You Belong With Me
25 Capítulo 25
Notas iniciais
oi genteeeee!!! Eu sei que demorei de novo, mas não foi tanto que nem da última vez e dessa vez eu tenho justificativa: minhas aulas acabaram dia 4 e nesse período eu não tive como escrever nada porque eu estava na reta final e precisava me concentrar na escola. Então só faz duas semanas que eu estou de férias e usei esse tempo para escrever e aperfeiçoar esse capítulo. Mas agora eu estou de férias e estou cheia de tempo livre uhuuuuuuuuu!!! Eu já estou pensando nos acontecimentos do próximo capítulo e vou postá-lo o mais rápido possível. Agora aproveitem este daqui! Boa leitura :)
"Filha, você está bem?" ouvi minha mãe perguntar. Tentei disfarçar a cara de desespero e olhei para cima. Ela estava no topo da escada me olhando com uma cara confusa.
"Ah, é... o que?! Claro! Por que eu não estaria?!" falei dando uma risada super bizarra. Droga, tá na cara que ela não vai cair nessa!Antes que minha mãe pudesse perguntar 'Tem certeza?', a campainha soou. Droga. Eu fechei os olhos por um segundo, fiz uma cara de 'droga, ferrou', suspirei e me virei para abrir a porta."Valeu por me deixar lá fora!" Art disse rindo enquanto entrava. É possível alguém se sentir atraída por uma pessoa até pelo jeito que essa pessoa anda?"Oi, Art! Eu não sabia que você estava aqui." minha mãe cumprimentou-o enquanto descia as escadas."Oi, tia." Art levantou a mão dando um pequeno aceno, já que não estávamos em bom estado para abraçar alguém."Meu Deus, vocês estão encharcados!" minha mãe exclamou ao chegar mais perto da gente. "Eu vou pegar duas toalhas e roupas para vocês se trocarem. E Art, não se preocupe, eu vou pegar algumas roupas que eu tenho aqui do Ricardo, você não vai precisar vestir roupa de mulher." ela deu uma risadinha e subiu as escadas. Ah, Ricardo é meu pai, caso você esteja se perguntando.Após minha mãe sair, um silêncio constrangedor tomou conta da sala de estar. Eu normalmente não me sinto estranha quando estou com Art, mas dessa vez não tinha como evitar. NÓS TÍNHAMOS ACABO DE NOS BEIJAR! Eu estava pirando por dentro, mas escondia esse sentimento enquanto olhava para minhas mãos, fingindo estar entretida com elas."E aí... aprendeu a dançar?" Art quebrou o silêncio. Olhei para ele e vi que ele estava fazendo seu típico sorrisinho de lado. Não pude deixar de dar uma pequena risada. Voltei a olhar para minhas mãos e fiquei brincando com meus dedos, tentando fazer aquele silêncio soar menos esquisito. Será que ele realmente gosta de mim? Será que Laura estava certa, afinal? Minha mente estava uma bagunça de tantas perguntas, mas o que eu queria mesmo era voltar no tempo para alguns minutos atrás e reviver aquele momento mágico. Ai, eu sou uma idiota mesmo, viu?! Por que eu tinha que sair correndo que nem uma louca?! Droga!"Aqui, meus amores." minha mãe disse entregando as toalhas e as roupas para a gente. Eu estava tão distraída que nem a vi se aproximar."Eu vou no banheiro do meu quarto." falei enquanto enxugava um pouco as pernas e o cabelo, para não sair molhando a casa toda."E eu vou no lavabo." Art disse fazendo o mesmo.Enrolei a toalha na cabeça e subi as escadas. Fui até meu quarto e tranquei a porta. Mexi nos meus bolsos encharcados a procura do meu celular, até lembrar que eu deixei-o na casinha da árvore. Droga, eu preciso falar com Laura! Preciso contar o que aconteceu! Mas... pensando bem, foi até melhor eu tê-lo esquecido lá, porque agora ele poderia estar quebrado, cheio de água por dentro e por fora. Tudo bem, eu falo com ela depois. Tirei minha roupa molhada e me enxuguei. Escolhi uma roupa qualquer no armário e me troquei. Enrolei a toalha na cabeça e já ia saindo do quarto, até que me vi no espelho e percebi que eu estava estranha com a toalha daquele jeito. Se hoje fosse um dia normal, eu apenas ignoraria e sairia assim mesmo, até porque Art nunca pareceu ligar pra isso. Mas hoje não é um dia normal. Não mesmo. Eu estou com vontade de me arrumar melhor. Tirei a toalha da cabeça, enxuguei melhor o cabelo e penteei-o. Resolvi também mudar de blusa e colocar uma mais bonitinha. Me olhei no espelho novamente. Agora sim. Saí do quarto e desci as escadas. Art e minha mãe estavam na cozinha, ela estava preparando alguma coisa para nós comermos. Sentei na mesa em frente ao Art. Ele estava entretido com seu celular e não pude evitar de ficar olhando para ele. Ai, como ele é perfeito! Art tirou seus olhos da tela do celular e olhou para mim por um segundo. Olhei para o outro lado o mais rápido que pude. Droga, eu devia estar fazendo aquela cara de idiota apaixonada! Depois de alguns poucos segundos, olhei para Art novamente e ele continuava olhando pra mim. Ele sorriu e eu olhei para baixo, corando e tentando esconder meu sorriso."Aqui, crianças. Fiz sanduíches para a gente." minha mãe disse enquanto colocava um prato com três sanduíches de queijo e salame na mesa. Cada um de nós pegou o seu e começamos a comer. Estávamos todos quietos e aquele silêncio me incomodava. Ao mesmo tempo que eu queria que ele terminasse, não queria falar nada."Então... Sanduíches aprovados?" minha mãe tentou puxar conversa. Até ela deve ter reparado que tinha algo estranho rolando."Aprovadíssimo, tia!" Art disse animado e eu concordei com a cabeça, dando um leve sorriso. Acho que ele gostou da ideia de acabar com o silêncio. Mas eu não tenho certeza se também gostei. Não tenho dúvida que a qualquer momento minha mãe vai querer saber por que ficamos lá fora na chuva. Eu nunca tive problemas em contar esse tipo de coisa pra ela e continuo sem ter, mas falar sobre isso na frente do Art é algo completamente diferente.
"Mas e então... Por que vocês ficaram lá fora na chuva? Vocês podiam ter entrado em casa ou pelo menos na casinha da árvore!" eu não falei que ela ia querer saber? Droga, e agora?!"A gente tava..." Art tentou inventar alguma coisa, mas percebi que nada estava vindo em sua mente, então tentei ajudar falando a primeira coisa que consegui pensar."Lavando uma pedra!" minha mãe fez uma cara confusa e Art olhou para mim como quem pensasse 'O que?!'. É, parece que eu ferrei tudo."Lavando... uma pedra?" minha mãe perguntou sem entender. Ai, Senhor."É! Para... nosso trabalho de biologia!" Art tentou ajudar. Por que todo mundo sabe mentir menos eu?!"É, isso! É um trabalho bem interessante, por sinal!" eu disse. Senti Art me dar um leve chute por debaixo da mesa e olhei para ele. Ele fez uma expressão de 'cala a boca!'. É, acho que ele tem razão."Mas vocês não poderiam ter lavado essa tal pedra na pia?" minha mãe perguntou."É que é um experimento complicado." Art tentou explicar."É, posso falar dele pra você depois se você quiser!" falei para minha mãe, tentando deixar as coisas mais realistas, mas percebi a bobagem que eu tinha dito. Olhei para Art e ele estava com a mão na testa, provavelmente pensando que eu já devia ter ficado quieta há muito tempo. É, vou calar a boca."Tá bem, então..." minha mãe disse desconfiando um pouco, mas pelo menos aquele assunto parecia ter se encerrado.Nós continuamos a conversar. Falamos sobre o colégio, as preparações para o PIEAL, as férias que estavam por vir. Quando vimos, já eram seis horas da tarde."Bem, a chuva já passou, é melhor eu ir para casa. Daqui a pouco, minha mãe vai chegar lá e eu tenho que abrir a porta para ela. Tia, obrigado pelo lanche e foi ótimo ficar aqui conversando com vocês. Te vejo amanhã, Beca." Art disse se levantando da mesa. Ele beijou minha cabeça e foi até a porta."Espera, eu abro a porta pra você." falei levantando e indo até lá. Abri a porta e Art saiu. Ele se virou e sorriu pra mim. Ai, aquele sorriso."Quer ir andando pro colégio comigo amanhã?" ele perguntou."Claro." respondi sorrindo."Okay, quando eu estiver chegando te ligo." ele disse."Tá bem." confirmei enquanto me perdia em seus olhos."Tchau." Art se despediu com uma voz suave enquanto sorria de lado."Tchau." eu mordi o lábio sorrindo e fiquei olhando-o se virar e caminhar pelo pequeno jardim da frente até o portão. Quando ele chegou na calçada, acenou e eu retribui. Ele voltou a andar e fiquei observando-o até não conseguir mais vê-lo."Lavando uma pedra, né?" ouvi minha mãe dizer atrás de mim."É..." falei com uma risadinha sem graça enquanto fechava a porta."Tá, okay. Agora me conta o que realmente aconteceu." é, como eu já disse: não sei mentir. Mas tudo bem, eu já ia contar pra ela mesmo. Eu só não queria contar na frente do Art. Seria um tanto constrangedor."Tá bem." disse sorrindo e me sentando no sofá. Minha mãe sentou ao meu lado, esperando que eu falasse. "Art e eu nos beijamos."Eu não tenho nem como traduzir o que veio depois do que eu disse, só sei que minha mãe pirou. Mas em um bom sentido, é claro. Ela sorriu de orelha a orelha e deu um gritinho. Ela se levantou, me puxou pelos braços e começou a dar uns pulinhos. Parecia que uma adolescente histérica tinha possuído-a. Ela não parava de dizer o quão feliz ela estava por mim, que sempre soube que um dia nós ficaríamos juntos e que Art era o cara perfeito pra mim. Só faltava ela dizer que era nossa shipper número um."Tá bem, mãe, não exagera!" falei rindo. Minha mãe parou de pular e olhou para mim sorrindo."Awwwn! Minha filha já é uma mulher!" ela disse emocionada."Ah, qual é, mãe!" eu falei rindo do drama todo que ela estava fazendo."Tudo bem, tudo bem! Eu paro!" ela disse e riu. Abracei-a calorosamente. Amo minha mãe."Vou pegar meu celular. Ele ficou na casinha da árvore." falei enquanto desfazia o abraço. Sorri para ela e fui até a porta. Abri-la, fui até a casinha da árvore e subi a escadinha. Ali estava ele. Peguei meu celular e voltei para casa. Ouvi o som de água correndo e pratos sendo empilhados na cozinha. Minha mãe estava lavando os pratos. Subi até meu quarto e sentei em minha cama. Segurei meu celular na altura do meu rosto e desbloqueie-o. Cliquei em "Mensagens" e mandei um SMS para Laura:'Me encontre antes da aula começar amanhã, quero te contar uma coisa ;) bjs'.Nossa, como é ótimo ter pela primeira vez uma amiga para compartilhar esse tipo de coisa. Eu nunca me aproximei muito de ninguém além do Art. Claro que têm várias pessoas no colégio com quem eu converso, mas não os considero nada além de colegas. Acho que quando conheci Art, nós ficamos tão próximos que eu não me importava em fazer outras amizades. Ele se tornou meu mundo. Mas agora eu descobri que ter uma amiga também é ótimo. Eu posso pela primeira vez falar sobre minha paixão por Art com alguém além da minha mãe, e estou muito feliz com isso. Espero que algum dia minha amizade com Laura seja tão forte que eu possa chamá-la de minha melhor amiga. Também espero que um dia eu possa chamar Art de meu namorado... Ai, Art. Meu Art. Você vai me fazer sonhar com aquele beijo a noite inteira.Continua
Notas finais
Espero que tenham gostado! Deixem nos comentários o que vocês acham que vai acontecer no próximo! Muito obrigada por ler
Fale com o autor