You & Me
23 Km :: 21
Em três dias Bella já tinha tudo planejado para o primeiro evento que ajudaria a organizar no Cullen’s.
Edward tinha lhe dado carta branca pra escolher o que serviria, dizia confiar em seu julgamento, então, além de colocar as que mais faziam sucesso do cardápio diário, ela começou a experimentar receitas novas usando Emmett como sua cobaia e ele a ajudou a fechar o cardápio. No final, tinha um cardápio com trinta tipos de tortas variadas – das mais comuns, como chocolate, noz, morango até as de damasco, maracujá, recheio de café com cobertura de caramelo, entre outras, mas a principal coisa em comum era que todas eram doces.
Entregou a Edward a lista – que continha além dos nomes uma explicação básica do que a torta era feita pra colocar no cardápio – e o resto foi com ele, Rosalie e Esme. Fazer os flyers de divulgação, os cartazes, os convites para a venda do evento que seria realizado dali a duas semanas. E estavam todos animados com a ideia fazendo propaganda nos próprios negócios, Bella ainda tinha receio de não dar conta, mas já estava animada a respeito também e daria mais do que o seu melhor para o sucesso de seu primeiro evento no Cullen’s.
E na noite de sábado daquele final de semana mesmo iniciaram a venda dos convites. Bella estava surpresa com a procura, com certeza era mais do que ela esperava.
Ela estava sentada com o grupo – faltando apenas Leah, Rosalie e seu irmão, que ela também considerava parte do grupo – em seu lugar habitual, conversando e bebendo sua doce bebida de frutas vermelhas, apenas observando os clientes ir até o balcão onde Edward estava então sair de lá com convites em mãos. Ele olhava em sua direção e fazia um sinal com os dedos, mostrando quantos tinha vendido, e sorria orgulhoso. Já tinham passado dos trinta convites, ela também estava muito orgulhosa.
Quando uma música latina em espanhol começou a tocar, Carmen abriu um enorme sorriso e olhou pra Jasper, que se levantou colocando o copo de uísque sobre a mesa e ofereceu uma mão a morena.
— E eu pensando que como marido seria a primeira opção na hora de uma dança. — Eleazar ironizou vendo sua esposa e Jasper caminharem de mãos dadas até o meio da pista de dança, Kate e Bella apenas riram.
— Não é culpa da Carms se você dança tão bem quanto fala espanhol. — Kate zombou e olhou para Bella. — O espanhol dele é uma merda.
— Ei, eu estou melhorando, ok?
— O espanhol, não a dança. Até lá, o Jasper dança muito melhor que você, desculpe. — deu ombros e levou o canudo de sua bebida a boca, olhando para o outro lado do bar.
Bella seguiu seu olhar. Ela trocava olhares com um atraente homem alto, negro de cabeça raspada. Era fácil ver porque Kate e Jasper se davam tão bem, ela era como a versão feminina de Jasper e tinha orgulho disso.
Quando o olhar do homem começou a ficar sexualmente obvio demais, ela se sentiu constrangida por assistir aquilo, era quase como sexo por olhares, então olhou para Jasper e Carmen dançando.
Caliente – não tinha outra palavra para descrever aquilo. Era obvio que sabiam o que estavam fazendo. Carmen em seu vestido que se ajustava em suas curvas voluptuosas até a altura do joelho com as pernas alongadas pelo salto dançava como tivesse nascido para aquilo, seu corpo se movia com graça e sensualidade; enquanto Jasper, em seu jeans escuro, um colete cinza e uma camisa branca com as mangas arregaçadas, parecia tão bom quanto sua parceira de dança, a acompanhando em cada passo com agilidade e firmeza, mas sem perder seu charme e humor, rebolando em alguns momentos e fazendo Carmen rir. Ele a girava para todos os lados e girava com ela, a afastava e a puxava girando para seus braços novamente, bailavam como os donos da pista e centro das atenções – exatamente como estavam sendo naquele momento.
Quando a música acabou, todos aplaudiram o casal e os dois se abraçaram, rindo.
— Vem. — Eleazar disse em pé e pegou o copo da mão de Bella, colocando na mesa e puxou sua mão.
A surpresa lhe fez ficar em pé e ir com ele, mesmo sem saber pra onde estava sendo levada, deixando uma Kate risonha para trás. E ao perceber onde ele a levava quase entrou em pânico.
— O que? Não, Eleazar, eu não danço.
— Nem eu.
Os dois foram para o lado de Jasper e Carmen, Eleazar pegou a mão livre da esposa e ofereceu a de Bella a Jasper.
— E eu achando que você tinha realmente me tirado para dançar apenas por mim. — Bella ironizou soltando a mão dele
— Eu precisava de uma moeda de troca para ter minha mulher de volta. — ele disse divertido e puxou Carmen para seus braços, abraçando sua cintura. A morena riu e passou os braços ao redor do seu pescoço.
— Então vamos beber porque você não pode dançar nem pra salvar minha vida, papacito.
— Vem, Coisa Doce. — Jasper disse com seu sorriso lado.
— Oh não, eu sou uma péssima dançarina.
— Então hoje é o seu dia de sorte porque eu sou um ótimo condutor.
Sem lhe dar a chance de argumentar, tomou sua mão e lhe puxou para perto, segurando sua mão no ar e a outra na sua cintura, sem lhe dar outra opção que não fosse pousar a mão no seu ombro e torcer pra que ele fosse um condutor milagroso porque não sabia dançar como Carmem, assim como Eleazar, nem pra salvar a própria vida.
A música seguia em espanhol e era mais lenta do que a que tocara anteriormente. Jasper manteve a mão firme em sua cintura ditando o ritmo, dois passos para cada lado rebolando todo o caminho e ele rebolava junto, mostrando a ela como fazer e a fazendo rir, ele a levava a girar juntos de acordo com os passos que davam. Ele soltou sua cintura e a girou, a afastou e a puxou girando para seu peito novamente, lhe abaixando e beijou seu rosto, fazendo-a gargalhar quando voltaram a dançar colados.
— Edward vai chutar o meu traseiro. — Jasper disse rindo.
— O que?
Jasper os girou e ela pode ver sobre ombro dele Edward atrás do balcão servindo alguns clientes. Como Rosalie não estava ali, ele estava ajudando no balcão e estava observando tudo. Não podia ler sua expressão, ele não parecia com raiva, mas também não sorria.
— Você sabia que ele estava olhando o tempo todo? — ela perguntou surpresa e o sorriso faceiro de Jasper foi a resposta óbvia, gargalhou. — Então você merece ser chutado!
— Talvez.
Depois de mais alguns passos a musica acabou e Bella parou, puxou sua mão e colocou suas duas sobre o peitoral de Jasper, entre eles.
— Chega, — riu. — cansei.
— Tudo bem, agora eu preciso de uma dança com Kate para fechar a minha lista. — pegou sua mão e a beijou. — Foi um prazer dançar com a senhorita.
Rindo, Bella passou pedindo licença para as pessoas e foi para o balcão juntando seu cabelo em um rabo de cavalo. Depois de dançar, o ar parecia mais quente junto com o seu corpo que sentia febril, com uma fina camada de suor brilhando, principalmente em sua testa e onde seu longo cabelo solto cobria. Enrolou seu cabelo e o colocou de lado, sobre o ombro, enquanto sentava no alto banco junto ao balcão, em frente a Edward.
— Oi Coisa Doce. — ela o cumprimentou com um sorriso divertido.
— Grande show. — ele ironizou.
— Aquilo? Nada que eu não faça normalmente. — deu ombros antes de gargalhar. — Em minha defesa, eu fui apenas o cordeiro que Eleazar entregou a sacrifício ao Jasper pra ter a Carmen de volta.
— E Jasper, como o lobo faminto que é, nem hesitou em colocar as mãos sobre você.
Bella inclinou a cabeça para o lado com o cenho franzido.
— Você está realmente chateado por que dancei com Jasper?
— Claro que não. — agitou a cabeça. — Isso seria estupidez.
— Sim, seria. — ela sorriu divertida.
Ele se afastou para lavar dois copos, serviu quatro cervejas, preparou três drinks, enquanto Seth servia na outra ponta do balcão, então voltou para frente de Bella e preparou pra ela um drink de frutas vermelha.
— Por conta da casa. — empurrou o copo suavemente em sua direção.
— Edward? Você está com... — até dizer aquela palavra parecia estranho, era um conceito estranho pensar que ele estava com — Ciúmes?
Por uma fração de segundo ele pareceu surpreso com sua pergunta até franzir o cenho e passar a mão no cabelo, desconfortável.
— Não me entenda mal, eu quero que você se divirta aqui e confio plenamente em Jasper, só... — ele pousou as mãos no balcão e se inclinou em sua direção. — Eu não gostei de te ver lá, se divertindo tanto e não comigo.
Bella mal conseguia engolir tamanha surpresa e pelo jeito que ele olhava no fundo dos seus olhos. Parecia tão cru e sincero. Todo o barulho e as pessoas ao redor poderiam ter desaparecido, ela não se importava desde que nada mais parecia existir de qualquer maneira.
— Eu sei. — ele deu uma risada desconfortável. — Soou idiota até pra mim.
— Não... — sussurrou. — Não soou.
Erguendo-se no local de apoio para os pés do banco, ela se inclinou e o beijou suavemente.
— Foi apenas uma dança, o melhor eu guardei pra você.
Edward sorriu.
— E eu posso ter isso agora?
— Você tem que trabalhar, lembra?
— Ser o dono desse maldito lugar precisa me dar algum benefício. Preciso de um minuto. — ele olhou ao redor até parar os olhos na direção da pista de dança. — Jessica! Jessica!
A garçonete, que conversava com Jasper com uma bandeja vazia mãos, olhou sorrindo sua direção antes de se aproximar rapidamente.
— Preciso que você fique no balcão com o Seth.
— O que? Por quê?
— Eu vou sair e ele vai precisar de ajuda aqui.
Sem dar tempo pra garota responder, Edward se afastou para sair de trás do balcão e os olhos de Jessica permaneceram em Bella.
Bella se sentiu como um bicho sendo analisado, o olhar de Jessica tinha ceticismo e um pouco de diversão – ou deboche, não conseguia diferenciar.
— Depois do show que você deu com na pista de dança pensei que sairia com Jasper daqui.
— O que? Não, só estávamos dançando.
— Dançando? — Jessica riu. — Eu tive relações sexuais que foram menos quentes que aquilo.
— Vamos, Bella? — Edward chamou atrás com a mão sobre seu ombro e quando ela se virou, viu suas bochechas coradas. — O que aconteceu? Tudo bem?
— Sim. — ela se levantou. — Jessica só se confundiu achando que eu estava com o Jasper.
— Foi um erro sincero — a garçonete riu novamente. — Vocês pareciam bem próximos na pista de dança, não seria surpresa pra ninguém se estivesse com os dois.
— É, mas é comigo que ela está saindo.
Bella lançou um olhar repreensivo a Edward pelo tom quase rude que ele usara, mas ele não pareceu se importar, passou o braço ao redor de sua cintura e lhe puxou para seus braços, abaixando a boca sobre a sua em um beijo que não parecia ser nada mais do que uma simples demonstração de sua posse.
Nem teve forças para protestar pelo jeito que ele tomou completamente sua boca segurando sua nuca.
Parando o beijo sem dizer mais nada, ele pegou sua mão e a puxou para fora do bar, lhe levando de volta ao seu apartamento.
Só deu tempo de trancar a porta antes de subirem as escadas e no meio da sala mesmo ele voltou a segurar sua nuca e lhe beijar, quase afobado e desesperado. Parecendo tomar centímetro de sua boca a cada vez que virava sua cabeça ao oposto a dela e aprofundava a língua contra a sua.
As mãos de Bella se afundavam contra a cintura dele agarradas a camisa, enquanto as dele subiram para o seu cabelo, mergulhando os dedos nos fios e bagunçando-os no caminho.
Suas bocas se separaram apenas o tempo suficiente pra que ele tirasse a blusa dela, então voltou a lhe beijar e a ergueu no colo, segurando em suas coxas.
Com as pernas ao redor da cintura dele, Bella continuou a beijá-lo até chegarem ao quarto e ele a colocasse no chão novamente. Edward tirou a própria blusa rapidamente e voltou ao beijo enquanto as mãos abriam o jeans dela.
Bella nem sabia o que estava acontecendo. Claro que sabia o que estava prestes a acontecer, não precisava ser muito inteligente pra notar o que ia acontecer pela maneira que ele a estava despedindo e se despindo junto, ela só não entendia porque estava acontecendo daquela maneira.
Nunca tinha visto Edward tão apressado ou voraz em seus gestos. Não que ela estivesse reclamando, estava tão excitada que mal conseguia pensar direito, mas nem falante ele estava, soltava apenas grunhidos e gemidos incompreensíveis, ela estava confusa e seguindo seu ritmo.
Já estavam completamente nus quando foram para a cama. Edward sobre ela, entre as pernas, desceu a boca para seu pescoço enquanto ela beijava seu ombro com mãos agarradas ao seu cabelo.
— Edward... — ela ofegou entre o gemido. — O que está acontecendo?
Ele parou e ergueu a cabeça para olhar em seu rosto, com uma sobrancelha erguida.
— Sério?
— Não, eu sei o que está acontecendo, quero dizer, com você. O que está acontecendo com você?
— Eu estou te machucando?
— Não. — se apressou a garantir. — Mas...
— Você quer isso?
— Sim...
— Então o que está acontecendo é que preciso sentir que você está comigo agora, assim, só nós, diz que está tudo bem porque preciso estar dentro de você, Bella.
Ela hesitou por um segundo, surpresa demais com a sua resposta tão sincera. O desespero de seus gestos também estava em suas palavras e ela disse sim.
E continuou repetindo sim numa voz abafada enquanto a boca dele percorria seu pescoço por alguns segundos antes de ser calada com um novo beijo.
Usando um braço pra se apoiar no colchão, Edward usou a outra mão para tocar o sexo dela e garantir ela estava fisicamente pronta pra ele; deleitou-se ao sentir a umidade lubricando toda sua extensão, espalhou um pouco esfregando os dedos por suas dobras então tomou a própria ereção na mão e guiou a sua entrada.
Empurrando lentamente dentro dela, ele sentiu seu pau ser recebido com pequenos espasmos. Sem nada entre eles, sentiu cada centímetro quente e escorregadio de sua boceta o abraçando.
Foi o seu nome que ela gemeu arrastadamente.
Edward...
E ele gemeu o dela de volta.
Bella...
Ele queria fode-la duro e sem sentido deixando seus corpos extasiados e exaustos até que ela não tivesse duvida de que ele era o único homem que faria isso.
E assim ele fez. A cada batida de seu quadril contra ela o barulho de suas peles se chocando ecoava pelo quarto, com seus gemidos e rosnados se misturando as suas respirações ofegantes. Ela ergueu as pernas e abraçou sua cintura, levando seu pau o mais fundo que o corpo dela o aceitava.
— Minha... — Edward rosnou em seu pescoço, mordiscando e chupando a pele.
— Sim... Deus! Sim!
— Porra, você... Minha... Diz... Minha...
— Sim! Edward! — as unhas dela se afundavam em suas costas, enquanto o rosto estava erguido para o teto e franzido enquanto ele a tomava em um ritmo forte. — Sua!
Mesmo que sua fome dela ainda não estivesse saciada, se continuasse naquele ritmo acabaria gozando e ainda não queria que aquele momento acabasse.
A doçura do jeito que ela estava entregue ao momento o fazia querer fazer amor lentamente deixando que aquele momento durasse por horas até que ela não tivesse duvida de ele era o único homem que faria isso.
No meio de todos os pensamentos a única constante era – ele era o único homem que iria tocá-la.
Seus corpos febris não se importaram com a diminuição do ritmo ou de como a foda rápida se transformou em algo doce e profundo, o prazer continuava latente e crescente. E o gemido compartilhado quando suas línguas se encontraram ao voltarem a se beijar provou isso.
— Minha... — Edward gemeu contra a boca dela. — Minha...
.
.
.
Ainda não tinham falado nada, mas palavras naquele momento pareciam desnecessárias enquanto, assim como Edward imaginara antes, seus corpos extasiados descansavam juntos na cama. Ela deitada junto ao seu peito com o braço sobre sua barriga, enquanto descansava o rosto nos cabelos dela respirando o cheiro de morangos e acariciava seu braço com a ponta dos dedos.
— O que foi isso? — Bella perguntou num sussurro, quebrando o silêncio.
— Pra quem não sabe o que é você até que sabe fazer bem. — Edward zombou.
Ela não pode evitar a risada, mesmo que beliscando sua barriga pela provocação.
— Você sabe o que eu quis dizer.
— Eu sei. Eu só... Não sei explicar. Não sem assustar você.
Bella se afastou um pouco para olhar em seus olhos enquanto conversavam.
— Você não vai me assustar.
— Eu sou um bosta com as palavras e aquilo que eu te disse no balcão...
— Sobre não ter gostado de me ver se divertir sem você?
— Sim, isso vai parecer bem normal. — disse com uma risada sem humor. — Acho que eu estava apenas sendo um homem das cavernas e mostrando o meu ponto.
— Que ponto?
— Que eu seria o único homem te tocando.
— Edward...
— Eu mostrei isso te beijando daquele jeito no bar e te arrastando pra fora, mas eu queria mostrar isso pra você também, que não teria outro, só eu. Ninguém nunca me deixou desse jeito, Isabella. Eu era o cara que gostava de compartilhar mulheres com o melhor amigo, então você aparece e... Tudo parece mudar. — ele pousou a mão na bochecha dela, acariciando vermelho. — Porra, a simples ideia de alguém te tocar me faz ver vermelho. Eu nunca me senti tão possessivo ou ciumento sobre alguém como me sinto sobre você e isso é... Assustador porque eu passo a maior parte do tempo sem saber onde estou com você, toda a certeza que eu encontro no meio disso tudo é que eu preciso de você e ser o único homem te tocando.
Por um momento Bella se esqueceu de como se respirava e seu coração batia forte, não tinha palavras para responder o que ele tinha acabado de lhe dizer, então o beijou.
— Essa é uma ótima maneira de me enrolar e não responder o que eu te disse, foi até doce sua maneira de rejeitar meus sentimentos. — Edward disse sobre sua boca, com um humor amargo.
— O que? Não! Eu...
— Shhh, calma. — ele beijou seus lábios suavemente. — Estava apenas brincando. Não te disse essas coisas porque esperava alguma resposta, eu só queria que você entendesse e — abriu um sorriso divertido. — que não fuja de mim.
— Não te beijei porque estou rejeitando os seus sentimentos, eu te beijei porque achei uma boa maneira de demonstrar que seus sentimentos são recíprocos. Eu só... Preciso de tempo, nós precisamos ir com calma, mas isso está em mim também, Edward. Você é o único que eu quero me tocando.
— Porra, Bella, você não pode dizer isso a um homem e não esperar que ele te toque.
— Bem, eu não estou te impedindo, estou? — ela riu. — Mas eu realmente acho que você precisa voltar lá para o bar, eles estão sozinhos.
— Provavelmente preciso, mas eles sabem que qualquer problema que surja pode ser levado a Jasper, ele sabe o que fazer então eu tenho algum tempo.
— Ah sim, entendo. Então... O que você pretende fazer com esse tempo?
— Tocar você. Já serei o único a fazer isso, não deixarei que você sinta falta do toque de outra pessoa.
— Eu não sentiria porque ninguém jamais me tocou ou me fez sentir como você, Edward, vejo faíscas a cada toque seu.
Ele a ficou encarando, acariciando sua bochecha com o dedão, era uma coisinha tão linda e doce que sempre o deixava sem saber o que fazer ou como se sentir, ainda mais dizendo esse tipo de coisa.
— Sabe, Edward, uma ótima maneira de começar a me tocar é me beijando.
Edward gargalhou.
— Boa ideia. — e a beijou.
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