Notas iniciais
Só pra avisar que, a partir de agora, eventualmente, pode aparecer uma parte mais caliente e tals .... Na minha percepção, a Sarah de 18 anos não é a mesma de quando entrou no Labirinto: ela está descobrindo muitas coisas que foi "privada" enquanto esteve presa lá, então pode ser que vocês não curtam muito um hentai ou insinuação ou outra que possa aparecer, mas vai ser mais ou menos isso, uma Sarah descobrindo coisas novas e claro, Jareth ajudando-a nessa descoberta. Mas não se preocupem que este não será exclusivamente o foco da fic, ainda temos outros casos a explorar, coisas para desenrolar ainda. Qualquer coisa, só dar um grito nos comentários :)

Alguns passos e já estavamos dentro de casa, Jareth empurrando a porta com o pé para fecha-la num baque forte, seus beijos eram tão cheios de desejos que começavam a despertar algo em mim. Um desejo imenso de Jareth, um desejo de ser dele para sempre.

Fomos caminhando às cegas até o sofá, onde Jareth me deitou e eu sentia suas mãos por debaixo da minha camiseta, nas minhas costas. Onde ele queria chegar com isso?

Jareth beijava agora o meu pescoço e logo ele começava a querer levantar a minha camiseta.

– Eu nunca dei uns amassos no sofá. — pensei alto, como sempre.

Ele parou de me beijar e me encarou, tentando segurar o riso.

– Eu sei que não, Sarah. — percebi que ele começava a desabotoar a camisa branca que ele vestia. — Tem uma primeira vez pra tudo nessa vida.

A camisa dele agora já estava no chão, suas mãos voltaram a me acariciar por debaixo da minha camiseta.

– Podemos tirar essa peça de roupa? — Jareth perguntou.

– Ora, ora! O Rei dos Goblins pedindo permissão? Que evolução sair daquele castelo fez com você, hein?

– Sarah, não estrague o clima. — ele não esperou a minha resposta e tirou a minha camiseta, sua mão brincando com a alça do meu sutiã. — Que belo corpo você tem, Sarah.

Arrepios pelo corpo todo era o que eu sentia quando Jareth me beijava o pescoço e ia descendo até os meus seios, chegando ao meu umbigo.

– Só uns amassos, Jareth! — alertei quando ele ameaçou descer a minha calça. — Não estou preparada para o que pode vir a seguir.

Jareth riu e voltou sua atenção pra mim, nossas bocas numa sincronia perfeita e sua mão inquieta passeando meu sutiã, até que uma alça se desfez, revelando um seio pequeno e de mamilo cor de rosa, totalmente sensivel ao toque daquele homem.

– Só uns amassos, Sarah. — ele dizia enquanto beijava meu pescoço, até chegar ao meu seio nu. — Mas uns amassos à minha maneira.

Me contorci inteira quando senti a língua do Jareth tocar o meu mamilo, puxei sem querer, mas com força, o seu cabelo, fazendo-o gemer também.

A luz ainda não havia voltado e logo entrei em desespero quando vi pela janela o clarão das luzes do carro chegando.

– Droga, Jareth! Meus pais estão chegando.

Jareth ainda ficou deitado sobre mim, olhando pela janela, como se esperasse o carro parar para ter certeza de quem eram eles.

– Vai, Jareth! — empurrei-o e quase ele caiu no chão. — Vai, sobe e não sai do meu quarto! — recolhi a camisa dele do chão e praticamente joguei nele.- Vai, Jareth! Eu não quero morrer antes dos meus 20 anos!

Jareth subiu as escadas sem pressa alguma, apenas rindo do meu desespero em colocar a minha camiseta e tentar parecer a mais natural possivel.

– Ei, psiu! — ele gritou da escada. — A lanterna, ali no chão.

– Tá, agora vai! — peguei correndo a lanterna e ouvi a porta do quarto sendo fechada. — Merlin? Merlin?

A porta da sala se abriu e Irene entrou primeiro, meu pai e Toby logo em seguinda, todos molhados apesar do guarda-chuva.

– Que temporal! — Irene disse assim que entrou. — Está tudo bem, Sarah?

– Sim, está! Acabou a luz e estou procurando o Merlin.

– Você não trouxe ele pra dentro antes da chuva começar, filha? — meu pai perguntou.

– Sim, mas ele ficou aqui embaixo, não subiu comigo. Oh, aí está você!

Merlin apareceu com o cobertor dele meio que tapando a visão, tirei e ele agora conseguia enxergar com clareza. Fiquei imaginando se ele queria tapar os olhos e não ver as cenas que aconteciam entre mim e Jareth.

– Bom, eu vou dormir. — falei logo para que a conversa não se prolongasse mais. — Boa noite!

Dei um beijo de boa noite em Toby e subi correndo as escadas, escancarei a porta, mas nenhum sinal de Jareth ali.

– Jareth? — falei quase num sussurro.

Nenhuma resposta, mas a janela semi-aberta e um bilhete ao lado da bola de cristal sob o criado-mudo foram o suficiente para saber que ele não estava mais ali.

"Domingo à tarde do parque. DJ."

– E por que não David Jones, Jareth? — falei rindo, segurando o bilhete junto ao meu peito. — Jareth, se você me enfeitiçou, saiba que ele foi realizado com sucesso.