Eles ficaram em silêncio naquela posição por quase um minuto, então Edward se virou e a abraçou direito – com o rosto dela em seu peito e os braços ao redor de seu corpo, ele deixou o rosto nos cabelos dela e a apertou contra seu peito – e assim ficaram mais algum tempo, apenas se confortando em silêncio.

— Me desculpa. — ela sussurrou.

— Está tudo bem, você não precisa se desculpar.

Bella se afastou um pouco e ergueu o rosto para ele.

— Não estou falando como sua funcionária e sobre o nosso trabalho, mas como sua namorada e pela situação com o seu melhor amigo. Eu não queria que... Isso tivesse acontecido e é minha culpa.

— Não é sua culpa, o que o Jasper te disse foi errado, ele passou dos limites e precisava ouvir que eu disse.

— Eu sei, mas eu estava tão furiosa que acabei fazendo uma cena, eu podia ter lidado com isso de outra forma, em privado ou sem te envolver, eu...

— Isso sim seria errado, você manter segredos de mim, ainda mais desse tipo que me envolve, mesmo que não seja fácil prefiro que você seja sincera, nada disso é a sua culpa. — ele beijou sua testa. — E não adianta mais ficar pensando em como podíamos ter lidado com a situação, não foi agradável, mas aconteceu e não podemos fazer nada sobre isso agora.

— Você não se arrepende? — perguntou hesitante.

— De que?

— De ter me deixado entrar na sua vida, talvez...

— Não ouse dizer isso. — Edward a interrompeu com firmeza, olhando em seus olhos com seriedade e tomou o rosto dela entre as mãos. — Eu estou chateado agora pelo que aconteceu, mas eu nunca estive tão feliz na minha vida e isso tudo é por sua causa, eu não mudaria nada.

— Eu... — ela parou tomando uma respiração profunda e ergueu os olhos para o teto, tentando não chorar e sorriu ao voltar a olhá-lo. — Eu estou feliz também.

— Então você e eu podemos lidar com o resto.

Ele beijou sua boca com suavidade e doçura, selando aquela promessa.

— Humm. — ela separou suas bocas. — E você estava falando sério sobre o que disse pro Jasper?

Edward franziu cenho, confuso sobre o que ela falava, mas então sorriu ao entender.

— Demais. Nós estamos construindo nossa história e não vou deixar ninguém atrapalhar isso porque eu estou apaixonado por você, Isabella.

Bella sorriu e uma lágrima desceu por seu rosto, mas dessa vez, apenas de felicidade.

— Eu estava com tanto medo de estar tendo sentimentos por você muito rápido.

— Comecei a me apaixonar por você no momento em que te beijei, Isabella, não há nada rápido sobre isso.

— Eu também amo você, Edward.

— Uau... — Edward suspirou surpreso com uma risada nervosa. — Eu nunca disse isso dessa maneira pra ninguém e nunca escutei também, não pensei que fosse tão bom. Você pode dizer isso de novo?

— Se você disser também...

— Posso fazer isso. — Edward riu. — Eu amo você, Bella.

— E eu amo você, Edward.

— Porra, você acabou de criar um monstro e eu vou encher o teu saco o tempo inteiro pra te ouvir dizer isso.

Bella gargalhou.

— Eu posso fazer isso também.

— Bom. Eu amo você. — beijou sua boca. — Porra, eu amo você, Isabella.

–

Edward não falou com mais ninguém naquela noite, apenas seus pais. Após todos os funcionários deixarem o lugar e Bella ir a cozinha se certificar de que estava tudo organizado para fecharem e irem embora, os dois foram até o filho se certificar de que estava tudo bem então se despediram.

Ele apagou a luz do escritório e o trancou, então apagou a luz do salão principal e foi à cozinha buscar Bella pra que fosse para seu apartamento, tudo que mais queria naquele momento era entrar em sua bolha particular com ela e esquecer que o resto do mundo existia.

— Bella? — a chamou na cozinha.

— Aqui.

Edward sorriu e foi até ela na dispensa.

— O que você está fazendo aqui?

— Só vim guardar umas coisas que a Siobhan deixou aqui em cima porque não sabia exatamente onde queria que eu colocasse. — ela terminou de empurrar uma caixa para o fundo da prateleira e se virou. — Seus pais já foram?

— Sim, e eu já tranquei tudo e apaguei as luzes, podemos ir.

— Então vamos. — Bella ergueu uma sobrancelha. — O que? Por que você está sorrindo assim?

— Assim como?

— Como se estivesse pensando em coisas erradas.

Edward riu.

— Nada errado, algo muito certo, na verdade. — ele se aproximou dela, pousando as mãos em sua cintura. — Se lembra da última vez que estivemos aqui? Esse chão... — colocando o rosto na curva do pescoço dela, ele a beijou suavemente. — Não fizemos nada porque o restaurante estava cheio, mas agora... — ele subiu beijando até sua orelha e sussurrou: — Estamos sozinhos.

Um arrepio percorreu o corpo dela. Ele estava sugerindo que transassem ali, no meio da dispensa. Aquilo era errado? Não parecia errado se ninguém poderia pegá-los no meio do ato. E não parecia errado enquanto a boca dele percorria seu pescoço e o lóbulo de sua orelha, em um golpe baixo.

— Você é terrível. — ela gemeu com os olhos fechados.

— Talvez, mas você gosta. Não gosta?

— Humm... Sim.

Edward riu e ergueu a cabeça, admirando seu rosto corado. Beijou-a suavemente e pegou a base de seu vestido, ergueu e o tirou por sua cabeça.

Não usava sutiã com o vestido, seus pequenos mamilos estavam enrijecidos e enrugados, enquanto usava apenas uma pequena calcinha rendada vermelha e seus saltos pretos, cada pedaço gritando – foda-me.

— Você é tão linda, Bella. — sussurrou, lhe fazendo sorrir. Estava indo para lhe beijar quando se lembrou de uma coisa. — Preciso de um minuto.

— O que?

— Me espera aqui. Vou levar isso comigo pra garantir que você não está indo a lugar nenhum. — ergueu o vestido em sua mão e saiu da dispensa.

— Edward! O que você... Porra!

Mesmo estando sozinha, cobriu os seios com as mãos e o esperou, se perguntando onde ele tinha ido, mas ele não demorou a voltar com outro pano em mãos. Ele lhe entregou seu vestido e então abriu o pano que segurava, era uma enorme toalha de mesa que ele estendeu no chão. Bella sorriu.

— Boa ideia.

— Sou cheio delas. Como por exemplo, você manter esses sapatos.

Ela ergueu uma sobrancelha.

— Será que estamos no meio da realização de um fetiche seu?

— Nenhum em particular, na verdade. — ele se aproximou e agarrou a nuca dela. — Mas você está quente pra caralho neles, me pedindo pra te foder assim.

— Você está vestido demais. — Bella reclamou.

Sorriu divertido antes de beijá-la, uma primeira carícia suave que se tornou em um beijo profundo no momento em que ela abriu a boca, dominando-a completamente. A mão livre parou sobre seu seio lhe apertando em concha antes de deslizar pela lateral de seu corpo, para a parte interna de sua coxa e acariciou suavemente seu sexo sobre a calcinha. Provocador.

Ele parou o beijo mordendo seu lábio inferior e a olhou nos olhos.

— Deita ali. — Edward mandou enquanto abria os botões da própria camisa.

Bella o obedeceu com cuidado para não tropeçar e se envergonhar no meio daquele momento. Ajoelhou-se primeiro antes de se virar para sentar e deitou, sem tirar os olhos dele.

Ele não estava tentando fazer um espetáculo enquanto se despia, era algo natural. Quando se tinha beleza e sexualidade à flor da pele como ele, mesmo sem intenção, tudo virava um espetáculo sensual. A camisa saiu expondo seu corpo duro e tatuado, então ele se livrou dos sapatos e meias, e por último abriu o cinto da calça para tirá-la também. A boxer preta que ficou não parecia confortável naquele momento, se esticando para controlar sua ereção crescente.

— Continua me olhando assim e eu vou comer você, Coisa Doce.

Ela sorriu maliciosa e mordeu o canto do lábio inferior, então lentamente flexionou os joelhos, pousou as solas do sapato no chão e afastou suas coxas.

— Um convite. — Edward sorriu. — Tudo que eu precisava.

Ele se ajoelhou entre suas pernas e colocou os dedos sob as laterais de sua calcinha, deslizando-a coxa abaixo. Bella ergueu os quadris para lhe ajudar e ergueu as pernas para ajudá-lo a tirar completamente.

Segurando seu tornozelo, ele beijou seu pé e foi beijando sua perna até sua coxa, abaixou-a e se inclinou sobre ela, pousando uma mão de cada lado de sua cabeça, posicionando sua ereção sobre sua boceta e esfregando contra ela, com os finos tecidos os separando. Bella soltou um pequeno gemido.

Então um novo gemido quando a boca dele desceu para o seu pescoço e fez o caminho de beijos por seu colo. Se apoiando no chão com apenas uma mão, usou a outra para segurar o seio dela, sua língua umedeceu o mamilo antes que o sugasse mais duro – e outro gemido.

Depois de fazer o mesmo no outro, ele desceu beijando cuidadosamente sua barriga até o seu sexo. Ele se ajeitou, as mãos firmes seguravam suas coxas e mantinham suas pernas afastadas, ele desceu beijando a parte interna de sua coxa até sua virilha.

O primeiro toque da língua sobre a carne úmida de sua boceta a fez respirar fundo, arfando sobre um gemido.

Edward lambeu todo seu clitóris e ao redor com generosidade para depois, com a boca completamente em sua boceta, chupá-la com a pressão certa para fazê-la se arquear ligeiramente com um alto gemido.

— Mmmm... — a lambeu lentamente algumas vezes. — Você é tão gostosa, uma coisinha doce que eu podia comer pra sempre sem me cansar.

— Edward. — Bella gemeu agarrando os cabelos dele e se arqueou novamente quando ele chupou mais duro. — Deus! Ohhh... Porra, sua boca...

Edward ergueu os olhos para ela, mantendo a boca em sua boceta.

Ela podia ver como tinha diversão em seus olhos, desfrutando suas reações, mas ela não podia evitar, nem para segurar o ego dele, o homem tinha realmente uma boca talentosa. Empurrava a língua na fenda de sua boceta e então lambia o caminho acima, rondando seu clitóris antes de chupá-lo.

Quando dois dedos lhe penetraram enquanto a língua continuava o trabalho em seu clitóris, Bella gemeu arrastadamente e soltou uma mão do cabelo dele para agarrar o próprio seio, beliscando o mamilo.

Quando se sentiu tão perto de gozar que não aguentava mais, fechou os olhos e empurrou o quadril contra a boca dele, agradecendo que ele aumentou a velocidade de seus dedos e a pressão de sua boca, então gritou um gemido quando pareceu explodir em faíscas para todos os lados.

Ele continuou a lamber lentamente, apenas acariciando, acalmando sua carne pulsante.

— Já falei o quanto você é gostosa? — ele perguntou com boca tão próxima que podia sentir sua respiração quente entre suas pernas.

Bella riu suavemente e abriu os olhos.

— Sim, mas eu gosto de ouvir.

Edward lambeu os lábios e se ergueu, voltando a ficar sobre ela, apoiando as mãos no chão para não sobrecarrega-la com seu peso.

— Você é a coisinha mais gostosa que eu já comi. — disse olhando em seus olhos e lambeu seu lábio inferior. — Agora você pode sentir seu próprio gostoso.

— Eu não sei se isso foi sexy ou nojento, Edward. — ela riu, mas lambeu o lábio inferior.

Ele riu junto e a lambeu novamente antes de beijá-la.

— Hum... — Bella parou o beijo. — Nós vamos subir agora?

— Oh não, eu ainda não acabei com você aqui, docinho.

Saiu de cima dela com agilidade e foi para o chão, deitando ao seu lado. Tirou a própria cueca e Bella sorriu com o quanto seu pênis estava duro.

— Vem por cima, não quero te machucar no chão. — ele mandou.

Bella passou a perna sobre o corpo dele e se escarranchou sobre seu quadril com os joelhos no chão, colocou o pênis dele pra cima, deitado sobre seu estômago e abaixou sua boceta sobre ele, acariciando sua extensão com sua carne quente e molhada.

Edward prendeu a respiração com um gemido.

— Não faz isso.

— O que? — ergueu uma sobrancelha, fingindo inocência, deslizando o quadril pra frente e pra trás lentamente. — Isso? Você não é o único que sabe provocar, Cullen.

— Sua coisinha traiçoeira. — ele deu um tapa estalado em sua bunda.

Bella riu e se ergueu, apoiando uma mão sobre o peitoral dele para ter equilíbrio e com a outra pegou seu pênis, o guiando dentro de sua boceta. Quando o encaixou bem, passando sua glande, ela apoiou as duas mãos em seu peito e sentou lentamente até que o tivesse completamente dentro de seu corpo.

Fechando os olhos para curtir a sensação que amava, ela se levantou e sentou novamente com sua bunda tocando as coxas dele. Se sentia tão bem. Edward arfou um palavrão e agarrou sua cintura.

Ela abriu os olhos e encontrou os dele. Bella ganhou confiança pelos gemidos dele e a maneira que seus olhos brilhavam quase selvagem, ardendo com o mesmo desejo que a queimava.

Manteve o ritmo lento nos primeiros movimentos, acostumando seu corpo a recebê-lo e a se movimentar, então aumentou a velocidade gradativamente. Batendo a bunda em sua coxa a cada vez que se abaixava em seu pau.

Talvez seus joelhos ou suas pernas ficassem doloridos pela posição – seu joelho contra o chão e as pernas dobradas –, mas naquele momento, ela não podia se importar menos. Ela o montou durou, freneticamente, empurrando seu corpo e o dele a mais um orgasmo, mas dessa vez, juntos.

Os dedos dele se afundaram em sua cintura enquanto as próprias unhas, mesmo que curtas, arranhavam seu peitoral.

Seus corpos ardiam com uma fina camada de suor brilhando em suas peles quentes, enquanto no ambiente fechado da dispensa seus gemidos e palavras rosnadas ou praguejadas pareciam ecoar.

— Porra, isso é tão bom. — Edward rosnou. — Sua boceta apertando meu pau e seus peitos pulando desse jeito, você montando meu pau é uma visão que vou precisar mais vezes.

— Eu gosto disso também. — ela disse ofegante, sem parar de cavalga-lo. — E eu amo quando você fala sujo comigo.

Edward esticou a mão e tocou seu clitóris, esfregando, meio que desajeitadamente pelos movimentos que seu quadril. Bella gritou.

— Você está perto? — ela perguntou. — Eu tô perto...

— Eu também. Você me desmonta muito rápido.

Bella sorriu divertidamente e se inclinou, rebolando o quadril.

— Isso é bom. — e o beijou. Ele agarrou sua bunda e empurrou o quadril para cima, investindo contra ela, aumentando seu prazer.

Ela voltou a se erguer apenas quando estava tão perto que parecia não aguentar mais, era agonizante. Aumentou a velocidade e seus gemidos cresceram junto com a sua respiração ofegante.

Gritou o nome dele e afundou as unhas em seu peito enquanto parava, tendo o corpo agitado pelo o orgasmo, sua boceta se apertando freneticamente no pau dele, enquanto mais e mais faíscas – aquelas que sempre quis ver e agora via com frequência – voavam ao seu redor. Logo depois Edward se desfez junto, empurrando o quadril pra cima, soltando seus jatos quentes dentro dela.

Com os olhos fechados e sorrindo, ela voltou a se inclinar, deitando em seu peito com o rosto em seu pescoço.

— Você vai acabar me matando, mulher. — Edward brincou a fazendo rir.

— Então vamos morrer juntos porque estou perto disso também. Eu só preciso de um minuto e vou sair de cima de você.

— Não, eu amo isso. — abraçou sua cintura. — Quero ficar dentro de você.

— Não quero te machucar.

— Olha o seu tamanho, por favor. — zombou. — Você está com fome? Quer que pegue algo pra você comer?

— Não, estou bem por enquanto.

— Então vamos ficar assim um pouco e subimos.

— Tudo bem, então nós podemos aproveitar esse tempo para conversar.

— Sobre o que você quer falar?

— Suas tatuagens, conte-me sobre elas.

— Essa grande — falou da tatuagem de seu ombro. — eu fui, basicamente, a tela do Eleazar e da Kate. Eu sempre quis fazer tatuagens, mas não sabia o que exatamente, eu sempre quis representar em mim de maneira permanente a minha família e as coisas que eu valorizo, mas sem me tatuar completamente, então, quando meu pai teve um cardíaco, eu pedi pros dois fazer um projeto que representasse tudo de um jeito harmonioso e eles fizeram essa maori.

Bella se ergueu para ficar sentada sobre seu quadril, com ele ainda dentro de seu corpo, pra olhar sua tatuagem.

Sabia sobre a história do ataque cardíaco de Carlisle que aconteceu há dez anos quando Edward assumiu o controle do Cullen’s, ele tinha lhe contado sobre a história no lugar desde a época de seus avós.

— Por que essa exatamente depois disso?

— Eu não sei. — ele olhou a tatuagem. — Eu estava tão cheio de problemas na cabeça, o problema com o meu pai, os problemas financeiros do bar, eu só queria algo pra me tirar um pouco disso, então como é uma tatuagem muito detalhada foi feita aos poucos então era bom tirar alguns momentos do meu dia pra isso, a dorzinha até ajudava a me distrair.

— Pelo menos está tudo bem agora, né? — Bella sorriu. Edward era tão obviamente apegado aos pais que ficava feliz que ele ainda os tivesse ao seu lado.

— Com certeza.

— Me explica ela.

— Aqui tem uma rosa dos ventos, que tem nela o símbolo de coragem, uma ampla visão da vida e no meio um olho maori que protege contra maus espíritos; basicamente, é sobre escolher um rumo, ir com garra e determinação sempre vigiado e protegido, desviado dos maus caminhos, então sempre teria sucesso e alegria. Eu precisava disso na época. — ele disse com o dedo sobre a tatuagem, apontando os detalhes. — Eu tenho um sol de boa sorte. Esse é um símbolo de três pessoas em um, que conecta minha mãe, meu pai e minha irmã. Esses dois olhos, chamam-se ‘Mata’ e ‘Lua’ representam antepassados, foi para representar meus avós sempre vigiando meu caminho. Aqui um símbolo de proteção a saúde, foi importante colocar isso pelo meu pai. Esses redemoinhos descendentes representam passado, presente e futuro, como futuro crescendo, mas o passado continua presente porque define quem eu sou. E ao redor é essa corrente, um símbolo infinito de proteção para todos que eu amo.

Bella observava tudo admirada, vendo-o apontar cada detalhe da tatuagem e a explicar.

— Isso é incrível, Eleazar e Kate fizeram um trabalho fantástico.

— Eu sei. — Edward sorriu. — Eles tiraram uma foto que usaram pra tudo, colocaram um pôster enorme pra colocar no estúdio deles, nos panfletos de divulgação, eu fui o modelo da propaganda e eu nem recebi por isso.

Bella riu.

— Conseguiram muitos clientes com isso?

— Claro que sim, eu fui um sucesso.

— Bem, e essa? — tocou o símbolo chinês no peito dele.

Edward gargalhou.

— Foi minha primeira tatuagem, onde eu e Jasper conhecemos o Eleazar. Eu tinha 21 anos e estava bêbado o suficiente pra achar que essa seria uma boa ideia.

— O que? Você fez isso bêbado?

— Sim. — ele continuou rindo.

— E o que significa?

— Jasper.

— O que?

— Jasper. — ele gargalhou. — E ele tem um símbolo chinês no peito dele que sou eu.

Bella ria mais do ataque de riso dele do que da tatuagem porque estava confusa, sem saber o que ele queria dizer.

— Foi no meu aniversário de 21 anos e eu estava finalmente livre pra beber.

— Você só bebeu com 21 anos? — ergueu uma sobrancelha.

— Não. — ele riu. — Mas aquele era o dia que eu podia beber oficialmente em um bar, não escondido no quarto do campus da faculdade. Ele é um ano mais velho então já tinha essa permissão então fomos comemorar a minha em um bar que eu sempre quis ir, era o mais agitado da cidade, fomos lá e comemoramos meu aniversário com uns amigos, nada de bolo ou comida apenas álcool. Deus, eu fiquei tão bêbado. — ele gargalhava ao se lembrar.

— Tá, e como acabou com uma tatuagem?

— No meio da madrugada o bar ia fechar porque era meio da semana então tivemos que ir embora, mas não estávamos prontos pra encerrar a noite ainda, então fomos dar uma volta na cidade e a gente mal conseguia andar, falando merda e rindo alto, bebendo cervejas que tínhamos comprado no bar pra beber no caminho, então paramos na frente de um estúdio de tatuagem vagabundo da cidade, que era bem próximo ao bar e eu fiquei olhando então sugeri ao Jasper que fizéssemos uma tatuagem. E o filho da puta ao invés de me controlar, me apoiou e foi o primeiro a entrar no lugar. Eleazar era tão jovem quanto à gente, um magrelo cheio de piercings, lápis de olho e roupa de couro com tachas. — riu. — E não se opôs a tatuar dois estudantes bêbados contanto que pagássemos. Olhamos o catálogo e ao invés disso resolvemos ser originais e tatuar algo em chinês porque tínhamos comido uma ótima comida chinesa no almoço. — Edward gargalhou. — Deus, essa história é tão ridícula.

— Não é não, amor, comer comida chinesa é um ótimo motivo pra tatuar um símbolo chinês no corpo. — ela zombou rindo.

— Eu estava bêbado, mereço um desconto.

— Claro.

— Tá, então quando decidimos o símbolo chinês, eu entrei na vibe de bêbado que faz declarações de amor e amizade, eu comecei a dizer que o Jasper era meu melhor amigo pra sempre, meu irmão, que o amava, que ia carrega-lo no meu peito pra sempre de todas as formas, no coração na pele, então pedi pro Eleazar escrever Jasper em chinês, Eleazar disse que o Jasper até chorou. — Edward gargalhou novamente. — E acabou tatuando Edward no peito dele.

— Você jura não está zoando com a minha cara?

— Bem que eu gostaria.

Bella gargalhou.

— Essa é a melhor história de tatuagem da vida.

— Não, não é. Sabe o que é acordar dolorido com uma tatuagem no peito sem nem saber o que significa? Eu e Jasper acordamos tatuados sem nos lembrar de nada de tão forte que foi o porre, ele só sabia rir e eu estava meio desesperado porque podia estar escrito no meu peito “coma meu rabo” e eu nunca saberia por que não sei ler chinês. Sorte que encontramos a nota fiscal do estúdio na calça do Jasper, fomos até lá e o Eleazar se lembrou de nós, até disse que fomos os clientes mais engraçados que já teve, então contou toda a história e a tatuagem, tudo que eu te contei foi me contado pelo Eleazar.

Bella ria quase até as lágrimas.

— Essa história só fica melhor e melhor. Oh meu deus. Ai minha barriga.

— Eu estou te sentindo rir no meu pau.

Ela respirou fundo pra se acalmar.

— Você e o Jasper devem ter muitas histórias desse tipo junto, né?

— Sim, o bastante pra que ele acabe com a minha imagem na frente dos nossos futuros filhos. — Edward suspirou nostálgico.

— E é exatamente por isso que vocês vão se acertar em breve.

— Sim, eu espero que sim.

— Tenho certeza que sim, ele te ama demais pra te deixar ir.

Bella se inclinou e beijou seus lábios suavemente.

— Vamos subir, comer algo e então começar um novo round.

— Será que podemos pedir comida chinesa? — ela zombou e então gargalhou.

–

Os dois estavam deitados cama, abraçados em concha com um cobertor sobre eles.

Bella acariciava o braço dele sobre sua cintura lentamente, sentindo os pelos sob seus dedos e o peito contra suas costas, quase prontos para adormecer.

— Você falou sobre filhos. — Bella comentou de surpresa, rompendo o silencio.

— O que?

— Lá em baixo, você falou sobre Jasper acabar com a sua imagem dos nossos futuros filhos.

— E ele realmente pode fazer isso. — riu suavemente.

— Mas... Nossos filhos?

— Você não pensa em ter filhos? — ele perguntou tenso e receoso.

— Sim, claro, adoraria ser mãe. — com a sua resposta, ela o sentiu relaxar novamente. — Eu só não pensei que você planejava também, ainda mais comigo.

— Eu planejo tudo com você, Bella. Essa coisa de me apaixonar envolve o pacote completo. Casar, comprar uma casar, ter filhos, talvez um cachorro pras crianças, ser feliz como os meus pais, essas coisas clichês, eu sou careta.

Bella sorriu.

— Eu gosto que você seja careta.

— Bom, porque você terá que ser careta comigo porque em breve vamos começar a colocar esse plano em ação.

— Como assim?

— Você terá que se casar comigo, Isabella.

— Mas eu acabei de romper um noivado e...

— Para de falar como se seu noivado tivesse acabado ontem, Bella, isso foi há semanas e todos já superaram, eu não tenho nada a ver com a história e não vou sofrer por isso, quero casar com você e isso não vai me impedir.

— É melhor atravessarmos essa ponte quando chegarmos lá.

— Se isso te faz se sentir melhor, tudo bem, mas isso não vai mudar minha mente.

— Claro que não. — riu. — E por que comprar uma casa? Você tem esse apartamento.

— Isso é uma caixa de solteiro, como diz minha mãe, mas também funciona para um casal, mas não para um casal com filhos, ainda mais se for mais de dois.

— Mais de dois?

— Nós dois sabemos como ter um irmão é bom, você se imaginaria sem o Emmett?

— Não, mas...

— E eu não me imaginaria sem Rose, não podemos privar nossos filhos disso, Isabella, tenha um coração! — ele disse exageradamente dramático, fazendo-a rir.

— Eu não disse que teria um filho único, claro que ele terá um irmão, mas não sei nada sobre isso de mais de dois.

— Pelo menos três, vou te convencer disso, mas acho que você está certa, vamos atravessar essa ponte quando chegarmos lá.

Bella riu.

— Claro.

. . .

Suas mãos tremiam e seus olhos lacrimejavam enquanto a raiva lhe dominava. Não era assim que as coisas deviam ser e sabia de quem era a culpa de tudo. Desde que ela entrara em suas vidas tudo tinha mudado e pra pior, mas aquela tinha sido a gota d’água, estava tudo destruído por culpa dela, precisava fazer alguma coisa – por ele. Se ela não queria se afastar por bem, então teria que dar um jeito definitivo com as próprias mãos, tirá-la de seu caminho e tudo voltaria a ser como era antes. Sim, como era antes. Como era antes.

Notas finais
Antepenúltimo capítulo dessa fase e chegamos a mil comentários vcs sao demais muito obrigada mesmo, de coração. Respondendo algumas duvidas basicas: as proximas fases vao ser postadas aqui mesmo, fica mais facil pra todo mundo; e nada muda drasticamente, ainda vai rolar Beward - Edward é um cara careta e precisa realizar algumas metas da vida dele (como puderam ver acima), vcs vao acompanhar o desenvolvimento do relacionamento dele, só uso o termo "nova fase" porque eles vao estar bem resolvidos e vivendo uma nova fase da vida deles, enquanto isso será resolvido o relacionamento da Leah e depois o da Rosalie; e as proximas fases provavelmente serão mais curtas; sim, é possível que eu coloque uma Alice nessa história, Jasper precisa de alguém que o coloque nos eixos, mas no final dessa fase vcs vao entender porque será só no futuro. Acho que é só isso? Foram as duvida mais frequentes. Qualquer outra pergunta deixem nos reviews e eu respondo. (To atrasada nos reviews, mas vou responder varios capitulos todos pra compensar - nao se assustem quando brotar nas atualizações que eu respondi ok? haha). - Agora o capítulo... Espero que tenham gostado. E esse final... Tudo se conecta e leva a isso. Deem seus palpites e até o próximo, bjsbjs s22 (pra quem sente falta das notas enormes, até que essa ficou grandinha né?)