Notas iniciais
Espero que gostem. @forkswift

Aquele era definitivamente o melhor dia de toda a sua vida profissional, Bella não tinha a menor dúvida sobre isso.

Tinha escutado durante todo o final de semana o quanto Esme e Carlisle eram incríveis, ela não tinha duvidado disso, mas realmente chegou acreditar que talvez estivessem apenas dando opiniões exageradas sobre eles, não por maldade, mas porque os amavam. E vendo por conta própria Bella só precisou de dez minutos – ou menos – pra perceber que não tinha nada de exagerado sobre o que tinham falado, Esme e Carlisle eram realmente incríveis.

Carlisle tinha ficado com ela por apenas cinco minutos e tinha sido suficiente pra ela perceber o homem divertido e apaixonado pela esposa que ele era então ele saiu pra ajudar Edward. E ao ficar com sozinha, Bella percebeu que na verdade tudo que tinham dito sobre ela não chegava nem perto da verdade. Esme Cullen era mais do que incrível.

Ela não foi invasiva, começou apenas perguntando a Bella sobre a receita e o que precisariam, então anotaram tudo num papel com as medidas que Bella sempre usara então Esme mostrou as formas e medidores do restaurante, assim trabalharam em aumentar a receita pra fazer nos equipamentos profissionais e em grandes quantidades. Só isso pra Bella tinha sido incrível, seu sonho sempre fora trabalhar num restaurante. E Esme sabia tudo sobre isso; além de ter aprendido muita coisa com a própria mãe, Esme explicou que antes mesmo de se casar, durante a adolescência, ela tinha trabalhado como ajudante de cozinha e isso a fez aprender muito, depois começou a trabalhar no restaurante da família Cullen, onde teve a chance de aprender ainda mais com a mãe de Carlisle – além de conhecer Carlisle e casar com ele, o que ela considerava um ótimo bônus.

A conversa tinha sido fácil de levar. Bella compartilhou que tinha aprendido tudo que sabia sobre sobremesas aos doze anos, por curiosidade e por amar doces. Falou sobre como seu pai lhe ajudava com o fogo e forno, mas servia basicamente pra comprar ingredientes e ser sua cobaia junto com seu irmão. E apreciou que Esme foi discreta, simplesmente não perguntou sobre sua mãe ou nenhum outro assunto pessoal. Ela basicamente começava um assunto, compartilhava algo sobre ele e então Bella se sentia impelida a compartilhar também.

Com certeza foi com Esme que Edward – e talvez até Jasper – tinha aprendido a levar uma conversa com facilidade e fazer a pessoa se sentir confortável nessa conversa. Era quase um dom que Bella queria muito ter, era fascinante.

Bella estava fascinada com Esme. Ela era uma mulher mais velha, devia estar na casa dos cinquenta anos, talvez? E ainda assim era tão jovial, não apenas em sua aparência e corpo – mesmo que dois que os dois fossem espetaculares. Esme tinha um corpo suavemente curvilíneo, mas firme; enquanto seu rosto era incrivelmente bonito e delicado, que lembrava o formato de coração principalmente pelas maças do rosto altas, que lembravam as de Rosalie, emoldurado por cabelos ondulados, em um tom próximo do de Edward. (E se fosse falar de semelhanças, não era difícil ver que os irmãos Cullen eram misturas perfeitas de seus pais, ótimos genes). Mas não era apenas uma questão de aparência, mas também sua personalidade e espírito, Esme parecia brilhar naturalmente com sua personalidade cativante e sorriso doce.

Nenhuma surpresa porque Carlisle era totalmente apaixonado por ela depois de tantos anos de casados, nem porque todo mundo no grupo a idolatrava e a amava, menos vinte minutos com ela e Bella estava na mesma situação.

Depois Siobhan e Liam chegaram, as cumprimentaram e foram se trocar, voltando pouco depois em seus uniformes brancos de chefes de cozinha, que tinha o nome e emblema do restaurante no peito – e Esme disse a Bella que tudo que ela precisava era lhe dar o número de sua roupa que iria lhe providenciar um. Siobhan ajudou Esme a guiar Bella pela cozinha, onde poderia cozinhar e como fariam as coisas, enquanto Liam ia preparando tudo pra começar o almoço.

E aos poucos o resto do pessoal da cozinha foi chegando. Bella adorou o clima que a cozinha tinha. Era óbvio que eles levavam o trabalho muito a sério, todos obedeciam às ordens dos chefes – Esme, Siobhan e Liam – e os respeitavam demais, mas os três nunca esqueciam que eram todos ali eram amigos, quase uma família, por isso o clima permanecia leve, com muita conversa e risadas.

E assim começou seu primeiro dia oficialmente. No começo Bella estava tensa, com medo de agir ao redor da cozinha e cozinhar de verdade. Mas Esme logo resolveu isso, a puxando para fora da cozinha.

Bella estava quase tremendo de tão nervosa, será que já tinha feito alguma coisa errada?

Não teve coragem de perguntar, ficou mastigando o lábio inferior enquanto observava Esme. Ela foi até a geladeira e pegou duas garrafas de cerveja. Colocou as duas no balcão e as abriu sem precisar de um abridor de garrafas, então entregou uma para Bella e ficou com a outra.

— Eu evito tomar cerveja normal, mas nesse momento é necessário. — ela comentou. — Beba.

Bella arregalou os olhos observando a cerveja gelada em sua mão enquanto Esme bebia da própria da cerveja.

— O que?

— Foi um comando fácil, querida, apenas beba. Estamos em um bar, claro que não aprovamos a conduta de ficar bêbado em serviço, mas não temos nada contra uma cerveja de vez em quando, ainda mais quando se é necessário. E nesse momento é muito necessário.

— Eu só...

— Vamos, apenas beba.

Mesmo confusa Bella levou a garrafa à boca e bebeu um gole.

Sentiu o líquido gelado em sua boca, descendo por sua garganta e então uma suave ânsia até que engolisse completamente. Tudo bem, então cerveja não era sua bebida preferida, mas depois que tomava um gole conseguia lidar com o resto, com tanto que não fosse uma muito forte e aquela era bem suave.

Esme sorriu e bebeu da própria cerveja.

Bella parou depois de três goles, engoliu seco e lambeu os lábios.

— Sente-se melhor agora? — Esme perguntou sorrindo.

— Eu não... — franziu o cenho. — Estou entendendo o que estamos fazendo aqui, Esme.

— Estamos relaxando, Bella. Eu vi como você estava na cozinha, vendo todos os outros trabalhando a todo o vapor, você parecia prestes a desmaiar ou sair correndo. E quando começou a se mover, parecia ter um pau bem no meio do seu traseiro de tão nervosa.

Bella corou o que fez Esme rir.

— Conviver constantemente com um bando de selvagens me ensinou uma coisinha ou outra, querida. — ela brincou.

— Aposto que sim, é que a senhora...

— Bella, o que eu já falei sobre esse ‘senhora’? Eu sou Esme. Já te disse, você pode me chamar de você, Esme, mãe, mama Cullen, tia Esme, qualquer coisa, menos esse senhora ou senhora Cullen, isso faz eu me sentir velha, por favor.

Bella riu. Era a segunda vez que escutava aquele discurso, mas era difícil em alguns momentos.

— Tudo bem... Esme.

— Bem melhor.

— É que você me parece mais civilizada que o resto do bando. — Bella disse sorrindo.

— Oh, e pode ter certeza que eu sou. — Esme riu. — Mas mesmo sendo mais civilizada e de aparência mais polida que eles, eu não tenho uma política contra palavrões, Deus sabe que eu tenho minha própria porção de fodas, caralhos e porras soltados por aí. — piscando maliciosamente, voltou a dar um gole em sua cerveja.

Bella gargalhou.

— Mmm. — Esme terminou de beber lambendo os lábios. — Agora você está relaxando de verdade. Vamos, beba mais.

E Bella a obedeceu.

— Cozinhar tem que ser divertido, Bella. Claro que é um serviço, mas se não for divertido e prazeroso pra você será apenas mais um emprego e não é isso que você quer. Você não quer acabar frustrada porque o que você mais gosta de fazer e o que sempre sonhou em fazer, que é cozinhar e trabalhar num restaurante, se tornou apenas uma obrigação chata e estressante, certo?

— Sim. — disse no fim de seu gole da cerveja. — Você está certa.

— Claro que eu estou. — Esme sorriu. — Apenas tente relaxar e faça como sempre fez na sua casa. Aqui você é livre pra ir ao seu ritmo e nas suas regras, contanto que você mantenha a produtividade, se divirta!

— Eu tô tentando, mas eu tão... Nervosa. — Bella confessou. — Estou apavorada com a ideia de estragar tudo e decepcionar o Edward e...

— Oh, pelo amor de deus, corta essa merda, querida! — Esme interrompeu-a séria e deu uma risadinha logo depois. — Aprendi essa gíria com a Leah, não é sensacional? Leah com certeza tem as melhores falas.

Bella gargalhou novamente.

— O que eu quero dizer, querida, é que todos nós cometamos erros e nenhuma vida depende de você conseguir ou não fazer uma sobremesa, todos naquela cozinha já fizeram alguma merda. Se for um erro sincero, algo que você sinceramente não queria ter feito, meu filho não irá ficar decepcionado, apenas ansioso pra ver como você vai mostrar que pode fazer melhor que isso. O Edward é assim, ele não acha que um erro define as pessoas, mas sim a vontade de superar esse erro.

Depois das palavras que Edward tinha lhe dado naquela manhã, Bella não tinha a menor dúvida de era exatamente aquilo que Edward pensava e faria.

— Ele é incrível. — Bella disse num suspiro e sorrindo.

— Sim, ele é. Eu e Carlisle temos a sorte de dois filhos incríveis e que criamos maravilhosamente, sem modéstia nenhuma. E agora que você sabe tudo isso, pare de cobrar tanto de você, pense... Deixe-me ver... — ela deu um gole em sua cerveja enquanto pensava, então engoliu e sorriu. — Isso. Finja que está cozinhando em sua casa e para um amante, que quanto melhor a sobremesa, melhor será o sexo de vocês. É isso que eu faço lá em casa. A vovó Cullen sempre dizia, uma jantar espetacular na mesa pode fazer um homem ser espetacular na cama.

— Meu deus. — Bella corou. — Ela parecia uma mulher... Inteligente.

— Ela era. — Esme sorriu. — E agora, você acha que pode ficar relaxada suficiente pra fazer o que você sabe fazer e conquistar todos nesse restaurante?

Bella deu outro longo gole em sua cerveja e depois respirou fundo.

— Sim, eu estou.

— Ótimo. — Esme sorriu orgulhosa. — Me dá sua cerveja e vai.

Sem hesitar, ela entregou a garrafa a Esme e voltou à cozinha.

Esme permaneceu observando a porta por alguns com um sorriso no rosto. Ela definitivamente gostava da Bella e esperava que ela e Edward dessem certo juntos, iria adorar tê-la como nora – mesmo que tivesse que dar um empurrãozinho pra que isso acontecesse.

Então ela se virou, olhando na direção do banheiro.

— Escutar a conversa dos outros é muito feio, Edward.

— Como você sempre faz isso? — Edward perguntou ao sair do corredor que dava no banheiro.

Com um sorriso vitorioso, Esme deu ombros e deu um gole em sua cerveja.

Edward se aproximou do balcão e Esme ficou na sua frente, entregando a ele a cerveja que antes era da Bella.

— O quanto você escutou?

— Desde que você mandou a Bella beber. Em minha defesa, eu estava no banheiro, quando ia saindo escutei as vozes de vocês e não quis interromper. — ele se defendeu e deu um gole na cerveja. — Obrigado por isso, mãe.

— Pela cerveja? — franziu o cenho.

— Não. — Edward riu. — Pelo que você falou pra Bella, foi muito legal.

— Ela é uma menina legal e no que conversamos parece saber o que está fazendo, ela só precisava relaxar um pouco e agora acho que vai dar tudo certo.

— Ela sabe o que está fazendo mesmo, ela é incrível.

— Claro que é. — Esme sorriu.

— O que?

— O que o que?

— Esse seu sorrisinho traiçoeiro, como se soubesse de algo que eu não sei ou planejando alguma coisa, o que significa isso?

— Nada, eu apenas concordei com você.

— Mãe?

— Oh Edward, querido, não seja tão paranoico. Agora volte ao trabalho que eu vou ver se a Bella precisa de alguma ajuda. — ela deixou a cerveja no balcão e bateu suavemente na mão do filho antes de voltar à cozinha também.

Edward não acreditou ou confiou em sua mãe nem por um segundo.

Ele a amava aquela mulher com todo seu coração, mas a conhecia suficiente e aquele sorrisinho significa que ela estava planejando alguma coisa. E ele só precisava descobrir o que antes que ela aprontasse.

–

Ele sabia que tinha que trata-la como uma funcionária normal. Deixar que Esme e Siobhan a guiasse na cozinha, assim como fizeram com todos os funcionários, mas estava sendo difícil.

Tudo que queria era voltar na cozinha e se certificar de que Bella estava bem, conseguindo lidar com o novo trabalho sem medo de desapontá-lo, garantir que ela soubesse que jamais iria desapontá-lo porque ele conhecia todo seu potencial, então beijá-la sem sentido e levá-la de volta ao seu quarto... Mas não podia. Tinha que tratá-la como uma funcionária normal, ao menos no horário de serviço, e não levava funcionárias normais para seu quarto. Enquanto isso, ele tentou se distrair com seu trabalho.

Ou melhor, fazer o seu trabalho. Deixou a cerveja de Esme com Carlisle e bebeu a que antes tinha sido de Bella enquanto trabalhava no escritório; fez ligações para acertar datas de entregas com fornecedores, fez novos pedidos, fez pagamentos online e mais uma porção de trabalho em seu computador antes que pudesse ir ao salão principal ver se estava tudo bem.

Carlisle podia agora estar num regime colocado por seus filhos, esposa médico de menos trabalho por causa de sua saúde, mas ele sabia exatamente o que fazer. Ele estava arrumando as caixas registradoras e fazendo os registros de tudo, enquanto conversava com as garçonetes que arrumavam as mesas para a hora do almoço, que começaria em pouco tempo.

Não vá à cozinha, ele disse a si mesmo enquanto voltava ao escritório. Fazer a parte administrativa era um saco, mas sempre cumpria com suas responsabilidades. Mesmo que as detestasse com todas as suas forças.

. . .

E na hora do almoço, o restaurante ficou movimentado – como sempre.

As garçonetes do dia – Bree, Charlotte, Jane e Maggie – serviam as mesas sempre falando sobre a sobremesa especial do dia, uma ideia de Esme. Falavam sobre como estavam com uma nova chef confeiteira e estavam pesquisando se ela agradava a clientela do lugar, o primeiro pedaço de cada mesa seria por conta da casa. A princípio Edward achou que seria jogar dinheiro no lixo, mas Esme pediu apenas que confiasse – e deu certo. Nenhuma mesa conseguia resistir a apenas um pedaço da torta e mandavam até comprimentos ao chefe.

Edward não podia estar mais orgulhoso. Enquanto Bella não estava tão confiante.

Tudo tinha saído perfeitamente bem na cozinha. Ela tinha alterado a receita de torta holandesa por tortas normais, por causa do tempo de preparo, fez de chocolate e de limão, tudo em grandes equipamentos profissionais e grandes quantidades, era incrível a quantidade de tortas que um forno profissional giratório podia assar na perfeição, assim como a velocidade daquele freezer profissional que parecia uma sala de tão grande. As tortas tinham ficado ótimas, cremosas e perfeitas. Mas Bella ainda estava insegura.

No final de seu trabalho, com a desculpa de ir guardar algo na dispensa, ela ficou por lá. A cozinha estava agitada na correria do almoço, preparando pratos e comidas que nem repararam sua ausência, então ela ficou ali, sentada num balde de manteiga e esfregando as mãos suadas em seus jeans, se sentindo um ratinho assustado.

Estava ali há quase dez minutos quando chegou uma mensagem no celular em suas mãos.

Emmett: Então, como está seu grande novo emprego?

Bella: Bem. Eu acho. Ao menos não estraguei as coisas de primeira.

Emmett: Não seja boba, eu aposto que você está arrasando. Tenho meus dedos cruzados aqui por você, baby-sis, boa sorte.

Bella sorriu emocionada para o celular, o apoio de seu irmão tornava as coisas mais fáceis. Ela respirou um pouco mais leve.

— O que você está fazendo aqui?

Sobressaltada, ela até deixou o celular cair no chão de susto e o pegou antes de se virar para encarar Edward, que lhe encarava com um sorriso divertido no rosto.

— Hum... Eu... — ela olhou ao redor, sentindo o rosto esquentar, e depois pra baixo. —Vim saber se temos manteiga suficiente. E olha só — ela bateu no balde que estava sentada. — Temos. E muita.

— Manteiga?

— Sim, manteiga. Você sabe o quanto manteiga é importante, quer dizer, pra colocar nas receitas e, bem, nas sobremesas e... Misturar as coisas e, hum, untar formas e...

— Meu deus! — Edward gargalhou. — Você é uma mentirosa terrível.

— Droga, eu sei. — suspirou.

— Então, o que você realmente está fazendo aqui?

—Você sabe, dando um tempo. Só... Apreciando o ambiente.

— Bella, você está se escondendo?

— Hum... — ela entortou a boca e fechou apenas um olho, formando uma careta engraçada e infantil. — Talvez?

— Por quê?

— As coisas começaram a ficar agitadas e... Pessoas comendo o que eu preparei e eu... Talvez tenha entrado em pânico um pouco. — Bella fechou os olhos. — Eu sou patética e ridícula, me desculpa.

Num segundo, Edward se abaixou na frente dela e colocou as mãos em seus joelhos.

—Abre os olhos e olha pra mim, Bella.

E ela o obedeceu, se surpreendendo como ele estava a sua frente e olhando nos seus olhos.

— Você fez tudo perfeitamente bem, o que você fez está saindo como água no deserto, eu te juro e as pessoas só estão dando elogios. Hoje só fizemos um tipo de sobremesa, você tem noção que vamos ter que sentar e falar sobre um cardápio, sobre você fazer outras coisas, talvez contratar novos ajudantes de cozinha? Isso é sério, você é um sucesso. E eu estou muito orgulhoso de você.

— Eu... Eu... — seus olhos se encherem de lágrimas. — Muito obrigada.

— Você não precisa... — e foi interrompido pelos lábios dela.

Bella passou os braços ao redor do pescoço dele e o beijou docemente, esperando que ele entendesse o quanto era grata.

E o que devia ser apenas um beijo de gratidão, cresceu rapidamente.

As mãos dele subiram de seus joelhos para suas coxas vagarosamente. Bella as separou por instinto, sentindo as mãos acariciarem a parte interna de suas coxas sobre o jeans até alcançar o jeans.

Ela apertou os dedos nos cabelos dele pra trazer sua boca mais sobre a sua, mas Edward acabou perdendo o equilíbrio enquanto ainda estava agachado e a próxima coisa que soube foi ele rosnando um ‘merda’ antes de cair para trás, de bunda no chão. Bella nem tentou segurar a risada pela cena.

— Então você acha engraçado?

— Eu sinto muito. — ela tentou parar de rir, mas riu ainda mais forte. — Não, não sinto, foi engraçado.

— Que bom que você acha isso então.

Surpreendendo-a, ele agarrou sua mão e lhe puxou para o chão também. Bella soltou um pequeno grito antes de cair rindo sobre ele, se ajeitando pra sentar em suas coxas.

— Ai meu deus, — ela continuou rindo. — a gente não tem mais idade pra esse tipo de coisa, Edward.

— Idade pra que? Namorar? — ironizou deslizando a mão para a nuca dela. — Na verdade, eu acho que temos a idade perfeita.

Puxando-a pela nuca suavemente, Edward tomou sua boca novamente.

Enquanto a beijava, desceu as mãos para a cintura dela e sentou no chão, então usou o próprio corpo pra empurrá-la lentamente a ficar deitada no chão. Afastou as pernas dela e se posicionou entre elas, enquanto os dedos dela se enterravam em seus cabelos.

Bella gemeu em sua boca quando pressionou sua ereção contra o sexo dela. O beijo dela era suficiente para acendê-lo, era tão fácil como respirar ficar duro perto dela quem dirá num beijo profundo e lento como o que compartilhavam. Ele continuou a esfregar sua pélvis contra a dela, apreciando a suave fricção provocada pelos tecidos os separando.

Mordiscou o pequeno lábio inferior antes de descer beijando para seu queixo e então pescoço no caminho para sua orelha.

— Edward... — Bella gemeu com um pequeno ofegar, depois ergueu as pernas e as fechou ao redor de sua cintura com firmeza.

Nada mais existia além da sua necessidade de fodê-la. Seu pau doía por isso.

— Espera... Espera... — ela pediu ofegante. — A gente não pode...

— O que? — ergueu a cabeça para olhar em seu rosto.

— Estamos na dispensa do seu restaurante, a gente não pode transar.

— Sim, a gente pode. Não era aventura que você queria? É isso que eu tô te dando. — foi para beijá-la novamente, mas ela empurrou seu ombro e soltou as pernas da sua cintura.

— Não com todos da cozinha podendo entrar aqui a qualquer momento.

Ia responder, mas ela tinha razão. E ele odiava isso. Droga.

Com um suspiro, ele olhou ao redor procurando uma solução, não ia aguentar aquela maldita ereção o dia todo e não conseguiria pensar em mais nada que não fosse tê-la naquele exato momento.

— Tudo bem. — disse ao se levantar rapidamente e esticou o braço pra ajudá-la a se levantar também.

— O que foi?

— Vem.

— Pra onde vamos?

Edward não respondeu, só foi a puxando sua mão pra fora da dispensa, eles passaram rapidamente pra cozinha e saíram também.

Bella só conseguia rir nervosa, sem saber pra onde estava sendo levada. O restaurante ainda estava agitado, mas de um jeito controlado; Esme e Carlisle estavam cada um em uma caixa registradora e as garçonetes serviam as mesas enquanto as conversas se mesclavam no ar junto com o delicioso cheiro de comida.

— Escuta — Edward começou com a mão em sua nuca, usando Bella pra esconder o óbvio volume em suas calças. — Sai e me espera na porta.

— O que?

— Apenas faz o que eu tô pedindo, está bem? — sorrindo maliciosamente, ele chocou suas bocas duramente e então os dois saírem de trás do balcão juntos.

Bella sorriu meio envergonhada para Esme que estava do outro lado do restaurante e saiu. Apertou suas coxas juntas para tentar acalmar o formigamento sexual que crescia em seu corpo, mas estava difícil.

Por sorte Edward saiu pela menos de um minuto depois, parecendo ainda mais afobado que ela. Nem parou pra falar qualquer coisa, só pegou sua mão e lhe puxou com ele. Tinha que correr pra acompanhar os passos largos que ele dava até perceber o óbvio e sorrir – estavam voltando para o apartamento dele.

Sem soltar sua mão, ele usou a outra pra tirar o molho de chaves do bolso e destrancou a porta lateral rapidamente e a abriu, deixando-a entrar primeiro.

— Espera. — Edward disse quando ela estava pronta pra subir.

Parou no primeiro degrau, lhe olhando. Rapidamente Edward entrou também e fechou a porta, colocou a chave na fechadura, girou pra trancar e deixou ali. Agarrou seu braço e lhe puxou para seus braços, tomando sua boca apaixonadamente.

Bella nem teve tempo de reação, o beijo era tão voraz que lhe deixou atordoada. Ele só girou seus corpos e a pressionou contra a parede com o próprio corpo, fazendo-a sentir exatamente onde sua ereção estava.

As mãos deles foram hábeis para os botões de sua calça jeans e os abriu rapidamente, deslizando a mão dentro dela, acariciando seu sexo sobre a calcinha. Ela gemeu sobre sua boca, girando a cabeça e provando mais de sua língua.

Incentivado, Edward voltou sua mão e a mergulhou dentro de sua calcinha, tocando seu monte, então as dobras de sua boceta antes de tocar seu centro molhado.

— Edward... — gemeu em sua boca agarrando um punhado de seu cabelo.

Edward beijou seu pescoço e subiu para sua orelha, mordiscando e beijando, fazendo um arrepio correr todo seu corpo enquanto seus dedos esfregavam seu clitóris.

— Porra, você está tão molhada...

— Preciso de você, Edward.

— Aqui? — ele deslizou seu dedo pra circular sobre a entrada de sua boceta, então voltou ao seu clitóris.

— Sim, sim — ela disse ofegante. — Foda-me.

Com um sorriso malicioso e satisfeito, Edward tirou a mão de suas calças e a segurou seu queixo para pressionar suas bocas juntas.

— Eu vou. Termina de tirar sua calça, Bella. — Edward mandou com uma voz rouca. — E a sua calcinha também.

Bella lambeu os lábios, sentindo sua respiração sair com mais dificuldade pelo ar quente – que ela não sabia ser exatamente o ar ou ela. Tirou os tênis usando os próprios pés e depois terminou de abaixar sua calça jeans junto com a calcinha, enquanto Edward abria as próprias calças. Ela não conseguia parar de encarar, sabia exatamente o que lhe encarava.

— Gosto da maneira que você está me olhando, Coisa Doce. — ele disse com um sorriso safado. — Parece ansiosa e faminta pelo pau.

Ela mordeu o lábio inferior, corando.

— Você está? É isso que você quer? — ele colocou mão dentro de sua boxer e puxou sua ereção cheia pra fora.

— Sim, eu quero seu pau, Edward. — Bella disse com a voz baixa.

Edward sorriu satisfeito novamente, ao menos ela lembrava que não gostava de silêncio.

— Você devia pegar então.

Bella nem hesitou ao enrolar as mãos ao redor de seu eixo.

Ele a empurrou contra a parede novamente e a beijou enquanto a mão dela masturbava seu pau, usando o pré-sêmen que vazava como lubrificante. Soltou a boca dela apenas pra erguer sua blusa e tirá-la, jogando na escada junto com a calça jeans dela. Voltou a beijá-la enquanto suas mãos iam sob o sutiã, agarrando seus seios e os apertando.

— Foda. — Edward rosnou. — Eu preciso foder você agora.

— Preservativo?

— O que você acha que eu fui pagar no escritório? — maliciosamente divertido, ele tirou o pacotinho do bolso e o abriu rapidamente.

— Você está com roupa demais. — Bella reclamou enquanto ele deslizava o látex sobre sua grande ereção.

— Tudo que você precisa eu tenho fora das roupas. — disse ao terminar de colocar a proteção e se aproximou novamente.

Afastou as pernas delas com as duas mãos e tocou sua boceta mais uma vez, tão molhada que deslizava com facilidade.

— Se vira, coloca sua mão na parede.

Franzindo o cenho por um segundo, ela o obedeceu. Ele a puxou pela cintura para trás um pouco, deixando-a mais afastada da parede e inclinada, então guiou sua ereção para sua boceta.

Bella gemeu arrastadamente enquanto era deliciosamente esticada e preenchida com seu pau.

— Porra... — Edward gemeu. — Eu nunca vou me acostumar com isso, sua boceta é perfeita ao redor do meu pau.

Ele deslizou para trás quase saindo do corpo dela antes de empurrar pra dentro mais uma vez.

— Oh! — ela gemeu e ele repetiu o movimento. — Foda! — e mais uma vez. — Sim! — e outra. — Edward!

— Sim, bebê, eu. — Edward disse sorrindo. — Eu fodendo você. Você gosta disso?

— Sim... Eu amo isso. — ela choramingou. — Mais, Edward, por favor, mais!

Afundando os dedos na cintura dela, ele a puxava para trás ao mesmo tempo em que empurrava seu quadril pra frente, batendo seu pau fundo em sua boceta.

Ele devia se lembrar de fazerem menos barulho, pois estavam junto a portava que dava na rua, mas não conseguia. Os gemidos eram... Sensacionais.

Caralho, como ele amava os gemidos dela. Eram de prazer, mas também chorosos, como se em algum ponto o prazer fosse tão forte que não conseguia aguentar. Ele não resistia a isso, era seu ponto fraco.

Estocava ainda mais forte pra escutá-la gemer mais alto, misturando os gemidos dela aos próprios gemidos e os ruídos molhado de seus sexos conectados.

Edward passou o braço ao redor da cintura dela e a empurrou com o próprio corpo pra parede novamente. Ela nem hesitou, colocando as mãos na parede na altura do próprio rosto pra que não batesse a cada movimento, e Edward continuou.

Seus corpos estavam colados e ele só precisava movimentar seu quadril, empurrando contra o traseiro dela.

— Isso bebê... — ele ofegou, descendo a mão da cintura dela para sua boceta até alcançar seu clitóris inchado.

— Oh, Deus. — Bella gemeu chorosa com o rosto franzido. — Edward...

— Só vem pra mim.

O ritmo rápido e duro dele junto aos dedos firmes em seu clitóris a estavam enlouquecendo, fazendo seu orgasmo crescer cada vez mais rápido. Suas mãos se fecharam lentamente e ela se viu arranhando a parede, antes de abrir as mãos de novo na parede e ondular o quadril contra o dele.

— Porra, Bella.

Ele saiu de seu corpo rapidamente, mas Bella nem teve tempo de protestar, ele apenas a virou e a beijou duramente, enquanto guiava sua ereção a sua boceta novamente, lhe penetrando num único empurrão.

Quando estava dentro, ergueu uma perna dela e voltou estocá-la rápido, mais fundo, enquanto as pequenas mãos femininas agarravam seus cabelos com força.

— Edward... — ela gemeu entre o beijo.

— Adoro como você geme meu nome. — Edward disse ofegante. — Me faz querer te fazer gemer o tempo todo.

Ele bateu seu quadril duramente contra ela, indo até o fundo e a fazendo gemer mais alto seu nome.

— Isso, Bella, quero ver você gozar pra mim e gemendo meu nome. — tomou sua boca novamente, beijando-a tão apaixonadamente quanto a fodia.

E não demorou muito até que a mistura de sensações a fizesse gozar, erguendo o rosto para o teto e gemendo o nome dele em todo o caminho, enquanto a onda de prazer percorria todo seu corpo e sua boceta tinha espasmos ao redor dele; que não parou nem por um segundo, apenas aumentou a velocidade até gozar também, parando profundamente dentro dela enquanto enchia a camisinha com os jatos de seu sêmen.

Já tinham perdido a noção do tempo a muito tempo e nem sabiam quanto tempo ficaram parados, apenas respirando ofegantes, até que se olhassem novamente.

Não disseram nada, apenas se encararam em silêncio. Como se procurassem explicações pro que tinha acabado de acontecer. Porque juntos eles tinham o melhor sexo e orgasmos de suas vidas, porque tudo parecia tão simples e se encaixar perfeitamente como se o fizessem há anos quando só se conheciam um final de semana. Não foi preciso palavras para que entendessem que estavam juntos na mesma confusão.

Edward soltou a perna dela lentamente, sem sair de seu corpo, e a beijou suavemente. Segurando seu rosto entre as mãos, amando seus lábios com tanta doçura que Bella entendeu a mensagem – tudo ficaria bem.

Algum tempo depois, quando separaram suas bocas, ele a soltou com um sorriso do rosto e saiu de seu corpo lentamente, segurando a camisinha cheia no lugar, depois a puxou de seu pênis e deu um nó.

— Por que não subimos e podemos nos limpar direito? — Edward sugeriu.

— Apenas nos limpar? — Bella perguntou cética.

— Meu deus, mulher, dê algum tempo a mim. — disse exasperado e então riu, ajeitando seu pênis dentro das calças. — Dessa vez apenas nos limpar, temos que voltar ao trabalho.

— Será que alguém sabe o que estávamos fazendo aqui?

— Com certeza. — Edward sorriu arrogante.

— Deus. — Bella corou e foi recolher as roupas do chão.

— Mas quem liga? Foi bom pra caralho. Sabe que eu vou até gostar dessa rotina de uma foda durante o expediente?

— Isso... — ela se ergueu segurando suas roupas e tênis. — Não vai acontecer de novo.

— Ah, vai sim. Vai acontecer aqui, lá em cima, no meu escritório, naquela dispensa, temos muitos lugares pra experimentar ainda.

— Você é tão safado.

— E a culpa é toda sua, Coisa Quente. — ele a beijou rapidamente. — Eu nunca pareço ter o suficiente de você.

Notas finais
Mama Cullen sempre vai ser uma figura, vocês já podem imaginar como é quando ela está com o resto do bonde. E essa dispensa ainda vai ter muita história pra contar... Agradeço a todas comentando, isso é muito importante, e pediria que as outras também comentassem, digamos que leitoras fantasmas não é algo que incentiva muito. Enfim. Comentem e nos vemos no próximo. Até, bjsbjs s22 (Notas finais pequenas pra Candy é surpreendente, hein? Tô evoluindo kkk).