You & Me
5 Km :: 04
Notas iniciais
Bella não sabia para onde estava sendo levada até chegarem a uma porta na lateral do prédio, era uma segunda entrada.
Sem soltar sua mão, Edward usou a mão livre para pegar um chaveiro no bolso da calça e abriu a porta rapidamente. Ela lembrou que ele disse que morava no segundo andar do bar, então concluiu que era pra lá que estava sendo levada.
Mas estranhamente não estava com medo, confiava em Edward, o homem que só tinha conhecido há algumas horas.
Quando a porta foi aberta, Edward acenou pra que ela entrasse. E ali tinha apenas uma escada que dava em outra porta para o segundo andar, Bella subiu enquanto Edward trancava a porta novamente.
— Pode ir entrando. — Edward disse e sua voz pareceu ecoar no vazio. — A porta está aberta.
Hesitante, ela abriu a porta e entrou.
A luz estava acesa e ela se viu na sala principal. Era maior e mais organizado do que ela imaginaria para um solteiro dono de um bar.
Junto à parede uma enorme televisão de plasma conectada a um aparelho home-theater e um videogame de ultima geração; um sofá de três lugares preto e uma poltrona de conjunto, uma mesinha de centro, na parede atrás do sofá uma grande estante cheia de livros, DVDs, CDs e provavelmente jogos de videogame; separado da sala por um balcão, tinha uma pequena e simples cozinha, então o corredor escuro que devia dar aos outros cômodos do lugar.
— Bem-vinda a minha casa. Uma caixa de solteiro, segundo minha mãe. — Edward disse. — É simples, mas... Bom pra mim.
— É um lugar ótimo, em minha opinião. É o tipo de lugar que eu gostaria de morar, aconchegante e confortável.
— Que bom que gostou. — sorriu e passou a mão no cabelo, com o cenho franzido, meio sem saber como agir. — Bem... Você quer beber alguma coisa?
— Não vim aqui pra beber alguma coisa, Edward. — se virou pra ele. — Então, você quer me levar pro seu quarto ou aqui mesmo?
Edward deixou escapar um riso malicioso e agarrou a cintura dela mais uma vez, juntando seus corpos e suas bocas.
As mãos dele desceram na curva de sua coluna até seu traseiro e sem dificuldade ele a ergueu no colo. Bella nem pensou antes de abraçar a cintura dele com as pernas, não quando tinha toda sua atenção no beijo que compartilhavam.
Ele a carregou pelo corredor e entrou em um cômodo – provavelmente o quarto, ela não pensou em abrir os olhos e conferir, estava muito entretida naquele momento. Ele a colocou no chão e manteve as mãos em seu traseiro.
— Deus, você é tão doce e delicada, merece que eu seja lento e suave, mas porra, eu te juro que só posso pensar em quanto te quero agora, Bella. — Edward disse com os olhos nos dela e apertou o traseiro pra fazer seu ponto.
Ela sentiu mais umidade crescer entre suas pernas no espasmo causado pelas palavras ele.
— Foda-se o lento e o suave, eu não quero isso, estou fodidamente cansada disso, por favor, só... Foda-me sem pensar.
— Foda, sim. — rosnou antes de beijá-la novamente.
Bella deixou a bolsa cair de seu ombro e escutou o barulho de algo cair junto, provavelmente seu celular, nem tinha percebido que a bolsa estava aberta e não podia ligar menos, então começou a abrir os botões da blusa de Edward. Um por um rapidamente e puxou a camisa de dentro da calça para terminar de abrir até que suas mãos tocaram a pele nua de seu peitoral, deliciando-se com a sensação dos músculos duros sob a pele quente e macia.
Edward soltou sua boca, se livrou da blusa que ela tinha aberto e a deixou cair no chão.
Os olhos de Bella se alargaram de surpresa. Se não bastasse toda a gostosura natural do bolo 'Edward Cullen' ele ainda era completado por uma cereja no topo, tatuagens. A pele branca e leitosa dele era marcada por grandes tatuagens. Porra, se aquilo não era quente como inferno. Uma enorme tatuagem cobria todo seu ombro e omoplata direta, parecia algo tribal ou samoano e então tinha um símbolo chinês no peito esquerdo. Davam a ele uma aparência ainda mais selvagem e quente.
Ela adoraria perguntar ou inspecionar se ele tinha mais alguma tatuagem, mas ele pegou a barra do vestido dela e o ergueu rapidamente. Bella o ajudou a tirar o vestido erguendo os braços até ficar apenas de calcinha e sutiã – um conjunto simples preto com sutiã push-up e uma pequena calcinha rendada, ela desejou ter usado algo mais sexy.
Mas os olhos de Edward percorriam seu corpo, cheios de luxúria e desejo, então afastou esse pensamento e deu mais atenção ao que fariam ali.
— Porra, eu te quero nua agora. — passou os braços ao redor de seu corpo e, sem dificuldade, abriu o fecho de seu sutiã e a livrou da peça. Ele ofegou. — Tão sexy... Aposto que prova tão deliciosa quanto parece.
Edward agarrou sua nuca e voltou a beijá-la, mais dominante e duro. E sua mão livre alcançou seu seio e o apertou, fazendo os pequenos mamilos cor de pêssego ficarem ainda mais rijos e apertados, então o beliscou.
Bella gemeu contra sua boca e se arqueou para ele.
— Adoro esses sons que você faz. — ele disse em sua boca e desceu a percorrer beijos por seu pescoço. — Você geme quando eu te beijo, geme quando toco seu seio, imagino como vai ser quando eu tocar sua boceta, te fazendo gozar na minha boca e depois no meu pau, aposto que posso fazer você gemer ainda mais alto. — mordiscou curva entre o ombro e o pescoço.
— Sim... — com os olhos fechados, ela gemeu novamente e o fez sorrir arrogante.
Ele lambeu o caminho de volta pelo pescoço dela até sua orelha, mordiscando o lóbulo. Beijou o caminho por sua mandíbula e então beijou sua boca novamente, sem parar de massagear seu seio e provocar seu mamilo.
Bella desceu as mãos para o cós de suas calças e passou a abrir o cinto. Atrapalhou-se um pouco, mas conseguiu abrir e então os botões.
Tomada por uma audácia que nem sabia ter, deslizou a mão dentro da calça e tocou o volume duro sobre a calça. Jacob, o primeiro e único amante da sua vida era grande, mas ela tinha a impressão de que Edward podia ser ainda maior – ficou um pouco receosa e ainda mais excitada. Realmente não tinha medo e confiava nele, sabia que por mais duro que ele pudesse ser, ainda assim não a machucaria propositalmente de maneira alguma.
Edward agarrou um punhado do longo cabelo dela e puxou sua cabeça suavemente para trás, para que olhasse em seus olhos.
— Gosta de sentir o quanto meu pau tá duro pra você? — Edward disse com uma voz ainda mais sensual.
Mesmo com a mão firme em seu cabelo, ela assentiu e engoliu seco.
— Não gosto de sinais com a cabeça, Bella, você precisa dizer. Quero ouvir você me responder, falar sujo, gemer, gritar. Bem, eu não sou silencioso e também não gosto de amantes silenciosas. É assim que vamos levar isso, entendeu?
— S-sim. — ela disse entre um gemido.
— Boa garota. Além do mais... A não ser que você coloque um chocalho no seu pescoço, como vou vê-la agitar a cabeça quando estiver com a cabeça entre suas pernas e a boca enterrada em sua boceta? — ele sorriu de lado, malicioso.
Bella ofegou. Ele segurava seus cabelos com firmeza e falava sujo com os olhos fixos nos seus. Porra, ela se sentia tão quente que ficava até difícil respirar, estava quase se desfazendo em suas calcinhas.
— Você chamou minha atenção no momento em que coloquei meus olhos em você, Bella. Você me parece tão doce e inocente que me sinto até um pouco culpado pelas coisas que eu penso em fazer com você.
— Foda... — ela ofegou. — Eu juro que vou chutar suas bolas se disser mais uma vez o quanto eu sou doce, delicada ou inocente. Eu não sou uma bonequinha de porcelana, sou uma mulher e mereço ser tratada como uma.
— Pode ter certeza que vou te tratar como uma mulher, Bella. Minha mulher. Eu posso exigente e duro, mas nunca vou te machucar, você sabe disso né?
— Sim. — ela ofegou, assentindo. — Eu posso estar sendo insana, mas eu confio em você.
— Bom. — beijou a boca dela suavemente. — E agora, você sabe o que eu faço com a minha mulher?
— N-não, o que?
Lentamente Edward desenrolou um sorriso malicioso e perverso.
— O que eu quiser.
Bella engoliu seco.
— Tire as mãos das minhas calças, bebê. Por mais que goste de sentir sua mãozinha no meu pau, você já é um grande desafio ao meu autocontrole sem me tocar e não quero gozar ainda. — disse mais suavemente e ela o obedeceu, pousando as mãos no bíceps dele. — Agora me deixe ver o quanto você quer isso. Se eu estou tão duro, espero te encontrar bem molhada. Você está molhada pra mim?
Ela assentiu meio tremula.
— Tsc, tsc, o que eu disse antes? Eu quero ouvir você falar, Bella. Sua boceta está molhada pra mim?
— S-sim... Muito molhada. Eu preciso de você, Edward... Por favor. — ela nem reconheceu a própria voz de tão necessitada e chorosa que estava, mas não podia sentir vergonha, estava quase em combustão.
Ele sorriu satisfeito. Sem soltar seu cabelo, Edward levou a outra mão para a sua coxa. Acariciou suavemente antes de deslizar a mão entre elas, subindo para sua virilha. Tocou sobre a calcinha, sentindo o tecido rendado molhado e quente, ele esfregou suavemente e pressionou exatamente onde seu clitóris estava – a fazendo soltar um gemido agoniado. O toque era bom, mas tão pouco.
Edward se deliciava com o rosto dela, enquanto apertava sua boceta sobre a calcinha. Corada, ela fechou os olhos, mordeu o canto do lábio inferior e pequenos gemidos escapavam.
Quando subiu a mão para o cós da calcinha, ela abriu os olhos novamente; pequenos olhos verdes brilhando de desejo e fome. Deslizou a mão dentro da calcinha dela, tocando seu monte-de-vênus, acariciando a pele lisa.
— Uma pequena boceta depilada, huh? — disse com um sorriso divertido. — Por quê? Seu noivo gostava assim?
— Ele gostava de mim de qualquer maneira, mas eu aprendi a gostar de ficar assim, sente ainda melhor ao toque. — engoliu seco. — Não coloque Jacob no meio disso, por favor.
— Essa é uma coisa que posso fazer facilmente, a última coisa que preciso agora é ele entre nós. — deu uma risadinha e desceu ainda mais sua mão, acariciando os grandes lábios dela. — Realmente sente melhor ao toque, suave e macia, eu gosto assim. E gosto ainda mais que esteja tão molhada, implorando pelo meu toque. — separou as dobras dela com os dedos e seu dedo do meio tocou o clitóris inchado; molhada era um eufemismo, a mulher estava pronta para gotejar em seu dedo, suas bolas se apertaram com aquilo. — Você se sente tão quente e cremosa.
— Mmmm... — Bella gemeu quando ele iniciou movimentos circulares em seu clitóris, firme e lento... Torturante. — Por favor...
— Eu vou cuidar de você, bebê. — puxou ainda mais o cabelo dela para trás, expondo seu pescoço e beijou. — Eu vou comer, foder e fazer você gozar algumas vezes essa noite, não era o que você queria? Sujo e direto?
— Si-ahmmm...
Edward riu de como sua resposta se transformou em um gemido quando ele a masturbou mais rápido.
Seu pau se sentia cada vez mais duro e inchado dentro das calças; nunca tinha se ficado tão ligado e excitado por uma mulher antes, sentia como se pudesse gozar só de vê-la gozar, mas claro que era egoísta demais para se satisfazer apenas com uma pequena entrada quando podia ter todo o prato principal.
— Eu realmente comecei pensando em lidar com isso rápido e duro, mas vendo o lindo espetáculo que você é, quero saborear cada segundo disso.
Bella afundou os dedos nos braços dele, enquanto apenas se deixava levar. Tão perto... Sua respiração ficou mais arfante enquanto seus gemidos choramingados flutuavam no quarto.
— Mais, mais... Oh, eu vou...
— Sim, você vai. — Edward disse sorrindo e aumentou a velocidade. — Pode gozar pra mim, Bella, esse vai ser apenas o primeiro da noite.
— Oh, sim... Mmmm... — e ela gozou. Nunca tinha sido tão rápido, mas também nunca estivera tão excitada. E os dedos dele continuaram torturando seu clitóris inchado e sensível.
— Você é tão responsiva e fácil, bebê, era isso que eu queria ver. Você fica linda gozando. Tão corada e posso sentir sua boceta pulsar em meus dedos. — deslizou o dedo até a entrada e a penetrou lentamente. — Tão apertada, será que pode lidar com o meu pau?
— Sim, por favor...
Sorrindo, ele tirou a mão de sua calcinha e ergueu os dedos brilhando com sua nata.
Ele passou os dedos sobre os lábios dela, que se entreabriram com um suspiro ao toque.
"Você é toda doce e de aparência delicada, não é do tipo que faz sexo com qualquer um a qualquer momento", as palavras de Emmett vieram em sua cabeça. Chupa essa, Big-Bro. Sentindo-se descaradamente provocativa, Bella colocou sua pequena língua pra fora e a girou ao redor do topo dos três dedos dele, fechou a boca sobre eles e empurrou a cabeça para frente, os engolindo até as juntas. Os dedos longos e delgados tocavam sua garganta, mas ela ignorou a ânsia que ameaçou lhe invadir e, sem tirar os olhos dos dele, o puxou para fora de sua boca lentamente, lambeu ao redor e os engoliu no mesmo ritmo. Surpreendendo-se que o apelo de sentir o próprio gosto nos dedos dele que parecia errado, ainda assim deixava tão excitada.
— Você é uma maldita provocação, mulher. — rosnou, tirou os dedos da boca dela e a beijou.
Descuidado, ele tomou sua boca duramente, passou o braço ao redor da cintura dela e a ergueu facilmente, caminhando para perto da cama e só quebrou o beijo ao jogá-la na confortável king-size.
Bella caiu ofegante e nem teve tempo de se arrumar antes que ele a puxasse para borda pelas pernas. Sem tirar os olhos dos seus, ele se inclinou e enfiou os dedos sob as laterais de sua calcinha, então a tirou.
— Você tem mais alguma tatuagem? — ela perguntou, sendo vencida pela curiosidade.
— Sim, você vai ver agora. — respondeu sorrindo de lado.
Ele tirou os sapatos rapidamente e, como já estava com as calças abertas, só teve que abaixá-las junto com sua cueca. Ele nem se importou com elas, apenas jogou para trás junto com as roupas dela.
Se com roupa era bom, nu então... Porra, ele era de tirar o fôlego.
Entre pelos claros bem aparados, sua grande ereção se despontava. Um pouco mais escuro que a pele dele, grossa, com as veias proeminentes em todo seu eixo e a cabeça brilhando com pré-sêmen. Bella ofegou, lambendo os lábios.
— Me diz que você não tem problema algum com preservativo, porque eu não faço sem eles. — Edward disse sério.
— Nenhum problema, apenas faça isso rápido. — ela disse urgentemente. — Tenho na minha bolsa.
— Você acha que esse é o tipo de material que não manteria em casa, docinho?
Com um riso arrogante, ele foi até a mesinha de cabeceira e na primeira gaveta cinco pacotes de preservativo.
— Bem confiante, não? — ela brincou.
— Eu confio no meu taco. E vendo exatamente o tipo de material que vou trabalhar, acho que isso ainda vai ser pouco.
Edward colocou os pacotinhos ao lado dela e subiu na cama de joelhos, entre suas pernas abertas e segurando suas coxas. Beijou a pele macia de sua coxa e se inclinou. Tão rosa e brilhando com toda a umidade cremosa que se espalhava em sua carne. Passou a língua suavemente sobre seu clitóris e o beijou.
— Tão deliciosa quanto aparenta.
Bella gemeu.
— Por favor, Edward, eu preciso de você agora.
Ele sorriu entre suas pernas, girou a língua ao redor e chupou com força.
— Oh! — Bella gritou e se arqueou na cama.
Sorrindo, ele se ergueu e rapidamente pegou um pacote de preservativo, abriu sem dificuldade e deslizou sobre sua ereção.
Bella lambeu os lábios, finalmente.
Se abaixando sobre ela, segurou seu pênis e o esfregou sobre o clitóris dela, sorrindo para o seu gemido.
Como disse, Edward não era um amante silencioso e não foi enquanto deslizava dentro dela lentamente. Fechou os olhos e seu lento gemido terminado como um palavrão ecoou no quarto. A mulher era tão estreita ao redor do seu pau que parecia um punho, macia e quente. Nem o preservativo podia diminuir o prazer daquele momento.
Apoiando suas mãos na cama, ele deslizou o quadril para trás, quase se retirando do corpo dela, e empurrou-se novamente. Ela gemeu alto. Fez a mesma coisa três vezes, fazendo com que o corpo dela se acostumasse com a invasão.
— Duro Edward. — Bella pediu ofegante. — Por favor, me foda rápido e duro.
Como se ele precisasse de algum incentivo para isso, nem se quisesse poderia fazer de outra maneira, não quando seu corpo parecia desesperado para explorar todo aquele prazer que a pequena mulher de aparência doce lhe proporcionava.
Ele aumentou a velocidade e a força das estocadas, batendo duro dentro dela, fazendo o barulho de suas peles se chocando ecoar no quarto com seus gemidos.
Mais e mais rápido que até mesmo a cama se balançava com a força de seus movimentos.
Bella ergueu o rosto para o teto, de olhos fechados e rosto franzido, tão bom... Tão malditamente bom! Odiava a parte de si mesma que fazia comparações com o que tinha feito no passado, mas realmente não tinha comparação, nunca tinha sentido nem de longe algo parecido com aquilo. Era... Espetacular.
— Isso! Isso, Edward! Oh Deus!
Ela ergueu os braços e colocou as mãos nas costas dele, um movimento inconsciente, precisava apenas sentir mais de sua pele. Os músculos dele estavam duros, mas ele tinha a pele suave e quente ao toque com a fina camada de suor crescendo por seu esforço físico. Nem percebeu quando começou a afundar os dedos nele, arranhando todo o caminho.
— Você é tão gostosa, porra... — Edward gemeu, se movimentando implacavelmente.
— Não para. — gemeu de olhos fechados. — Oh, por favor, não para...
— Nunca. — ele ofegou sorrindo.
— Tão bom... Nunca foi tão bom...
Edward não pode deixar de sorrir, apreciando a sinceridade dela.
Já tinha fodido muitas mulheres em sua vida e isso o fez aprender a perceber quando elas fingiam ou eram sinceras em suas reações. Não queria se gabar, mas tinha orgulho em dizer que não tinha muitas que fingiram quando estavam em sua cama, ele era bom no que fazia e sabia satisfazer uma mulher. E também não tinha vergonha de assumir que era egoísta demais para se incomodar com a atuação das outras; se elas tinham dificuldade de chegar ao orgasmo e preferiam fingir ao invés de dizer a verdade, dando a ele à chance de levá-la ao prazer real, não era culpa dele – seu ego não era afetado e nem tinha a necessidade de provar alguma coisa a elas.
Mas Bella era sincera naquele momento. Ela parecia tão entregue ao prazer que nada mais importava ou existia ao seu redor, eram apenas os dois. Ela estava absolutamente linda com o rosto completamente corado e seus olhos fechados, franzindo o rosto e com a boca formando adoráveis círculos quando soltava gemidos altos e arrastados a cada movimento.
E seus gemidos se encontravam no ar. Edward também nunca foi um amante silencioso e não tinha vergonha disso, soltava sua própria parcela de gemidos roucos, arfadas e rosnados com palavrões.
Seria um maldito se não confessasse que aquele não era o melhor momento de sua vida sexual – possivelmente um dos melhores de toda sua vida.
— Abra os olhos e olha pra mim, doçura. — pediu fazendo movimentos mais lentos, ondulando seu quadril profundamente.
Bella os abriu e seus olhos se encontraram, mas não levou nem um segundo antes que Edward tomasse sua boca ao mesmo tempo em que voltava a fodê-la rápido e duro. E a beijava tão voraz e apaixonadamente como seu pau fazia em sua boceta, conectando-os em todos os níveis.
Ela ergueu as pernas e as envolveu ao redor dele, prendendo-o contra ela. E a fazendo gritar quando a nova posição o levou a bater mais fundo, esfregando também seu clitóris.
— Eu preciso... Eu vou... — Bella gemeu em sua boca.
— Sim, doçura. — ele mordeu o lábio inferior dela e o soltou sorrindo. — Vem pra mim. Deixa eu sentir você gozar no meu pau.
Nunca parando, nunca diminuindo o ritmo, ele a levou até o limite e Bella gritou quando começou a cair. Espasmos agitava sua boceta enquanto ela gozava e gozava, sentindo-o bombear em seu corpo mais forte. Não conseguiu manter os olhos abertos, ergueu o rosto para o teto e gemia enquanto a onda de prazer percorria todo seu corpo.
Realmente, nunca tinha sido tão bom. Edward parou bem fundo e arqueou as costas, gemendo enquanto gozava forte.
E Bella podia sentir cada segundo disso. Mesmo com o látex entre eles, podia sentir os jatos quentes da semente dele enchendo o preservativo. Queria tanto sentir aquilo sem nada entre eles, apenas pele, mas nem isso desmerecia o momento.
Aquele momento pareceu conectá-los ainda mais, sua respiração era forte e seu coração batia rápido. E ela viu as faíscas. Enquanto gozava, ela viu faíscas brilhantes voando em frente aos seus olhos. Parou sorrindo, tudo tinha valido a pena.
Edward colocou o rosto em seu pescoço, esfregando o nariz suavemente e beijando carinhosamente. E depois ergueu e encontrou seus olhos.
Ele estava sério, parecendo tentar descobrir algum segredo no fundo dos seus olhos, e por um segundo ela ficou preocupada de que não tivesse sido tão bom pra ele quanto foi pra ela, mas ele sorriu. Um grande sorriso satisfeito.
— Isso foi... — ela começou, mas não encontrou qualquer palavra que fizesse jus ao quanto tinha sido bom.
— Fantástico? Maravilhoso? A melhor foda da vida? — Edward disse com um sorriso divertido. — Nunca tinha gozado tão duro, isso foi... Do caralho.
Bella sorriu corando e mordendo o canto do lábio inferior.
— Mesmo depois do que acabamos de fazer, você ainda vai corar, coisa doce?
— Não é como se eu pudesse evitar isso. — ela revirou os olhos.
— Que bom, porque isso faz parte de todo o seu charme.
Ela ia responder, mas ele juntou suas bocas e qualquer coisa que fosse dizer não era importante suficiente para interromper aquele beijo. Foi um beijo mais lento e sensual, ele parecia fazer amor com a sua boca, trabalhando sua língua na dela.
Sem soltar a boca dela, Edward usou a mão para se retirar do corpo dela, tomando cuidado para não tirar o preservativo cheio.
Quebrou o beijo prendendo o lábio inferior dela entre os dentes, beijou sobre a mordida e se levantou, indo para o banheiro do quarto se livrar do preservativo.
— Quer beber ou comer alguma coisa? — Edward perguntou carinhosamente.
— Hum, não, eu estou bem. Eu... — ela mordeu o lábio inferior, não sabia como agir naquele momento. Não sabia o que as pessoas faziam após transar com um homem que só conhecia a poucas horas. E de repente pareceu desconfortável em ficar nua na frente dele.
— Você tá tentando esconder sua nudez de mim? — ele riu.
Bella nem percebeu que estava fazendo, mas estava. Tinha fechado as pernas e estava com os braços sobre os seios.
— Eu já tudo isso, Coisa Doce, não há mais nada que você possa esconder de mim.
Edward subiu na cama, sentando com as costas na cabeceira e as pernas esticadas.
— Vem cá.
Ela nem hesitou em engatinhar pra ele e sentar escarranchada em suas coxas, com o pau dele semiereto erguido entre eles.
— E sabe... — ele começou pousando as mãos em sua cintura. — Agora eu tenho que parar de te chamar de Coisa Doce. Sim, você é muito doce, mas agora que eu te conheço bem, não sei se isso te representa bem.
— E vai me chamar de que agora?
— Coisa Quente. — Edward disse com um sorriso de lado.
Bella riu, colocou os braços sobre os ombros largos dele e agarrou seus cabelos.
— Ou você pode apenas me chamar de Bella.
— E qual seria a graça disso, Coisa Quente? — ele sorriu de lado e a beijou novamente.
— Mmm... — ela quebrou o beijo. — Obrigada por isso.
— O que?
— Você sabe... Foi muito bom.
— O prazer foi muito meu, acredite. — ele riu. — Servimos bem para servir sempre.
Bella gargalhou.
— Então talvez agora eu devesse ir embora, sabe.
— Nem sonhe com isso. Nós ainda temos mais quatro preservativos aqui e você não tá indo a lugar nenhum antes que eu tenha a chance de usá-los, ou ter um bom gosto da sua pequena boceta e ter meu pau bem fundo na sua boca.
A boceta dela se apertou com as ideias. Se esse era o tipo de entretenimento que teria a noite toda, tudo bem, não queria ir a lugar nenhum.
. . .
Bella acabou acordando quando Edward se mexeu atrás dela, mesmo que ele tivesse se mexido minimamente e apenas para se aproximar ainda mais. Ficou confusa por alguns segundo até de se lembrar de onde estava. E tudo que tinha acontecido.
Sexo. Todos os cinco preservativos. E os momentos em que não o usaram por estarem usando suas bocas. A madrugada inteira. Muito sexo.
Edward agora dormia tranquilamente com o braço sobre sua cintura. Sentia o peitoral dele em suas costas e o pênis em seu traseiro. Dormiam nus e descobertos, tinham apagado quando estavam cansados demais para fazerem qualquer outra coisa que não fosse dormir.
Tentando não se mexer demais e acordá-lo, ela ergueu cuidadosamente o braço dele e deslizou pra fora de seu alcance, saindo da cama.
Franziu o cenho quando Edward não acordou, ele apenas se ajeitou na cama e continuou a dormir, mergulhado num sono pesado. Ele não roncava, não babava e dormia com um biquinho adorável. Podia dizer que ele todo era adorável se não tivesse um corpo pecaminoso e um pênis crescendo em uma ereção matinal – porra, se o homem não tinha fôlego e pique.
E tinha testemunhado todo esse fôlego e pique antes, em todas as vezes que ele tinha tomado seu corpo e lhe levado a experimentar sensações novas. Tinha excitado partes de seu corpo que nem sabia que existia e que podia ficar excitada. Estava deliciosamente dolorida e cansada, mas o sorriso permanecia em seu rosto. A noite tinha valido muito apena.
Mas tinha sido apenas uma noite. Edward era um homem incrível, que a fizera se sentir uma mulher sensual e adorada, mas tinha sido apenas durante o sexo. O tinha escolhido por razões apenas sexuais, então iria manter assim.
Casos de uma noite é algo feito para quem consegue separar os sentimentos do sexo, ela se lembrou do que Emmett tinha dito e disse a si mesma que podia fazer isso.
Nua, ela caminhou na ponta dos pés para a bagunça de roupas que eles tinham deixado enquanto se despiam. Junto à calça e cueca dele, ela viu seu Blackberry no chão e pegou; então o vestido, o sutiã, a bolsa e a sandália em baixo e, sem olhar para trás, saiu do quarto.
Preferiu se arrumar na sala e assim não ia correr o risco de acordá-lo. Ela colocou o sutiã rapidamente e o vestido.
Merda. Ela murmurou baixinho ao perceber que tinha esquecido a calcinha no quarto. Tudo bem. Deixaria de presente pra ele porque não voltaria ao quarto. Guardou o celular na bolsa, colocou-a no ombro e levou as sandálias na mão. Estava pronta pra sair, mas então se lembrou de deixar um bilhete. Olhando ao redor da sala, procurou por algum tipo de caderno e caneta. Dali viu na geladeira um bloquinho de bilhetes com uma caneta pendurada no barbante. Escreveu rapidamente o recado e deixou ali. Aproveitou para pegar uma maçã no cesto de frutas. Acrescentou mais uma coisa ao bilhete e saiu do apartamento sorrindo.
Edward tinha deixado às chaves na porta, então a abriu e desceu, abriu a outra porta e deixou as chaves na fechadura pelo lado de dentro. Esperava que aquele não fosse um bairro perigoso, porque iria deixar a porta apenas fechada, porque não tinha as chaves.
Devia estar toda bagunçada, com a maquiagem borrada, descabelada e cheirando a sexo, mas não podia se importar menos, estava feliz. Descalça, ela andou alguns metros até chegar num ponto de táxi e pegar um.
Depois de dizer o endereço ao motorista, ela relaxou no banco e suspirou. Não apenas por Edward, também seria triste nunca mais veria as pessoas que tinha conhecido no bar e que adoraria ser amiga. Mas era isso. Tinha feito sexo com ele e agora devia manter a distância. Não tinham nada a ver e isso facilitaria muito as coisas. Olhando pela janela, ela sorriu conformada com a ideia de que nunca mais iria vê-lo.
Ao menos tinha aproveitando bastante aquela noite, amado cada minuto daquilo com ele e todas as faíscas que voaram a cada toque.
–
Edward se mexeu e algo em sua mente disse que devia ir com calma, pois tinha alguém dormindo com ele. Foi um pensamento estranho, mas então se lembrou do motivo, Bella. Inconscientemente um sorrisinho cresceu em seu rosto, mas que noite maravilhosa tinha sido aquela.
No instinto ele esticou mais o braço para abraçá-la, como tinha feito a noite toda, mas estava vazio. Abriu os olhos no mesmo instante, estava sozinho na cama.
— Bella? — a chamou pra saber se estava no banheiro. — Bella?!
Nenhuma resposta, nenhum barulho.
Intrigado, ele se levantou e foi nu ao banheiro, estava vazio. No chão não viu mais as roupas dela. A sala e a cozinha estavam vazias. Onde ela estava?
Viu algo escrito no bloquinho de recados preso a geladeira, foi até lá conferir e arrancou ao perceber que era um bilhete da Bella.
Edward, eu acordei primeiro e então resolvi poupar nós dois de qualquer constrangimento. Muito obrigada pela noite, foi incrível. Adeus, Bella. P.S: peguei uma maçã, espero que não se importe =)
Um bilhete? Um maldito bilhete de agradecimento e adeus? Ela não tinha nem se dado ao trabalho de se despedir de verdade, cara a cara? Quão especial tinha sido aquilo pra que merecesse apenas um agradecimento e adeus?
Não sabia por que, mas de repente estava com raiva. Não tinha gostado do descaso e facilidade com que ela estava abrindo mão de qualquer contato futuro com ele, até porque, não tinha o número de telefone dela ou qualquer meio de fazer contato. Aquele era a grande placa dizendo: "isso foi algo de apenas uma noite, obrigada e adeus".
Mas a ironia da situação o fez rir amargamente. Nunca quis algo sério ou relacionamento com ninguém, fazia questão de manter certa distância das mulheres para evitar qualquer confusão. E seu limite rígido era sua casa, jamais tinha levado nenhum de seus casos até sua casa e muito menos transado em seu quarto, em sua cama. E então quebra essa regra pela primeira vez na vida e a mulher vai embora. O quão irônico é isso? Era quase como o destino dado o retorno e rindo na sua cara.
Rindo, ele deixou o bilhete no balcão e voltou para o quarto bocejando.
Quando entrou em seu quarto, uma música começou a tocar. Com o cenho franzido, ele olhou ao redor. Que música era aquela? Ele reconhecia a batida, era... Creedence Clearwater, Have you ever seen the rain? Tá, mas de onde estava vindo? Ela parou alguns instantes e começou novamente, apenas a batida.
Estava vindo da sua calça no chão. Por que sua calça estava tocando Creedence Clearwater? Nem dessa banda ele gostava.
Pegou sua calça para checar os bolsos, mas então viu de onde vinha à música, era de um celular no chão. Um Blackberry preto igual o seu, mas não era o seu. De vista podia até não ter certeza, mas seu celular jamais tocaria Creedence Clearwater.
Deixou a calça no chão e pegou o celular. Estava tocando "Big-Bro ligando". Então parou de tocar, mostrando 37 chamadas perdidas e 13 novas mensagens.
Edward gargalhou ao perceber o que tinha acontecido, Bella tinha levado o celular errado para casa.
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