Notas iniciais
Cá estou eu postando mais um, e é isso aí.

Acabei acordando atrasada, isso porquê segundo minha mãe, eu entrei em “coma”, porquê tudo que ela fazia, não adiantava pra me fazer acordar. E eu realmente preferia estar em coma. Eu sei que ás vezes pensar nessas coisas de coma, morte ou qualquer outra coisa, é meio que infantil, mas sim, eu realmente sou infantil e penso nisso todos os dias.

Quando entro na sala, vejo Hinata e Sasuke juntos, de novo. Sim, eu estou com ciúmes, afinal, ela é minha melhor amiga e eu sou apaixonada por essa lerda que não percebe isso de uma vez por todas. Ela me falou “oi”, mas como eu estava desejando a morte de Sasuke, eu preferia não responder, achei melhor, é.

Eu não prestei atenção nas três primeiras aulas, eu queria ir embora e minha cabeça doía absurdamente como nunca doeu antes. Kakashi me chamou a atenção de novo, é incrível porquê ele realmente tem algo contra mim e eu nunca fiz nada contra ele, então, acho que isso deve ser o famoso “ódio gratuito” que eu recebi em praticamente todas as escolas que já estudei desde a infância. Quando chegou o recreio, eu fui a primeira a sair e me enfiar no banheiro.

–– Saky, você ta aí, não ta? –– perguntou Hinata, e pude ver que ela estava sentada no chão. –– Olha, me desculpa por ter “trocado” você com o Sasuke. Tá chateada comigo, não ta? Me desculpa mesmo. Quando eu passei pra essa escola, eu queria ficar perto de você e acabei fazendo isso agora...

Eu tive uma idéia totalmente estúpida que nunca feito a minha cabeça antes, mas eu tinha que tentar, mesmo que Hinata acabasse me batendo ou até parar de falar comigo por um tempo, porquê todo mundo sabia que ela não vivia sem mim. Continuei com o rosto entre as pernas, e falei:

–– Abre a porta.

Ela fez o que eu tinha falado, e logo depois fechou a porta. Perfeito. Eu olhei para ela e ela para mim, e ficamos naquilo até eu me levantar e beijá-la. Foi só um selinho, porquê nem eu ou ela tivemos coragem de continuar, ficamos ali; encostadas na porta, com os olhos arregalados e rezando para ninguém estar do lado de fora.

–– Cara, você tá bem? –– ela perguntou, logo quando eu me separei do nada.

–– Meu Deus... –– eu dizia, enquanto tinha as mãos na boca, espantada com o que eu mesma tinha feito. –– Me desculpa, Hina, por favor.

–– Desculpa exatamente pelo o que? –– ela me perguntou, com aquele sorriso perverso que sempre tinha no rosto. –– Você não é a primeira menina que eu beijo, Saky, se é que isso foi um beijo.

–– Mas mesmo assim. –– eu continuei, parando e olhando para ela. –– Desculpa.

–– Pare com isso, não tem problema nenhum. –– ela disse, e depois me abraçou.

Hinata sempre foi maior que eu, e quando ela me abraçava, era como se eu fosse uma criançinha assustada e que ela era minha mãe, e até que fazia um pouco de sentido isso. Depois saímos juntas, como se nada tivesse acontecido lá dentro, e era assim que eu queria ficar; fingindo que nada tinha acontecido entre mim e minha melhor amiga, mesmo que não tivesse acontecido alguma coisa. Ela passou alguns minutos comigo, depois voltou para o lado de Sasuke, aceitei, afinal ela tinha me dito que sairíamos juntas depois da escola.

–– Ei, Sakura, quer sair comigo hoje? –– perguntou Naruto, puxando de leve o rabo-de-cavalo que eu tinha feito no cabelo, que não estava tão bom e com aquilo piorou mais ainda.

–– Não, vou sair com a Hina. –– respondi. Ele estava encostado no murinho do lado da quadra, e eu estava no “primeiro” andar de cima, que ficava em frente a sala. –– Chama a Ino. E falando nela... você sabe quem diabos é Sai?

–– COMO ASSIM?! –– ele fingiu ter realmente se assustado com a pergunta e foi um pouco pra trás, segurando no murinho, pena que não caiu. –– Ele estuda com a gente, Sakura.

–– Nunca ouvi falar desse cara. –– confessei, e não sabia mesmo. Geralmente, na chamada, eu ouvia mesmo um “Sai.” mas pensava que era o professor falando pra algum aluno sair da frente. Porquê, é foda uma pessoa se chamar Sai, vai dizer que não?

–– Você tá suja com batom bem aqui. –– disse Naruto, se sentando de vez no murinho.

–– Aonde? –– eu perguntei, passando a mão na boca. Provavelmente era o batom de Hinata, sorte que ele é burro e não percebeu. –– Aonde, merda?!

–– Deixa que eu limpo. –– ele disse, se aproximando de mim. Deixei, numa boa, mas nunca imaginei que o idiota iria me beijar no meio de TODA a escola.

Logo a escola começou a gritar e assoviar, como se aquilo fosse um show ou algo do tipo. Eu com certeza deveria estar vermelha, porquê meus beijos sempre aconteciam perto da escola. O meu primeiro, foi perto, eu fiquei com o menino de trás de uma sorveteria que já tava fechada fazia séculos. Depois de uns meses, me falaram que o povo desgraçado tinha gravado o meu beijo, e jogado na internet, procurei de todos os nomes possíveis e até impossíveis, mas nunca consegui achar o vídeo e espero não achar também, porquê seria constrangedor ver eu mesma beijando alguém.

Quando ouvi o grito de Hinata também, acabei saindo correndo para trás da escola, um lugar que eu costumava chamar de"refúgio", principalmente quando estava nas minhas crises bipolares. Naruto vinha correndo atrás de mim, enquanto gritava meu nome. Porquê quando o recreio tem que acabar de uma vez, nunca acaba?! Eu quero entrar pra dentro daquela sala, me sentar e fingir que só tem eu lá dentro e um professor falando coisas que eu não vou prestar a mínima atenção, mas não, um beijo roubado acabou com tudo isso!

–– Sakura, me espera! –– Naruto gritava atrás de mim, e eu então finalmente parei, até porquê tinha um portão na minha frente, só se eu pulasse por ele é que eu poderia fugir dele. Eu sempre quis fazer isso, só que infelizmente não.

–– Cara, pra que você fez aquilo, na frente da escola toda?! –– eu perguntei, me virando para olhá-lo.

–– Vai me dizer que não gostou? –– ele perguntou de volta, dando um sorriso malicioso. Eu quis mais do que nunca dizer, mentira, gritar um “NÃO, PORQUê EU GOSTO DE MENINAS!”, mas preferi somente balançar a cabeça negativamente. Agradeci aos céus quando a campainha tocou, acho que eu fui a primeira a correr e voltar pra sala.

Não falei com Naruto mais no resto da aula, embora ele gritasse meu nome da carteira dele e ás vezes vinha até a minha pra tentar falar comigo. Nem Ino, que era de conversar bastante comigo, ao ver o quanto estava com raiva e envergonhada, não veio falar comigo. Acho que isso acaba me tornando ainda mais anti-social, mas que se foda, o Naruto não deveria ter me beijado, não no meio da escola e principalmente agora, que eu estou tentando entender esses sentimentos que tenho pela Hinata. Olhei de novo no meu relógio e finalmente era 17:00, bateu a campainha e eu até sorri. Eu sempre me sentia bem quando estava com Hinata, ela me fazia rir, principalmente quando fazia graçinhas.

–– Vamo? –– ela perguntou, quando me viu chegar em sua carteira.

–– Claro. –– eu respondi, sorrindo e dando alguns pulinhos. Hinata olhou para trás de mim e seu sorriso desapareceu, ali estava Naruto nos encarando com os olhos cerrados e braços cruzados. –– Algum problema, Naruto?

–– Não, nenhum. –– ele respondeu, e depois saiu da sala, mas ainda deu uma ou duas olhadas para trás. Isso me preocupou agora, de verdade.

–– Então vamo! –– gritou Hinata, me abraçando e subindo nas minhas costas. Sim, ela continuava pesada e sabendo que eu não podia pegar coisas pesadas, mas mesmo assim, se for ela, eu posso arriscar minha vida um pouquinho.

Cheguei em casa com Hinata nas costas, e depois joguei ela na minha cara, rindo logo em seguida e deitando ao seu lado. Fiquei um tempo admirando a “nova” Hinata que estava na minha frente e abaixei o olhar para a parede do meu quarto, ela percebeu a minha mudança e me olhou de novo. Hinata estava diferente, não sei explicar como está esse “diferente”, mas sei que está.

–– Eu vou tomar banho. –– eu disse, me levantando. –– Já volto.

O combinado era que eu tomaria banho, e depois iria pra casa de Hinata e então de lá, iríamos sair. Eu estranhei Hinata ficar em silêncio, já que ela sempre costumava falar e falar e falar, assim como mecher nas minhas coisas. Dei um grito quando a porta do banheiro foi aberta e ela gritou um “BU!”.

–– Chega pra lá, eu vou tomar banho aqui também. –– ela disse, fechando a porta do banheiro novamente.

–– O que?! –– eu perguntei, óbvio que eu não queria ver ela sem roupa alguma. –– Não! Você vai tomar na sua casa, né?!

–– Oxe, e qual o problema de mim tomar aqui? –– ela perguntou de volta, não esperando que eu respondesse. Hinata tirou a roupa e jogou em algum canto do banheiro, então logo se aproximou de mim, me dando um empurrão. –– Você engordou, ein, Saky? Esses aí também cresceram bastante desde a última vez que eu os vi.

Hinata riu quando me viu abaixar o olhar para os meus seios, que não podiam ser comparados com os dela. Eu fiquei em um canto do banheiro, esperando ela terminar de tomar banho para que eu fizesse isso logo em seguida, mas ela me puxou novamente.

–– Você tá com vergonha de mim, sua melhor amiga? –– ela perguntou, me enfiando no meio do choveiro.

–– Claro que não, é só que... –– eu comecei, mas não queria terminar.

–– Só que nada. –– ela disse, pegando a escova para pentear meu cabelo como sempre fazia quando éramos pequenas. –– Eu sou sua melhor amiga, e já tomamos banho juntas milhares de vezes.

–– Hina, você gosta de mim? –– eu perguntei de uma vez, olhando para ela.

–– Claro que sim, Saky! –– ela me respondeu, mas eu sabia em que sentido que ela gostava de mim, e não era nesse sentido que eu estava falando. –– Que pergunta! Mas porquê isso agora?

–– Não é nada... –– eu disse, olhando para o chão.

Depois de dois minutos, que foram mais gastos com coisas estúpidas, tipo nós duas ficarmos escorregando no chão ou jogar água na cara uma da outra, saímos do banheiro. Hinata teve que usar uma roupa minha, e não preciso dizer que a roupa ficou curtíssima, não é? Ok, não preciso. Eu estava com uma blusa que ela tinha me dado um pouco depois de entrar na minha escola, que era preta e tinha escrito em inglês e azul “I love my penis.” –– “Eu amo meu pênis.” ––, eu sei, a camiseta é meia estranha de uma garota usar, mas Hinata insistiu tanto e eu fiquei, como sempre, com pena de dizer não. As pessoas ficaram olhando para mim na rua, mas ela me disse para não ligar, e foi o que eu tentei fazer até chegar na casa dela.

Fiquei esperando na sala, porquê não queria vê-la sem roupa novamente. Neji ficou me encarando, ou melhor, encarando minha camiseta, o que me deixou com um pouco de vergonha. O que eu mais fiquei impressionada, é que quando Hinata desceu, ela estava com uma camiseta igual a minha. Eu sorri, porquê assim não passaria vergonha sozinha. Nós saímos, e íamos rumo ao shopping, como sempre. Ás vezes eu sugeria pra irmos a outros lugares, mas Hinata era apaixonada por shopping’s e essas coisas, então eu sempre a acompanhava, mesmo eu não gostando nada.

–– Hoje você vai ficar linda! –– ela disse, enquanto tampava meus olhos com as mãos. –– Não deixarei você ver até ficar prontinha!

Eu sabia que aquilo significava que ela me levaria pra algum salão de beleza e todas essas merdas, que eu preferia evitar. Ás vezes ia com minha mãe, mas só atoa, já que só ela era quem se arrumava. Nunca gostei dessas coisas, sério mesmo. Quando entrei no shopping, Hinata me puxou direto pra onde ficava aquelas “lojinhas” de arrumar cabelo e unha, lojinhas que eu evitava até olhar. Hinata me sentou em um banco, praticamente me jogou na verdade, e foi falar com alguém lá na frente.

Logo veio um monte de mulheres pra me arrumar, e pra piorar: eu estava com um pano nos meus olhos, então não podia ver nada do que estavam fazendo. Ouvi uma hora Hinata dizer “azul” mas não entendi o porquê disso, e eu espero que ela não esteja pensando em pintar TODO meu cabelo de azul, tirando pelo fato que ele veio “pintado”, já que é todo rosa. De um lado, puxavam meu cabelo, do outro, faziam a unha das minhas mãos. Eu já estava cansada, minha bunda estava doendo e minha cabeça também, mas Hinata parecia que não, ela era acostumava com isso, já eu, não.

–– Vá em frente e diga que não está linda. –– Hinata me disse, enquanto desamarrava o pano que antes me deixava uma amostra do que é ser cega.

Eu me olhei no espelho; estava com algumas mechas azuis, o que ficou até lindo pro meu cabelo. Minhas unhas, não tão grandes ou pequenas, estavam pintadas de preto, uma cor que Hinata sabe que eu amo, e também estava com maquiagem, não tão forte. Mas o que eu me espantei mesmo, foi com o cabelo de Hinata, ela tinha o pintado TODO de azul, Neji com certeza a mataria. Meus pais também me matariam por fazer isso sem permissão, mas tanto faz, eu não me arrependo disso.

–– Neji vai te matar! –– eu disse quando ela pagou tudo, e descemos pela escada rolante. Eu estava segurando nela, porquê ainda tenho medo de acabar caindo, é. –– Você pintou o cabelo TODO, sua louca!

–– Que se foda Neji! –– ela praticamente gritou. Hinata mora com os pais, mas eles mal param em casa pra falar um “oi filha, você ainda está viva?” e Neji, que já tinha terminado a escola e parado a faculdade, ficava tentando cuidar dela, pra que ela não pudesse acabar com a cara da Tenten. –– Ele não vai contar para os meus pais sobre isso, e se contar, eu conto também que ele transa com aquela vadia da Tenten todo dia.

–– Ela é a namorada dele, Hina... –– eu disse, já sabendo que ela iria falar um discurso depois. –– Mas tanto faz. O que vamos fazer hoje?

–– Vamos comer! –– ela disse, jogando o braço direito sobre o meu pescoço.

Andamos e andamos, até chegarmos em uma lanchonete que sempre comiamos. Me sentei como sempre, de frente para ela. Hinata ficou me olhando, do mesmo jeito que ficava quando queria me perguntar ou pedir algo. Ainda não tinha me acostumado com o novo cabelo dela, ok? Ok.

–– Saky, você gosta de meninas? –– ela me perguntou e eu quase cuspi o refrigerante no chão.

–– PORQUÊ?! –– perguntei de volta.

–– Porquê a Karin é bi, e tá procurando alguma menina pra ficar. –– ela respondeu, e eu fiquei aliviada. –– Então, você gosta ou não?

–– Eu não sei... –– admiti o que estava tentando entender fazia alguns meses.

–– Como não sabe? –– ela voltou a perguntar. Odeio quando ela me enche de perguntas, porquê eu sempre guaguejo, saco.

–– Não sabendo, ora. –– eu respondi, levando o copo de novo pra tomar refrigerante e levantando uma mão no ar.

–– Você já beijou alguma menina pra saber? –– ela perguntou e eu neguei com cabeça. –– Você acha meninas mais atraentes do que meninos? –– Afirmei com a cabeça. –– Então você gosta de meninas!

–– Não é assim que as coisas funcionam. –– eu disse e ela riu. –– Sério, Hina, eu não sei se gosto mesmo de meninas.

–– Vamos fazer um teste hoje? –– ela me perguntou, mordendo o canudo que antes estava no copo dela.

–– Que teste? –– perguntei com medo do que podia vir.

–– Você vai ficar comigo, ora! –– ela responde e eu senti como se meu coração fosse sair pela boca. –– Vou pedir pra sua mãe, para você dormir na minha casa hoje. Quanto ao Neji, não se preocupe, porquê ele vai estar muito ocupado com a Tenten.

Eu não disse nada, apenas fiz que sim com a cabeça. Nem era tão tarde, mas Hinata disse que tínhamos de ir embora, e eu fui. No caminho pra minha casa, ela ficava me abraçando de um jeito que eu ficava até com uma certa vergonha. Teve um casal homossexual que passou pela gente, e disse “Vocês são tão fofinhas juntas!” mas quando eu ia falar que a gente era só amigas, Hinata riu alto e disse “Obrigada!”, senti muita vergonha nessa hora, mas ok. Quando cheguei em casa, minha mãe não perguntou sobre as mechas e nem nada, ela não brigada comigo na frente de Hinata. Arrumei tudo em uma mochila e fui pra casa dela.

Chegando lá, fui recebida por um Neji e uma Tenten se agarrando no sofá, disfarcei que não tinha visto nada e fui pro quarto de Hinata. Sempre que dormíamos juntas, ela fazia uma “casinha”, era um lençol preso em dois cantos de uma parede ou até mesmo no guarda-roupa. Hinata desligou a luz, e o que iluminava o quarto era a luz da lanterna do meu celular. Ela se sentou e ficou olhando para mim, com um sorriso estranho do rosto.

–– Pronta? –– ela me perguntou, pegando minha mão e percebendo que a mesma estava soada e fria.

–– Não. –– eu respondi. Estava quase entrando em um estado estranho, exatamente quando foi no meu primeiro beijo; eu comecei a tremer, e a respirar rápido demais. –– Sério, Hinata, eu não quero fazer isso.

–– Só relaxe, Sakura. –– ela disse, e pela primeira vez não citou “Saky”. –– Vai ser divertido.

Eu tentei relaxar, e fui me aproximando aos poucos dela. Hinata viu que eu ainda estava sem coragem, por isso levou a mão que antes estava segurando a minha por trás da minha cabeça, e me aproximou de vez. No começo, ficamos só grudadas, sem coragem nenhuma de continuar. Mas depois fui eu quem criou coragem e continuei. Tentava fazer todos os mesmos movimentos dela, não que eu não sabia beijar, mas fazia muito tempo que eu não beijava, só por isso. Eu parei e olhei para ela.

–– E então, gosta de meninas ou não? –– ela me perguntou e ainda ria.

–– Eu ainda não sei, Hina... –– respondi.

–– Então vamos concluir isso, ainda essa noite. –– ela disse, e voltou a me beijar.

Não sei quantas horas fiquei beijando Hinata, mas foram as horas mais preciosas e sonhadas da minha vida.