You Belong With Me.

1 Therapy of the heavy.


Notas iniciais
Cheguei! Agora com uma história de drama+comédia! E personagens extremamente originais! Boa leitura!

O sr. Thorne parecia ter tirado o dia para me atazanar.

– Sarah, o que houve no bar?

– Por que você quer saber?

– Isso não é um bom comportamento.

– Se formos falar disso, você não deveria ter nascido. É uma mal criação só de estar vivo.

– Sarah! – ele parecia surpreso com minha reação.

– Ah, qual é? Esperava que eu beijasse seus pés e te implorasse por mais sessões? Não se iluda querido. Eu nunca vou aprovar essa droga de terapia. Afinal, espera me ajudar ou me confundir? Sabe que na primeira palavra errada que sair dessa sua linda boquinha eu vou fazer algo insano. Então vamos poupar tempo. Você acha que o meu estilo de vida está acabando comigo, pois eu acho que é a melhor coisa que faço. Não tente me mudar. Não vai rolar, Thorne. Varias pessoas tentaram, e como pode perceber, nenhuma delas conseguiu.

– Sarah, diga-me o que houve no bar.

– Nós ficamos! Eu disse que era mais velha do realmente sou. Sentei ao lado dele, e espiei o nome do livro que ele estava lendo, para puxar assunto. Olha, não foi nada e mais. Nada de novo. Deveria saber disso.

– Quantos anos disse que tinha?

– 23.

– Ótimo.

– Me fez contar tudo isso, e tudo o que tem a dizer é “ótimo”? Meu Deus, ajudou muito, Thorne.

– Da ultima vez, fingiu ter trinta. Isso é um progresso, Sarah.

– Quer saber? Não está ajudando em nada! Só fica ai, julgando meu progresso. Acha que isso está me motivando? Não está! Eu vou pra um bar, encho a cara, pego um cara sete anos mais velho e a única coisa que você diz é que estou progredindo por causa do numero que decidi mentir? Oh, meu Deus. Você é patético.

– O que queria que eu dissesse, Srta. Hastings? Te ajudasse a enganar sua mãe? Queria que eu te desse força para ficar com o tal rapaz sete anos mais velho, cujo o nome, é desconhecido para você? As coisas não funcionam assim, Sarah. Precisamos de mais tempo para compreendermos o que te motiva a fazer tantas coisas ilegais. Isso é tudo uma questão de tempo.

– Não, não é! É tudo uma questão de razão. Sabe muito bem qual é a razão de estarmos aqui!

– Não, Sarah. Eu não faço ideia. Esclareça.

– Tudo o que eu sempre precisei era uma família! E eu nunca tive isso, entende?

– Explique o que houve para se sentir assim.

– Quando eu tinha sete anos, sofri um acidente de carro com meu pai. Ele me dizia pra aguentar firme, que ele me tiraria dali. Mas, ele começou a ficar roxo, e cuspir sangue. Eu sabia que não estava tudo bem. Tinha um estilhaço enorme de vidro em sua barriga. Depois de alguns minutos ele disse pra mim ser forte. Quando os paramédicos chegaram, ele já estava morto. Quando minha mãe chegou no local, eu ouvi ela conversando com alguns bombeiros. Eles disseram que a capotagem deslocou o pescoço dele. Quando ele falava comigo, o pescoço dele quebrava mais um pouco.

– Sabe por que ele estava roxo?

– Não conseguia respirar. Uma costela quebrada perfurou o pulmão, e o encheu de sangue.

– Ótimo.

– Ótimo? Eu vi meu pai se afogar no próprio sangue! Isso não é legal! Eu era só uma criança.

– Sarah, sabe me dizer o por que ele estava cuspindo sangue?

– O estilhaço. Deve ter perfurado algo importante. Onde quer chegar com tudo isso?

– Você sabe que não foi sua culpa, Sarah.

– Foi. Ele perdeu o controle porque estava olhando para mim, no banco de trás. Eu havia colado na prova de matemática. Ele estava me dando uma bronca. Foi tudo culpa minha, Sr. Thorne. Depois disso, eu comecei com uma serie de escolhas erradas em toda a minha vida. E cá estamos, onde preciso pagar alguém para que ela me ouça. Inacreditável. Da próxima vez, vou comprar uma arma e me dar um tiro logo de uma vez. É mais barato.

– Mas não melhoraria as coisas, não é?

– Na verdade, sim.

– Por que?

– Eu pararia de fazer merdas. E não precisaria ver criançinhas mudar de calçada quando eu passo. Cara, as mães ensinam direitinho né não? É tipo “filho, aquela moça enche a cara e usa drogas! Fique longe dela!”. Fala sério! É uma regra da cidade? Fique longe dela!

–Você não é uma boa influencia, Sarah.

– Você gosta do meu nome?

– Como?

– Você deve adorar dizer “Sarah”. Diz toda hora.

– É um bonito nome.

– Significa “pessoa do mal”.

– Serio? Quem deu esse significado para um nome tão bonito?

– Eu. As pessoas me chamam assim. “Pessoa do mal”. Virou moda. As pessoa amam dizer isso. Vai ver é verdade.

– Acha que é verdade?

– Bom, eu não sou pessoa do bem, então só sobrou pessoa do mal.

– Boa lógica.

– Ah, que isso. Só pesquisei na internet.

– Google?

– Nem precisei ir tão longe. As pessoas escrevem isso no meu email.

– Sarah...

– Me chama de pessoa do mal. É um bom apelido.

– Sarah.

– Ok, vai ver você não me acha tão do mal.

– Você não é do mal. Só uma garota que faz merdas.

– E como a sociedade chama pessoas assim?

– Pessoa do mal.

– Bom, agora eu posso ir! Aprendeu meu apelido fofo.

– A sessão ainda não acabou!

– Eu pago. Eu digo quando acaba. Eu poderia comprar drogas com esse dinheiro, mas eu pago você pra me ouvir... Droga.

– O que foi?

– Preciso de amigos de verdade.

– Achei que fossemos amigos.

– Não, eu te pago pra me ouvir. Não somos amigos.

– Não somos amigos porque eu não sou da pesada como você?

– Não somos amigos porque você não deve ser nem da mesma espécie do que eu.

– Você e eu somos humanos.

– Eu sim, você deve ser um gorila disfarçado. Oh, meu Deus.

– O que foi agora?

– Eu preciso mesmo de amigos! Pago um gorila pra me ouvir! Preciso ir. A “galera da pesada” está esperando por mim.

– Tchau, Sarah. Mesma hora amanhã?

– Com certeza, Sr. Gorilão.

Notas finais
TCHAU ;)