Notas iniciais
GENTEEEE EU NÃO MORRI NÃO!!!! INFINITAS DESCULPAS, MEU DEUS DESCULPA DESCULPA DESCULPA!!!!!!!! Vocês não têm noção do quão mal eu estou me sentindo por não atualizar a fic há mais de 3 meses!!! Eu me sinto um lixo, me desculpa mesmo! Vocês têm todo o direito de ficarem com raiva de mim e sei que devem estar me xingando mentalmente! Eu escrevo esse capítulo desde junho, mas a falta de inspiração e tempo me atrapalhou muito! Me desculpa gente, ai que vergonha, não sei nem o que dizer meu Deus! Só quero que saibam que não, EU NÃO ABANDONEI A FIC!!! Amo demais escrevê-la para fazer algo assim! Eu peço desculpas do fundo do meu coração! Podem me odiar se quiserem *carinha chorando*. Como pedido de desculpas, aqui está um capítulo enorme e com uma ótima surpresa no final (mas eu sei que ainda assim vocês estão com raiva de mim. Não tem problema, também estou com raiva de mim mesma)! Mais uma vez, DESCULPA! :-( :-( :-(

{Alguns meses depois}
Os últimos meses se passaram normalmente. Semana passada houve as últimas provas do ano, então, do jeito nerd que sou, andei estudando bastante. Tenho certeza que fui muito bem. Agora tudo está mais focado no PIEAL. Falta exatamente um mês para o baile. O segundo ano do ensino médio inteiro foi dividido em vários grupos para facilitar a realização do projeto. Cada grupo é encarregado de alguma coisa. Eu e Art estamos no grupo da decoração, e Laura está no grupo da música. Por falar nela, nossa amizade cresceu bastante. Agora eu já tenho certeza que posso confiar nela. Bem, mas é claro que maior do que minha amizade com o Art, impossível! Ah, e se você está se perguntando, não, eu não chamei Art para o baile. Laura tenta me encorajar para isso o tempo todo, mas eu simplesmente não consigo! E se isso estragasse toda a nossa amizade?! O que seria de mim sem o Art?! Não posso arriscar.
Eu e Art estávamos no pátio do colégio, pintando um painel para a decoração do baile. Estava ficando bem bonito. Mostrava o pôr do sol em uma praia.
"Beca" Art me chamou, fazendo-me desviar meu olhar dos raios de sol que eu estava pintando e olhar para ele.
"Que foi?" perguntei sorrindo.
"Você esqueceu de pintar ali" ele fez um gesto com a cabeça, me mostrando o suposto local que eu não havia pintando.
"Onde?" perguntei procurando o lugar.
"Bem aqui" assim que senti uma pincelada na minha bochecha, virei meu rosto para ele, boquiaberta. Ele estava rindo de mim e da minha nova marca azul na cara.
"Ah, então é assim, é?" rapidamente pincelei seu braço de laranja e comecei a rir.
"Ah, você vai ver!" ele pegou mais um pincel e começou a me pintar de azul e marrom. Peguei um rolo para pintura, segurando-o com uma mão e meu pincel com a outra. E assim começou a nossa guerra de tinta. Nós ríamos feito duas crianças do presinho. Alguns colegas pediam para pararmos, mas a gente nem escutava. Quando a tinta do meu pincel acabou, corri para pegar o pote de tinta, mas tive uma ideia muito melhor. Do lado do potinho, vi um balde cheio de tinta branca. Peguei-o e corri para o Art, rindo como uma louca. Até que aconteceu a pior coisa que poderia ter acontecido. Quando joguei o balde de tinta no garoto, ele se abaixou e todo aquele líquido branco foi parar na roupa do professor de geografia, que vinha pedir para pararmos. Eu estava boquiaberta. Tudo parecia ter acontecido em câmera lenta. Todos estavam com olhos arregalados, sem acreditar no que havia acontecido. A maior nerd da turma havia acabado de dar um banho de tinta no professor mais rigoroso de todo o segundo ano. De repente, uma avalanche de risadas invadiu o pátio inteiro. Até Art riu, meio sem graça. Afinal, a culpa foi meio dele também, né? O professor olhava para sua roupa furioso. Droga, droga, droga, droga, droga! Ele olhou para nós dois com os olhos quase vermelhos de tanta raiva. Novamente, droga.
"Rebeca e Arthur! Para a sala do diretor AGORA!" o professor gritou me fazendo estremecer. O QUÊ?! Sala do DIRETOR?! M-mas! Não, não, não, não, não! Isso vai estragar meu histórico escolar perfeito! Isso não pode estar acontecendo!
"Olha, senhor, foi um acidente. Nós não-" Art tentou nos justificar, mas o professor cortou sua fala.
"Eu não quero saber se foi um acidente ou não! Contem isso para o diretor! Agora, já para a sala dele!" o homem gritou, apontando para as escadas. Art olhou pra mim e percebeu como eu estava assustada. Sim, eu levo o meu histórico escolar MUITO a sério. Ele segurou minha mão e nós começamos a andar em direção às escadas. Não vou mentir, me senti mais segura com o Art segurando minha mão, mas eu ainda estava assustada. Enquanto andávamos, eu observava a reação das pessoas à nossa volta. Muitas delas riam, algumas davam um olhar de desaprovação, outras olhavam com pena. Eu podia ouvir o professor reclamando histericamente sobre sua roupa toda melada de tinta. Abaixei minha cabeça, constrangida. Art, pelo visto, percebeu, pois entrelaçou nossos dedos e deu uma apertadinha na minha mão, tentando me fazer sentir mais segura. E funcionou. Mas eu continuava com minha cabeça abaixada. Já estava imaginando o ocorrido entrando para meu histórico. Arruinando meu lindo e perfeito histórico. Droga, droga, droga!
"Ei, relaxa" Art disse pra mim, assim que começamos a subir as escadas.
"Como relaxar?! Eu acabei de dar um banho de tinta no professor Marcos, estou indo pela primeira vez para a sala do diretor levar uma bronca e isso vai entrar para o meu antes perfeito histórico escolar! Ah, e já se não bastasse, tem tinta marrom e azul no meu cabelo!" falei indignada. Art suspirou, procurando por uma resposta.
"Eu vou tentar conversar com o diretor, tá? Não se preocupe. Ah, e quanto ao seu cabelo," ele sorriu de lado "não tá tão mal assim." awww! Esse garoto sabe me alegrar.
"Valeu" falei sorrindo e nós continuamos a subir as escadas de mãos dadas. Era uma sensação boa, mas meio estranha. Ah, sei lá. Nós costumamos andar abraçados. Art com seu braço sobre meus ombros e eu com a cabeça apoiada em seu peito, como quaisquer melhores amigos fariam. Mas não costumamos andar de mãos dadas. E ainda por cima com os dedos entrelaçados... Isso é como... casais andam. Mas não tem nada a ver com isso. Art só está segurando minha mão para eu me sentir mais segura, como qualquer melhor amigo faria. Ou qualquer namorado... Ai, eu tenho que parar de me iludir.
Eu caminhava olhando para meus pés, perdida em meus pensamentos, até que Art parou de andar e deu uma apertadinha em minha mão. Ergui a cabeça e percebi que estávamos parados em frente à porta da sala do diretor.
"E aí... Vamos?" Art perguntou, mas eu não tinha condições de responder naquele momento. Eu estava petrificada. Olhava horrorizada para o nome 'Diretor' que havia escrito na porta. Todas as poucas vezes que eu já vim aqui foram para ser parabenizada por algo, como notas, prêmios e concursos. Mas essa era a primeira vez que eu vinha aqui ouvir outra coisa ao invés de 'meus parabéns'. Dessa vez, provavelmente ouvirei um 'estou decepcionado'. Já estou até visualizando o diretor registrando o ocorrido em meu histórico. Ai, meu Deus, que horror! Essa é a pior cena que já se passou em minha mente!... Okay, não é a pior. Está empatada em primeiro lugar com quando imaginei Art e Laura se casando. Isso na época em que eles namoravam, é claro. Hoje sei que existe 0% de chance disso acontecer... Não é?
"Beca!" Art falou alto, quase gritando. Acordei do meu transe e vi que o garoto balançava sua mão em frente aos meus olhos. Droga, ainda estamos em frente à porta do diretor.
"Ai, como eu queria poder desaparecer" falei suspirando, ainda encarando a porta.
"É, mas não pode. Vamos lá, Beca. Coragem." é, Beca. Coragem.
Suspirei e finalmente disse:
"Okay. Vamos" Art sorriu e girou a maçaneta, abrindo a porta.
"Bom dia, senhor" ele cumprimentou o diretor. Eu poderia ter feito o mesmo se não tivesse ficado muda de tão assustada.
"Bom dia, Arthur e... Rebeca?" o homem estranhou quando percebeu minha presença. Dessa vez fui eu quem apertou a mão do Art.
"Eu recebi um comunicado de que dois alunos estavam a caminho da minha sala, pois jogaram um balde de tinta em um professor. Apesar de Arthur não ter muito pontos negativos em seu histórico, eu até acredito que ele tenha feito parte disso. Mas você, Rebeca? Seu histórico é perfeito. O que aconteceu?" pronto. Uma das coisas que eu queria evitar acaba de acontecer: a demonstração de decepção. Eu tentei responder, mas sempre que abria a boca para falar, não saia som algum.
"Olha, senhor, eu posso explicar" Art tomou a palavra ao perceber que eu não ia conseguir responder.
"Explique, então... É, bem... eu ia pedir que se sentassem, mas pelo estado de vocês," ele olhou diretamente para nossas roupas meladas de tinta "acho melhor não".
Ainda segurando minha mão, Art suspirou e começou a explicar o que aconteceu:
"Foi tudo culpa minha, senhor. Eu que comecei. Eu melei ela de tinta e ela só fez revidar. E então eu revidei novamente. Acabou virando uma guerra de pinceladas entre nós dois. Beca queria acabar com a guerrinha de vez, então pegou um balde de tinta para jogar em mim. Mas não sabíamos que o professor Marcos estava vindo até nós. Ela jogou o balde, eu me abaixei e a tinta acabou atingindo ele. Senhor, a Beca está muito aflita. SUPER aflita. Ela nunca teve a intenção de fazer algo assim. O histórico dela é perfeito, ela é uma ótima aluna e tem grandes planos para o futuro. Se o senhor for punir alguém, que seja eu, por favor. Beca não merece ser punida." acabei de morrer por dentro. Como alguém pode ser tão fofo?!
O diretor suspirou e olhou para mim por alguns segundos. Depois olhou para Art. Depois para nossas mãos dadas. Suspirou novamente e olhou para nós dois para finalmente nos dar uma resposta. Nesse momento eu já estava rezando o Pai Nosso pela terceira vez.
"Bem, considerando que ambos são ótimos alunos e não têm motivo algum para quererem desrespeitar um professor, não vou puni-los." quando ouvi essa última oração, soltei um suspiro que, até então, não havia percebido que tinha segurado por tanto tempo "É normal fazer uma besteirinha de vez em quando... E, só aqui entre nós... Quando eu tinha a idade de vocês, comecei uma guerra de comida no refeitório do meu colégio!" ele disse fazendo-nos rir "Mas nunca façam isso!" falou entre risadas.
"Muito obrigada, senhor! Isso não irá se repetir!" eu agradeci soltando a mão do Art e dando um pulinho de felicidade. O diretor riu.
"Obrigado, senhor! Muito obrigado!" Art disse apertando a mão dele.
"Disponham, crianças! Agora vão pra casa, já está no horário." ele disse sorridente. Nós agradecemos mais uma vez e saímos da sala.
"Tá vendo? Não foi tão mal assim." Art disse sorrindo para mim enquanto andávamos até a escada.
"Art, muito obrigada! Você salvou minha vida!" agradeci abraçando ele com força.
"Que exagero, até parece que você ia morrer!" ele disse rindo e abraçou minha cintura. Melhor. Sensação. Do. Mundo.
"Vamos, o sinal já tocou." ele disse partindo o abraço e pegando minha mão. Olhei para nossas mãos enquanto andávamos e sorri pra mim mesma. Até que foi bem fácil me acostumar com isso. E a sensação é ótima.

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Eu estava estudando no meu quarto (sim, eu sei que as últimas provas já passaram, mas é sempre bom manter seus estudos em dia. Além de ser divertido. Não tente entender, é coisa de nerd.), até que dei uma pausa e me olhei no espelho. Olhei meu cabelo molhado e ri para mim mesma com a lembrança do que me levou a lavá-lo mais de 20 vezes. Você não tem noção do quão difícil foi tirar aquela tinta! Demorei mais de 2 horas, sem exagero!
Meu celular começou a tocar, me acordado dos meus pensamentos. Peguei o aparelho que estava em cima da cama e sorri ao ver quem estava me ligando. Acho que nem preciso dizer quem foi, a parte do 'sorri' já esclareceu tudo.
"Alô?" atendi contente.
"Boa tarde, senhora. As 37 geladeiras que você encomendou estarão chegando na sua casa em 20 dias úteis." ele disse tentando fazer uma voz diferente.
"Art, eu sei que é você." falei rindo.
"Eu sei que sabe, só queria ouvir sua risada." isso me fez corar. Abaixei a cabeça envergonhada, como se ele pudesse me ver, apesar de o único ali ser Thor, que estava dormindo na minha porta.
"Bobo." falei dando uma risada envergonhada.
"Beca, eu acho que esqueci meu casaco na casinha da árvore na última vez que fui aí. Você pode dar uma olhadinha pra mim, por favor?" ele pediu. Que estranho, não lembro de ele ter trazido um casaco, mas tudo bem.
"Tá bem, já estou indo ver." eu disse me levantando. Desci as escadas e abri a porta de casa. Quando cheguei na casinha não foi com um casaco o que achei.
"Você é muito bobo!" ri enquanto desligava o celular e olhava para Art sentado na casinha da árvore.
"Eu sei." ele disse batendo de leve no espaço que havia ao seu lado, indicando que queria que eu sentasse ali.
"Tá fazendo o que aqui?" perguntei subindo.
"Sei lá, fiquei com saudades." ele deu de ombros. Sentei-me ao seu lado e sorri. Ele é muito fofo.
"Mas e você? Estava fazendo o que quando te liguei?" Art perguntou curioso.
"Estudando." respondi.
"Ah, fala sério!" ele reclamou.
"O quê?" ri da sua indignação.
"Estudar pra que, Beca?! Nossas provas já passaram! Você não relaxa, não?!".
"Eu gosto de estudar, tá bom?!" falei rindo um pouco.
"Ah, claro. Esqueci que é SUPER divertido." dessa vez até ele riu.
"Okay, mas, além de estudar, o que você fez hoje?" ele perguntou.
"Tomei 20 mil banhos." nós dois rimos.
"Pois é, foi uma dificuldade pra aquela tinta sair!" Art riu.
"Ainda tô com a sensação de que meu cabelo está azul." ri enquanto segurava uma mecha do meu cabelo.

“Mas, e aí...” ele começou a falar, quando nossas risadas já tinham cessado. “Planos pro baile?”.
"Ah, eu acho que não vou não." respondi casualmente.
"Ué, por quê?" Art perguntou meio... decepcionado?
"Sei lá. Ninguém me convidou." falei dando de ombros.
"Ah, conta outra. Eu vi vários garotos te convidado com meus próprios olhos. Você recusou porque quis." é, isso é verdade. Mas, afinal, qual seria a graça de ir para o baile com um garoto qualquer? O único garoto que eu gostaria que me acompanhasse é o Art. Mas isso nunca vai acontecer mesmo. Acho que vou ficar em casa.
"Eu nem sei dançar mesmo." falei.
"Ah, mas isso é fácil!" Art disse pulando da casinha. Olhei para ele confuso. Ele começou a fazer uns passos de dança ridículos e não pude conter minha risada. É muito fofo o jeito como ele age perto de mim. Ele é ele mesmo. E eu adoro isso.
"Tá, agora é sério." ele disse parando sua dança louca e rindo ofegante. "Vem cá, eu te ensino a dançar." Art me puxou pela mão e me tirou de cima da casinha. Quase caio em cima dele, mas ele me segurou.
"Como é que é?" perguntei rindo e sem acreditar.
"O quê? Você acha que só as garotas sabem dançar?" ele deu um sorrisinho de lado fofo.
"Tá bem, então, 'professor de dança'" falei rindo.
Art pegou minhas mãos e colocou meus braços ao redor do seu pescoço. Ele segurou minha cintura e me colocou para mais perto do seu corpo. Foi aí que minha ficha caiu de que ele estava realmente falando sério sobre me ensinar a dançar. Para falar a verdade, eu já sabia dançar, mas estava tudo bom demais para revelar isso. Eu estava olhando para nossos pés, esperando que Art começasse a dar os primeiros passos, mas ele segurou meu queixo de leve e levantou meu rosto, me fazendo olhar para ele. Olhei para aqueles lindos e hipnotizantes olhos e me perdi neles. Art encostou sua testa na minha, nos deixando muito próximos. Eu podia sentir sua respiração bater em minha boca. Meu coração se acelerou muito mais do que o normal. Acho que até ele conseguia ouvir os batimentos. Estou sonhando, não é?
"Agora é só deixar a música te guiar. Bem, aqui não tem música, mas vamos fingir que tem." ele riu um pouco na última frase. Eu não tive como rir, estava perdida em seus olhos e em seu sorriso. A sua respiração batendo nos meus lábios me deixava arrepiada. E eu ainda me perguntava se estava sonhando. Art olhou em meus olhos e começamos a dançar. Ele me guiava e nós dançávamos ao ritmo de uma música lenta imaginária. Aquilo era como um sonho. Tenho certeza que já sonhei com algo do tipo. Ai, como ele é lindo... Seus olhos, seu sorriso... O jeito que ele olhava diretamente nos meus olhos era mágico. Isso está mesmo acontecendo?
Depois de uns 2 minutos daquele jeito, senti gotas de água molharem minhas costas. Começou a chover. Nós olhamos para cima, mas sem nos separar. Senti a água cair em meu rosto e sorri. Voltei a olhar para Art e o encontrei olhando para mim. Ele ficava tão fofo com o cabelo molhado. Nós ignoramos a chuva e continuamos a dançar. Eu me sentia Gabriella Montez de High School Musical, naquela cena em que ela e Troy Bolton dançam no terraço do colégio e começa a chover. Era como se Art fosse meu Troy. Mas a parte ruim é que não sou sua Gabriella. Com certeza não. Eu estava tão perdida em seus olhos que mal percebi o quão próximos nós estávamos. Só me dei conta disso quando senti seus lábios roçarem nos meus. Senti calafrios por todo o corpo. Olhei para lábios dele e vi um leve sorriso neles. Se eu tivesse condições de pensar alguma coisa naquele momento, provavelmente estaria me perguntando se Art me amava assim como eu o amo. Mas não tive como pensar em nada além de que aquele momento era maravilhoso. Aquela sensação era maravilhosa. Tudo era maravilhoso. A vida era perfeita. Os lábios de Art roçaram nos meus novamente e eu podia sentir sua respiração mais próxima do que nunca. Meu coração disparou de um jeito que eu nunca tinha sentido em minha vida. Eu podia ouvir meus batimentos. Acho que até Art podia. Mas ele parecia gostar. E eu também. Olhei novamente para os olhos de Art e percebi que ele estava olhando para a minha boca. Seus olhos foram fechando aos poucos e meu coração disparou ainda mais (se é que isso é possível). Antes de eu ter tempo de olhar para seus lábios novamente, senti-los encostar nos meus. Eu instintivamente fechei meus olhos. Não sentia mais meu coração disparado, não sentia mais nada além daquele beijo. O meu tão esperado beijo, que veio em um momento tão inesperado. Eu me sentia nas nuvens, nós estávamos voando! Estremeci um pouco por causa da chuva fria caindo em meus braços, mas ignorei aquilo completamente. ART ESTAVA ME BEIJANDO! Aquilo era mágico, era incrível, era mara-
"REBECA, ENTRE EM CASA! ASSIM VOCÊ VAI PEGAR UM RESFRIADO!" minha mãe gritou de dentro de casa ARRUINANDO O MELHOR MOMENTO DA MINHA VIDA! Art e eu partimos o beijo com o susto que minha mãe nos deu. Olhamos-nos um pouco perdidos nos olhos um do outro, até que eu realmente me toquei do que havia acabado de acontecer. Meus olhos se arregalaram e eu pude sentir meu coração disparar novamente. Comecei a correr o mais rápido que eu pude até a porta de entrada da minha casa. Eu podia sentir que Art corria atrás de mim, tentando me alcançar. Cheguei na porta e (graças a Deus!) ela já estava aberta. Entrei e fechei-a rapidamente, sem nem pensar. Encostei minhas costas nela e soltei um suspiro como se não respirasse há anos. O. QUE. ACABOU. DE. ACONTECER.

Continua

Notas finais
NHAAAAAA GOSTARAM GOSTARAM?! Eu mesma surtei enquanto escrevia a parte do beijo kkkkkkkkk FINALMENTE ESSES DOIS VIU, MEU DEUS! E sim, eu me inspirei em High School Musical kkkkk. Por favor, comentem o que vocês acharam (se é que eu mereço comentários depois de 3 meses sem postar *carinha aflita*). Podem comentar também que estão com raiva de mim se quiserem *carinha chorando*. E, pela milésima vez, do fundo do meu coração, DESCULPA BELONGERS :-( :-( :-( Muito obrigada por não pararem de acompanhar a fic mesmo assim, vocês são os melhores leitores do mundo! Um grande beijo, de uma aflita autora que está se sentindo um lixo.