You & Me
22 Km :: 20
Notas iniciais
— Precisamos mesmo voltar? — Edward perguntou contra o ombro dela.
— Sim. — ela riu, acariciando o braço que estava sobre sua cintura.
— Mas eu gosto de onde estamos.
— Eu também.
E como gostava. Sentindo o peito dele contra suas costas e as pernas enlaçadas nas suas, enquanto o braço pousava em sua cintura e a boca acariciava seu ombro com beijos suaves. Seus braços formavam uma conchinha boa, não queria sair dali.
— Mas o nosso horário de almoço está acabando. — Bella lembrou.
— Eu sou o dono daquele maldito lugar.
— Mas eu não. Imagina se o meu chefe percebe que eu estou atrasada.
— Você pode chupá-lo até que ele se esqueça de qualquer outra coisa.
Bella gargalhou.
— Então, boquete é a resposta?
— Boquete é sempre a resposta.
Ainda rindo, ela se virou nos braços dele pra olhar em seu rosto.
— Você é incorrigível.
— É o que dizem.
— Mas sério, precisamos ir. Eu ainda tenho que falar com a Leah, lembra? E você disse que queria falar com a Rose.
Antes que ele pudesse responder, Bella o beijou, mas foi rápido, logo girou na cama para sair de seus braços e se levantar.
— Volta pra cá. — Edward rosnou batendo no colchão.
Ela apenas o ignorou rindo, recolhendo sua roupa espalhada pelo chão e ficou junto ao pé da cama para se vestir.
— Daqui a pouco a Rosalie vai embora e você não conseguiu conversar com ela, coloca uma roupa logo. — ela mandou vestindo sua calcinha.
— Isso se ela já não tiver ido, né? Ela está me evitando e acho que estou cansado de levar passa fora do tipo ‘cuide da sua própria vida’. — revirou os olhos.
— Você não pode desistir dela, é a sua irmã.
— Eu me lembro disso, eu só queria que ela se lembrasse disso também.
— Como assim? — franziu o cenho, fechando o botão de sua calça jeans e logo colocando o sutiã.
— Nós tínhamos uma relação como você tem com o Emmett, costumávamos ser próximos e falar sobre tudo, mas estamos nos afastando desde o Royce.
— Hum... — Bella assentiu colocando sua blusa.
— O que?
— Eu não falei nada.
— Mas aposto que esse ‘hum’ quer dizer alguma coisa, diz.
— Talvez se você não apertasse tanto essa tecla ‘Royce’ ela não sentisse a necessidade de se afastar de você.
— Do que você está falando?
— Imagino que deve ser difícil ficar perto de alguém que não respeita e apoia suas decisões.
— Que? — ele se sentou rapidamente. — Mas eu respeito e apoio as decisões dela!
— Não, você não o faz. — Bella sorriu irônica. — Eu nem conheço o Royce, mas você o faz parecer um merda total. Eu já vi a Rosalie pedir pra você parar, mas você continua com essa atitude.
— Não sou eu que o faço parecer um merda, ele é um merda.
— Está vendo? Não é surpresa que ela se afaste de você.
— É surpresa que ela escolha a ele ao invés de mim. — ele bufou.
— Agora você está soando como uma criança que foi contrariada e não pode lidar com isso.
— Não é isso, porra. É... — passou a mão nos cabelos, frustrado. — Você não entende exatamente porque não o conhece, mas iria entender se conhecesse.
— Edward, eu entendo que você queira proteger sua irmã. E eu realmente entendo, porque eu tenho um irmão e sei como é. Mas você não pode impedi-la de viver a própria vida por medo dos resultados, sua irmã fez a escolha dela e você não pode mudar isso, agora ela é responsável pelas próprias escolhas e as consequências delas. Agora ela não precisa de alguém que diga o tempo todo “você está fazendo isso errado”, agora ela precisa de alguém que diga “ei, não importa o que aconteça, eu estou com você”.
— É que... — Edward suspirou olhando para baixo e quando ergueu a cabeça, a dor era óbvia em seu rosto. — É difícil não poder fazer nada, ter que ficar assistindo minha irmãzinha ir direto a caminho de quebrar à cara.
— Eu sei. Se ele não for certo pra ela, em algum momento ela vai perceber isso, mesmo que seja com a cara quebrada, e por um fim nisso. Mas se ela não sentir o seu apoio agora, sabe o que vai acontecer? Se ela quebrar à cara não vai voltar pra você porque vai se sentir envergonhada demais pra isso.
— Envergonhada?
— Você vai ser a pessoa que esteve o tempo todo “não faz isso, não faz isso, não faz isso” e ela fez, ela vai sentir como se não pudesse voltar pra você em busca de proteção ou consolo sem ouvir um “eu te avisei”.
— Eu nunca faria isso!
— Ótimo, mas ela sabe disso?
Enquanto ele parecia refletir, Bella foi ao banheiro. Usou o vaso sanitário, se certificou de que sua maquiagem – basicamente o que usava nos olhos – não estava borrada por seu rosto, escovou os dentes com um pouco de pasta de dente no dedo e, depois de arrumar seus cabelos com os dedos, voltou ao quarto, onde Edward já estava em pé vestido em sua boxer.
Ele se aproximou com uma expressão séria, segurou carinhosamente seu rosto e a beijou, apenas mantendo seus lábios pressionados juntos.
Bella manteve os olhos fechados por alguns segundos depois que suas bocas se separaram e os abriu com um suspiro.
— Você, Isabella Swan, é uma mulher incrível. — Edward disse olhando em seus olhos.
— Sou? — deu um sorrisinho divertido. — E por que isso agora?
— Você me ajudou a ver as coisas de uma nova perspectiva, acho que eu precisava.
— Você é bem vindo. — Bella sorriu e se ergueu na ponta dos pés para beijá-lo, sorrindo sobre seus lábios. — Agora é hora de ir.
Ela riu do beicinho dele e beijou por cima, antes de dizer um até logo e sair do quarto.
Voltou primeiro ao restaurante enquanto ele ainda se arrumava e o movimento estava mais tranquilo, passada a agitação do almoço. Apenas alguns clientes comiam, as garçonetes limpavam as mesas vagas ou atendiam os clientes restantes e Rosalie estava organizando as coisas atrás do balcão. Já estava a caminho da cozinha quando escutou Jasper chamar seu nome.
Os dois estavam bem. Bella estava com medo de que ficaria um clima estranho entre os dois por causa do “pequeno incidente” noturno. Mas como Edward disse, Jasper jamais a deixaria desconfortável. Ele apareceu para almoçar no restaurante com um enorme sorriso no rosto e quando ela foi pra dizer alguma coisa, ele a calou com um pequeno beijo em sua bochecha e repetiu: “nós estamos totalmente bem”, então ela conseguiu lidar com a situação. Estavam bem.
Naquele momento, ele estava sentado onde ficavam com o grupo durante a noite e conversava com um homem mais velho, provavelmente na meia idade, bebendo o que pareciam ser Martines. O estranho usava um extravagante terno verde oliva e seus longos cabelos negros escorriam como um manto para trás, destacando sua testa larga.
Ela se aproximou deles com um sorriso e os dois se levantaram.
— Eu disse que ela voltaria. — Jasper disse sorrindo. — Aro, essa é a grande chef que faz as sobremesas do Cullen’s, Isabella Swan. Bella, esse é Aro Volturi, ele estava ansioso pra te conhecer.
— Senhorita Swan, é um prazer conhecer o grande talento por trás dessas maravilhosas sobremesas. — Aro disse com forte sotaque italiano.
— Apenas Bella, por favor. E obrigada, o prazer é meu. — sorriu ao oferecer a mão para Aro.
— Então me chame apenas de Aro, dolcezza. — segurando a mão dela, ele a beijou suavemente.
— E agora que eu fiz as devidas apresentações, deixarei que vocês conversem em particular. Gostaria de mais um drink, Aro?
— Estou bem, só vou querer a conta mesmo.
— Eu o convidei, eu pago. — Jasper piscou. — E você, Bella, quer beber alguma coisa?
— Não, mas você ainda vai me dar uma carona até a Leah?
— Claro, te espero no balcão, Coisa Doce.
— Eu não vou tomar muito o tempo dela. — Aro disse sorrindo.
— Fique a vontade, posso passar meu tempo conversando com a Rose.
Bella mal podendo acreditar que Jasper estava realmente flertando com aquele cara. O homem não tinha o mínimo controle e devia ser um tipo de flertador compulsivo obsessivo não diagnosticado pronto pra flertar com qualquer coisa que respirasse – e pudesse chupar seu pau –, será que existia reabilitação pra esse tipo de coisa? Controlou sua risada mantendo o sorriso no rosto.
E pelo sorriso divertido e malicioso no rosto dele, Jasper tinha entendido exatamente o que ela estava pensando, acenou antes de se afastar.
— O senhor gostaria de falar alguma coisa comigo? — Bella perguntou.
— Por favor, dolcezza, nada de ‘senhor’ ou ficarei ofendido. — deu uma risadinha. — Podemos nos sentar?
— Claro.
Ela sentou na ponta do banco e ele na outra, pegando a taça de Martini que ainda tinha na mesa.
— Isabella, um nome italiano, será que você tem alguma descendência na família?
— Não. — riu. — Eu só tinha pais muito apaixonados por comida italiana e pelo sonho de um dia conhecer a Itália.
— A Itália é um país belíssimo. Fácil pelo meu sotaque perceber que sou de lá, certo? — ele deu uma risada extravagante. — Estou aqui há mais de trinta anos e nunca consegui perdê-lo, mas tenho orgulho disso. Bella combina com você, em italiano significa bonita, linda, agradável, adjetivos que facilmente combina com você.
Bella ficou surpresa com os elogios e corou, colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha.
— Ah, obrigada.
— Apenas sendo sincero.
— Eu... Não quero soar rude, mas não acho que o senhor, eu quero dizer, que você — se corrigiu com uma risada. — tenha vindo falar comigo pra falar sobre o meu nome, certo? Será que podemos ir direto ao assunto?
— Direto ao ponto, exatamente como gosto de lidar com negócios, então vamos direto a ele. Eu fiquei muito impressionado com as suas sobremesas, Bella.
— Muito obrigada. — sorriu.
— Não sou um cliente desse lugar, pra falar a verdade, é a primeira vez que venho para essas bandas apesar de ter negócios em Seattle, mas tenho uma amiga que me contou sobre as sobremesas desse restaurante e como eram as melhores que ela já tinha experimentado. Não me leve a mal, mas fiquei muito cético a respeito, principalmente quando ela disse que eram, provavelmente, melhores do que as minhas então tive que vim tirar a prova.
— Desculpe, mas melhores que as suas? Você é confeiteiro ou algo do tipo?
— Não, na verdade, sou péssimo na cozinha. — Aro riu. — Mas sou muito bom de negócios. E melhores que as minhas quis dizer melhores do que as dos meus restaurantes. Eu sou dono do Volterra, talvez você possa conhecer.
Bella se sentiu engasgar no meio da própria respiração naquele momento. Talvez ela pudesse conhecer? Claro que ela conhecia! Volterra era uma cadeia de restaurantes especializados em comida italiana, mas como diferencial serviam outros tipos de comidas também, que começou na Itália e agora estava em pelo menos quatro países, com mais de cem filiais e ainda em expansão. Era o mais o conhecido e badalado restaurante italiano dos últimos tempos.
Ela sonhava com o dia em que iria conseguir uma reserva nesse restaurante, mas, ao que parecia, era mais fácil tem um dia frio no inferno do que uma pessoa normal, sem contatos ou muito dinheiro, conseguir uma mesa no Volterra.
E agora o dono desse restaurante estava na sua frente e elogiando sua comida. Naquele momento quase se beliscou pra ter certeza de que era verdade e não um sonho, nem sabia como responder.
— E agora que experimentei por mim mesmo devo confessar, é incrível. Eu comecei com uma torta, mas acabei no segundo pedaço e experimentando mais três pratos. — riu suavemente. — Um sozinho e outros dois com aquele seu amigo, Jasper, um rapaz agradável e muito convincente.
— É difícil recusar qualquer coisa a Jasper. — Bella riu.
— Exatamente. E eu estava indo embora, já que você não estava aqui, mas ele me convenceu a ficar e me fez experimentar outras sobremesas, que foram tão ou mais incríveis. Onde você aprendeu a cozinhar dessa maneira, dolcezza?
— Primeiro, obrigada, eu fico muito feliz que tenha gostado. E... Em casa, sozinha? Pegando receitas de livros e internet, tentando, errando e tentando de novo, algo assim.
— Você está brincando comigo. — ele parecia sinceramente espantado. — Nenhum curso? Nenhum auxilio com um chef de cozinha de verdade?
— Temo que não. — Bella riu. — Só aqui eu estou tendo contato com chefs de cozinha que me ensinaram um pouco sobre a rotina de um restaurante e como fazer receitas em grandes porções, mas fora a isso, foi tudo sozinha.
— Então, dolcezza, você tem mais do que um talento, você tem um dom. E eu estou muito interessado nele.
Era estranho o quanto algum tempo com Bella podia fazer em seu humor e Edward sentia como se nada pudesse estragar seu bom humor naquele momento.
Entrou no restaurante e segurou a porta para que um casal saísse, eles agradeceram e saíram sorrindo. Jasper estava sentado junto ao balcão conversando com Rosalie, que lavava alguns copos. Foi até ele, surpreso.
— Por que você ainda está aqui? — Edward perguntou batendo no ombro do amigo.
— Esperando a Bella, vou dar uma carona pra ela.
— Carona? — franziu o cenho.
— Até a Leah.
Jasper gargalhou quando seu rosto relaxou. Tinha se esquecido disso, quando Bella comentara que precisava falar com a Leah, Jasper se oferecera pra lhe dar uma carona.
— Não pareça tão aliviado, no caminho até posso convencê-la a ir para outro lugar comigo. — Jasper zombou.
— Imbecil. — com um tapa na cabeça dele, foi para a sua frente. — E cadê ela? Ainda na cozinha?
— Na verdade, não. Ela está ali.
Edward se virou para acompanhar o olhar de Jasper.
Se nada podia estragar seu humor, com certeza podia tentar atingir seu humor e fazer uma sensação estranha crescer em seu peito.
— Com quem ela está conversando?
— Aro Volturi.
Esperou alguns segundos que ele continuasse, mas Jasper parecia esperar que o nome significasse alguma coisa. Virou-se pra ele novamente, erguendo uma sobrancelha.
— Sério? E Volterra? Qual é, nem você pode ser assim tão desinformado.
— O restaurante?
— Exatamente. — Jasper respondeu. — Aquele falando com a Bella é o dono.
— Que? Por quê?
— No final do almoço ele pediu pra Bree chamar o gerente e eu fui falar com ele. — Rosalie disse. — Então ele pediu pra falar com o responsável pelas sobremesas, mas você e a Bella tinham saído, então o Jasper entrou em ação.
— Eu só coloquei meu charme em ação. — Jasper sorriu. — Ele falou que tinha gostado da sobremesa e que queria dar os cumprimentos ao chef pessoalmente, falei que a chef não estava, mas que já voltava. Quando ele disse que então ficava pra próxima, pedi outra sobremesa que ele precisava experimentar e começamos a conversar. É um sujeito agradável.
— Então ele é gay?
— Um pouco extravagante, com certeza. Mas gay? Não tenho tanta certeza disso.
Edward voltou a olhar Bella conversando com o homem, Aro. Estavam em pontas diferentes do banco, mas ainda pareciam estranhamente próximos. Ele falava sorrindo, enquanto ela sorria e respondia, rindo em alguns momentos.
— Eu vou lá ver o que esse cara quer com a Bella. — tentou soar o mais desinteressado possível, mas a gargalhada de Jasper mostrou que fez um péssimo trabalho.
— Oh Edward, você é uma decepção. — Rosalie disse dramaticamente. — Você nunca foi do tipo ciumento e agora me fez perder cinco dólares.
— Ela achou que você não se importaria, mas eu sei que algo sobre a Bella faz você agir diferente, então, estou cinco dólares mais rico.
— Porque você realmente precisa desse dinheiro. — sua irmã bufou, mas Jasper apenas lhe soprou um beijo. — Tenha um pouco de dignidade, deixa-a conversar e depois você pergunta o que ele queria.
— Não quero dignidade, quero saber o que aquele tipo quer com a Bella.
Rosalie e Jasper gargalharam juntos dessa vez. Edward nem podia recrimina-los, até pra si mesmo aquilo tinha soado como o resmungar de uma criança mimada ao ser contrariada.
Era uma pena não servirem qualquer drink com dignidade na mistura ou pediria que lhe servissem uma dose, então era melhor tentar ignorar. Talvez, ir fazer outra coisa.
Isso. Decidiu ir fazer outra coisa. Talvez checar o estoque? Ir à cozinha checar se estava bem? Ir ao escritório checar se tinha alguma ligação pra fazer?
Mas, quando se virou pra tentar ir para o escritório, sua atenção parou em Bella novamente e ali ficou. Suas pernas não pareciam lhe obedecer. Seu cérebro pareceu travar em uma única pergunta – o que aquele cara queria com sua Bella?
Sua? Quando começou a usar esse pronome possessivo para se referir a Bella?
Repensando toda a situação, já tinha pensado sobre Bella como sua – inclusive a tinha apresentado no bar como “minha Bella”, mas tinha sido antes e foi de um jeito diferente, não tinha pensando muito no que significava aquilo –, mas agora foi a primeira vez que aquilo soou diferente. Era como se... Quisesse realmente significar aquilo, como se precisasse deixar claro que ela era sua Bella.
— Olha o jeito que ele tá encarando os dois, você acha que ele vai atacar o cara?
— Ou talvez vá atacar a Bella e lhe foder no chão.
— Você é o pervertido, — Rose riu. — meu irmão não faria isso.
— Você está certa, acho que carregar a Bella sobre o ombro para o escritório e lhe foder em cima da mesa faz mais o estilo dele.
— Por que tudo acaba em sexo pra você, Jasper?
— Porque eu gosto de finais felizes.
Edward se virou novamente para os dois e eles riam juntos.
Queria mandá-los se foder ou dar um soco em Jasper – porque jamais bateria em sua irmã –, mas se controlou e voltou à atenção a Bella.
Os dois se levantaram juntos, ainda sorrindo. Mas o homem parecia ter um sorriso decepcionado no rosto – Edward gostou disso – então entregou um cartão ela. Bella pareceu agradecer com um aceno de cabeça, segurou o cartão com uma mão e estendeu a outra, que o homem pegou e beijou como um cavalheiro de filme antigo.
Edward não ficou para ver o resto, antes que eles começassem a andar foi rapidamente para a cozinha ainda escutando as risadas de Rosalie e Jasper. Era infantil, mas não queria ser apresentado ao cara e ao passar por ele talvez Bella achasse essa apresentação necessária.
— Precisando de alguma coisa, Edward? — Siobhan lhe perguntou erguendo a sobrancelha e um sorrisinho divertido.
— Não, eu só... — Edward passou a mão no cabelo. — Vim checar se está tudo bem aqui.
— Você parece mais é estar fugindo de alguém. — Liam zombou ao lado da esposa, que riu assim como as outras pessoas na cozinha.
— Esse é o meu maldito lugar, acho que eu tenho o direito de vir na cozinha checar se está tudo bem ou me esconder em paz, não é?
Os dois gargalharam. Edward começou a começou a questionar a própria moral naquele lugar.
Mas antes que fosse respondesse alguma coisa, Bella apareceu na porta.
— Pensei que o Jasper estivesse brincando, mas você realmente veio se esconder?— ela riu.
— Não estava me escondendo, eu estava... Indo checar a manteiga.
Bella gargalhou da piada interna.
— Oh sim, eu entendo, eu sei o quanto manteiga é importante.
— Exatamente.
— Acho que estamos perdendo alguma coisa aqui. — Liam disse pra esposa.
— Essa é a deixa pra vocês voltarem ao trabalho, vão. — Edward mandou.
Todos riram. Sim, estava realmente estava sem moral alguma.
— Eu só vim avisar que estou saindo com Jasper, ok? Agora faça uma boa checagem de manteiga. — ela zombou e saiu.
Edward se apressou atrás dela, conseguindo alcança-la antes que ela saísse de trás do balcão.
— Você não pode ir assim e sabe disso, Isabella.
Bella se virou, sorrindo.
— O que? — se fez de inocente antes de rir. — Do que você estava se escondendo?
— Eu não estava me escondendo.
— Manteiga?
— Sim, manteiga.
— Você é muito bobo. — Bella riu colocando os braços ao redor do pescoço dele. — Sério, o que aconteceu?
— Quem era aquele cara que você estava conversando?
— O Aro? Acabei de conhecê-lo, ele queria me conhecer pessoalmente pra elogiar minhas sobremesas.
— Eu entendo isso, são incríveis e merecem todos os elogios. — beijou a testa dela suavemente. — Então, mas ele demorou pra te elogiar, né?
— Eu não sei, ele só foi... Simpático? — Bella riu.
— E o que ele te entregou? — tentava soar desinteressado, esperava estar soando convincente ao invés de patético.
— Hum, era um cartão do restaurante dele. Ele era do Volterra, do restaurante, você pode imaginar isso? O dono do Volterra elogiando minhas sobremesas?— Bella riu. — Ele disse que o que eu faço é até melhor do que as coisas de servem no restaurante dele, eu... Isso foi bem divertido.
Ele não pode afastar a sensação de que ela escondia alguma coisa, mas ao mesmo tempo, mesmo que tentasse soar casual, a animação e orgulho na voz dela foram tão grandes que o fez até se sentir culpado por ser mesquinho e sentir qualquer coisa que não fosse felicidade pelo sucesso dela, então ele sorriu sinceramente.
— Você merece isso e eu aposto que são melhores mesmo, porque suas sobremesas são de longe as melhores coisas doces que eu já comi.
— É que você pode ser meio suspeito a falar.
— Então você quer total sinceridade? Suas sobremesas estão em segundo na lista. — aproximou a boca da orelha dela e sussurrou: — Porque o primeiro item da lista de melhor coisa doce que eu já comi é você.
Rindo, ela se sentiu corar e um arrepio percorrer seu corpo enquanto seu sexo se apertou pela simples lembrança.
— Eu preciso ir. — ela murmurou.
— Adoro quando você muda de assunto ou foge porque sabe que se continuar perto de mim vai acabar comigo entre suas pernas. — ele sussurrou mordiscando sua orelha.
— Maldito.
— Será que você está molhada agora? Coberta do seu creme doce que eu amo lamber? — como um lembrete, ele lambeu o lóbulo da sua orelha e um pouco do seu pescoço.
— Você joga sujo.
— Meu tipo favorito de jogo. — ele riu.
— Me solta, eu preciso ir antes que você acabe entre as minhas pernas.
— Podemos resolver isso rapidinho, vamos.
— Não. — ela empurrou suavemente e manteve as mãos pousadas em seu peito. — Você merece depois de me provocar desse jeito, vai ganhar só um beijo de até logo.
— Só um? Então você vai ter que caprichar muito nesse único beijo.
Bella riu e enrolou os braços ao redor do pescoço dele novamente quando o beijou.
. . .
A viagem no pequeno esportivo preto de Jasper até o estúdio de bodymodifications que Leah, Eleazar e Kate dividiam foi rápida porque não ficava muito longe do Cullen’s, na verdade, ficava no mesmo bairro.
Foram conversando sobre a história do lugar – Jasper conhecera Eleazar ao ir fazer sua tatuagem em um estúdio no centro da cidade, como precisou de algumas sessões por ser uma tatuagem grande entre as conversas acabaram se tornando amigos e quando sua tatuagem estava pronta, Jasper ofereceu a Eleazar um contrato de parceria, ele entraria com o dinheiro pra abrir o estúdio de tatuagem enquanto Eleazar com a mão de obra, contatos e clientes, assim nasceu o Fenix. Logo depois tinham Leah trabalhando junto e depois Kate, agora eles eram bem conhecidos e requisitados, tinha até uma lista de espera.
O estúdio era lindo por fora, com grandes portas de vidro e um grande letreiro escrito “Fenix” em letras cursivas imitando labaredas e uma fênix com uma longa cauda puxada sob as letras, tudo em uma cor alaranjada que imitava fogo.
O mais surpreendente foi quando, ao descerem do carro, Jasper apontou para o outro lado da rua e disse “Ali está o lugar da Carmen”. O grande e de aparência elegante salão de beleza – Mamacita. Jasper explicou que antes ela era cabelereira no salão no centro da cidade também e juntava dinheiro para o próprio lugar, então quando o dinheiro começou a entrar no estúdio de tatuagem, Eleazar deu o dinheiro pra que comprasse os próprios equipamentos e Jasper ajudou, comprou o prédio, alguns equipamentos e produtos que faltavam, assim ele se tornou sócio dela também.
Bella percebia que Jasper falava tudo sem dar muito importância, como se o que ele tinha feito não fosse grande coisa, mas era. Como todo negócio no começo, aqueles tinham muitas chances de dar errado e ele seria o maior prejudicado, perdendo todo o dinheiro investido, mas ainda assim investia nos sonhos de seus amigos.
— Foi muito legal o que você fez. — Bella disse.
— O que eu fiz? — ele franziu o cenho.
— Investir assim no negócio deles mesmo com os riscos.
— Não me pinte como um santo, Bella, eu não saio por ai investindo meu dinheiro em qualquer merda, só no que eu vejo potencial. Eleazar e Carmen tinham isso, tanto que agora eles têm muito sucesso e eu tive minha parcela no lucro, todos saíram vencendo.
— Mas você não tinha como saber que daria certo, aposto que você nem fez um estudo de mercado ou dos riscos, você apenas os incentivou a seguir em frente e colocou seu dinheiro nisso. Posso te conhecer há pouco tempo, mas eu posso te ver. Não quem você quer que o mundo veja, mas o verdadeiro Jasper.
Ele inclinou a cabeça para o lado, parecendo medir e analisar suas palavras com o cenho suavemente franzido.
— E o que você vê nesse verdadeiro Jasper? — ele perguntou cautelosamente.
— São peças que eu estou juntando aos poucos, então te conto quando terminar de montar esse quebra-cabeça que é você.
Novamente ele pareceu analisar sua frase e ela foi sorrindo a direção da porta do estúdio, com ele em seu encalço.
Por dentro o lugar era ainda mais bonito. Pareciam estar em uma sala de espera, muito bem iluminada com o chão quadriculado em preto e branco. Dois bancos retos de couro preto no meio paralelamente; uma das paredes laterais servia como uma vitrine de piercings, alargadores e outras coisas usadas em modificações corporais de todos os tipos, cores e materiais, enquanto a outra era coberta harmonicamente por quadros com lindas tatuagens coloridas de tipos diferentes, masculinas e femininas, mas todas mostrando o grande talento dos tatuadores do estúdio; perto disso também tinha uma pequena mesinha com cinco pastas catálogo, que ela supôs serem exemplos de tatuagens; um balcão preto e do lado uma porta aberta que devia levar para as outras áreas do estúdio.
Atrás do balcão estava uma jovem mulher de cabelos vermelhos jogado para o lado e raspado na outra lateral, usando um tomara-que-caia azul marinho que mostrava as duas estrelas tatuadas de seu ombro, piercing no nariz, lábio inferior e orelha; ela abriu um grande sorriso ao ver Jasper. Bella nem se sabia por que ainda se surpreendia com esse tipo de reação que ele causava.
— Jasper! — ela exclamou animada saindo de trás do balcão para abraçar Jasper.
— Minha linda Tix cada vez mais linda. — Jasper disse sorrindo e a abraçou de volta. — Tix, essa Bella, uma amiga. E Bella, essa é Tix, ela trabalha aqui na recepção.
— É um prazer. — Bella sorriu e elas trocaram um aperto de mão.
— O prazer é meu. Você veio para alguma tatuagem ou piercing? Não tem nada marcado pra agora, mas como amiga do Jasper...
— Não, ela veio aqui falar com a Leah, ela está ai?
— Sim, acabou de sair um cliente então ela deve estar esterilizando os materiais e limpando a sala, vou chamá-la.
A menina foi para a porta virando à direita, alguns segundos depois Leah apareceu com um sorriso surpreso no rosto. Estava de jeans escuro, um tênis Vans preto e uma camisa azul com laranja de Procurando Nemo sem mangas, enquanto seus cabelos estavam presos em um pequeno rabo de cavalo com fios menores que o elástico não conseguiu prender escapando ao redor de seu rosto e nuca.
— E essa é uma surpresa, o que vocês estão fazendo aqui?
— Eu estou apenas servindo de carona. — Jasper disse.
— Eu vim porque precisava conversar com você, Leah.
— Sobre o que você... — a morena piscou, entendendo rapidamente do que se tratava. — Porra, não. Se for sobre o que eu estou pensando, não quero falar sobre essa merda.
— Podemos apenas conversar, por favor?
— Bella...
— Leah, por favor. Por favor?
— Merda fodida, — ela bufou. — tudo bem, vamos.
— Darei a vocês algum tempo para o papo de menina e darei um oi a Mamacita. Sabe onde me encontrar quando terminar, Bella.
— Obrigada, Jas. —Bella sorriu.
— Estamos aqui para servir. — com uma pequena continência, ele saiu do estúdio.
E Bella seguiu Leah para o corredor. Era mais escuro que a entrada com várias portas apenas de um lado, elas foram para a no final do corredor à esquerda.
Era uma sala que devia servir como refeitório para eles; tinha uma mesa cumprida com vários lugares, uma pia, um armário junto à parede com um microondas no suporte ao lado e uma geladeira do outro lado.
— Senta aí. Quer uma cerveja? — ela ofereceu.
— Não, obrigada.
— Então — Leah começou depois de pegar uma garrafa de cerveja na geladeira e sentou em frente à Bella. — O que você quer falar?
— Jacob.
— Eu sabia. — revirou os olhos. — Não tenho nada pra falar sobre isso.
— Ele me contou o que aconteceu...
— Claro que ele ia atrás de você contar tudo, né? — disse sarcástica. — Ele te pediu pra ser a garota de recado? O que? Seu amigo quer saber se eu gosto dele?
— Não, foi exatamente o contrário. Ele me pediu que não tentasse te convencer a sair com ele porque isso ele podia fazer, — Bella não perdeu o sorrisinho que Leah tentou esconder bebendo sua cerveja, mas continuou: — tudo que ele queria era que eu deixasse nossa relação clara com você.
— Sua relação com ele está clara pra mim, ele é o seu ex-noivo.
— Sim, mas Leah, nós terminamos e...
— Ele é o seu ex-noivo.
— Leah...
— Escuta, Bella, eu sei que você tem boas intenções e eu agradeço, mas isso não muda as coisas, não muda quem eu sou. É como a porra do meu limite rígido, nada de ex de alguma amiga minha e eu te considero minha amiga.
Bella sorriu. Leah era uma pessoa doce, apenas demonstrava isso de uma maneira diferente, como uma torta de limão – pode não ser tão doce quanto uma de chocolate, mas ainda tem a leve doçura implícita.
— Nem se essa sua amiga te disser que está tudo bem? Eu não sei se você tem medo que Jacob e eu vamos resolver voltar de repente ou se ainda nos gostamos, mas eu posso te garantir que a resposta é não para as duas opções. Somos melhores amigos e isso não vai mudar, mas é apenas isso.
— Então quer dizer que está rolando uma rodinha de fofoca e eu não fui convidada? Estou ferida. — Kate disse exageradamente dramática na porta.
Bella sorriu para a loira que estava parada na porta. Kate usava uma longa saia cor de vinho com flores de vários tipos estampadas e uma blusa de alças cor de creme, com alguns colares em seu pescoço enquanto os longos fios claros e lisos pareciam brilhar sobre seu ombro, sorrindo com seu ar de hippie.
Kate se aproximou de Bella por trás e beijou sua bochecha.
— O que você está fazendo aqui?
— Eu vim falar com a Leah.
— Sobre o Jacob? Finalmente! Chuta o rabo dessa garota porque aparentemente ela está acostumada com o meu pé. — Kate ironizou caminhando para a geladeira.
— Leah? — Bella voltou a falar. — Será que você vai ao menos levar em consideração o que eu te falei? Jacob e eu somos apenas amigos, eu não me chateio que vocês fiquem, está tudo bem.
— Bella, eu... — Leah suspirou. — Eu não posso mudar quem eu sou por uma pessoa, não sou assim.
— Isso não é mudar por alguém, ô cabeçuda! — Kate disse. — É apenas perceber que existem casos e casos. Por exemplo, se o ex da Bella em questão fosse o Edward então você não poderia fazer nada a respeito, mas sendo o Jacob, está tudo bem.
— E qual é a diferença? Não é tudo ex de qualquer maneira?
— A diferença é que o que eu tive com o Jacob nunca se comparou ao que eu tenho com o Edward. — Bella disse sinceramente. E surpresa pela facilidade que aquelas palavras lhe escaparam. — Eu nunca tive com o que comprar, mas agora eu tenho e percebo que o que eu tinha com Jacob era um amor de melhor amigo e comodismo, nunca fui realmente apaixonada por ele.
— Isso quer dizer que você está apaixonada pelo Edward? — Kate perguntou maliciosamente.
— Estamos falando da Leah, lembra?
Kate riu e deu um gole em sua garrafa de suco.
— Leah, eu estou aqui sinceramente e de todo o meu coração te dizendo, por favor, não se afasta do Jacob por minha causa. Eu jamais me perdoaria sabendo que Jacob perdeu sua chance de felicidade por minha causa.
— Agora não é somente por você, Bella. — Leah disse ao se levantar, bebendo sua cerveja.
— O que você quer dizer com isso?
— Eu sou comprometida. — ela deu um sorriso descaradamente falso. — Eu tenho trabalho pra fazer, mas obrigada pela sua intenção e consideração.
Quando Leah saiu da sala, Bella olhou para Kate.
— Ela voltou com o Sam na noite em que saiu com o Jacob.
— O que? Como assim?
— Ela é... Complicada. Ela ficou frustrada pela situação com o Jacob e voltou pra zona de conforto dela, o idiota do Sam.
— Mas... — Bella bufou. — Merda.
— Não se preocupe porque isso não vai durar muito.
— Como você sabe?
— Eles terminaram antes por um motivo e isso não mudou, quando a Leah se der conta disso também, adeus Sam.
— Meu problema agora é Jacob, como eu vou contar isso pra ele?
— Dizendo pra ele não desistir.
— O que?
— Você realmente acha que o Jacob seria bom pra Leah, Bella?
— Sim. — ela respondeu sem hesitar. — Ele é incrível.
— Então ele só tem que ser persistente porque eu conheço a minha amiga e eu sei que a vontade que ela sentiu antes continua lá, ela está apenas lutando contra isso.
— Talvez possamos dar uma mãozinha pra isso.
— Uma mãozinha? Esse seu tom, sua sobrancelha erguida e esse sorrisinho de lado, algo me diz que você tem um plano, estou certo? Ah, minha doce Bella, não é a toa que eu gostei de você desde o começo. — Kate sorria animada e sentou em frente a ela. — Conte-me mais a respeito.
. . .
Edward estava no escritório, terminando de atualizar uma planilha no computador, quando duas batidas na porta chamaram sua atenção. Ergueu a cabeça no mesmo instante em que Rosalie abriu a porta.
— Só vim avisar que já estou indo.
— Antes que você vá eu quero conversar com você, Rose.
— Ah não, eu não quero discutir hoje, já estou saindo.
— Eu estou assim tão mal?
Ela pareceu surpresa com a sua pergunta, Edward se levantou para se aproximar.
— Antigamente quando eu dizia que queria conversar você nem hesitava em se aproximar e conversávamos por hora, agora você só falta correr de mim, eu estou sendo um irmão assim tão terrível?
— A primeira coisa que você me perguntou quando me viu hoje foi se o meu marido tinha me batido, não é difícil entender porque eu não quero voltar a essa conversa. — ela ironizou.
— Eu não vi você por dois dias, eu fiquei preocupado.
— E a primeira coisa que você pensou foi que eu tinha sido espancada? Você realmente me acha tão estúpida ao ponto de continuar com alguém que me bate?
— Eu sei, eu errei e é por isso que eu queria conversar, eu quero te pedir desculpas, Rose.
— Tudo bem, eu vou morder a isca. — ela entrou no escritório fechando a porta atrás dela, com o cenho franzido em desconfiança. — Do que você está falando?
— Eu não acho que tenho tornado as coisas mais fáceis com os meus comentários e minha necessidade de sempre deixar claro o quanto não aprovo algumas das suas escolhas...
— Não mesmo.
— Eu tenho sido um idiota...
— Muito.
— Você não vai tornar isso mais fácil, vai? — Edward riu passando a mão no cabelo. — Você é minha irmã e eu só te proteger, mas acho que em alguns momentos passo dos limites e acabo querendo controlar sua vida também, então peço desculpas por isso.
A surpresa no rosto de Rosalie era óbvia.
— Você está sendo sincero?
— É a sua vida, não é sobre quem eu gosto ou o que eu quero ou acho certo, é sobre você. Eu posso nem sempre entender ou gostar das suas decisões, mas eu prometo que a partir de agora eu vou respeitar e aceita-las.
— Bom — a voz dela quebrou chorosa e as lágrimas brilharam em seus olhos. — Porque eu sinto falta de poder falar com você sem que você me olhe como se eu fosse à pessoa mais estúpida do planeta e tudo que eu faço está errado.
— Deus, Rosie, eu sinto muito, me desculpa. — ele atravessou o escritório e a puxou para os seus braços, lhe abraçando forte. — Eu vou tentar mais não ser esse irmão de merda, ok? Eu te prometo.
— Você é um irmão de merda. — ela fungou com o rosto contra seu peito.
— Não, mas eu estava sendo.
— Sim, você estava. — ela riu e o fez rir. — Mas fico feliz que você tenha percebido isso.
— Antes tarde do que nunca. Mas se tem uma coisa que você não pode duvidar é o quanto eu amo você, Rosalie, e não importa o que aconteça, eu estou com você. — beijou o topo da cabeça dela.
Edward a escutou soltar um pequeno soluço e então chorar, apertando os braços ao redor de sua cintura e o rosto em seu peito. Beijando novamente a cabeça dela, Edward pensou em como agradeceria a Bella por aquele pedaço de conselho que o ajudou com sua irmã.
Fale com o autor