You & Me
26 Km :: 24
Notas iniciais
A primeira coisa que Edward fez ao voltar ao seu escritório no restaurante foi contar a Jasper a novidade. E ele não disse nada e nem expressou reação, apenas deu um gole no copo de uísque que tinha em mãos.
— E então? — Edward o incentivou.
— O que?
— O que você tem a dizer?
Jasper deu ombros e deu outro gole.
— Você já almoçou para estar bebendo tão cedo? — Edward o provocou, sentado atrás de sua mesa.
— Comi alguma coisa com a Rose. Separei ai em cima os cheques que você precisa assinar antes de depositar e o Luke ligou para confirmar que a Lucy vem com ele, os dois vão cantar juntos hoje à noite.
— Bom. Acho que vou começar a te dar um salário, Jasper, você é a melhor secretária que eu já tive. — Edward a cabeça pra olhar o amigo. — E a mais sexy também.
— Um caso com o meu chefe, que clichê. — Jasper abriu um sorriso malicioso, balançando o gelo dentro do copo. — Mas eu gosto de clichês.
Edward gargalhou.
— Claro que sim. Para de beber, ok? Não quero você bêbado antes das onze, no mínimo.
— Isso é apenas uma esquenta, você sabe que eu tenho uma resistência a álcool, é preciso muito mais que esse copinho pra me deixar bêbado, ao contrário de você ontem, né? — ele terminou a bebida em um gole só, sem hesitar ou fazer careta.
— Eu sei. Obrigado por ontem, aposto que você me ajudou mais do que eu me lembro.
— Algo assim, você não é exatamente um bêbado fácil. — ironizou.
— Eu sei — Edward riu. — Eu me lembro da minha mãe reclamando sobre isso.
— Você tem certeza sobre isso, Edward?
— O que?
— Namoro. Isso é uma coisa séria, você sabe né? Ontem você chegou aqui bem chateado com essa situação e agora vocês estão namorando? O que mudou tão rápido?
— Nada mudou, só esclarecemos as coisas e entramos em um acordo sobre o que queremos. Eu nunca tive mais certeza sobre algo na minha vida como isso. Eu tenho sentimentos por ela, Jas, eu quero a Bella. E se pra isso eu preciso entrar nessa coisa séria de namoro e toda essa merda que eu nunca fiz, bem, que seja.
Jasper parecia surpreso com o seu pequeno discurso, mas Edward entendia, era a primeira vez em toda a sua vida que ele falava sobre ter sentimentos e ficar sério com alguém, até ele mesmo estava surpreso.
— Uau — Jasper respirou fundo e soltou o ar, sorrindo. — Estou surpreso, mas se isso é o que você quer então tudo bem. Você sabe que é o melhor amigo, sempre vou apoiar suas decisões, estou com você até o final.
— Obrigado, irmão. Sabe Jasper — Edward apoiou o cotovelo na mesa. — Às vezes me surpreende como alguém que diz esse tipo de coisa pode ser tão contra relacionamentos sérios.
— Quem disse que eu sou contra relacionamentos sérios?
— Bem, você nunca teve um, então isso me parece uma pista. — ironizou.
— Isso não quer dizer que eu sou contra relacionamentos sérios, só que eu não tenho sorte para achá-los. Sou contra crianças, não relacionamentos, por isso nunca desisto de encontrar um. — disse teatralmente. — Continuo procurando por ai incansavelmente.
— Em camas alheias?
— Não, em camas alheias eu busco o consolo pela falha na busca por algo sério.
Edward gargalhou.
— Você é descarado demais pra ser real.
— Eu sou real porque ninguém jamais seria criativo suficiente pra imaginar alguém como eu, companheiro. — rindo, Jasper saiu da sala e deixou o amigo rindo também.
.
No início da noite tudo estava pronto e o resto da equipe do restaurante começou a chegar. Jasper se despediu rapidamente de todos antes de sair – iria se arrumar e buscar Kate antes de voltar; então Edward, Bella e Rosalie subiram ao apartamento dele para se trocarem também – “as vantagens de ser namorada e irmã do dono do local”, Rosalie brincou.
Rosalie foi com sua bolsa para o quarto de hospedes tomar banho enquanto o casal foi para o principal.
Edward foi direto para o banheiro enquanto Bella colocava sua bolsa na cama e tirava suas coisas de dentro, separando o que usaria.
— Bella, vem logo ou vou começar sem você! — ele gritou do banheiro.
— O banho ou outra coisa?!
— Os dois!
Bella riu e quando foi para o banheiro, ele realmente já tinha começado o banho, estava nu sob o chuveiro.
Ele passou a mão no rosto, tirando a água dos olhos, e sorriu.
— Tira a sua roupa e vem, tem espaço para mais um.
Sem hesitar, se despediu e entrou no box – apenas porque Rosalie tinha um secador de cabelo na bolsa então poderia usá-lo e não descer com o cabelo molhado.
Edward pegou sua mão e lhe puxou, passando o braço ao redor de sua cintura, fazendo-a sentir cada centímetro de seu corpo molhado e duro contra o seu.
— Senti falta do seu corpo, Coisa Doce. — disse antes de lhe beijar.
Sorrindo, ela retribuiu o beijo.
— Do que você rindo? — ele perguntou em sua boca.
— Nada, só estou sendo boba. — ela riu.
— Diz.
— É a nossa primeira vez como namorados.
— Porra, verdade. Eu nem tinha pensado nisso, não podemos fazer isso aqui, desse jeito rápido e...
— Não ouse. — ela o interrompeu e agarrou sua ereção, apertando aos dedos ao seu redor. — Rápido pode ser tão bom quanto lento, nós somos bons em qualquer velocidade.
— Deus, eu definitivamente namoro a melhor pessoa do mundo.
Bella riu assentindo.
— Sim, você teve sorte. — se erguendo na ponta dos pés, ela voltou a beijá-lo enquanto começava a masturbá-lo lentamente.
O gemido dele em sua boca a incentivou a colocar mais pressão em sua mão. A boca dele cuidava bem da sua, abriu os olhos e esticou a mão livre para trás dele, então fechou o chuveiro; quando a água parou, ele abriu os olhos e soltou sua boca, confuso.
— Podemos economizar água enquanto cuido de você.
Com um sorriso malicioso, Bella se ajoelhou na frente dele.
Era incrível como ainda se surpreendia com o quanto o homem era bem feito e grande, era com certeza um prazer chupá-lo. Bombeou seu pênis mais duas vezes antes de enrolar os lábios apenas sobre a cabeça e girar a língua ao redor, sorvendo seu pré-sêmen, sugou ao redor e mais do liquido salgado pousou em sua língua. Edward ergueu o rosto para o teto e fechou os olhos quando a boca dela começou a descer em seu pau, quente e molhada com a pequena língua pressionando suas veias – era bom pra caralho.
Quando tinha cada centímetro em sua boca, a coisinha provocadora parou e desceu à mão suas bolas, subiu a boca chupando forte enquanto as mãos as massageavam.
— Ohhh... Foda. — Edward se contraiu e o gemido mesclado a um rosnado saiu involuntariamente sua boca. Olhou para baixo e os olhos dela estavam erguidos, inundados de prazer e diversão. — Porra, Bella.
Ela tirou a boca de seu pau com um ‘pop’ molhado e o segurou com uma mão, enquanto a outra permanecia em suas bolas.
— Acredito que você gosta disso, certo?
— Sua maldita provocadora.
Bella riu e voltou a tomá-lo com a boca até o final.
— Foda. — ele gemeu.
Edward juntou todo o cabelo dela e o segurou com apenas uma mão, tendo uma visão ainda melhor de sua boca, enrolada tão perfeitamente ao redor de seu pau. Sua cabeça ia para cima e para baixo, seus lábios deslizavam e sua língua quente provocava sua carne a cada movimento, mantendo pressão de sucção do tempo todo, o fazendo gemer descaradamente e rosnar palavrões, ainda mais quando sua mão ajudava o trabalho masturbando e a outra massageava e apertava suas bolas.
Bella ergueu seu pênis e o masturbou para cima quando colocou a boca em suas bolas, lambendo.
— Mais forte, bebê, mais forte. — ele pediu ofegante e ela o obedeceu. — Isso... Porra, isso...
Chupou suas bolas e o fez gemer alto, então voltou a chupar seu pau enquanto a mão apertava a bola.
Edward fechou os dedos nos cabelos dela e assumiu o ritmo, empurrando sua cabeça para baixo e para cima algumas vezes, então a manteve a cabeça dela parada e empurrou o quadril contra seu rosto, fodendo sua boca.
— Sim, me deixa foder sua boca, assim... — ele disse com a voz tão rouca pela excitação que parecia um rosnado.
Bella usou as duas mãos pra se segurar nas coxas dele e ergueu os olhos, enquanto ele usava sua boca. Ela só podia respirar pelo nariz e sentir um pouco da saliva escorrer por seu queixo, mas porra, como gostava daquilo. Deixou apenas uma mão na coxa dele e usou a outra para tocar sua boceta, que já estava encharcada.
— Porra, olha como você gosta disso. — Edward sorriu arrogantemente. — Você gosta disso, não é, Bella? Gosta do meu pau na boca?
Ela gemeu e murmurou algo impossível de entender. Satisfeito, ele empurrou até o fundo e ela tentou murmurar novamente.
— Isso, Bella, se masturba com o meu pau na sua boca. Quero que você goze quando eu gozar na sua boca.
Seu clitóris se sentia inchado e naquela posição se projetava ainda mais para fora, estava hipersensível, mas ela o esfregou com os dedos, sentindo as ondas de prazer apertar seu corpo enquanto sua boceta se contraia no vazio, parecendo invejar sua boca.
Edward diminuiu a velocidade dos movimentos e a deixou sugar enquanto puxava o quadril para trás e então empurrava para frente, contra seu rosto. Quando ele aumentou a velocidade novamente, ela fez o mesmo com os dedos, gemendo alto mesmo que fosse tudo abafado pelo pau dele.
— Isso, Bella... Eu tô vindo, tô perto... Diga-me que está perto também... Porra...
— Mmmmm... Mmm... Mmmm!
— Tão gostosa sua boca, bebê. Combina com você, tão doce e quente... Isso... Eu tô vindo... Porra, Bella, eu vou... Gozar...
Edward se perdeu no meio dos próprios múrmuros e gemidos quando gozou, segurou firme o cabelo dela com o pau no fundo de sua boca.
— Porra... Foda-se... — gemendo a cada jato, gemendo a cada vez que a sentia engolir ao redor de seu pau. E então veio o gemido dela abafado por seu pau e os dedos da mão em sua coxa se afundaram em sua pele, enquanto ela rebolava nos próprios dedos. Aquilo era quente pra caralho, aquela mulher seria sua morte. — Santa merda, Isabella.
A boca cheia com o pênis dele e a mão entre as próprias pernas, ela não se mexeu. De olhos fechados, permaneceu naquela posição enquanto sua respiração ofegante se acalmava.
Soltou o cabelo dela e saiu e sua boca, então pegou suas mãos e a ajudou a se levantar. Ela parecia mole e se apoiou em seu corpo.
— Você está bem? — sussurrou divertido.
— Ótima. — riu. — Apenas com uma deliciosa moleza pós-orgasmo, queria que pudéssemos deitar na sua cama, dormir um pouco e acordar para um segundo round.
— Gosto do seu modo de pensar, Coisa Doce. — beijou os cabelos dela, rindo. — E nós definitivamente teremos um segundo round hoje mais tarde.
— Só um segundo?
— Com certeza não. Planejo uma noite com, no mínimo, uns cinco rounds.
Bella riu e ergueu sua cabeça.
— Gosto do seu modo de pensar também.
–
Rosalie terminava de se arrumar no quarto de hóspedes. Tinha levado o secador de cabelo para o quarto do irmão, para que Bella usasse, mas o deixou na cama e saiu correndo assim que ouviu o primeiro gemido vindo do banheiro.
Eles tinham bastante intimidade e era acostumada a ter conversas sobre sexo – não que realmente quisesse, mas você não podia ficar perto de Jasper sem ter passado por uma porção dessas conversas e seus pais sempre promoveram a política do diálogo aberto –, mas ainda assim, escutar o sexo de seu irmão era um pouco demais até pra ela. Não, obrigada. Volto para o quarto e terminou de se arrumar.
Seu vestido era vermelho na parte do top com detalhes floridos em renda sobre o tecido do forro – bem ajustado em suas curvas e com bojo interno que sustentava seus seios sem que precisasse de um sutiã, o que ela gostava porque o vestido era de alças finas –, já na parte da saia, ele era preto e mais solto, com pregas suaves logo abaixo do vermelho, indo até o meio de suas coxas.
Sempre lutou contra a insegurança por seu peso e por não ter o corpo das garotas das revistas de moda, então gostava de usar roupas que destacassem as partes que mais gostava de si mesma, por isso gostou de como o vestido ficou em seu corpo, parecia lhe dar mais cintura e deixava seus seios em destaque no decote ao invés de seus quadris largos.
No espelho, ela arrumou os cabelos, prendendo-os parcialmente enquanto na parte solta fez baby-liss até deixar os cachos com aparência natural. Fez olhos de gato com o delineador e passou máscara nos cílios, corou suas altas maçãs do rosto com blush e batom vermelho fosco nos lábios. Quando brincos de pérolas brilhavam em suas orelhas e pulseiras vermelhas ornamentavam seus pulsos, ela sentou na cama para calçar as altas sandálias preta que iam até seu tornozelo com tiras e deixavam as pontas de seus dedos de fora, com as unhas vermelhas brilhando neles. Um pouco de perfume e estava pronta.
Talvez um pouco exagerada, mas aquela ocasião merecia, além de um evento no restaurante, provavelmente comemorariam o namoro do irmão com a Bella, seus pais estariam ali, até Royce disse que viria, então tinha motivos para querer estar impecável. Sorrindo, ela se certificou de não ter batom nos dentes, pegou seu celular e foi para a sala.
De longe ela conseguiu ver que tinha louça suja na pia de seu irmão e precisou de muita força para ignorar seu impulso de ir lavar, secar e organizar tudo, então sentou no sofá para esperar o casal.
Dois minutos depois de passar por todos os canais de televisão e parar no Discovery Home & Helth, um de seus canais favoritos, onde passava um programa sobre nascimentos de bebês, ela ligou para Royce – que só atendeu no sexto toque.
— O que?
— Só liguei pra saber se você está bem e se já está vindo.
— Indo pra onde, Rosalie?
— Royce, eu te falei do...
— Estou brincando, relaxa. — ele riu. — Não sei por que você não pode colocar uma maldita torta numa caixa e me trazer...
— Royce...
— Eu te disse que vou, o que eu não faço pra fazer minha esposinha feliz, pelo menos ai tem álcool a vontade pra ajudar a aguentar sua família.
— Royce, por favor...
Ele a interrompeu com uma gargalhada.
— Deus, Rosalie, onde está seu senso de humor? Estou apenas brincando, querida, estarei ai em breve. Comporte-se, eu te amo. — e desligou.
. . .
Leah estava tentando. Deus era sua testemunha, ela estava tentando com todas as suas forças, mas aquilo parecia tortura.
O maldito vestido de bandage que Sam tinha lhe dado estava colado a cada centímetro de seu corpo como uma segunda pele. Ela tinha a sorte de ter um metabolismo rápido e gostar de fazer atividade física, então mesmo que começasse como um estivador acabava queimando todas as calorias rapidamente e continuava com seu corpo magro e firme, mas não era feminina suficiente. Era alta demais, seus ombros eram largos, seus seios eram pequenos, não tinha um quadril arredondando ou cintura fina, se sentia quadrada, podia citar vários problemas e mesmo com tudo isso, ela estava bem com quem era. Mas estava bem com quem era nas próprias roupas, não naquele vestido. Aquele vestido era maravilhoso, mas não nela. Na Bella ele ficaria perfeito, na Kate ficaria maravilhoso, na Carmen ficaria de parar o trânsito, mas nela parecia errado.
O vestido sem mangas parecia deixar seus ombros ainda mais largos e o profundo decote em V deixava óbvio que não tinha seios fartos. Ele descia reto por sua barriga, seu traseiro parecia normal, mas então ele se esticava em suas coxas, que pareciam grandes e masculinas demais naquele momento. O maldito vestido parava no meio de suas coxas e fazia suas pernas parecer ter quilômetros de cumprimento.
Seu cabelo era liso demais e não tinha paciência pra tentar fazer cachos ou qualquer coisa diferente, apenas o penteou e jogou a maior parte para um lado. Usou o pouco que sabia sobre se maquiar para marcar seus olhos com preto, passar uma sombra cor de bronze e iluminar o canto com um tom prateado, com muito rímel e gloss ela finalizou, então colocou as joias que Sam tinha lhe dado. E isso ela tinha que confessar, eram lindas e pareciam caras demais, só podia imaginar o tanto de peças novas para sua moto que podia comprar com o dinheiro daquilo.
Se olhando no espelho, ela viu outra pessoa. Ela parecia ser a Leah na versão que o Sam sempre quis, feminina e elegante, mas não confortável. Estava o mais longe possível de estar confortável, sentia-se deslocada e até ridícula.
E isso porque ainda faltavam os sapatos, mas dos sapatos ela tinha gostado, mesmo que fosse um salto ridiculamente alto e que provavelmente não compraria para si mesma, conseguia se virar com eles por ser do tipo que ela gostava, bem fechado e preto. Mas com o salto ficou ainda pior, estava gigantesca.
Começou a rir ao perceber o quanto devia estar parecendo um homem tentando parecer uma mulher, parecia um travesti. E até um travesti conseguiria parecer mais graciosas do que ela.
Quando a campainha tocou, ela pensou em correr pra abrir a porta, mas lembrou-se que se caísse daquele salto acabaria quebrando o tornozelo ou o pescoço.
Pegou a pequena bolsa que Sam tinha lhe dado e que dentro só cabia seu celular, chaves, um documento, um cartão de crédito, algum dinheiro para caso de emergência e um pacotinho de Trident, a bolsa devia ter custado o preço de uma puta de luxo e mal cabia a camisinha pra comer essa puta, que maldito exagero, então foi atender a porta.
Quando abriu a porta, Sam deu um passo para trás e suspirou exageradamente, como se estivesse vendo a própria Beyoncé nua na sua frente.
Leah não pode evitar o sorriso, foi a primeira vez que ele a olhou daquele jeito e a fez se sentir bonita, ela se sentiu especial – e gostou muito daquela sensação.
— Você está... Maravilhosa, Lee-lee. — Sam a elogiou sorrindo. — Eu sabia que por baixo de tudo aquilo existia uma dama.
— Só pra deixar claro, você está me elogiando, certo? — ela ironizou.
— Você sabe que sim, Lee-lee. Vamos ficar bem hoje, por favor. É uma noite especial pra mim e só quero aproveitar do seu lado, tudo bem? — Sam disse suavemente e lhe ofereceu sua mão.
Com um suspiro, ela assentiu e pegou sua mão.
O amado Bentley dele estava estacionado na frente do prédio, ele abriu a porta pra que ela entrasse e fechou. Mas Leah não se iludia, esse não era um gesto de cavalheirismo e sim preocupação com o carro, porque sabia que ela bateria a porta, ele amava aquele carro mais do que qualquer outra coisa naquele mundo – mais até do que amava a ela, provavelmente.
Enquanto ele dirigia, Leah mandou uma mensagem para Kate avisando que faria o possível pra conseguir sair da festa de Sam cedo e ir para o Cullen’s; e quando guardou o celular na bolsa, ela pensou pela primeira vez em Jacob, se perguntando se ele estaria lá, mas afastou o pensamento.
Em pouco mais de trinta minutos estavam descendo a garagem subterrânea do luxuoso prédio de vinte e dois andares que iriam inaugurar naquela noite. Sam segurou sua mão e a levou para o elevador, então subiram para o primeiro andar e foram para o lobby.
— Sam! — uma pequena mulher comemorou quando o viu e se aproximou. Soltando a mão da namorada, Sam foi até ela e lhe abraçou. — Finalmente você está aqui! Os convidados já estão todos no salão de festa, você está atrasado.
— Mas estou aqui. — ele a soltou e ficou entre as duas. — Deixe-me lhe apresentar minha namorada. Essa é a Leah Clearwater. Leah, essa é Emily Young, a talentosa arquiteta responsável pelo projeto do prédio.
Emily era pequena e curvilínea, seu cabelo estava preso em um alto coque sem nenhum fio fora do lugar, maquiagem perfeita e um curto vestido cor-de-ameixa de um ombro só destacava seu corpo, ela mantinha um sorriso no rosto e uma postura altiva, exalando elegância e poder.
— A famosa Leah! — Emily disse com um grande sorriso e esticou o braço em sua direção. — É um imenso prazer lhe conhecer, ouvi falar muito sobre você.
— Ouviu? É uma pena que não posso dizer o mesmo, Sam nunca me falou nada sobre você. — olhou para o namorado com o cenho franzido antes de apertar a mão dela e sorriu. — Mas é um prazer te conhecer.
— Não? Assim eu fico chateada, Sam. — ela fez um beicinho e passou a mão no braço dele, antes de rir. — Mas eu entendo, esse foi um projeto enorme e passamos muitas horas trabalhando juntos então acabamos conversando bastante nas pausas e quando precisávamos de um tempo fora de toda a papelada, foi assim que fiquei sabendo você, Lee-lee — ela deu uma risadinha ao falar seu apelido. — Você trabalha num estúdio de tatuagem, certo?
— Sim, nada tão importante quanto ser arquiteta, é claro.
Sam lhe olhou de um jeito que ela não entendeu, estava apenas sendo educada. E talvez um pouco sarcástica. Mas só um pouco. Ele tinha que levar em consideração que podia ser muito pior, ainda mais por Leah não estar se sentindo confortável naquele lugar.
— Mas aposto que você é tão talentosa quanto eu e corajosa também, porque eu jamais teria coragem de ficar colocando piercings em pessoas. — ela riu novamente. — Vamos pegar uma taça de champanhe e entrar, temos muitos convidados para encontrar. Vem Leah, você fica comigo, vou te apresentar as mulheres e pessoas certas.
Leah nem teve tempo de responder, Emily enlaçou o braço ao seu e lhe arrastou para o elevador.
. . .
Bella tinha acabado de conversar com um casal que queria parabenizar a chefe do lugar após comerem uma torta com os filhos, quando viu Emmett entrar no Cullen’s, como sempre, atraindo olhares da multidão.
— Emm! — gritou acenando e ele sorriu quando a viu.
Ele passou entre as pessoas para lhe abraçar, a erguendo do chão com seu abraço de urso.
— Uau, isso aqui está lotado! Um sucesso total! Você é incrível, Baby-Sis!
Bella corou, sorrindo. Ainda estava se acostumando a lidar com os elogios, mas tinha que concordar, estava sendo um sucesso. O lugar já estava animado e agitado, e fora ainda tinham muitas pessoas fazendo fila e esperando para entrar. A música ao vivo rolava as alturas, com a dupla tocando vários instrumentos e fazendo covers de músicas de todos os estilos a pedido da plateia. As garçonetes iam de um lado para o outro anotando pedidos, carregando caixas com tortas, bandejas, pratos, bebidas. Seth, Carlisle e Rosalie ajudavam no balcão e no caixa, Edward ajudava na entrada, organização e se movimentava pelo lugar, falando com os clientes e solucionando qualquer problema de ultima hora, Esme ajudava na cozinha e Bella estava se dividindo entre a cozinha e andar pelo salão recebendo elogios. Apesar de todo o trabalho que estavam tendo, a noite estava saindo maravilhosa.
— Cadê o Jacob?
— Você não podia esperar que ele viesse depois do que aconteceu, né? — Emmett riu.
— Claro que sim! Essa é algo importante pra mim, esperava que ele estivesse aqui!
— Ele achou melhor não vir, não queria causar mais problemas entre você e o Edward. Aliás, como vocês estão?
Bella sorriu.
— Bem!
— Por esse sorriso eu diria que estão muito mais do que apenas bem, certo?
— Sim. — ela riu, corando novamente. — Estamos maravilhosamente bem, nós estamos namorando agora.
— Namorando? Tipo sério? — quando ela assentiu, Emmett gargalhou. — Eu disse que você era a pior pessoa para sexo casual.
— Idiota. — ela riu junto.
— E a Leah? Acho que seu plano acabou de ser destruído.
— Surgiu um problema com o namorado de ultima hora e ela não veio também, vai tentar chegar mais tarde, mas nada confirmado. Viu? Até nisso eles combinam. Mas os outros estão sentados lá na mesa, vamos.
Pegando a mão do irmão, ela o puxou para a mesa onde os outros estavam – Kate, Jasper, Carmen e Eleazar.
— Ei pãozinho sexy! — Kate o cumprimentou de onde estava sentada, acenando com os dedos enquanto segurava o canudo de seu drink entre os dentes, sorrindo sensualmente.
— Queria saber fazer essa cara de vagabunda que ela faz tão bem. — Carmen brincou.
— Quando se tem peitos saltando de um decote como você não é preciso fazer cara de vagabunda, Carms, isso já é suficiente. — Kate respondeu tirando o cabelo loiro do ombro e todos riram juntos.
— Bella! — Edward gritou do outro lado do salão, fazendo um gesto com a mão para que fosse até ele.
— Cuidem bem do meu irmão, está bem? Eu já volto.
— Oh sim, pode deixar que eu vou cuidar direitinho. — Kate garantiu maliciosamente e bateu no espaço vazio ao seu lado no banco. — Senta aqui, pãozinho sexy.
Bella apenas riu e foi até Edward. E ela mais uma vez foi parabenizada por alguns clientes e agradeceu corando, depois foram para o balcão.
— Você está sendo um sucesso, amor. — Edward disse sorrindo e a beijou.
— Nós estamos sendo um sucesso, foi um trabalho em equipe.
— Você é muito modesta, Bella. — ele parou olhando sobre o ombro dela na direção da porta. — Merda.
— O que?
— Royce.
— Onde? — ela olhou na mesma direção, procurando o tão famoso Royce.
— O de jaqueta couro preta e cabelo mais cumprido entrando agora.
— Onde... Oh. Agora eu entendo o fascínio da Rosalie por ele.
Edward franziu o cenho e voltou a encará-la.
— Como assim?
— O que? Ele é bonitinho.
— Não, ele não é.
— Você diz isso porque não gosta dele, mas é preciso confessar, ele é bonitinho. Essa coisa de jaqueta de couro e o cabelo caindo no rosto dá um ar de sexy astro do rock. — Bella gargalhou. — Para de me olhar como se você fosse vomitar, Edward, apenas comentei.
— Eu realmente estou me sentindo meio enjoada agora, então me desculpe se eu vomitar. Merda, eu não acredito que você acabou de dizer isso. Vamos até mudar de assunto, por favor.
— Exagerado. — ela ainda ria.
— Bem, então — Edward começou hesitante. — o Jacob não veio com o seu irmão?
— Ele achou melhor não vim pra não causar mais problemas.
— Bella, me desculpe...
— Shhh. — o calou com um beijo suave e passou os braços ao redor de seu pescoço. — Está tudo bem. Nós vamos falar com ele e eu quero dizer, eu e você vamos falar com ele e vocês vão se entender, porque vocês são parte da minha vida, apenas de formas diferentes, e eu quero que vocês se entendam. E eu não quero que você sinta que precisa ficar inseguro sempre que eu disser que estou com o Jake.
— Eu não vou, eu confio em você.
— Bom. — Bella sorriu. — Mas ainda assim você vai conversar com ele e até pedir desculpas por ter sido um idiota sem motivo.
— Eu tenho mesmo?
— Claro!
Edward riu.
— O que você não pede sorrindo que eu não faço chorando.
— Obrigada, amor, agora me beije.
— Sim, senhora. — sorrindo, ele a beijou profundamente dessa vez.
–
Apenas um amigo cumprimentando uma amiga, Emmett dizia a si mesmo enquanto caminhava para o balcão, apenas uma questão de educação. Afinal, tinha superado, então, o que mais seria? Apenas educação. É claro.
Mas perdeu o fôlego ao vê-la. Ela estava... Puta merda, não conseguia encontrar palavras para descrever o quanto ela estava maravilhosa e quente como inferno. E quando ela sorriu ao vê-lo, ele nem soube o que estava indo fazer lá.
Quando ela terminou de preparar duas bebidas e marcar a comanda de um cara, ele se afastou do balcão e Emmett pegou seu lugar, com Rosalie sorrindo na sua frente.
— Veio ver o sucesso da sua irmã? — ela perguntou animada.
— Sim! E pelo visto ela está se saindo bem.
— Maravilhosamente bem! E ficou sabendo das novidades?
— Sobre ela e o Edward estarem namorando sério agora?
— Sim! E já que você está sabendo, entra aqui que eu vou te apresentar a algumas pessoas.
— O que? — franziu.
— Vem, dá a volta e vem aqui. — mandou rindo e foi atender um cliente.
Ele obedeceu e entrou atrás do balcão, esperou que ela terminasse de preparar dois copos de vodcas com energético e marcar a comanda de um cliente. E ficou apreciando a vista que tinha ali.
O vestido que ela usava era curto e suas pernas eram um sonho, cheias e alongadas no salto, mesmo que ela fosse pequena de altura – mesmo no salto só chegava à altura de seu ombro. Parou de olhar para o traseiro dela ou acabaria com uma ereção vergonhosa, mas então ela se virou e teve novamente a visão de seus seios preenchendo espetacularmente o decote. Droga. Precisava de uma bebida gelada.
— Pai! — ela chamou o homem no caixa. — Pai!
— Só um minuto, Rose.
Emmett congelou por alguns segundos, estava indo pra conhecer os pais dela? Mas... Por quê?
O homem entregou uma notinha saída da máquina de cartão de crédito para o cliente e guardou uma cópia na gaveta, colocou a máquina de volta em baixo do balcão e se aproximou da filha.
— Esse é Emmett Swan. Emmett, esse é o meu pai, Carlisle Cullen.
— Swan? — Carlisle franziu o cenho.
— Sim, esse é o irmão da Bella. — Rosalie sorriu.
Ah sim, ele estava conhecendo os pais dela como “irmão da Bella”.
— É um prazer te conhecer, senhor.
— Não tem nenhum senhor aqui, por favor, eu sou apenas Carlisle, eu sou jovem! — animado, ele apertou sua mão enquanto Rose ria. — É o prazer meu.
— Tudo bem, jovem, volte ao trabalho porque agora vou apresentá-lo a mamãe.
— Oh, boa sorte, filho. — rindo, Carlisle voltou ao caixa e começou a falar com um cliente.
— Vem. — ela pegou sua mão e lhe puxou para a cozinha.
Mas naquele momento ele só conseguia pensar na mão dela na sua. A mão dela parecia muito pequena e frágil segurando a sua mão que era enorme, era quente e suave. Ele sorria involuntariamente, principalmente quando mesmo na cozinha ela não soltou sua mão. Não sabia se ela tinha percebido que ainda a segurava ou foi algo que passou despercebido, mas não disse nada, apenas aproveitou o pequeno momento – que devia ser o único toque que teria dela.
— Cadê minha mãe, Liam?
— Esme! — o ruivo que mexia algo em uma panela gritou, enquanto todos na cozinha pararam o que faziam para encará-los.
— Sim? Aqui estão as tortas.
A pequena mulher saiu do que parecia uma porta de aço fazendo anotações em uma prancheta que tinha em mãos e logo atrás veio dois homens carregando caixas rosa, que deviam ser de tortas.
Quando ergueu a cabeça da folha, ela sorriu. Emmett viu Rosalie no sorriso dela. As mesmas maçãs do rosto altas e rosto arredondado, a estatura pequena e corpo curvilíneo – mas Mama Cullen tinha as curvas mais suaves, ao contrário da filha. Mas Rosalie com certeza tinha puxado muito da mãe e envelheceria maravilhosamente bem.
— Quem é seu belo amigo? — Esme perguntou com um sorriso e tom sugestivos a filha. Emmett não pode deixar de sorrir.
— Esse é Emmett Swan, irmão da Bella.
— Oh. — por um segundo Emmett jurou ter visto decepção no rosto dela, mas logo foi substituído por um largo sorriso. — Olá, querido.
Deixando sua prancheta no balcão, ela se aproximou e lhe puxou para um abraço exuberante, só naquele momento soltou a mão de Rosalie. A mulher era pequena e ele teve que se abaixar um pouco para abraçá-la, mas ainda foi um gesto confortável e familiar, cheio de carinho.
— É um prazer te conhecer, querido. Eu apenas adoro sua irmã, tenho certeza que sentirei o mesmo por você. — ela disse afagando suas costas.
— Espero que sim, é um prazer conhecer a senhora também.
— Oh, por favor, não. — ela saiu de seu abraço, mas segurou seus braços. — Se quer que eu goste de você nem comece com essa história de senhora, por favor. Emmett riu, eles eram um casal perfeito.
— O papai disse a mesma coisa pra ele. — Rosalie explicou.
— Claro que disse. — Esme sorriu. — Não é a toa que somos um casal perfeito, somos jovens, somos da galerinha de vocês.
— Mãe, por favor.
Esme riu.
— Pedidos 43, 22 e 74! — uma garçonete gritou na porta.
— Saindo! — Esme respondeu. — Espero conversar um pouco mais quando as coisas ficarem mais calmas ou amanhã, ok? Assim como sua irmã.
— Eu realmente gostaria disso. — Emmett disse sorrindo.
— Olha o seu sorriso, eu já gosto de você, querido. Eu realmente gosto dele. — dando uma piscadinha e sorriso para a filha, ela se afastou, pegou sua prancheta e voltou ao trabalho.
Rindo, Rosalie foi a frente e Emmett a seguiu – se esforçando para manter seus olhos no alto.
— Você se acostuma aos meus pais. — Rosalie disse rindo, quando estavam fora da cozinha, atrás do balcão novamente.
— Eles parecem ótimos.
— E eles são. Eles são os melhores, não tem como colocar de outra maneira. Eles são apenas um pouco... Animados demais. — ela riu. — Eles peças únicas e às vezes você se pergunta se eles são reais, mas são genuínos e têm corações enormes, você acaba se acostumando e amando.
Emmett sorriu com o óbvio carinho na voz dela enquanto falava sobre os pais. Ele a tinha visto defender o irmão com unhas e dentes, agora falava sobre os pais com os olhos brilhando, claramente a família era algo muito importante para ela, e isso ele admirava profundamente.
— O que?
— O que o que? — ele piscou e franzindo o cenho.
— Por que você está me olhando desse jeito?
— Que jeito?
— Eu... — ela engoliu seco. — Eu não sei, assim, com esse sorriso.
— O jeito que você falou dos seus pais me fez sorrir, você ama sua família.
— Claro. — Rosalie sorriu.
— Eu admiro isso, família é algo muito importante.
— Muito. Bem... — ela engoliu seco novamente e lambeu os lábios, enquanto os olhos dele não saiam do seu rosto. — Você quer beber alguma coisa? Por conta da família. — tentou rir.
— Deus, você é linda. — ele suspirou como se desabafasse algo que não aguentava mais guardar para si mesmo. E era exatamente assim que se sentia.
— O que... — os pequenos olhos se alargaram de surpresa.
— Isso é algo que amigos dizem para amigos, certo?
— Emmett...
— Ok, eu sinto muito, mas eu precisava dizer isso. Você está muito linda, na verdade, você é linda e eu mal tô conseguindo manter meus pensamentos em ordem perto de você. E agora eu juro que não faço mais nenhum comentário e vou me comportar. E até aceito a bebida por conta da família.
Rosalie permaneceu em silêncio, mas ele percebeu o quanto sua respiração estava acelerada.
— Eu...
— Rosalie!
Ela saltou assustada ao som da voz masculina e se virou rapidamente para o balcão.
— Royce. — sua voz saiu tremula e insegura.
O marido, Emmett pensou observando seu concorrente, que estava do outro lado do balcão lhe encarando obviamente insatisfeito.
Concorrente? Não, Emmett, não há nenhum concorrente porque não há competição. Ela é casada. Casada. Ca-sa-da. Quem dera todo o resto de seu corpo fosse tão consciente e sensato como a voz de seu subconsciente.
Mas Emmett não se sentiu ameaçado por Royce. Se os dois já não tivesse um compromisso, ele com certeza não recuaria e mostraria a Rosalie que era melhor que Royce. Estava sendo arrogante e não podia se importar menos, o cara parecia um guitarrista frustrado e bêbado de uma banda falida de garagem.
— Oi amor, que bom que você chegou.
— Quem diabos é esse cara? — ele rosnou.
— Esse é Emmett. — ela olhou para trás e depois para o marido novamente. — É o irmão da Bella, a namorada do Edward. Emmett, esse é o meu marido, Royce.
— Bom te conhecer, cara. — Emmett disse se aproximando ao lado de Rosalie e esticou a mão sobre o balcão para ele. Royce a apertou.
— Claro. O que você está fazendo ai? Ajudando?
— Na verdade não, só estava conhecendo os pais da Rose e já estou saindo.
— Rose? — ele repetiu com desdém.
Seria errado provocá-lo?
— Sim, acho que posso chamá-la assim certo, Rose? — deu ênfase no apelido. — Somos amigos e quase da mesma família agora que nossos irmãos estão realmente namorando. — sorriu para ela.
Talvez errado, mas muito divertido.
— Será que podemos conversar... Rosalie?
— Claro. — ela sorriu nervosamente.
— Mas primeiro a bebida que você tinha me prometido, Rose. — Emmett sorriu divertido, mas resolveu parar ao ver o olhar nervoso dela. — Quero dizer, a bebida que você ofereceu me preparar porque a Kate está me esperando.
— Claro. O que você quer?
Depois de pegar sua bebida, Emmett agradeceu a Rosalie e disse “até uma próxima” para Royce, então voltou para a mesa do grupo. E Bella agora estava lá, sentada no colo de Edward, na ponta do banco, enquanto ele sentou na outra ponta, ao lado de Kate.
— Onde você estava? — ela perguntou, mexendo o drink vermelho que tinha em mãos com um canudo.
— Fui pegar uma bebida, aproveitei pra cumprimentar a Rosalie e ela me apresentou aos seus pais, Edward.
— Você conheceu a Esme e o Carlisle? Oh, isso é bom, eles são incríveis! — Bella disse animada e Edward beijou seu ombro, sorrindo.
— E eu também conheci o marido dela, Royce, um sujeito adorável. — ironizou e bebeu seu drink.
— Ô se é. — Edward riu.
— Queria ter visto essa cena, ele te falou alguma coisa? — Jasper perguntou.
— Não, só não pareceu muito feliz em me conhecer.
— Não é difícil entender o motivo, olha pra você e pra ele, uma mulher teria que ser louca pra escolher aquilo ao invés de você, pãozinho. — Kate disse.
— Obrigado, gatinha. — Emmett piscou sorrindo pra ela.
. . .
Agora Leah sabia o que era tortura de verdade e usar aquela roupa era fácil se comparado ao que tava passando naquele momento. Nunca se sentira tão deslocada e desconfortável em toda sua vida.
Sam lhe deixara com Emily e ela saiu lhe apresentando para as mulheres do lugar, a maioria esposa dos ricaços que estavam presentes, que dedicavam a vida a fazer compras, plásticas, passar horas em salões de beleza e então fazer alguma caridade pra não se sentirem tão culpadas sobre o próprio comportamento superficial e consumista. Mas Leah não se importava com isso, a vida era delas e se era assim que queriam viver que seja, o que lhe incomodava era como elas lhe olhavam por não querer fazer parte do “clubinho”, estavam lhe julgando e algumas até menosprezando porque trabalhava em um estúdio de tatuagem, não frequentava os mesmos círculos sociais delas e não se interessava pelas mesmas coisas que elas. Ficou bebericando sua taça de champanhe com suco de cranberry enquanto Emily conversava com elas, todas dando risinhos irritantes e falando sobre alguma festa de caridade que aconteceria no final de semana seguinte. Leah só queria correr para o bar, encontrar seus amigos e beber algo forte.
Depois de dizer às mulheres que iria lhe apresentar para outra pessoa e se afastaram, Emily voltou a segurar seu braço e sussurrou:
— Não ligue para elas, são um bando de mulheres fúteis que não entendem como uma mulher pode querer viver por conta própria ao invés de ser bancada por um marido rico. Eu mesma já passei pelos olhares que você passou agora, mas eu segui o jogo e agora tenho que aturá-las. — revirou os olhos.
— Por que você as atura?
— Porque os maridos dela assinam meu contracheque. — sorriu divertida. — Vamos voltar ao Sam.
Sam conversava com alguns homens de terno, todos bebendo uísque, quando elas se aproximaram.
— Voltei com a sua namorada, Sam. — Emily anunciou e ele se virou. — Olá senhores.
— Oi querida. — Sam se aproximou, beijou seus lábios suavemente e parou ao seu lado, passando o braço ao redor da cintura dela. — Senhores, essa é a minha namorada, Leah Clearwater.
Leah se sentiu como um inseto sendo analisado num microscópio. Todos os homens a olharam da cabeça aos pés, alguns até demorando em suas pernas, antes de voltarem para seu rosto e sorrirem – e outros não.
— É um prazer conhece-los, senhor. — mentiu com um sorriso cínico.
— Ora Sam, você não nos disse que namorava a Pocahontas. — um dos homens brincou e os outros riram.
— O que eu posso dizer? Sou um cara de sorte. — Sam sorriu apertando sua cintura.
— Claro que é sortudo, Leah é adorável e uma ótima companhia. — Emily disse sorrindo.
— Obrigada, Emily. Agora senhores, se vocês puderem me dar licença por um minuto...
— Aonde você vai? — Sam perguntou lhe segurando.
— Medo que sua garota ache alguém mais interessante, Samuel? — um deles zombou.
Sam permaneceu lhe encarando seriamente até lhe soltar e dar uma risadinha.
— Claro que não, eu me garoto.
E eles explodiram em gargalhadas.
— Todo o champanhe que estou tomando precisa sair de alguma forma, querido, eu vou apenas ao toilet. Com licença.
Os deixou rindo e foi para o banheiro, entregando a taça de champanhe para um garçom e se apressou para o banheiro. Um banheiro enorme e luxuoso que para seu alívio estava vazio.
Entrou em uma das cabines e se aliviou rapidamente, quando saiu, parou na frente da grande pia de mármore se olhando no grande espelho que cobria toda a parede. Lavou as mãos rapidamente e ficou se encarando. Ainda estava inteira, sua maquiagem e cabelo. E tinha uma teoria sobre isso – se você passa a noite com o cabelo no lugar e maquiagem intacta é porque não está se divertindo suficiente. E aquela era a verdade no momento, diversão nunca esteve tão longe dela.
Colocou a bolsa na pia e pegou seu celular, selecionando o numero de Kate na agenda e clicou para chamar.
— Minha vadia favorita! — Kate gritou e Leah pode ouvir todo o barulho do bar, como queria estar lá.
— Hey Kate, como estão às coisas ai?
— Estão ótimas! Isso aqui está pegando fogo, tem muita gente entrando e saindo, muita gente bonita, estou até tendo dificuldade de escolher quem vai ser o sortudo de sair comigo daqui hoje. — ela gargalhou. — E as tortas tão maravilhosas, eu já estou quase explodindo de tanto que já comi. Está tudo muito bom, amor, só falta você! Como estão as coisas ai com o babaca?
— Sorte sua. As coisas aqui estão... Entediantes. Eu tenho que ficar em pé nesse maldito salto, conversando com gente chata, aguentando piadinhas chatas e bebendo malditos champanhes com suco de cranberry porque o Sam não acha que será bom se eu beber algo mais forte, ele deve ter medo que eu saia dessa cinderela e vire uma abóbora se beber uísque e o faça passar vergonha. — riu sem humor. — Se eu beber mais uma taça dessa merda rosinha eu vou surtar. Eu fui chamada até de Pocahontas!
— Pocahontas? — Kate gargalhou. — Essa foi boa, sabe que você realmente se parece com ela.
— Vai se foder.
Kate riu novamente.
— Dê um jeito de sair daí o mais rápido possível que eu estou guardando uma boa garrafa de uísque pra você beber a vontade, não me importo se você virar uma abóbora, você é divertida bêbada, podemos passar vergonha juntas.
Leah sorriu.
— Obrigada, Kate.
— Me agradecer por querer beber com você? Garota, eu vivo pra esses momentos. Não! Jasper! Porra! Devolve o meu prato! Leah, amor, eu preciso desligar pra enfiar meu pé na bunda desse otário, me mande mensagem ou ligue quando estiver saindo daí, te amo!
Com um suspiro, Leah guardou o celular em sua bolsa novamente. Respirou fundo, arrumou seu vestido que se erguia um pouco a cada movimento que fazia ao andar e saiu do banheiro, pronta para mais tortura.
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