You Brought Me Back To Life
9 Capítulo 8
Notas iniciais
E ELA CHEGA AOS 17 ANOS o/ kkkkkkkkkkkkk
Só pra vocês entenderem:
o itálico são os pensamentos da Quinn
e o negrito são os pensamentos da Rachel
Boa leitura
POV. QUINN
Depois que a Rach me contou que era uma vampira, eu demorei alguns meses para me acostumar, mas depois de algumas explicações da parte dela, eu passei a aceita-la como ela era e eu até me divertia quando ela corria em uma velocidade incrível pela casa ou quando levantava os nossos moveis apenas com uma mão para poder limpar.
Nós vivemos mais três anos em Los Angeles, agora eu estava com 17 anos, mas ela falou que precisávamos nos mudar, pois já havíamos ficado muito tempo morando lá. Agora estávamos nos mudando para uma cidade pequena chamada Lima, ela fica em Ohio.
“Por que nós estamos indo para uma cidade pequena mesmo?”. Perguntei distraída sentada no banco do carona mexendo no radio.
“Porque assim vamos chamar menos atenção”. Respondeu simplesmente. “E eu pensei que já que nós duas aparentamos ter a mesma idade agora, eu poderia voltar a estudar”. Concluiu, me fazendo esquecer completamente do radio.
“Você vai estudar comigo?”. Arregalei os olhos, ela nunca havia feito isso.
“Esse é o plano, mas se você não me quiser por perto eu vou entender”. Fez um bico muito fofo, me dando uma vontade enorme de beija-la, esses lábios devem ser tão macios e com um gosto... FOCO Fabray.
“Não seja boba Rach, é claro que eu quero”. Exclamei entusiasmada, tentando disfarçar o fato de que a segundos atrás, eu estava me segurando para não beija-la.
“Então parece que agora vamos ser colegas de classe Quinnie”. Falou docemente como se eu tivesse cinco anos de idade.
“Esse apelido faz parecer que eu tenho cinco anos”. Falei emburrada, Rach gargalhou.
“Eu gosto dele”. Deu de ombros.
Revirei meus olhos sorrindo, mas fiquei quieta apenas escutando musica e refletindo sobre a Rach.
Desde os meus 15 anos eu comecei a me interessar por garotas, eu estava muito confusa na época e conversei com a Rach sobre isso, ela me escutou e me apoiou, me tirou duvidas e disse que não importa o que acontecesse, ela estaria sempre do meu lado para me proteger de quem tentasse me fazer algum mal.
Desde pequena, eu percebi que a Rachel preferia mulheres, já que varias vezes algumas dessas vadias apareciam tentando voltar com ela dizendo que a amavam.
Odeio todas elas.
Já fazia algum tempo que eu via a Rach com olhos diferentes, ela sempre foi atenciosa comigo, não importava o que acontecesse, ela sempre esteve lá por mim. O problema é que eu não via mais a Rach como minha melhor amiga, eu queria que ela fosse mais que isso, eu queria que ela fosse minha namorada. Ao invés de beijos na bochecha, eu queria que ela tocasse seus lábios nos meus.
Eu queria que ela parasse de me ver como a garotinha que ela viu crescer e passasse a me olhar como sua namorada, como o amor da sua vida.
Sonhar não faz mal, não é?
“Chegamos querida”. A voz melodiosa da Rach me fez despertar.
“Finalmente né”. Ironizei com um sorriso brincalhão.
“Para de reclamar e vem me ajudar branquela”. Reclamou me fazendo gargalhar.
Eu vou te conquistar Rachel ou eu não me chamo Quinn Fabray...
Pensei antes de sair do carro e ir ao seu encontro.
...
A nossa casa em Lima era enorme, havia três quartos com suíte, escritório, biblioteca, sala de musica com todos os instrumentos imagináveis, sala de jogos, cozinha, uma sala com uma Tv enorme, um quartinho para revelar fotos já que simplesmente amo fotografar, um ateliê com varias telas, tintas, papeis e vários lápis para soltar sua imaginação, pois Rachel e eu adoramos desenhar, o quintal é muito grande, contendo piscina. A decoração também era muito bonita, a casa era praticamente toda branca com alguns toques sutis em preto e grafite...
“Gostou da casa?”. Rach perguntou aparecendo do nada, me dando o maior susto.
“Que me matar do coração Rachel?”. Exclamei com a mão no peito.
“Desculpe-me querida, não era a minha intenção assusta-la”. Respondeu sorrindo docemente. “Mas você deveria estar acostumada comigo aparecendo assim, fala sério, você vive comigo a dezessete anos mulher”. Completou me olhando indignada.
“Eu vou comprar um sino pra você colocar no pescoço, assim eu escuto quando você estiver chegando”. Brinquei.
“Esta me chamando de vaca Fabray?”. Ergueu uma sobrancelha.
“Entenda como quiser”. Sorri marotamente.
“Corre”. Me avisou.
“O que você ai fazer?”. A desafiei levantando uma sobrancelha.
“É melhor você correr”. Me avisou enquanto seus olhos se dilatavam e as presas apareciam, mas eu sabia que era de brincadeira.
“No três?”. Perguntei.
“Que tal agora?”. Falou rosnando.
“HAAAAAAAAAAAA”. Gritei correndo desesperada pela casa, quando eu estava perto do sofá, senti a Rach agarrar minha cintura e se jogar sobre ele. Seus braços criaram uma gaiola sobre mim para me proteger do impacto.
“Se prepare para morrer Fabray”. Avisou rosnando, mas eu percebi que ela estava tentando esconder seu sorriso.
“Não, por favor, não, HAAAAAAAA”. Gritei gargalhando, quando ela começou com as cócegas. “Rach par...”. Eu não consegui terminar a frase.
“Eu não entendi muito bem, você quer que eu vá mais rápido?”. Perguntou rindo, enquanto aumentava a velocidade das cócegas. Quando Rach percebeu que eu estava ficando sem ar, ela parou, mas continuou em cima de mim sorrindo.
“Eu te odeio”. Murmurei.
“Mentir é feio sabia? Pensei que eu tinha te educado melhor”. Falou rindo e se sentando ao meu lado.
Impulsionei meu corpo para sair do sofá, mas errei meus cálculos e cai em cima dela com o rosto a centímetros do seu. Prendi minha respiração e percebi que a Rach fez o mesmo.
(Quinn) Seus lábios estão tão próximos, se eu me aproximar mais um pouco...
(Rachel) Ela é linda, eu poderia ficar olhando dentro dos seus olhos por toda a eternidade...
(Quinn) ...Eu quase consigo sentir o seu gosto...
(Rachel)...O coração dela esta muito acelerado, é o som mais lindo eu já escutei...
(Quinn) ...Eu quero beija-la...
(Rachel) ...Eu quero beija-la...
Antes que alguma coisa a mais acontecesse, meu celular começou a tocar. Rach pareceu voltar a raciocinar novamente e se afastou rapidamente murmurando alguma coisa que eu não entendi e deixou a sala. Olhei para o meu celular e vi o numero da Paula, uma amiga minha de Los Angeles. Suspirei e atendi.
“Hey Paula...”.
POV. RACHEL
O que foi isso que acabou de acontecer? Eu iria beija-la? EU IRIA BEIJAR A QUINN!!!
Eu nunca me senti assim em toda a minha “vida”, foi como se o mundo parasse e existíssemos apenas nós duas. Parecia que ali era o meu lugar no mundo, eu olhei dentro dos olhos da Quinn e senti como se estivesse encontrado o meu lar, ela era o meu lar.
Seria errado eu me sentir assim?
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