— Só vou te pedir uma coisa. — Jareth parou em frente à porta do seu apartamento, a chave da fechadura esperando ser virada.

— O que? Para não reparar na bagunça?

Ele respirou fundo e fechou os olhos, como se procurasse por paciência.

— Por favor, tire os sapatos antes de entrar.

— Ah, alguma tipo de costume oriental? — perguntei enquanto tirava os sapatos.

— Não, apenas um carpete felpudo branco pelo apartamento todo, com exceção da cozinha. — agora era ele quem tirava os sapatos. — Dá trabalho limpar.

— Como se fosse você que limpasse seu apartamento. — resmunguei enquanto ele abria.

— Não sou, mas não custa nada manter limpo. — ele deu de ombros. — Bem-vinda.

O apartamento não era grande, mas me surpreendeu pelo clima aconchegante. O tapete felpudo branco constratava com o sofá de couro preto, uma singela TV na parede e uma estante que ocupava uma parede inteira repleta de livros.

Coloquei meus sapatos num canto e fui andando em direção à estante, o tapete fazia cócegas nos meus pés e logo senti a mão de Jareth na minha cintura.

— Sabia que a estante seria mais interessante que o meu quarto. — ele sussurrou. — Ainda quer o vinho?

— Quero. — respondi enquanto passava os olhos por alguns títulos, desde clássicos como Shakespeare até leitura mais contemporânea, como Truman Capote.

Voltei os olhos pela sala e logo Jareth já estava ao meu lado com duas taças de vinho. A capa preta estava jogada no sofá e o colete cinza, quase prata, justo ao seu corpo, o deixava ainda mais lindo.

— Já te disse que você ficou lindo nessa fantasia? — perguntei antes de tomar um grande gole e ele tirar a taça da minha mão, pedindo pra eu ir com calma.

— Não. — ele sorriu e me puxou para junto dele.

— Você está lindo nessa fantasia! — falei sentindo meu rosto corar.

— Foi a melhor coisa de última hora que eu tinha por aqui. — ele beijou o meu pescoço. — Um dos meus livros favoritos. — outro beijo acompanhado de um arrepio pelo corpo. — Eu estava relendo hoje de manhã.

— É? — peguei a taça de volta da mão dele e terminei num gole só, devolvendo-a vazia. — Eu nunca li.

— Nunca? — Jareth pareceu se assustar. — Vou te dar o meu pra você ler. — ele deixou as duas taças na mesinha atrás do sofá e começou a procurar pela estante. — Acho que deixei no castelo ... ou será que está no meu quarto?

Tentei conter risinhos bobos adolescentes, mas ele pareceu gostar.

— Então, o que achou da minha residência?

— Não sei, ainda não conheci o seu quarto. — ele começou a desabotoar o colete e comecei a ficar ansiosa. — Você pode me mostrar e aproveitamos pra procurar o livro.

— Ah, Sarah, Sarah. — o colete agora estava junto à capa, no sofá. — Não sei se você é inocente ou se faz. — seus lábios frios e agora com sabor de vinho tinto encontraram os meus. — Então vamos procurar comigo.

Ele me puxou pela mão e foi me guiando pelo pequeno corredor, do lado esquerdo a cozinha pequena e toda branca e alguns passos, do lado direito, lá estava o quarto, uma enorme cama king size, um armário modesto e dois criado-mudos, um de cada lado da cama, cada qual com um abajur, iluminando discretamente o ambiente.

— E agora? — ele perguntou.

— Gostei. — entrelacei meus braços no seu pescoço. — Moraria facilmente aqui.

— Não, aqui vai ser ... ah, sua casa de veraneio. — ele tirou a minha tiara e puxou o meu cabelo pra trás. — Trocou o shampoo? — ele cheirava meu cabelo e meu pescoço. — O perfume está diferente, mais doce. — uma mordida na minha orelha. — Gostei.

Não consegui pensar em nada e quando percebi, já estava desabotoando a sua camisa branca.

— Sarah, você está certa disso? — ele perguntou assim que tirei a camisa e joguei-a no chão.

— Sim, totalmente. — me agarrei a ele. — Algo me diz que já esperei muito por isso e, Jareth, você não faz ideia de quanto eu te desejo.

— Não mais do que eu. — antes de um beijo, ele mordeu com força os meus lábios que por um momento achei estivessem sangrando. — Bom, então vamos fazer do jeito certo. — ele se posicionou atrás de mim.

— Jeito certo? — questionei enquanto sentia o zíper do vestido sendo aberto.

— Correto. — o vestido caiu no chão e seus lábios beijavam meus ombros nus. — Preliminares, como dizem por aí. — suas mãos agora desatavam meu sutiã tomara que cai, juntando-se ao vestido no chão e seus lábios percorriam toda a minha costa e laterais do meu corpo. — Quero que essa seja uma noite especial e inesquecível pra você.

Virei-me de frente pra ele, apenas usando minha calcinha de renda preta, mas estava tão à vontade com Jareth que acho que essa foi a primeira vez em que eu não sentia tanta vergonha.

— E vai ser. — seus lábios pareciam mais saborosos do que nunca. — Tenho certeza que vai.

Ele sorriu e me deitou na cama, seu corpo sobre o meu e sua boca lambia com cuidado meus seios, leves mordidas e meu corpo tremia a cada toque dele.

— Prometo não te deixar com hematomas dessa vez. — ele mordiscou meu mamilo rijo e continuou a descer pelo meu corpo, até tirar a minha calcinha.

Me faltou o ar quando Jareth se ajoelhou, puxou meu corpo até a beirada da cama, abriu as minhas pernas e as colocou sobre os ombros.

Sua língua não fez cerimônias ao encontrar o meu sexo e arqueei o corpo no primeiro toque, até sentir várias vezes sua língua desvendando o meu sexo, suas mãos apertando com força as minhas coxas, na minha mente a lembrança do dia em que o encontrei após o banho e sem terminar o que começamos.

Eram tantas sensações que meu corpo correspondia de diversas maneiras e cada vez que eu achava que iria gozar, Jareth diminuía o ritmo e começava tudo de novo, testando meus limites, me fazendo implorar.

— Jareth, por favor! — ele sugava cada vez mais cada vez em que eu dizia o seu nome, até que finalmente eu senti o mesmo prazer (ou seria maior?) daquela vez no quarto dos meus pais.

Sua boca se afastou do meu sexo assim que eu gritei o seu nome e ainda sentia meu corpo tremendo de prazer, meus olhos fechados e meu coração acelerado, sem conseguir raciocinar.

Ainda fiquei de olhos fechados quando ouvi o baque do cinto e da calça de Jareth caindo no chão, seu corpo quente estava novamente sobre o meu, seu rosto afundando no meu pescoço e seu membro, rígido sobre o meu ventre.

Jareth abriu sutilmente as minhas pernas e eu sentia o meu sexo latejando, desejando por ele.

Abri os olhos e ele me encarava.

— Se você sentir dor, quero que me fale que eu paro imediatamente. — passei a mão sobre o seu membro e ele gemeu. — Estou falando sério, Sarah.

— Eu não vou sentir. — abri mais um pouco as pernas e Jareth se acomodou gentilmente dentro de mim, seu membro se movia lentamente e meu corpo tencionou um pouco, ele me encarou e eu pedi que ele continuasse, mais um pouco e ele já estava totalmente dentro de mim, uma dor aguda me fez gemer mais alto logo no primeiro movimento. Ele ameaçou se afastar, mas logo o puxei de volta pra mim.

— Continue, Jareth. — eu pedi e seu olhar era sério, como se ponderasse o meu pedido. — Eu te quero mais que tudo.

Ele se abraçou a mim e voltou a se movimentar, a dor incomoda sumia aos poucos, entrelacei minhas pernas em Jareth e logo nossos quadris estavam no mesmo ritmo, a penetração cada vez mais forte e rápida, nossos olhares fixos um ao outro, como se ele me observasse e esperasse o momento para gozar junto comigo.

Puxei seu rosto e nossos beijos não conseguiam seguir o mesmo ritmo, gemidos intensos e uma onda de prazer irradiando pelo meu corpo, me fazendo gritar e gemer de uma forma que nem eu mesma conhecia.

— Oh, Sarah! — seu corpo desabou sobre o meu, ambos ofegantes e sem ar, sem conseguir dizer uma palavra, apenas gemidos ecoando pelo quarto.

Arrumei o emaranhado de cabelo que se formou no seu rosto e ele sorria.

— Pra noite ser perfeita ... — agora era ele quem arrumava o meu cabelo. — Você poderia passar a noite aqui, não?

— Tudo o que você quiser, meu Rei. — ele me puxou e eu deitei no peito dele. — Tudo o que você quiser. — eu repetia, enquanto sentia suas mãos brincando no meu cabelo, um sono descomunal tomando conta de mim.

Notas finais
E aí, foi bom pra vcs? rs.... O que acharam?