You Belong With Me.
9 In the last summer we meet, we fell in love.
Notas iniciais
FLASHBACK DO PRIMEIRO DIA DE AULA.
P.O.V SARAH HASTINGS.
Eu não consigo acreditar. Aquele ali era o mesmo cara do bar. Oh meu Deus, acabei de pegar um professor. Não sei se isso é terrível ou muito engraçado. Ele virou um pimentão quando me viu. Cara, como eu adoro as coincidências. Se é isso que as pessoas chama de destino... Eu vou me casar com ele. Com o destino, obviamente. Porque ele parece tão... Tímido. Claramente não é meu tipo. Alias, eu nem sabia que tinha um tipo.
Acabei me lembrando de algumas coisas do bar...
Onde ele não pareceu ser muito tímido.
FLASHBACK ON (DIA DO BAR)
Eu tinha acabado de cheirar uma carreirinha de cocaína. Além de injetar uma ampola de heroína. Então, não tinha como estar mais loucona. O bar que eu havia entrado era fofo. Do lado direito havia um grupo de estudantes em uma mesa enorme. Do meu lado esquerdo, havia alguns sofás com um bando de universitários. E ai eu vi a nuca mais linda que eu já havia visto.
Eu sentei ao lado dele, e pedi uma dose de tequila. A garçonete pediu minha identidade. Inacreditável como essas pessoas de bares só olham para as datas. Se a foto no RG fosse de um macaco ela não perceberia. Obviamente a identidade era falsa. E a garota da foto era loira. Sem comentários. Essas são definitivamente as pessoas mais desligadas do mundo. Olhei para o garoto ao lado, parecia ter no máximo vinte e três anos. Ele estava lendo. Peguei rapidamente meu celular e pesquisei o nome do livro.
“Tender is the night
...Romance trágico.
…Elementos sombrios.”
– É trágico, não é? – puxei papo.
– Hm? – murmurou, demorando um tempo para erguer os lindos olhos azuis das folhas amareladas.
– O livro.
– Ah. É, bem, eu o leio todo verão. Então, meio que já perdeu seu encanto.
– Serio? Acabei de ler pela terceira vez, e nunca perde o elemento sombrio.
– As coisas tem o destino de se perderem na minha vida.
– Lê-lo na riviera francesa nunca perde a graça
. — As pessoas ainda fazem isso?
– Não sei. Eu acabei de inventar.
– Bom, algumas coisas nunca saem de moda. Você deve ser uma fabulista.
– Fabulista?
– Uma pessoa que adora contar suas historias.
– Às vezes é melhor do que a realidade.
– Entendo. Trocaria minha vida por uma historia bem contada.
– Tudo fica melhor com uma mentira bem contada.
– Historias não precisam ser mentiras.
– Acha mesmo que Stephen King achou uma criatura que se alimentava do medo dele?
– Ele exagerou alguns detalhes, mas são apenas metáforas. Talvez o monstro seja uma professora de infância ou um valentão do parquinho. A questão é que as coisas da literatura não precisam ser necessariamente mentiras bem contadas.
– Não? Então, pra você, em que se pode resumir a literatura se não em mentiras bem contadas?
– Bem, pra mim, tudo se resume em uma questão de opinião. Algumas coisas podem ser metáforas e coisas exageradas, porém que de algum modo, em algum período, podem ser coisas que aconteceram. Como por exemplo, Stephen King. O monstro que ele se refere pode não ser no sentido literal. Pode tratar-se de alguém que o deixava com medo, ou alguma coisa com a qual ele não se sentia confortável. Pode ter sido uma professora maldosa, ou ele apenas criou a história por meio de fatos ocorridos ao longo dos anos. Como, por exemplo, lendas de monstros. Essa pode ser uma base sólida para uma história maravilhosa. – eu ouvia atentamente suas palavras, e não poderia concordar mais com ele.
Lindo e inteligente. Esse ta no papo.
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