No corredor, Emmett, Bella, Edward e Jasper esperavam por Esme e Carlisle que, segundo uma enfermeira, tinham subido para o quarto de Rosalie. Mas por estarem fora do horário de visita, ninguém mais podia subir. Jasper teve que controlar Edward que estava prestes a começar uma briga novamente e por sorte Carlisle saiu do elevador segundos depois, então os quatro foram pegar informações com ele.

— Como ela está, pai? — Edward perguntou impaciente.

— Dormindo. Ela acordou quando entramos, mas estava bem confusa pela medicação forte pra dor e voltou a dormir. Aparentemente não teve uma concussão, mas vai ficar em observação por 24 horas. Nenhuma costela quebrada, mas está com o ombro deslocado. — Carlisle respondeu com um suspiro cansado. — Sua mãe e eu vamos passar a noite com ela, então vocês podem ir.

— Eu quero vê-la, pai. Por favor.

— Certo. Eu vou com Emmett resolver tudo que precisa ser resolvido, você sobe para vê-la e falar com a sua mãe, tenho certeza que ela tem instruções do que você deve buscar para Rosalie.

— Você vai ficar bem aqui? — Edward perguntou a Bella.

— Eu fico aqui com ela esperando você voltar. — Jasper respondeu por ela.

Bella sorriu em agradecimento pra ele e então acenou positivamente com a cabeça para Edward. Quando Carlisle e Emmett foram para o outro lado, ele se aproximou.

— Estamos bem?

— Não sei, estamos?

— Me desculpa. — pediu num sussurro.

— Você entende que estava errado? Que isso não é culpa do meu irmão?

— Bella...

— Ah, pelo amor de deus, Edward!

— Se ele tivesse dito algo...

— E se você tivesse reparado em alguma coisa?

Edward se enrijeceu.

— Isso não é justo.

— Nem é justo com o meu irmão. — ela suspirou. — Eu não quero brigar, não aqui e nem agora, sobe pra ver sua irmã, depois conversamos.

Sem discutir, Edward foi para o elevador e Bella voltou a sentar no banco que estavam antes. Jasper sentou ao seu lado.

— Sabe o que o Edward fez no dia do casamento da Rosalie? Depois da festa, quando eles foram pra lua de mel? — Jasper perguntou de repente.

Bella se surpreendeu, franzindo o cenho para a pergunta dele, mas negou com a cabeça.

— Encheu a cara. Eu bebi algumas cervejas para acompanhá-lo porque tava com medo de beber tanto quanto ele e não ser capaz de controlá-lo se ele quisesse fazer alguma merda, na verdade, eu iria com muito prazer. — Jasper riu. — A madrugada toda bebendo e reclamando de como o Royce era um babaca, como ele queria ter feito alguma coisa para afastá-lo da irmã dele. A gente sabia que tinha alguma coisa errada com ele, mas ninguém nunca fez nada a respeito e olha no que deu. Isso que o Edward está sentindo não é raiva do seu irmão, é culpa. Ele está sendo um idiota precisando de alguém para descontar isso, eu sei como é, já passei por isso, acredita que teve uma época que eu descontava minhas frustrações em uma coisinha doce que é mulher do meu melhor amigo? — risonho, bateu com o ombro no dela, fazendo-a rir.

— Eu me lembro disso.

— Eu sabia que estava sendo um cuzão, mas as vezes é tão mais fácil encarar outras pessoas que a si mesmo. Cada vez que o Edward olhar o rosto ferido da Rose não vai ser raiva do seu irmão que ele vai sentir, vai ser raiva dele mesmo. Então... Tenha paciência com ele.

Ignorando as próprias lágrimas, Bella deitou a cabeça no ombro dele.

— Você é um grande amigo, Jasper.

Jasper apertou o joelho dela e sorriu.

Os dois ficaram sentados em silêncio por vários minutos, Bella perdeu a noção do tempo quando deitou a cabeça no ombro de Jasper e fechou os olhos, cochilando. Abriu os olhos sobressaltada quando Emmett a acordou.

— Eu vou pra casa. — ele disse. Queria ficar, sabia que não conseguiria dormir bem de qualquer maneira, mas sabia que era melhor sair do caminho de Edward, não queria causar mais brigas e deixar todos ainda mais nervosos. — A Rosalie está medicada, não vai receber mais visitas hoje e eu tenho uma audiência bem cedo, então eu volto amanhã quando sair do tribunal. Você quer uma carona?

— Não, eu vou esperar pelo Edward.

— Você tem certeza?

— Tenho, tá tudo bem. — Bella se levantou e abraçou o irmão.

— Qualquer coisa me liga, por favor. — Emmett pediu em meio ao abraço e a irmã prometeu que ligaria, se despediu de Jasper e foi embora.

E não muito tempo depois, Edward apareceu.

— Eu tenho que ir buscar umas coisas pra Rosalie, o Jasper pode te levar-

— Não. — Bella o interrompeu. — Eu vou com você.

— Bella...

— Eu disse que vou com você, Edward.

Ele suspirou, sem forças para discutir.

— Eu vou ficar por aqui. — Jasper informou. — Ver se a Esme e o Carlisle precisam de alguma coisa.

Edward apenas assentiu e foi embora. Antes de segui-lo, Bella ouviu Jasper sussurrar “tenha paciência com ele”, assentiu e seguiu o namorado.

Assim como Edward dirigiu em silêncio, Bella foi ao seu lado calada. Olhando para frente, as ruas estavam calmas e silenciosas, apenas os barulhos do carro entre eles, assim eles foram o caminho todo. Ele estacionou o carro na frente da casa da irmã e desceu, batendo a porta com violência, ela apenas o seguiu.

Edward destrancou a porta com uma chave que tirou do bolso do jeans e foram recebidos pelo silêncio, luzes acesas e uma completa bagunça. Aquele com certeza tinha sido o cenário da briga principal. Como última a entrar, Bella fechou a porta, e ficou atrás enquanto Edward observava as coisas. Seu corpo se enrijeceu, suas mãos se fecharam em punho, ele estava furioso.

— Eu vou buscar as coisas da Rosalie. — Bella disse suavemente, daria algum tempo a ele. Não porque tinha medo que ele a machucasse, ele jamais lhe machucaria, tinha tanta certeza disso quanto tinha certeza de que precisava de oxigênio para respirar, mas porque ele precisava disso.

Foi para o quarto de Rosalie e lá a situação estava ainda pior, tudo tinha sido revirado. As gavetas estavam abertas, as roupas jogadas, papéis e documentos espalhados pelo quarto – Royce tinha procurado alguma coisa antes de fugir, talvez levado alguma coisa antes de fugir. Claro, ela concluiu, o idiota precisaria de dinheiro uma vez que não teria mais Rosalie para sustentá-lo.

Ignorando a própria raiva, Bella começou a procurar entre as roupas de Rosalie por coisas de tecido leve, camisolas e vestidos largos, shorts e blusas de algodão, camisas de botão, tudo que não exigisse muito esforço para colocar ou tirar, que não apertasse seu corpo ferido e a deixasse confortável. Colocou as peças dobradas sobre a cama porque não sabia onde tinha uma mala e continuou pegando as coisas; roupa íntima, um chinelo de dedo.

Quando Edward apareceu na porta, Bella disse:

— Acho que já separei o suficiente, mas eu não sei onde ela guarda uma mala.

— Eu pego.

— Vou pegar alguns produtos de higiene pessoal também.

Ele assentiu e ela foi para o banheiro de Rosalie. No armário sob a pia encontrou uma necessaire, colocou as coisas básicas para higiene e cuidado pessoal e também pegou a bolsa de maquiagem dela; não sabia como estaria o humor dela, mas talvez ela quisesse tentar esconder as marcas em seu rosto com maquiagem então lhe daria essa opção.

Quando voltou pro quarto, Edward já tinha as roupas dentro de uma mala pequena e estava sentado na cama, lhe esperando. Ela guardou as duas necessaire também e fechou o zíper.

A fúria de Edward parecia ter se dissolvido, agora ele parecia apenas ferido e perdido. Ele ergueu a cabeça quando ela parou na sua frente, passando a mão suavemente por seu cabelo e descendo para o seu rosto; fechou os olhos e se inclinou para o toque dela antes de passar os braços por sua cintura e lhe abraçar, enterrando o rosto em sua barriga. Bella o apertou em seu abraço, erguendo os olhos para o teto e respirando fundo pra não chorar, mas foi em vão.

— Me desculpa... — ele sussurrou.

— Shhh. — com os dedos de uma mão entrelaçados ao cabelo dele, acariciava seu couro cabeludo lentamente. — Eu te amo.

Ele estava chorando, mas Bella não disse nada, apenas o segurou e o deixou chorar até que estivesse pronto para voltarem ao hospital.

. . .

Antes de voltarem para o hospital, Edward deixou Bella em seu apartamento.

Sem deixar espaço para discussão, a convenceu com o argumento de que precisava abrir o Sweet Rose pela manhã porque era o primeiro dia, precisava fazer isso por Rosalie, para honrar todo o esforço delas, não podiam deixar que Royce estragasse aquele momento delas, era o que Rosalie ia querer também.

E pela manhã, cansada física e mentalmente, disfarçando as olheiras com muito corretivo, ela abriu o Sweet Rose com a ajuda da Alice, a funcionária delas. A pequena mulher estava alheia de tudo e com um sorriso enorme, estava tão entusiasmada que logo percebeu que algo estava acontecendo com Bella – como não estava animada com aquele grande dia? E onde Rosalie estava? Então Bella contou tudo e não pode deixar de notar como Alice ficou pálida, pareceu até ter segurado no balcão para não cair. Após explicar toda a situação, as duas continuaram sua manhã de trabalho.

Bella ficou satisfeita com o sucesso que o lugar estava fazendo, se fosse um dia normal ela sorriria tanto que suas bochechas estariam doendo, mas aquela vitória não era só sua, então sem Rosalie tudo parecia incompleto.

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Colour in me – Damie Rice

Depois de duas batidas suaves na porta e esperar alguns segundos por alguma resposta, Emmett entrou no quarto em que Rosalie estava internada. Passava pouco das uma hora da tarde, esperava ser recebido por Esme ou Carlisle porque além de visitá-la precisava falar com eles sobre as questões legais da situação, saber qual seria o próximo passo que eles queriam dar, mas o quarto estava vazio.

Estava pronto pra sair quando escutou o barulho da descarga do banheiro, entrou e fechou a porta.

— Vocês já voltaram? Eu disse que vocês podiam ir embora. — a voz de Rosalie veio do banheiro. — Mãe, será que eu posso tirar essa tipoia? Prometo manter o braço parado, mas essa coisa é horrível e... — ela parou na porta do banheiro e no meio da frase, surpresa ao vê-lo em vez de seus pais. — Desculpa, pensei que fosse meus pais que tivessem voltado, eles foram comer alguma coisa. O que você está fazendo aqui?

— Vim ver como você está.

— Quem te contou?

— Bella me ligou para ajudar seus pais como advogado, eu estava aqui ontem de madrugada, mas como você já estava apagada por causa da medicação e não ia receber mais visitas, e eu tinha uma audiência pela manhã, fui embora, mas eu disse que ia voltar.

— Você já viu como eu estou, pode ir embora. — Rosalie disse seca e amargamente indo para a cama lentamente.

Descalça, usando o pijama hospitalar, um braço dela estava imobilizado junto ao peito por uma tipoia e com o outro empurrava o suporte de soro que estava conectado a uma intravenosa em seu braço. O longo cabelo estava solto e quase todo jogado para o lado esquerdo, ela o usava para tentar ocultar o pior lado de seu rosto, caindo como um manto sobre seu olho inchado.

Ia oferecer ajuda, mas ela conseguiu subir na cama sozinha. Soltando o suporte de soro, ela se ajeitou na cama com a mão livre em seu abdômen, fazendo uma careta de dor – lembrou-se de Edward lhe falar sobre os raio-X para ver se tinha alguma costela quebrada.

Emmett não sabia que emoção era mais forte naquele momento, sua tristeza por Rosalie ou seu ódio por Royce. Rosalie, como seu nome, era uma rara e delicada flor que merecia ser tratada com toda a delicadeza do mundo, tocada com nada além de amor e carinho, não com ódio. Em cada inchaço, hematoma, marca na pele dela, ele podia sentir o ódio dos punhos de Royce.

Cinco minutos com ele era tudo que Emmett precisava naquele momento, deixaria a cara dele pior do que ele deixara a de Rosalie. Iria fazê-lo se arrepender do momento em que a bateu pela primeira vez, iria se arrepender do primeiro golpe que deu nela naquela noite.

— Eu tenho espelho no banheiro, eu sei que estou parecendo uma merda, mas para de me olhar desse jeito.

Emmett piscou, envergonhado, tinha se perdido em seus pensamentos enquanto corria os olhos por ela para tentar medir a extensão de seus ferimentos.

— Rosalie — começou, precisava saber. Aproveitaria que estavam sozinhos porque precisava da confirmação. — Quando você foi na minha casa três meses atrás, seu rosto...

— Foi o Royce. — Rosalie afirmou friamente. — Foi a primeira vez que ele me bateu. Pode fazer a próxima pergunta, por que eu voltei pra ele? Porque eu sou uma idiota. Não é o que todo mundo está pensando? — deu um sorriso sarcástico, amargo, que parecia mais uma careta pelo inchaço de seu olho esquerdo e de seu lábio inferior. — Eu sou uma idiota.

— Ninguém tá pensando isso, Rosalie.

— Tão sim.

— O que estão todos pensando é que o Royce é um idiota, é dele que estão com ódio, não de você. Eu devia ter falado alguma coisa naquele tempo, seu irmão tem razão de me culpar.

— O Edward o que? — ela franziu o cenho.

Emmett soltou uma maldição em sua respiração, mas contou a ela sobre o que tinha acontecido no corredor. Rosalie agitou a cabeça.

— Isso é uma idiotice! Eu vou falar com o meu irmão, isso não é culpa sua, Emmett.

— Nem sua, Rosalie. Você sabe disso, certo?

Fugindo de sua pergunta, Rosalie fechou os olhos.

— Rosalie...

Antes que ele pudesse continuar, Esme e Carlisle e entraram no quarto.

— Pensei que vocês tivessem me escutado e ido embora. — Rosalie disse para os pais, olhou para Emmett rapidamente e voltou os olhos aos pais, fazendo-o entender que aquele assunto estava encerrado.

— Não vamos te deixar sozinha, querida. — Esme disse com um sorriso carinhoso no rosto. — Comemos na lanchonete do hospital. Quando o Edward voltar, vamos em casa apenas pra tomar banho, nos trocar e voltamos.

— Mãe, eu já disse que estou bem.

— Eu sei, querida. — se aproximou da cama e pegou a mão da filha entre as suas. — Mas eu preciso estar perto de você agora, tenha um pouco de paciência com a sua velha mãe, ok?

— Como se a senhora fosse velha. — Rosalie sorriu sem querer discutir.

Insistia que seus pais fossem embora apenas porque não queria que eles ficassem cansados demais, já tinha passado a noite divididos em uma poltrona e sofá pequeno que devia ser desconfortável. Conhecendo seus pais, mal deviam ter dormido – sua mãe descontrolada de preocupação e seu pai tendo que ser forte para acalmá-la; agora estavam tomando um café ridiculamente caro da lanchonete que nem devia ser tão bom e lanches provavelmente requentados – seu pai algum salgado que fez sua mãe reclamar que devia escolher algo saudável e sua mãe algum sanduíche natural que comeu reclamando que não era fresco. Mas estava feliz que eles escolheram ficar com ela, por mais que estivesse com vergonha da situação em que estava, de encarar seus pais e saber que ele olhavam as consequências de suas escolhas, sua vergonha, não queria ficar sozinha, queria fechar os olhos sentindo as mãos de sua mãe correndo por seu cabelo lentamente e dormir com o conforto do carinho materno, nunca seria velha demais para isso.

— Que bom que você voltou, Emmett, podemos agora resolver essa situação, queremos saber o que devemos fazer agora.

— Pai...

— Rosalie, já conversamos sobre isso.

— Eu sei, mas não precisamos usar o irmão da Bella. — disse mortificada.

— Não vamos usar, vamos pagar pelo serviço dele.

— Não vão não. — Emmett disse firme. — Esse é um trabalho que farei com prazer. Com o boletim de ocorrência que abrimos ontem, posso pedir uma ordem de restrição contra o Royce. É pouco, mas é por onde começamos para garantir que ele vá preso, além da acusação de agressão e a tentativa de homicídio.

Ordem de restrição, agressão, tentativa de homicídio. Rosalie fechou os olhos. E pensar que um dia ele teve medo de outra palavra: divórcio. Seria cômico se não fosse trágico como as coisas podem fugir de seu controle quanto mais você tenta controlá-las.

Respirou fundo sentindo a mão de sua mãe acariciar a sua, dando-lhe o apoio que precisava para abrir os olhos e dizer:

— Será que você pode dar entada nos papéis de divórcio também, por favor? — pediu com a voz trêmula.

— Claro. — Emmett disse sem emoção.

Como advogado já tinha cuidado de mais casos de divórcio do que desejava, já tinha visto casamentos acabando em situações ruins, muito ruins, mas jamais imaginaria que o de Rosalie acabaria daquele jeito. Sempre pensou que acabaria quando Rosalie percebesse que não era feliz, Royce não era o suficiente e ela merecia mais.

Imaginou tanta coisa. Teve momentos em que imaginou Rosalie lhe contando que tinha pedido o divórcio. Em suas fantasias mais loucas e esperançosas, ela dizia que iria se divorciar, pedia para que fosse seu advogado e então se jogava em seus braços para que pudessem fazer amor por horas até que ele conhecesse cada curva do corpo dela, até que os dois desabassem abraçados cama, exaustos, suados e tão satisfeitos que o sorriso continuaria em seus rostos mesmo quando dormissem. Em suas fantasias mais simples e realistas, era Bella quem lhe contaria que Rosalie tinha pedido do divórcio de Royce. De qualquer maneira, ele ficava feliz com o resultado. Muito feliz. Abriria um champanhe mesmo que fosse beber sozinho. Mas a realidade daquele momento não era parecido com nada que jamais tinha imaginado.

Rosalie estava lhe pedindo para fosse seu advogado de divórcio, mas estava em uma cama de hospital coberta por muito mais do que ferimentos, estava coberta de vergonha e a autoimposta humilhação por se sentir culpada, parecendo tão vulnerável e perdida que fazia seu coração doer.

Quando desejou que Rosalie se divorciasse, não desejava que fosse daquela maneira. Queria ela solteira, mas não daquele jeito. Preferia que ela continuasse casada e feliz com outra pessoa do que tê-la lhe encarando com o rosto cheio de dor e lágrimas.