You & Me
10 Km :: 09
Notas iniciais
O resto do almoço passou com mais tranquilidade, apesar do clima ruim por causa de Royce. Esme, como a perfeita anfitriã e mediadora de conflitos da família que era, tentou aliviar a tensão contando algumas fofocas do bairro e assim distraiu a todos, fazendo o resto do almoço passar sem nenhum comentário do genro ou assuntos importantes, só trivialidade.
E depois do farto almoço, ela trouxe um pudim de sobremesa. E enquanto comia o doce, Edward só conseguia se lembrar de Bella, mas disfarçou bem.
Seus pais saíram da sala de jantar primeiro, deixando o serviço de tirar a mesa e lavar a louça para Edward e Rosalie – algo que eles já estavam acostumados, por ser uma regra da casa, quem cozinhava não arrumava.
— Você pode ajudar a tirar a mesa, Royce? — Rose pediu suavemente ao marido, mas ele só gargalhou com escárnio.
— Eu não vim da minha casa fazer serviços domésticos aqui, nem você.
— Bem, não me custa nada ajudar a mamãe.
— Que seja. — revirou os olhos. — Só não conte comigo. Vou lá fora fazer uma ligação.
Edward estava encarando durante todo o tempo e o viu sair da cozinha rindo, depois olhou para a irmã. Ao menos ela tinha a graça de parecer envergonhada.
— Você quer conversar sobre alguma coisa, Rose?
— Não, vamos só tirar a mesa.
Seu tom não lhe deu espaço para argumentar, ela só saiu da sala de jantar levando uma travessa com as sobras de carne assada. Com um suspiro, Edward a seguiu levando a batata. Então eles se dividiram – Edward trazia as travessas e Rosalie colocava as sobras em potes e depois na geladeira. Quando acabou, ele retirou o resto da louça.
— Então, você acha que eles foram dar uma rapidinha? — Edward perguntou colocando uma pilha de pratos sujos na pia.
— Quem? — Rose perguntou com o cenho franzido, guardando o último pote na geladeira. — Você está falando dos nossos pais? Eca Edward, até suas perversões tem que ter algum limite, deixa de ser doente.
Edward gargalhou.
— Estava brincando, só queria que você falasse comigo.
— Bem, você precisa melhorar suas habilidades de puxar assunto, sabe. — ironizou o fazendo rir. — Eu lavo e você seca, ok?
— Por que você sempre lava? — Edward reclamou. — Odeio secar louça.
— Não seja um chorão. — riu indo pra pia. — Então... A Bella realmente vai trabalhar com a gente? Você acha que é uma boa ideia?
— Por que não seria? A Bella é ótima.
— Conversei pouco com ela, mas ela realmente parece ser ótima, só... Vocês dormiram juntos, não acha que o clima pode ficar estranho quando você cansar dela e for procurar outra?
— Você fala de um jeito que faz eu me sentir vulgar.
— E não é assim? — Rosalie riu. — Você não é um exemplo de longos relacionamentos.
— Porque eu nunca achei alguém pra ter um longo relacionamento. — ele se defendeu com um tom ofendido.
— Ah, então a Bella é a pessoa para um longo relacionamento?
— Eu não sei, é cedo demais pra dizer, mas digamos que tem potencial.
— Sério?
— Eu não sei, é só... Estou deixando acontecer, sabe? Pra que ficar pensando no que pode ou não acontecer? Não quero pensar em nada além do agora.
— Bem, o seu agora é secar louça. — ela brincou com um sorriso de lado.
— Então no meu mais tarde, que vai ser com a Bella na minha cama. — disse maliciosamente.
— Então ela vai nos visitar de novo? Hum... — enxaguou um prato, tentando disfarçar o interesse. — O irmão dela vai também?
— Por quê? — Edward sorriu sugestivamente. Gostava desse interesse de Rosalie por Emmett. Gostava muito.
— Foi só uma pergunta, não seja estúpido. — Rosalie bufou, fazendo-o rir. — E como Jasper está reagindo?
— A que?
— A esse potencial da Bella.
— Normal. — sorriu divertido. — Talvez curioso sobre o que ela tem de tão bom, mas normal, por quê?
— Hum. Nada, só curiosidade.
Edward ficou com o cenho franzido e confuso por alguns segundos, então deu ombros e começou a secar a louça.
— Rosalie? — Royce entrou na cozinha a chamando. — Eu tenho que ir, vamos.
— O que? — ela terminar de enxaguar o último prato da pia, o entregou ao irmão e fechou a torneira, se virando para o marido. — Por quê?
— Apareceu um problema de trabalho e eu tenho que ir resolvê-lo.
— Mas Royce, eu pensei que íamos ficar aqui o dia todo.
— Pelo amor de deus. — ele bufou revirando os olhos. — Eu não te trouxe? Você pode voltar outro dia e ainda vai para o bar mais tarde, para de reclamar.
— Não fala assim com a minha irmã. — Edward rosnou.
— E você não se envolva nos nossos assuntos.
— Eu vou quando envolver minha irmã.
— Isso...
— Está tudo bem! — Rosalie os interrompeu rapidamente com um sorriso nervoso no rosto. Secou as mãos em um pano de prato em cima da mesa e foi para o marido, pousando as mãos em seu peitoral. Repetiu que estava tudo bem e o beijou.
— Você... — Edward bufou terminando de secar o prato. — Que seja. Eu vou lá chamar os nossos pais.
Ele não conseguia entender a Rosalie. Não aquela Rosalie. Então desistiu de tentar, subiu as escadas, se aproximando lentamente da porta do quarto deles e parou. Não ia cometer o mesmo erro de novo.
— Mãe?! Pai?! — os chamou alto suficiente pra que fosse ouvido do quarto. — Não vou entrar só... Se recomponham porque Rosalie está indo embora e quer se despedir de vocês! Estão me ouvindo?!
— Sim, querido, já estamos indo. — a voz abafada e meio ofegante de sua mãe veio do quarto.
— Jesus. — passou a mão no cabelo e saiu dali o mais rápido que podia. Ele não recebia o suficiente pra ter que passar por esse tipo de coisa.
. . .
Era fim de tarde quando Edward chegou a seu apartamento.
Depois que sua irmã e cunhado foram embora, ele passou o resto do dia com seus pais – agora comportados e saciados (o que ele tentou não pensar a respeito) – e também trocando mensagens com Bella. Tinha sido uma ótima tarde.
As luzes estavam acesas, provavelmente por culpa de Jasper, então ele entrou para procurá-lo. Primeiro foi checar no próprio quarto, sabia que o amigo era folgado suficiente pra esse tipo de coisa, mas estava vazio, então foi no outro quarto do apartamento, que usava para hóspedes.
E lá estava Jasper, todo espalhado na grande cama de casal no centro do quarto, deitado de bruços apenas numa boxer vermelha. Edward não podia deixar de admirar. Não o corpo do seu amigo – apesar de não ser hipócrita pra dizer que Jasper não tinha um corpo legal, porque tinha –, mas naquele momento observa a grande e elaborada tatuagem de uma fênix que Jasper tinha nas costas, o grande pássaro majestoso em chamas tomando completamente suas costas, cobrindo suas marcas e lembrando que ela tinha renascido das cinzas. Um sorriso orgulho surgiu em seu rosto involuntariamente antes que saísse do quarto.
Voltou pra sala e sentou no sofá pra acender um cigarro. Apesar de ser maior de idade, evitava fumar na frente de seus pais porque eles não gostavam e assim evitava escutar palestras sobre como isso iria matá-lo. Ele sabia disso e iria parar um dia.
Mas não naquele dia. Acendeu um rapidamente e o deixou preso entre os lábios pra pegar o celular do bolso. Deu uma tragada e segurou o cigarro entre os dedos, digitando rapidamente para Bella.
Edward: Estou em casa.
Bella: Está mais calmo?
Edward riu. Tinha contado pra ela sobre o almoço e como Royce tinha carregado Rosalie mais cedo e ela foi sem reclamar. Tinha xingado um pouco – ou talvez muito – o cunhado, o que dera a Bella a impressão de que estava nervoso e precisava se acalmar.
Edward: Sim, mas podia estar melhor.
Edward: O que você está vestindo?
Bella: Hahahaha. Não vamos fazer isso, Edward. Mas eu fiz biscoitos e ficaram deliciosos!
Edward: Hum, eu quero. Por que você não vem pra cá?
Bella: Que?
Edward: Pra me trazer os biscoitos, claro.
Bella: Só pelos biscoitos?
Edward: Claro. Tudo muito profissional.
Bella: Claro, claro.
Bella: Ainda são seis horas da tarde, Edward.
Edward: Eu posso te manter entretida.
Edward esperou a resposta. Deu mais uma tragada em seu cigarro, soltou a fumaça lentamente e deu outra uma tragada encarando a tela do celular, como se isso pudesse fazer a respostar chegar mais rápida.
Edward: Bella?
Bella: Tô indo.
Ele abriu um enorme sorriso.
–
Uma hora depois, Bella estava subindo as escadas para o apartamento de Edward. Já tinha passado da fase de se perguntar o que estava fazendo, aquele tinha sido seu único pensamento enquanto se arrumava – o que porra estava fazendo e se tinha certeza de que iria fazer aquilo –, mas então percebeu que realmente queria fazer aquilo. E se queria, iria fazê-lo e foda-se.
Com uma grande bolsa de couro falso sobre o ombro e um pote de plástico com biscoitos dentro de uma sacola na mão, ela bateu duas vezes na porta antes de entrar – claro que antes tinha mandado uma mensagem pra avisar que estava chegando e ele autorizou que entrasse.
Sentiu-se ofegar ao vê-lo no meio da sala sem camisa falando no celular e com uma Heineken na mão. Tudo bem, aquela sim era uma boa maneira de ser recebida nos lugares.
E tudo ficou melhor quando ele se virou sorrindo. De costas ele era bom – o cara tinha um bumbum invejável –, mas então na frente tinha todo o resto, além de suas tatuagens e o sorriso – aquele sorriso.
— Tudo bem, pode me trazer hoje e eu dou uma olhada... Tá. Agora tenho que desligar, porque tô vendo algo muito melhor que precisa da minha atenção agora. — sorriu. E então riu. — É. Claro, sempre. Até mais tarde e manda um beijo pra Carmen... Ela sabe onde. — gargalhou antes de desligar o telefone.
— Onde seria o beijo da Carmen?
— Eu posso fazer mais do que te falar, posso te mostrar. — sorriu de lado.
Ele colocou o celular e a cerveja na mesinha de centro antes de se aproximar.
— Me mostrar?
Edward assentiu, secou na calça a mão em que a cerveja estava então segurou o rosto dela entre as mãos e beijou sua testa.
— Esse era o beijo da Carmen. — disse olhando em seus olhos.
— Sério? — Bella ironizou.
— Na verdade sim. — ele riu. — Só o Eleazar não sabe disso ainda, mas ela sabe. E agora que tal o beijo que eu daria na Bella?
— O beijo da Bella? Hum, isso me parece interessante, como seria esse beijo?
— Mais do que contar, eu também vou te mostrar.
— Vai?
Edward assentiu novamente e a beijou nos lábios. Apertou-os juntos por alguns instantes antes de deslizar as mãos para a nuca dela enquanto provava sua boca lentamente.
— Um bom beijo? — Edward perguntou sobre sua boca.
Bella riu ainda de olhos fechado, deslumbrada pelo beijo. O homem sabia como beijar.
— Um bom beijo. — abriu os olhos, sorrindo. — Muito bom.
— Eu senti falta disso o dia todo. — e a beijou novamente. — Hum... Esses são os meus biscoitos?
— São! — Bella disse animadamente orgulhosa. — São amanteigados de canela com açúcar de confeiteiro e ficou delicioso, você tem que experimentar!
— Eu vou, com certeza. — ele pegou o pote da sua mão, a beijou novamente e foi pra cozinha.
Bella deixou a bolsa no sofá e o seguiu, observando-o tirar o pote da sacola e abrir, respirando fundo o cheiro de canela que subiu no ar.
— O cheiro tá bom.
— E o gosto melhor ainda, eu juro, come!
— Ok, ok. — ele pegou um dos biscoitos salpicado de açúcar de confeiteiro e deu uma mordida. — Hum... — e terminou de colocá-lo na boca.
— Então...?
— Porra, eu te juro que não entendo como você ainda não ganha à vida com esse seu talento, você é boa pra caralho na cozinha.
Bella sorriu sentindo as bochechas esquentarem.
— Mas a sorte é que vou ter isso no meu bar. — terminou de mastigar e pegou outro, colocou na boca enquanto ia pra geladeira. Nem se preocupou em pegar um copo, bebeu leite direto da garrafa.
— Por que você não usa um copo?
Ele quase se engasgou rindo enquanto bebia, guardou o leite da geladeira e secou a boca com as costas da mão.
— Qual a fixação de vocês mulheres com copos? Está parecendo minha mãe.
— Fixação com copos?— repetiu incrédula. — Isso é educação básica, sabe.
— Ou frescura.
Bella gargalhou jogando a cabeça para trás.
Edward não pode deixar de admirá-la, como ela era linda. E ficava ainda mais iluminada pelo riso. Mesmo usando um simples jeans e blusa azul marinho, sapatilhas pretas nos pés, os cabelos soltos em suaves ondas e pouca maquiagem, apenas com um pouco de delineador e rímel, ela era facilmente a mulher mais linda que ele conhecia.
Foi impossível resistir, ele voltou pra perto dela e a puxou para seus braços, surpreendendo-a com um beijo. Depois de uma fração de segundo de surpresa, ela logo o beijou de volta, erguendo as mãos para os seus cabelos.
Mas o beijo não durou mais do que alguns segundos antes que Edward a surpreendesse
— Meu deus! — Bella gritou de surpresa quando ele parou o beijo e a ergueu no colo, simplesmente a jogando sobre os ombros. — O que você está você está fazendo?!
— Te levando pra um lugar melhor.
E a carregou para o quarto. Bella não podia negar, aquele era um lugar melhor.
Quando entraram no quarto, ele bateu a porta atrás deles com o pé, colocou-a no chão e sem lhe dar tempo de reação a beijou novamente. Mais apaixonado e descuidado, deixando claro suas intenções naquele momento.
Com um suave gemido contra sua boca, Bella pousou as mãos sobre seu peitoral, sentindo a dele firme em seu cabelo enquanto sua língua trabalhava contra a sua. Edward sabia beijar como ninguém, já podia sentir seu sexo se apertar e a umidade crescer nele, cada pequeno movimento parecia acender mais seu corpo.
Edward soltou sua boca e segurando um punhado de seu cabelo, um pouco arfante, ele olhou manteve os olhos no seu, desceu rapidamente para sua boca – admirando como estava avermelhada de seu beijo – e voltou aos seus olhos.
— Eu quero você agora.
Bella lambeu lábios e ofegou deslumbrada demais pra respondê-lo. Mas ele entendeu sua resposta e sorriu.
Ela ergueu os braços para ajudá-lo tirar sua camisa sobre a cabeça, deixando-a apenas com um simples sutiã de bojo preto. Talvez devesse ter colocado algo mais sexy, mas ele não parecia se importar, passou o dedo sobre seus seios alvos.
Edward se inclinou pra ela e beijou a curva entre seu pescoço e ombro. E enquanto beijava lentamente, passou o braço ao redor de seu corpo e soltou o fecho de seu sutiã, se livrando da peça com facilidade e pousando a mão sobre seus pequenos seios macios.
Bella gemeu com a cabeça para trás e os olhos fechados. Estava pronta para deixar que ele a guiasse novamente, mas então lembrou que estava lhe devendo algo. Algo que daria tanto prazer a ela quanto ele.
— Espere.
— O que? — ele ergueu a cabeça com o cenho franzido.
— Eu estou te devendo algo. — ela respondeu e mordeu o canto do lábio inferior e foi descendo as mãos lentamente de seu peitoral nu para o seu abdômen até parar no cós de sua calça. — E eu gosto pagar minhas dívidas.
— Isso me soa muito bem. — Edward disse com um grande sorriso malicioso.
Sorrindo e sem tirar os olhos dos dele, ela abriu o cinto de sua calça e depois o zíper. Foi abaixando as calças dele enquanto se abaixava também e se ajoelhou na sua frente com a expectativa enrolando seu corpo.
A boxer preta que ele usava estava cheia e parecendo apertada sobre sua ereção. Porra. Abaixou a boxer para suas coxas e seu membro saltou pra fora, enrolando a mão ao redor dele percebeu que não estava totalmente excitado e ainda era incrivelmente grande. Porra duas vezes.
— Vou acabar meio complexado pela maneira que você está encarando ele. — Edward brincou.
Ela ergueu os olhos e riu.
— Não precisa, só estou admirando o quanto ele grande e lindo.
— Lindo? — ele franziu o nariz. — O grande eu gosto, mas lindo?
— Sim, muito lindo. E acho que deve provar tão bom quanto parece. — com um sorrisinho, ela passou a língua lentamente sobre a fenda no topo, capturando e espalhando o pré-sêmen.
— Porra. — Edward rosnou sob sua respiração.
Sua língua fez o trabalho de lubrificar toda a cabeça de sua ereção, girando ao redor e espalhando sua saliva, então ela o deslizou lentamente dentro de sua boca. Não conseguiu pegá-lo completamente, então foi até a metade e subiu sugando.
Edward arfou e seus dedos dos pés se contorceram, então ele agarrou um punhado do cabelo dela.
— Caralho, Bella.
— Hummm... — ela gemeu enquanto o sugava até tirá-lo de sua boca, lambeu os lábios e sorriu. — Você gosta disso?
— Porra, sim, pra caralho, não para.
Bella riu orgulhosa e voltou a colocá-lo em sua boca. Relaxou mais sua boca e respirou pelo nariz enquanto ia além de seu limite, sentindo-o bater em sua garganta e o tomou até a base.
— Oh, poooorra... — Edward gemeu arrastadamente de olhos fechados e apertou a mão em punho no cabelo dela, e gemeu novamente quando ela e o chupou pra cima enquanto estabelecia um ritmo no melhor boquete de sua vida, sem dúvidas.
Ela o soltou apenas para terminar de abaixar suas calças e boxer, e Edward ajudou erguendo os pés pra que ela se livrasse de tudo, o deixando nu.
Voltou a segurar sua ereção e desceu a língua lambendo uma das grossas veias protuberantes em seu eixo, então voltou pra cima e fechou sua boca sobre ele mais uma vez, descendo até a base enquanto sua mão livre foi para suas bolas cheias, massageando suavemente.
Edward pareceu se engasgar em sua respiração soltando mais um palavrão e gemendo alto – adorava o quanto ele ficava cada vez mais sonoro enquanto excitado.
— Se eu já não tivesse fodido sua boceta e soubesse o quanto é boa, eu diria que sua boca no meu pau é melhor coisa que eu já experimentar na vida. — Edward disse arfante, com a voz rouca pela excitação. — Minhas bolas, Coisa Quente, me deixa sentir sua doce boca nas minhas bolas.
Ela o obedeceu sem hesitar e sorrindo. Parou de chupá-lo e ergueu seu para ter acesso as suas bolas e, com a boca brilhando com a saliva, as lambeu lentamente.
— Foda... — ele fechou os olhos. — Oh porra, isso bebê.
As apertou suavemente e trabalhou sua língua nelas, enquanto masturbava seu pênis pra cima, apreciando o quanto ele estava rígido, agora sim parecendo estar no limite de sua ereção. E então voltou ao seu pau e a chupá-lo mais duro.
— Caralho, se você continuar assim, eu vou acabar gozando na sua boca, Bella.
Se não estivesse com a boca cheia, ela teria sorrido.
Mas ele percebeu como ela sorria com os olhos e acabou rindo.
— Você gosta da ideia, Coisa Quente? — juntou todo o cabelo dela e o segurou com uma mão, dando uma visão completa de seu pau sumindo em sua boca a cada movimento. — Gosta de saber de como me afeta? De como eu tô duro e perto de gozar que chega a doer, e tudo por sua causa?
Ela assentiu sem parar de chupá-lo, Edward sorriu.
— Eu gosto disso também. Gosto de te ter de joelhos assim me dando prazer e de saber que em breve toda minha porra vai estar na sua boca, talvez escorrendo pelo seu queixo, e te marcando. Essa deve ser a porra da marca mais primitiva de um homem.
Segurando seu cabelo, ele a empurrou para baixo e a segurou por alguns segundos ali, empurrando o quadril contra sua boca fazendo-a gemer, então puxou seu cabelo pra cima.
— Porra, sua boca é boa pra caralho. Será que sua boceta está molhada, Bella? Ela está quente e com inveja de sua boca agora? Querendo que fosse ela a tomar meu pau?
Bella ofegou. Nem quando estava prestes a gozar o homem deixava de ser uma maldita provocação. Se já estava molhada por lhe chupar, agora parecia ainda mais. Precisava tanto se tocar que chegava a doer.
E pra devolver a tortura, ela o chupou mais duro e rápido.
— Puta que pariu! Isso bebê... Chupa tudo, chupa... Porra! Bella, eu vou gozar, porra, eu vou gozar.
Ela não se afastou, apenas tomou como missão fazê-lo gozar e desfrutar de cada segundo disso.
E não seria exatamente a primeira vez que faria isso até o fim, com Jacob sempre acabava engolindo também. Ele tinha sido seu primeiro homem e não tinha visto outra opção, depois tinha se tornado apenas um hábito e prazer vê-lo desfrutar tanto disso, então continuara a fazendo. Ela podia ter uma aparência doce, mas também tinha seus pequenos segredos e prazeres sujos.
Foi surpreendida quando o primeiro jorro de sêmen quente atingiu sua garganta e ele empurrou sua cabeça pra baixo e seu quadril pra frente com gemido rouco que parecia vir do fundo de sua garganta.
Lutou contra a ânsia e pra respirar pelo nariz, então ele afrouxou o aperto e pode o puxar um pouco pra fora de sua boca, apenas pra que não tocasse sua garganta e pudesse engolir, e assim o fez. O sugou e engoliu ao redor dele cada gota.
Edward estava arfante e meio atordoado no final de seu orgasmo. Tinha vindo tão forte que parecia sentir suas bolas secas. Porra, aquela mulher seria sua morte. E como ele gostava disso.
— Porra, você é... — suspirou, soltou seu cabelo e acariciou sua bochecha. — Uma mulher incrível.
Bella o tirou de sua boca e soltou, colocando seu cabelo para trás enquanto lambia os lábios com as bochechas coradas pelo elogio.
— Você pode chupar meu pau e engolir sem pestanejar, mas cora quando eu digo o quão incrível você é? — ele riu. — Você nunca vai parar de me surpreender, vai?
Bella deu ombros, sem saber como responder.
— Vem aqui, levanta. — pegou as mãos delas e ajudou a se levantar. — Você está vestida demais, tirar essa maldita calça.
Ele a ajudou a tirar a calça e a calcinha, então pousou as mãos em seus quadris.
— Agora sim. Você é gostosa pra caralho, sabia disso?
Bella só riu corando ainda mais. Era a pior pessoa para receber elogios, não sabia como reagir a eles.
Edward riu também e juntou seus corpos, depois suas bocas a beijando lentamente.
— Hum... — Bella quebrou o beijo, sorrindo divertida. — Quantas horas você acha que precisa para se recuperar?
— Horas? Tenha algum respeito, mulher, preciso de apenas alguns minutos.
— Uau, quanta confiança.
— Não é questão de confiança, você que é um incentivo bom. É impossível ficar tão perto de uma coisinha quente como você sem ficar com o pau duro.
— Bom. — ela riu e o voltou ao beijo.
Edward continuou a beijá-la e aproveitou para deslizar a mão entre as coxas dela, se deliciando com o gemido que ela soltou em sua boca quando seus dedos encontraram seu clitóris inchado e muito molhado, assim como toda sua boceta.
— Edward, de quem é... — Jasper entrou no quarto falando e parou ao ver o que tinha interrompido. — Oh porra!
Bella gritou de susto e se afastou de Edward rapidamente, como uma adolescente sendo pega pelos pais fazendo sexo. E só então percebeu que não tinha sido a melhor ideia, porque agora Jasper uma visão completa de sua nudez.
Corando como o inferno, ela agradeceu que Edward se colocou na sua frente sem se importar com a própria nudez, se preocupado apenas em proteger a dela.
— E esse é um espetáculo que eu gosto de assistir. — Jasper brincou com um sorriso malicioso, olhando-os dos pés a cabeça.
— Porra, cara, sai daqui. — Edward rosnou.
— O que? Eu não sabia que você tava com visita, me desculpa.
— Tá, agora você sabe, dá o fora. — apontou pra porta.
— Sabe, companheiro, você costumava ser mais receptivo. — Jasper ironizou e então se virou. — Eu sinto muito Bella, eu não sabia que você estava aqui. Escutei uns gemidos, mas pensei que fosse apenas o Edward batendo uma punheta.
Bella não conseguiu responder, mortificada demais e escondendo o rosto nas costas de Edward.
— Tchau Jasper.
— Tô indo, tô indo. — e ele saiu fechando a porta, mas voltou a entrar logo depois.
— O que?! — Edward exasperou.
— Eu só queria saber de quem são os biscoitos em cima do balcão, posso comer?
— Porra, come.
— Valeu. Boa foda pra vocês, qualquer coisa, estamos ai. — rindo, ele saiu e fechou a porta.
Edward suspirou e se virou para Bella, que ainda mantinha os olhos fechados.
— Ele já saiu.
— Mas a minha vergonha não.
— Era só o Jasper, Bella, está tudo bem.
— Tudo bem? — ela abriu os olhos, incrédula. — Ele me viu nua. Pelo visto vocês estão... Acostumados a estarem nus perto do outro, mas eu não, ok?
— Isso não é uma grande coisa. — Edward riu.
— Você está brincando comigo? Ele me viu nua, Edward!
— Bella, ele é o meu melhor amigo e sabe que você está comigo, ele vai ser discreto e jamais vai te desrespeitar, acredite. Está tudo bem, eu te juro que está tudo bem.
Bella suspirou e relaxou.
— Tudo bem, eu sei, é só que... Não sei com que cara eu vou encará-lo agora.
— Com essa linda que você tem. — acariciou a bochecha dela com o dedão e sorriu. — Eu conheço o meu amigo, ele agora deve estar com inveja de mim ou imaginando seu corpo fodidamente quente na cama dele, nada mais do que isso, acredite. Agora você não vai deixar isso estragar nossa noite, vai?
— Como você pode pensar em sexo depois de terem nos pego no flagra?
— Vai me dizer que isso não te deixou com mais vontade, huh? — Edward brincou.
Bella corou. Talvez um pouco, mas foi involuntariamente. Algo dentro dela tinha se acendido quando Jasper entrou no quarto, imaginou como teria sido se ele tivesse entrado enquanto chupava ao Edward. Ou se estivesse no meio daquilo. Claro que sua vergonha tinha sido muito maior, por isso não sabia se era capaz de lidar com esse tipo de coisa, mas não podia negar que tinha pensado naquilo.
— Porra, você se excita com isso, não é? — Edward riu. — Você realmente nunca vai parar de me surpreender, Coisa Quente.
Ela nem pôde responder, pois ele a beijou profundamente.
. . .
Jasper, sinceramente, tentava se concentrar em outra coisa que não fosse o sexo acontecendo tão perto, mas era difícil. Primeiro: eles não eram silenciosos – Edward sempre tinha sido um amante barulhento e, aparentemente, Bella era perfeita pra ele nesse sentido, a trilha sonora no apartamento eram gemidos e palavrões. Segundo: a cena que tinha visto ainda estava em sua mente – tinha sido a porra de um quadro quente ver os dois nus no meio do quarto, mesmo que estivessem apenas se beijando. Terceiro: era sexo – como podia pensar em outra coisa? Não que fosse algum tipo de pervertido, ao menos não em seu ponto de vista, mas gostava muito de sexo, tanto de fazer quanto assistir, então era difícil ter outra coisa em mente. Quarto: ele tentava não pensar no quarto motivo, talvez assim ele não fosse real – negação era sua melhor arma.
Aproveitou pra tomar um banho no quarto dos hóspedes – e talvez tenha se masturbado pra se livrar da ereção que todo aquele espetáculo tinha lhe dado –, então colocou uma das roupas que tinha deixado ali. Não que tivesse deixado propositalmente, mas sempre que acabava bêbado Edward o levava para seu apartamento, o ajudava a tomar banho e lhe dava uma roupa limpa, então Jasper acabava esquecendo a própria roupa, Edward lavava e guardava no quarto de hóspedes. E assim Jasper tinha, praticamente, um guarda-roupa todo na casa do amigo. O que era muito útil para momentos como aquele.
Depois do banho, foi pra cozinho e esquentou um prato com pouco de tudo que Edward tinha na geladeira – frango, macarrão, batata, salada –, um pouco de tudo que acabou formando um monte de comida e almoçou no balcão com refrigerante.
Lavou a louça do almoço e comeu alguns biscoitos que estavam em cima do balcão enquanto fumava um cigarro. Pegou uma garrafa de cerveja, sentou no sofá e a bebeu fumando outro cigarro.
Tinha se passado pouco menos de duas horas desde que entrara no quarto quando os barulhos pararam depois de um longo gemido e um palavrão de Edward. Jasper sorriu no reconhecimento, ele tinha gozado.
Soprou a fumaça do seu terceiro cigarro e o apagou no cinzeiro em cima da mesinha de centro e levou as duas garrafas de cerveja que tinha bebido de volta a cozinha.
. . .
Bella terminava de se arrumar no espelho do banheiro quando Edward voltou. Tudo bem, então aquela tarde tinha sido fantástica. Maravilhosa. A melhor de sua vida. E seu reflexo mostrava isso, orgasmos e felicidade podiam fazer maravilhas maiores do que maquiagem. Mal podia parar de sorrir.
Muito sexo, conversas sobre como tinha sido suas tarde e risadas deitados na cama, então mais sexo, depois banho (e alguma pegação sob o chuveiro), agora estavam se vestindo pra começar a noite no bar, sorte que tinha trazido algumas coisas básicas na bolsa.
— Bem prevenida, hein? — Edward brincou atrás dela, olhando para seus reflexos no grande espelho na parede e beijou o ombro dela.
— Tudo que eu levo diariamente na bolsa. — sorriu terminando de passar lápis de olho no canto. Já tinha terminado o delineador e rímel.
— Assim como essa outra calcinha, a blusa e o salto?
Ela assentiu rindo, mas era óbvio que estava brincando. Estava com a bolsa grande estrategicamente para isso, pra que pudesse colocar as coisas pra usar a noite no bar – como o jeans parecia bom para a noite, era escuro e justo, pegou apenas um top preto de alcinha e paetês que usava sem sutiã, um salto preto, outra calcinha e uma nécessaire com maquiagem.
— Você está linda. — ele a elogiou sorrindo e beijou seu ombro novamente.
— Você também. — colocou o lápis dentro da nécessaire e se virou sorrindo. — Você está realmente sexy, Cullen. Você fica uma delícia de preto.
E não estava mentindo. A calça jeans preta fazia maravilhas em suas coxas e traseiro, enquanto a blusa preta social com os primeiros botões abertos e mangas arregaçadas lhe dava um ar de falsa polidez, como se sob tudo aquilo existisse um homem selvagem – que ela conhecia bem.
— É? — ele usou o corpo para empurrá-la suavemente contra a pia.
— Não vamos começar de novo.
— Por quê? — lamentou com um beicinho.
— Eu tô com fome, vamos que você tem que me alimentar.
— Necessidades básicas são superestimadas, sabia?
Bella gargalhou.
— Ai se você não fosse tão bonita e boa de cama. — Edward suspirou e a beijou, sorrindo entre o beijo.
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