You Belong With Me.
11 Movin'on
Notas iniciais
Desculpa a demora pessoal. Eu já tinha postado na minha conta no Spirit porque por lá chega a ser mais fácil por causa do aplicativo de celular. Então, eu vou postar todos os capítulos lá primeiro pois eu estou escrevendo no NOTAS. Não se preocupem, eu envio pra vários amigos antes de postar, e eles revisam os capítulos.
Boa Leitura!
Eu estava rodando a cidade há horas. Procurando um jeito de contar a Thomas o que eu havia descoberto assim que entrei em meu email. O natal ja havia passado há muito tempo. Agora já era quase agosto. E, como eu havia mandado bem no ultimo ano, estava fazendo várias entrevistas e provas pra tentar uma vaga em uma boa faculdade. Havia acabado de voltar de uma prova pra universidade da Pensilvânia quando aconteceu. Eu fiquei inerte por um tempo e só caí em mim quando meu motorista encostou o carro na frente do prédio, eu o vi checando as horas em seu relógio de pulso. Havíamos marcado de jantar em um restaurante chique para comemorar minha formatura.
Ele estava lindo, em um terno preto, camisa e gravata em um tom de vermelho vinho. Assim que saí do carro com a mesma roupa despojada de sempre, ele me lançou uma expressão de interrogação.– Não disse que iria comprar um vestido na volta? — perguntou, caminhando até mim.– Nós precisamos conversar primeiro, Tom. Podemos voltar lá dentro por um instante?– Conte-me no caminho. Vamos perder a reserva.– É importante. — digo pegando em sua mão e o puxando até a entrada do prédio. Depois até as escadas e por fim entramos em seu apartamento.– Tudo bem, fale o que é tão importante assim. — ele puxa uma cadeira e se senta de frente pra mim, ainda de pé na porta, procurando uma maneira de dizer aquilo. — Sarah? Você está com cara de quem vai vomitar. — diz rindo. E era verdade. Era exatamente como eu me sentia. Eu queria botar tudo pra fora bem ali. Mas teria que ser forte. Então, peguei meu celular e entreguei pra ele, que pareceu surpreso e estático.– Pode ler em voz alta? — pedi.– Nossa universidade gostaria de lhe parabenizar... Sarah...– Eu passei. Thomas, eu consegui. — Ele sorri. E por um momento eu me pergunto o que irá acontecer conosco. Se conseguiremos passar por isso. Afinal, já era quase agosto. E em setembro eu teria que ir para o campus. E talvez nosso relacionamento recente não consiga sobreviver. Mas, quando eu vi seu olhar triste e seu sorriso disfarçado, considerei a ipotese de não ir. De fazer isso por ele. De sacrificar faculdade pelo amor incondicional que ele me dava.– Você conseguiu. — ele levantou e me abraçou forte. — Estou orgulhoso. — quando ele me soltou, ficamos em silêncio. Ele me olhava com um sorriso triste, porém motivador. E eu o lançava um olhar apreensivo. Como se qualquer coisa que eu dissesse fizesse ele explodir e cair em si.– Então, qual é a faculdade? — perguntou. Eu fico em silêncio por mais alguns segundos antes de responder.– Oxford. — o sorriso dele morre e foi a vez dele de fazer silêncio. — Meu vôo é daqui duas semanas.– Você passou pra Oxford?– Desde que estamos juntos, eu estou estudando pra caramba. Não uso drogas há meses e parece que eu fui muito bem na prova da faculdade. Então...– Você vai embora? — pergunta. E eu não sei o que dizer. É verdade. Eu irei embora.– Vou. — ele parece tonto por um segundo. Então ele se vira. E eu percebo que há lágrimas pesadas em seus olhos, mas ele não quer que eu veja, então eu não quero vê-las.– Então, o que você quer fazer? Em relação a nós? — ele pergunta como se já soubesse a resposta. — Quer ir solteira?– Eu não sei Thomas. Talvez seja melhor, não acha? — ele reflete por alguns segundos. Olha pela janela com um jeito contemplador. E eu penso nunca ter visto algo tão lindo e pacífico.– Seis mil quilômetros é muito longe. Quatro anos é muito tempo.– Então o que vamos fazer? Eu posso ficar.– Você tem que ir, Sarah. É uma oportunidade incrível. — diz como um sussurro. Ele se vira pra mim e segura meu rosto entre seus mãos.– Eu não quero perder você.– Você não vai. Eu prometo.– Mas...– Mas é melhor assim. Você precisa ir pra faculdade e eu não quero atrapalhar. Parte da experiência da faculdade é namorar. — e ele está certo. Faculdade é sinônimo de festas, bebidas e gatinhos. E provavelmente não durariamos muito tempo assim. Principalmente comigo tão longe. Então, como ele disse, é melhor acabarmos enquanto ainda podemos dizer isso cara a cara. No fundo eu sabia que depois de terminarmos e eu finalmente ir pra Londres, havia uma grande chance de nunca mais nos vermos. E aquilo soava muito mal.– Acha que ficaremos bem? — digo o abraçando. Minha voz era abafada pela proximidade de minha boca com seu pescoço.– Eu tenho certeza que será difícil. E provavelmente eu vou chegar em casa todo dia procurando por você. E vai ser mais difícil quando eu perceber que suas roupas não estão mais na gaveta de baixo. E vai ser muito mais difícil quando eu tentar te abraçar de manhã. Ou procurar seu calor a noite. Mas com o tempo vamos nos acostumar. Nos adaptar. Veremos que a cama é maior quando se deita sozinho. Que sobra mais comida quando se come sozinho. Que é mais fácil assistir TV sem uma segunda opinião. Veremos que é fácil seguir em frente quando se está preparado. E que não importa onde você esteja, ou com quem você esteja. Vamos sempre pensar um no outro. Todos os dias. Pra toda a vida. E eu prometo que eu sempre... verdadeiramente... honestamente... completamente... vou amar você. Porque eu pertenço a você, Sarah. Meu coração é inteiramente seu. E isso não é o tipo de coisa que muda com o tempo.
– Você vai ir comigo? Por favor. Me ajude a escolher um apartamento. E fique lá comigo até setembro. Por favor, Tom.– Eu vou por você. Te ajudo a colocar tudo em ordem.Depois de um tempo eu percebo que daqui um mês estaremos dizendo adeus um para o outro. E eu sei que talvez seja para sempre.Mas nada nunca dura para sempre. E talvez ainda nos vejamos. Decidi ignorar aquele sentimento que insistia em dizer que aquilo era o fim pra nós. Porque no fundo eu queria acreditar que pertenciamos um ao outro. E talvez essa seja a verdade. Talvez nossos destinos estejam entrelaçados e talvez estejamos cientes disso, mesmo que no fundo de nossos corações. E eu sei que ele é a razão para eu poder fazer uma escolha. A escolha de poder ter uma vida. De poder passar dos vinte anos. De poder decidir o que é certo. E nesse mundo cheio de malícia e coisas erradas, eu encontrei o bem em braços inesperados. Mas agora, o destino estava me mandando para o outro lado do mundo. E eu percebi que eu preciso aprender a viver. Viver sem drogas. Viver sem uma família conturbada. Viver sem Thomas. Viver sem ser salva para poder aprender a levantar sozinha. Estava na hora de viver por minha conta.Setembro chegou e estava na hora de Thomas voltar pra Pittsburgh. Aquele foi sem dúvida o adeus mais difícil da minha vida. Mas eu senti que nos veríamos novamente. Pois algumas pessoas simplesmente nasceram para estarem na mesma história.E eu mal podia esperar para estar novamente na mesma página que Thomas.
Notas finais
Espero que tenham gostado e novamente desculpa pela demora dos capítulos. Prometo melhorar isso.
Obrigada por ler e espero vocês nos comentários e nos próximos capítulos!
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