You Brought Me Back To Life
8 Capítulo 7
Notas iniciais
Quinn com 14 anos de idade
Quinn havia completado 14 anos a uma semana atrás, seu presente foi uma viagem para a Disney que ela simplesmente amou, essa viajem vez Quinn voltar a ser a garotinha alegre, divertida e carinhosa que ela era antes, pois de uns meses para cá ela esta agindo estranhamente.
Ela estava mais calada, parecia mais observadora quando olha em minha direção, saia com os amigos praticamente todos os finais de semana e quando eu a chamo para dar uma volta comigo ela quase sempre recusa, mas o mais estranho foi ontem.
Flashback
Eu não estava mais aguentando, fazia quase duas semanas que eu não caçava, minha garganta queimava quando eu estava perto da Quinn ou qualquer outra pessoa e a sede me deixava mais irritada.
Eu tinha que caçar.
Esperei a Quinnie dormir e sai andando pelas ruas de Los Angeles até chegar em um dos bairros mais afastados do centro, era um bairro pobre. Depois de alguns minutos andando por lá, avistei um homem encostado um beco. Me aproximei.
“Com licença”. Perguntei com uma voz inocente e assustada.
“O que deseja?”. Sua voz era mansa, mas eu conseguia ver a malicia em seus olhos.
“Eu sou nova na cidade e acabei me perdendo”.
“Perfeito”. Ele sussurrou, um humano não seria capaz de ouvir. “E para onde você quer ir?”. Seu sorriso era enorme.
“Para o centro”. Respondi. “Eu estou muito longe?”.
“O centro é muito perto daqui, se você souber usar atalhos”.
“Onde ficam esses atalhos?”. Perguntei com um sorriso pequeno.
“Eu estava indo para o centro também, você pode ir comigo e quiser”. Me lançou um sorriso convidativo.
“Eu adoraria”. Minha voz saiu um pouco sombria, mas ele pareceu não ligar.
“Vamos por aqui”. Começou a me guiar em direção ao beco, colocando uma de suas mãos em minhas costas. Quando estávamos na parte mais escura do lugar, ele me encostou em uma das paredes colando o seu corpo no meu. “Você não deveria confiar em estranhos princesa”. Falou enquanto alisava a minha coxa.
“Eu concordo plenamente, você não deveria confiar em estranhos”. Falei com a voz rouca e um sorriso sombrio mostrando minhas presas afiadas. Troquei nossas posições, o jogando contra a parede com força, conseguindo escutar uma de suas costelas quebrando.
Ele não conseguia gritar ou se debater, pois estava muito assustado e isso facilitou o meu trabalho. Bebi seu sangue devagar, apreciando o sabor delicioso que ele tinha.
Depois que terminei, escondi o seu corpo e corri para a minha casa, pois já estava quase amanhecendo. Quando eu cheguei fui até o meu quarto tomar um banho para limpar o sangue que estava em meu rosto e depois fui em direção ao quarto da Quinn ver se estava tudo bem.
Quando entrei a avistei deitada na cama, com a respiração controlada e de olhos fechados, mas ela não parecia estar dormindo, pois seu coração estava acelerado. Pensei que ela poderia estar tendo um pesadelo e me aproximei da cama, ela parecia tensa ainda quando eu coloquei minha mão em seu rosto, eu passei minha mão em seu cabelo carinhosamente tentando acalma-la, mas seu coração acelerou ainda mais.
Resolvi sair do quarto depois de alguns minutos para que ela pudesse dormir em paz e quando eu saio, seu coração voltou a ficar calmo, como se ela estivesse aliviada por eu ter saído do quarto.
Estranho, muito estranho.
Fim do flashback
O dia estava ensolarado e eu estava assistindo Funny Girl na sala, quando vi a Quinn descer as escadas e se sentar ao meu lado com uma cara meio estranha.
“Aconteceu alguma coisa meu anjo?”. Perguntei pausando o filme.
“Rach, eu posso te perguntar uma coisa?”. Sua voz era baixa, mas ela olhava determinada pra mim.
“Claro”. Sorri tentando tranquiliza-la.
“O que você é?”. Perguntou sem rodeios. Meus olhos se arregalaram tamanha minha surpresa.
“Co... como assim querida?”. Tentei me acalmar.
“Você nunca comeu comida, você não envelhece, você é rápida, muito forte e às vezes você some a madrugada inteira, como fez ontem”. Ela falou abaixando a cabeça, eu estava com dificuldades para respirar e olha que eu nem preciso.
“Quinn... eu...”. Gaguejei.
“E quero que você me fale a verdade”. Voltou a me olhar.
“Eu tenho medo”. Sussurrei.
“Medo de que?”. Perguntou pegando cautelosamente uma das minhas mãos.
“De que você se afaste de mim ainda mais, que me ache um monstro, que queira ir embora”. Se eu pudesse chorar, eu estaria aos prantos agora.
“Me desculpe por estar um pouco afastada de você, mas eu nunca acharia isso de você Rach, eu nunca te deixaria”. Apertou minha mão. “Só me diz”. Sorriu me encorajando. Eu respirei fundo e falei.
“Eu... eu sou uma vampira”. Falei depois de alguns minutos e a vi arregalando os olhos. Belo modo de se contar o que você é para uma criança Berry.
“Is... isso não existe”. Ela sussurrou soltando minha mão.
“Existe sim Quinnie, poucos, mas existem”. Meu coração se quebrou em mil pedacinhos quando percebi que ela se afastou um pouco de mim. “Eu nunca te machucaria Quinnie”. Sussurrei com a voz quebrada.
“Como você me conheceu?”. Ela sabia que não éramos parentes e isso era óbvio, mas ela nunca se importou.
“Eu estava andando pelas ruas de New York à noite, quando escutei o choro de uma criança, eu fiquei curiosa e segui o som. Quando eu cheguei na casa...”. Hesitei em terminar a historia.
“Me fala Rach”. Pediu.
“Eu encontrei um casal caído no chão, eles... eles estavam mortos”. Eu preferi ocultar algumas partes, para não assusta-la mais ainda.
“Eram meus pais?”. Perguntou com os olhos lacrimejados.
“Sim”. Abaixei a cabeça.
“E o que aconteceu depois?”. Ela sussurrou com a voz quebrada.
“Eu subi até o segundo andar da casa, seguindo o som do seu choro e te encontrei no berço. Quando você me viu, o choro sessou, você só soluçava baixinho. Eu te pequei no colo e quando você adormeceu nos meus braços, um sentimento fraternal se instalou em mim. Eu prometi a mim mesma que nunca deixaria nada de ruim acontecer com você”. Terminei a historia sussurrando, tentando controlar minhas emoções. Fechei os olhos fortemente esperando pelos gritos assustados, mas a única coisa que eu senti foi o forte abraço que a Quinn me deu. “Eu não quero que você sinta medo de mim”. Confessei a apertando mais no abraço, afundando minha cabeça em seu pescoço, sentindo o cheiro de bebê que ela ainda exalava, conseguindo me acalmar um pouco.
“Eu não estou com medo Rach”. Ela sussurrou docemente.
“Por que não?”.
“Você sempre cuidou de mim, me protegeu, nunca me fez mal e sempre me amou”. Se afastou um pouco para poder me olhar nos olhos. Ela sorria.
“Eu te amo tanto minha pequena”. Beijei sua testa. “Obrigada por me entender e não se afastar”. A puxei para o abraço novamente.
“Eu também te amo Rach”. Falou se sentando no meu colo, apoiando a cabeça no meu ombro, como sempre fazia quando era menor.
Comecei acariciar seus cabelos e ela logo estava dormindo tranquilamente, meu sorriso não cabia no meu rosto, tamanha era a minha felicidade por ela ter me aceitado como eu sou e por não sentir medo de mim.
A peguei no colo cuidadosamente e a levei até o seu quarto para que ela pudesse dormir confortavelmente. Estava saindo do quarto quando escutei ela sussurrando.
“Rach”. Me chamou sonolenta.
“Oi querida”. Voltei minha atenção para ela.
“Fica aqui, por favor”. Pediu corando.
Sorri e voltei me deitando ao seu lado, ela rapidamente colocou a cabeça no meu ombro voltando a dormir tranquilamente.
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