You Belong With Me.

13 I always gonna miss you.


P.O.V NARRADORA

Sarah havia acabado de se despedir de Thomas. E, assim que entrou em seu apartamento, percebeu que era aquilo que ela queria. Ela estava ali sozinha pela primeira vez. E não parecia vazio. Parecia repleto de tudo o que ela amava. Thomas havia a ajudado a decorar com fotos e quadros. Assim que a porta do grande apartamento se abria, uma foto deles entrava em foco. E tudo o que ela queria era tentar esquecê-lo. E ela faria todo o possível pra isso. Pode parecer estranho, mas ela não queria mais sofrer. Estava cansada. Cansada de sofrer e somente sonhar. Estava na hora de viver seus sonhos. E infelizmente ele não fazia mais parte. Não fazia parte dos seus sonhos, da sua vida. E com o passar dos anos, ele deixou de fazer parte dela.

No primeiro ano longe, Sarah tentava se concentrar nos estudos. Era realmente cansativo, mas com o tempo ela se acostumou. Em julho, ela foi a sua primeira festa. Ela conheceu pessoas e fez amigos. E então ela soube que queria levar a diante. Ela perdeu Thomas, mas a vida lá fora a esperava. E ela não perderia tempo. Chorava toda noite que não havia nada para destraí-la. Se sentia mau por se sentir tão bem. Ela queria estar com Thomas. Queria estar presente na sua vida. Mesmo estando longe. E pela primeira vez em dez meses ela sentiu a solidão. Ela entrou em depressão durante as férias de verão. Não saia de casa, não comia. E por várias vezes pensou em voltar para o caminho das drogas. Mas ela não fez. Pois sempre que abria a porta, a foto de Thomas a encarava. E ele deu forças a ela. Então ela passou por essa. E o segundo ano longe se casa chegou. Ela chorou de janeiro a abril. Sua mãe havia ligado. Elas conversaram e ambas pediram desculpas. Em julho Sarah foi visitá-la. Elas choram, se abraçaram. E, depois de andar sem rumo pela cidade, Sarah viu o motivo de ainda estar viva. Thomas atravessava a rua com um moletom de Harvard. E ela pensou em chamá-lo pois a meses tudo o que ela queria era vê-lo. Mas ela achou melhor ir. Dar a ele um tempo para conseguir esquecê-la.

Julho se estendia lentamente com ela em Pittsburgh. E quando seu último dia na cidade chegou, ela deu uma festa. Escreveu várias mensagens para Thomas, mas não conseguiu mandar nenhuma delas. Então ela ligou, pois aquele dia também era o dia dele. Depois da ligação, encheu a cara. E assim que acordou foi direto para o aeroporto.

Chegou em Londres e se afogou nos estudos. E quando agosto chegou, Sarah começou a namorar. Ele era sempre doce e delicado. Parecia com Thomas, na verdade. Sempre querendo que eu me sentisse bem. Então, quando setembro chegou e ele a pediu em casamento, ela disse sim. Sem pensar duas vezes. Porque tudo o que ela queria era ser feliz. E se não poderia ser com Thomas, seria feliz por ela mesma. No natal, Sarah foi pra Nova Zelândia com o noivo. E ela se sentiu bem. Pela primeira vez em muito tempo. Mas só havia uma coisa que ainda a incomodava. Ela não o amava. Seu coração pertencia a Thomas. E apesar de seu noivo não ser um tipo de passatempo, ela não o via como algo mais do que um bom amigo. E ele sabia. Mas ele a amava. Então ela aprenderia a amá-lo. Porque ele era tão bom pra ela.

O terceiro ano longe de casa chegou avassalador. Sarah se sentiu mal de janeiro a maio. E quando junho chegou, trouxe com ele seu aniversário de vinte e um anos. E ela não está a pronta. Parecia ser muito imatura para ser tão velha.

Chorou o dia todo. Pensou em Thomas o dia todo. Passou a noite do bar mais de mil vezes em sua cabeça. E pensou que pelo menos as drogas lhe deram coragem pra puxar assunto com ele. Então ela mandou um torpedo.

"Esqueceu que dia é hoje? -S"

Thomas não respondeu. E Sarah soube de imediato o que aquilo significava. Ele não queria mais fazer parte de sua vida. Então Sarah resolveu esquecer. E a depressão chegou novamente. Sarah não saia. Faltava aula e afastava cada vez mais o namorado. Então eles terminaram tudo. Mas ele continuava presente. Viraram melhores amigos. Estava cansada daquilo. E só Deus sabe como foi difícil quando soube que sua mãe havia falecido. Sarah se afundou. Faltou ao enterro e passou a noite em um bar qualquer. Chorou tudo o que havia guardado todos aqueles anos. Ela se sentiu inútil. Se sentiu mal e incompreendida. Faltou a faculdade por um mês. Quebrou todos os porta retratos de Thomas. Queimou a maioria das fotos. E depois foi até o banheiro. Tomou cerca de dois tranquilizantes e apagou. Acordou no dia seguinte. Bebeu o resto do dia. E quando a sobriedade a alcançou, ela chorou. Gritou, e pensou no quão merda estava sendo aguentar toda aquela barra sozinha. E foi aí que ela teve uma recaída. Ela bebeu tanto que acordou em uma clínica de reabilitação. Então ela passou dois meses lá.

Em outubro ela pegou um avião pra Pittsburgh. Foi até o cemitério. E deixou um buque de rosas brancas no túmulo de sua mãe. Levou também uma caixa de rosquinhas. E as comeu encostada a lápide. Conversou sobre coisas bobas com o nada. Esperando que sua mãe a ouvisse, onde quer que ela estivesse. Quando contou da clínica, não pode evitar sorrir.

"Eu fiz isso mamãe. Eu me tratei. É uma pena você ter que ser a razão. Eu queria ter feito por mim, mas eu fiz pra você. Achei que era um modo de te orgulhar na morte. Sinto muito por você ter me visto no poço tantas vezes. Eu prometo que não ficarei daquele jeito novamente." — sussurrava ela com lágrimas pesando em seus olhos. Ela leu a lápide pela décima vez naquela tarde.

"Katherine Olivia Hastings

1869-2014

Amada mãe e esposa."

Sarah passou a vida toda a odiando. E agora faria de tudo pra tê-la ali. Mas era tarde demais. E Sarah soube que se arrependeria daquilo todos os dias.

Então o natal chegou. E trouxe consigo o frio e a solidão. Henry, seu ex-noivo trouxe o irmão e eles passaram o natal juntos. Ele ainda era um doce com ela. Ela se sentia protegida e calma. E toda aquela relação que eles tinham era simples. Era tão bom ter um amigo para ouvi-la. Mas Sarah só pensava em Thomas. Então, depois de muito tempo ela resolveu escrever uma carta. E dizer nela, tudo o que ela pensava e sentia. Tudo o que ela não tinha coragem de dizer.

"Thomas,

Eu sei que talvez seja melhor estarmos separados, e provavelmente você se sente assim. Mas eu senti que precisava falar o que está em meu coração desde que foi embora. Eu não consegui seguir em frente. E talvez isso seja porque eu não esteja pronta, ou porque eu não quero estar. Mas eu realmente preciso saber se você sente o mesmo. Porque se você sentir Thomas, talvez isso signifique que o que você disse anos atrás seja verdade. Se você me amar, realmente pertencemos um ao outro. E se você disser que me ama, eu juro por Deus que largo tudo e vou pra casa. Porque minha casa é onde você está. E não importa quantos anos se passem. Isso não vai mudar. Porque eu sou sua. E tudo o que eu quero é saber se você ainda é meu. Porque se for, eu pego o primeiro avião e volto pra você.

Com amor e muita saudade,

Sarah."

Ele não respondeu. Eu chorava cada dia mais e sempre caminhava ansiosa até a caixa de correio. Então o quarto ano sem ele chegou, e tudo o que ela queria era terminar a faculdade e voltar pra casa. Porque ele sempre seria sua casa. Mas Sarah sabia que ele provavelmente havia seguido em frente. Então ela se afastou. Deixou ele seguir sua vida e continuou com a sua. Por mais triste que parecesse, ela pensava nele todos os dias. Mas ela começou a desencanar. Foi a festas, ficou com vários garotos e teve coleções de "casos de uma noite só". Ela curtiu seu último ano de faculdade como se deve. De dia ela estudava, almoçava com os amigos. E foi assim que o quarto ano passou. E quando janeiro chegou, Thomas apareceu. Eles ficaram. E Sarah finalmente teve aquilo que ela esperou por quatro anos. Ele. Mas ela sabia que o desapego havia crescido. E ambos haviam seguido em frente. Mas ela não pode deixar de se sentir bem. Ela o queria. Deus sabe como ela esperou por aquele comento. Mas Thomas parecia culpado. Então ela disse a frase que achou que ele queria ouvir.

"Não deveríamos ter feito isso." E apesar de ela sentir o contrário, sabia que era aquilo que ele pensava.

Quando chegou a noite, Sarah tentava fechar um colar que havia ganho de sua mãe quando sentiu mãos a ajudando. Mãos fortes porém trêmulas. E quando ela se virou, Thomas pareceu encantado. E ela soube que ele era tudo o que ela queria.

A formatura foi incrível. Depois da colação de grau, voltou para o apartamento com Thomas. E lá ele contou que estava noivo. Sarah quase caiu do sofá. Porque eles ficaram. E ela não queria destruir um relacionamento

Deus sabe que ela nao queria tê-lo assim. Porque ele seguiu em frente. E talvez isso signifique que o que ele disse anos atrás seja mentira. Eles não pertenciam um ao outro. E ela já deveria saber disso. Pois ele não respondeu sua carta. E talvez isso signifique que o tempo o ajudou a esquecê-la. Pena que não fez o mesmo com ela. Ela ainda pensava nele. E mesmo tão bêbada ela ainda lembrava o quão boa era a sensação de ter seus lábios nos dele. Ou do quão bom era ser abraçada por ele. Mas ela não queria ser pivô de uma separação. Ela o amava. Mas talvez seja melhor assim. Ele pode estar apaixonado. E ela não queria privá-lo de sentir isso por outra pessoa.

Mas ela gritou com ele. O expulsou e saiu de casa logo depois. Um de seus amigos estava dando uma festa, então ela não hesitou em ir até lá. Saiu tão chateada que acabou deixando sua bolsa, seu celular e sua carteira em casa. Acabou ficando com um garoto qualquer e vomitando no meio da rua. E quando ela recusou a carona oferecida por seu amigo, ela foi surpreendida.

Assim que ela se atreveu a atravessar a rua, um farol a cegou e ela apagou. Tudo o que ela ouvia eram gritos. Mas ela já estava completamente anestesiada.