You & Me

32 Catch Me ::


Notas iniciais
E começamos uma nova fase para todos os personagens...

2nd, Catch Me: Ao descobrir a traição do namorado, Leah Clearwater sente que está caindo aos pedaços e só precisa de duas coisas: vingança e ficar sozinha. Quando realizar sua vingança a leva cadeia e uma noite alcoolizada, acordar nos braços de Jacob Black, o sexy mecânico que vem tomando sua cabeça por semanas deveria estar fora dos seus limites por ser ex-noivo de uma amiga, foi algo que ela não esperava, mas acaba cedendo à tentação, dias depois descobre que ficar sozinha deixa de ser uma opção para sempre. Jacob não esperava receber aquela notícia, mas está feliz e mais decidido do que nunca a superar os medos e inseguranças dela, mostrar que podem sem bom juntos e que cair nem sempre é ruim, ainda mais se tiver alguém para pegá-la.

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P R Ó L O G O

Com sua bolsa transversal sobre o ombro, o capacete em uma mão e as chaves na outra, Leah fechou o portão da entrada de seu prédio e caminhou para sua moto.

Dez horas da manhã e estava saindo para o trabalho. Como ela amava a liberdade que o estúdio lhe dava, os clientes ligavam para agendar e ela escolhia a hora, sempre depois das nove. E isso não era bom apenas para ela, era bom para todos porque ela não era uma pessoa matinal e tinha plena noção disso.

Tinha três clientes no primeiro horário, amigas que queriam colocar piercing juntas, não era das modificações mais criativas que ela já fizera e até sabia que seria algo no nariz ou umbigo, mas ela não tinha problema com isso, gostava de seu trabalho. Ela tinha que pegar mais clientes que Eleazar e Kate pra conseguir um bom dinheiro no final do mês, já que as tatuagens que eles faziam custavam mais caro, mas ela não se importava, era apaixonada por seu trabalho. Gostava de furar pessoas e fazer suas modificações, das mais simples como piercings, alargadores, até as mais diferentes – talvez consideradas bizarras por outros – como bifurcação de língua, implantes subcutâneos, surface. Esse era o tipo de coisa que gostava de fazer, não podia se imaginar fazendo algo que lhe obrigasse a ter horários fixos e um chefe lhe exigindo coisas, gostava de ser seu próprio chefe, fazer os próprios horários e fazer sua própria forma de arte.

Já estava em sua moto e pronta para colocar seu capacete quando escutou alguém gritar seu nome. Reconheceu a voz na hora e praguejou um palavrão. Nadia era uma moradora do prédio em frente ao seu e lhe odiava, mas o sentimento era recíproco. Um dia estava brigando com Sam em frente ao prédio e Nadia simplesmente parou do outro lado da rua, descaradamente, encarando a situação com um sorrisinho no rosto e isso irritou Leah o suficiente pra que gritasse: “o que você está olhando, porra? Vai cuidar da tua vida!”; ela ainda tentou retrucar: “não desconte em mim os teus problemas com teu homem, querida”, então Leah gritou de volta: “e os seus problemas, já resolveu? Porque enquanto tu tá cuidando da minha vida, teu marido tá cuidando de toda boceta disponível da cidade, fofoqueira do caralho”, mas Leah não se arrependia e muito menos se importava, não era culpada se algumas pessoas ficavam chateadas facilmente com a honestidade alheia.

— O que você quer?

Ela se aproximou com um sorriso debochado no rosto.

— Falar com você. Só estava curiosa, você estava na Cabarett no sábado?

— Não.

— Mas então você e Sam terminaram? Quer dizer, ele estava lá e você não.

Leah parou no meio do caminho de colocar o capacete e a encarou, séria. Sentiu vontade de perguntar ‘de que porra você está falando?’, mas o sorriso debochado e vitorioso dela mostrava que era exatamente isso que queria ver, Leah perder o controle e envergonhá-la. Não daria esse gostinho a ela.

— Isso não é da sua conta. Agora se você me dá licença, eu preciso trabalhar.

Estava decidida a ir para o estúdio trabalhar e não dar ouvido a aquela fofoca, mas aquilo estava lhe atormentando. Cabarett era uma casa noturna que já tinha ido algumas vezes, inclusive com Sam, era um lugar simples onde conhecia muitas pessoas, mas Sam não devia estar lá naquele dia, como Jasper ainda estava hospitalizado e isso era tudo em que pensava, Sam lhe disse que ficaria em casa trabalhando em alguns projetos e ela podia ficar no hospital.

Rosnando um palavrão, ela parou a moto na primeira vaga que viu e abriu o visor de seu capacete, tirou seu celular do bolso. Abriu sua agenda e selecionou o número de um amigo, um DJ do lugar. Em seu quinto toque, foi atendida.

— Alô?

— E ai Kyle, é Leah.

— Leah! Cara, quanto tempo você não me liga ou aparece na Cabarett, já estava com saudades.

— Claro. — ela riu. — Eu preciso saber de uma coisa, Kyle, Sam estava lá no sábado?

— O que?

— Você escutou minha pergunta, só responde.

— Vamos lá Leah, não me coloca nessa situação.

— Você me deve essa, Kyle, lembra?

— Claro que sim, não teria esse emprego se não fosse por você, mas...

— É só responder.

— Porra Leah, ele tava.

— Acompanhado?

— Vocês ainda estão juntos?

— Acompanhado? — repetiu a pergunta, firme.

— Merda. Sim. Uma mulher, morena pequena. Eu tenho as fotos da noite, posso te enviar.

— Ok, envia no meu celular agora.

— Leah, eu...

— Está tudo bem, cara, obrigada. A gente se fala depois. — e desligou.

Segundos depois, as fotos chegaram. A balada estava cheia e escura, com jogos de luzes coloridos e fumaça. Eram dez fotos, olhou todas e apenas em uma reconheceu Sam na hora; alto, com uma camisa pólo preta segurando a mão uma pequena morena de vestido lilás ao seu lado. Quando o encontrou em uma foto, foi fácil vê-lo nas outras principalmente se usasse a mulher como seu ponto de referências. Eles dançavam juntos no meio da pista de dança, em uma foto ele segurava sua cintura, em outra a sua bunda, na outra beijava seu pescoço, então tinha uma deles se beijando, apenas em uma foto conseguiu ver o rosto da mulher com perfeição.

Leah precisou sair de cima da moto com velocidade então se abaixou e vomitou no chão. Nunca tinha sentido tanto nojo em toda sua vida. Respirava ofegante e lágrimas arderem em seus olhos, de nojo e raiva.

Quando se ergueu, digitou o número do estúdio e foi atendida por Tix, a recepcionista.

— Tix, é a Leah.

— Hey Leah, suas clientes estão aqui, elas estão te esperando.

— Eu sei, pede desculpas e diz que não vou conseguir chegar agora, pede pra voltarem no almoço.

— Aconteceu alguma coisa, Leah? A sua voz...

— Eu vou ficar bem, só preciso fazer uma coisa antes de voltar ao estúdio. — e desligou, voltando pra sua moto.

Notas finais
Pelo que vocês já conhecem, podem imaginar como ela vai reagir a essa descoberta? Começando uma nova fase, todos os personagens começam também. E como eu disse, ainda terá Beward e essas fases provavelmente serão menores que a Kiss Me. Nao estranhem a falta de epílogo, o epílogo de tudo será único e pras três e vou continuar postando aqui mesmo, fica mais fácil pra todo mundo. Espero que vcs consigam ficar animadas sobre elas como estavam com a primeira. Até o próximo.