, ela é péssima na administração, depende do Edward, Jasper ou Emmett, vive choramingando como precisa de você por lá. — Alice comentou fazendo-a rir. — E você é linda e jovem, você tem muito o que viver ainda. Não pode desistir agora. Sabe o que seria bom pra você? Conversar com mais pessoas, você poderia ir na reunião do grupo de apoio que eu vou. Eu não posso ir sempre por causa da Mel, mas é muito bom, você não precisa falar nada, pode só ouvir ou então marcar uma hora para consulta particular com a psicóloga.

— Eu queria, mas...

— Então vai! Tem uma reunião hoje a noite, eu posso ligar lá e confirmar a sua presença.

— Eu... — Rosalie engoliu seco. — Você iria comigo?

Alice sorriu.

— Com muito prazer.