You Make Me Wanna La La [twincest].

26 Capítulo 26 - Bloody Photograph.


Rapidamente chegou terça-feira, um dos poucos dias em que Benji tinha aula junto com Joel. Educação Física e como de costume eles não fariam nenhuma atividade além do aquecimento e alongamento, já que nunca eram escolhidos para algum time. Benji não achava ruim, nunca gostou muito de esportes. Mas Joel gostava e ficava extremamente irritado com tudo aquilo.
— É injusto, Benji! Eles se acham os bons e escolhem até os nerds, mas sempre deixam a gente no banco de reservas!
— Ah, cara! Relaxa. Eles só escolhem os nerds para tirarem sarro deles, e você sabe disso. Mas pensa pelo lado bom, a gente está sem fazer nada e ainda fica com nota!
— Não é questão de nota! A questão é que eles não são melhores do que a gente!
— E nem do que ninguém! Mas pra quê você vai ficar aí esquentando a sua cabeça por causa desses imbecis?
Joel não deu nenhuma resposta ao irmão, pois não tinha nenhuma. Sabia que novamente ele estava certo, mas continuou muito nervoso.
— Maddens! – Chamou o tão odiado professor e os dois o olharam. – Vão esperar no vestiário, se precisamos serão chamados.
— Tudo bem... Vamos! Vamos, antes que você cometa algum assassinato.
— Você vai me acalmar, é?
— Joel, aqui não!
— Ah, não tem ninguém aqui, Benji... Só um beijinho. – Joel fez uma cara de criança pidona que Benji não pôde e nem quis resistir. Deram início a um doce beijo. Joel encostou Benji na seqüência de armários atrás dele, acariciando sua nuca, enquanto Benji segurava em sua cintura, o trazendo para mais perto de si.
Pensaram ter ouvido algum barulho e se separaram bruscamente.
Benji olho ao redor procurando identificar o autor do barulho, mas nada viu. Deu um último e rápido selinho em Joel e se sentou no banco ao lado deles.
— Acho melhor pararmos por aí.
Joel concordou com a cabeça sentando no mesmo banco. Passaram o resto da aula lá conversando e Benji tentando novamente convencer Joel para que ele não socasse a cara de nenhum dos outros garotos.

Voltaram para o para o prédio onde ficavam suas salas das próximas aulas, antes do resto dos alunos, pois não precisariam tomar banho após a aula já que não tinham feito nenhum esforço físico.
Ficaram enrolando no pátio até ouvirem o sinal. Despediram-se e seguiram seus respectivos rumos.
Benji foi até seu armário para pegar o livro da matéria de sua próxima aula. Ao abrir a porta de seu armário, o que Benji achou ser um pequeno papel caiu sobre seus pés. Pegou-o e viu que não se tratava de um papel como achou que fosse. Era uma foto daquelas do tipo Polaroid. Sentiu seu sangue congelar e pôde jurar que por um instante seu coração parou.
Não acreditava no que via, Billy não estava blefando, ele estava realmente disposto a fazer da vida dele um inferno.
A foto retratava um momento que havia acontecido fazia pouco tempo. Lembrou-se do barulho que ele e Joel ouviram e então pôde identificá-lo. Era o barulho de um flash fotográfico.
Logo abaixo da imagem registrada, havia um escrito que não lhe deixou dúvidas de que Billy a havia tirado: “O inferno do seu ano começou”, dizia.
Benji temeu novamente o que Billy poderia fazer. Pensou na possibilidade daquela ser a única foto que Billy havia tirado apenas para assustá-los, mas logo a descartou por saber que ele não seria burro o suficiente para ter apenas uma cópia da foto.
Benji guardou a foto em seu bolso, pegou seu livro e foi até a sua próxima sala. As aulas passaram tão devagar quanto a preocupação de Benji.
Decidiu mostrar a foto a Joel, para que ele já estivesse preparado se Billy decidisse fazer algo a ele.
— Joel! – Chamou ele correndo em direção ao irmão que o esperava no portão da escola. – Vamos a pé, eu preciso falar com você.
— Hm, ok.
— Você recebeu algo no seu armário?
— No meu armário? Não. Por quê? – Benji entregou a foto a ele como resposta. Joel pareceu ter a mesma reação de Benji.
— Não acredito... Então esse foi o...
— O barulho... Exatamente.

- Cara, se ele publicar isso estamos fodidos! – Benji não tinha parado para pensar nisso, mas Joel tinha razão. – O que nós vamos fazer?
— E tem algo que a gente possa fazer?
— É... Não tem...
— Esperar para ver no que vai dar.
— Essa sim é a única coisa a se fazer.
— Eu vou sempre estar do seu lado, Benji! Sempre!
— Eu também, Joel. Você sabe que sim.
Andaram o resto do caminho em silêncio, pensando em como seria a vida deles se Billy fizesse o que temiam. Chegaram a casa, e tudo ocorreu como sempre. À noite adormeceram. O dia seguinte seria um novo dia. Era pelo menos o que esperavam.