You Could Be My Queen
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Alguns passos e já estavamos dentro de casa, Jareth empurrando a porta com o pé para fecha-la num baque forte, seus beijos eram tão cheios de desejos que começavam a despertar algo em mim. Um desejo imenso de Jareth, um desejo de ser dele para sempre.
Fomos caminhando às cegas até o sofá, onde Jareth me deitou e eu sentia suas mãos por debaixo da minha camiseta, nas minhas costas. Onde ele queria chegar com isso?
Jareth beijava agora o meu pescoço e logo ele começava a querer levantar a minha camiseta.
– Eu nunca dei uns amassos no sofá. — pensei alto, como sempre.
Ele parou de me beijar e me encarou, tentando segurar o riso.
– Eu sei que não, Sarah. — percebi que ele começava a desabotoar a camisa branca que ele vestia. — Tem uma primeira vez pra tudo nessa vida.
A camisa dele agora já estava no chão, suas mãos voltaram a me acariciar por debaixo da minha camiseta.
– Podemos tirar essa peça de roupa? — Jareth perguntou.
– Ora, ora! O Rei dos Goblins pedindo permissão? Que evolução sair daquele castelo fez com você, hein?
– Sarah, não estrague o clima. — ele não esperou a minha resposta e tirou a minha camiseta, sua mão brincando com a alça do meu sutiã. — Que belo corpo você tem, Sarah.
Arrepios pelo corpo todo era o que eu sentia quando Jareth me beijava o pescoço e ia descendo até os meus seios, chegando ao meu umbigo.
– Só uns amassos, Jareth! — alertei quando ele ameaçou descer a minha calça. — Não estou preparada para o que pode vir a seguir.
Jareth riu e voltou sua atenção pra mim, nossas bocas numa sincronia perfeita e sua mão inquieta passeando meu sutiã, até que uma alça se desfez, revelando um seio pequeno e de mamilo cor de rosa, totalmente sensivel ao toque daquele homem.
– Só uns amassos, Sarah. — ele dizia enquanto beijava meu pescoço, até chegar ao meu seio nu. — Mas uns amassos à minha maneira.
Me contorci inteira quando senti a língua do Jareth tocar o meu mamilo, puxei sem querer, mas com força, o seu cabelo, fazendo-o gemer também.
A luz ainda não havia voltado e logo entrei em desespero quando vi pela janela o clarão das luzes do carro chegando.
– Droga, Jareth! Meus pais estão chegando.
Jareth ainda ficou deitado sobre mim, olhando pela janela, como se esperasse o carro parar para ter certeza de quem eram eles.
– Vai, Jareth! — empurrei-o e quase ele caiu no chão. — Vai, sobe e não sai do meu quarto! — recolhi a camisa dele do chão e praticamente joguei nele.- Vai, Jareth! Eu não quero morrer antes dos meus 20 anos!
Jareth subiu as escadas sem pressa alguma, apenas rindo do meu desespero em colocar a minha camiseta e tentar parecer a mais natural possivel.
– Ei, psiu! — ele gritou da escada. — A lanterna, ali no chão.
– Tá, agora vai! — peguei correndo a lanterna e ouvi a porta do quarto sendo fechada. — Merlin? Merlin?
A porta da sala se abriu e Irene entrou primeiro, meu pai e Toby logo em seguinda, todos molhados apesar do guarda-chuva.
– Que temporal! — Irene disse assim que entrou. — Está tudo bem, Sarah?
– Sim, está! Acabou a luz e estou procurando o Merlin.
– Você não trouxe ele pra dentro antes da chuva começar, filha? — meu pai perguntou.
– Sim, mas ele ficou aqui embaixo, não subiu comigo. Oh, aí está você!
Merlin apareceu com o cobertor dele meio que tapando a visão, tirei e ele agora conseguia enxergar com clareza. Fiquei imaginando se ele queria tapar os olhos e não ver as cenas que aconteciam entre mim e Jareth.
– Bom, eu vou dormir. — falei logo para que a conversa não se prolongasse mais. — Boa noite!
Dei um beijo de boa noite em Toby e subi correndo as escadas, escancarei a porta, mas nenhum sinal de Jareth ali.
– Jareth? — falei quase num sussurro.
Nenhuma resposta, mas a janela semi-aberta e um bilhete ao lado da bola de cristal sob o criado-mudo foram o suficiente para saber que ele não estava mais ali.
"Domingo à tarde do parque. DJ."
– E por que não David Jones, Jareth? — falei rindo, segurando o bilhete junto ao meu peito. — Jareth, se você me enfeitiçou, saiba que ele foi realizado com sucesso.
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