Notas iniciais
Lembra que eu disse para prestarem atenção no ponto de interrogação do capítulo 18? Então 8D o final do cap diz tudo, afinal o Viktor seria meio 'na cara' demais nee? AUHAUHAUHAUHUHAUHAUHA.
Betado pela linda da minisan *-*
Boa leitura ♥
PS: Mais embaixo.

Todos se encontravam extremamente surpresos, afinal de contas, Sugizo já participava de uma banda e aparentemente não tinha motivos para estar ali.

- Sugizo imagino que esteja ciente do que faz aqui. – Koga disse seriamente, ainda que parecesse surreal para si que tinham dado tamanha sorte. Não porque Sugizo era famoso, mas porque com sua experiência, se fosse mesmo o substituto de Uruha certamente conseguiria se ajustar rapidamente ao GazettE.

- Oh sim Koga-sensei não se preocupe. Eu e o Yoshiki vimos a comitiva e também fizemos algumas coisas para Uruha-san, espero que chegue até ele. – Entregou a sacola para Kai e voltou para o centro do palco, os olhares de todos avaliativos sobre si, como imaginou que aconteceria. – Eu conversei com o Yoshiki e como o novo CD está pronto, não teria problema eu vir. Espero ser de boa ajuda.

- É o que todos esperamos Sugizo. Por favor, sua apresentação. – O empresário sorriu leve para o outro, de certa forma sabia o que esperar.

...

- Sugizo-san, quero que fique claro que além do festival você precisa estar disponível durante todo o tempo que Uruha continuar longe da companhia.

- Eu imaginava Koga-sensei, mas acredite, do lado do X está tudo bem, de verdade. Temporariamente eu pertenço ao the GazettE. – Sorriu, apertando as mãos com o empresário.

- Minna, vocês já fizeram tudo que podiam por hoje. Vamos rapidamente até a sala da diretoria e vocês estarão dispensados para descansarem pelo resto da tarde.

Reita e Aoi trocaram sorrisos tão tristes que deixariam qualquer um com pena. Não destratariam Sugizo, mas estavam tão quebrados, tão derrotados e afundados que suas mentes não raciocinavam mais e quase nenhuma palavra dita foi entendida nos minutos que passaram na sala dos superiores de seu empresário. Só se mantiveram sãos pela última vez no estacionamento, estando reunidos como uma 'nova' banda.

- Aoi, você vai até o hospital?

- Sim, eu preciso ver ele um pouco. – Sorriu, pegando as cartas. – E creio que amanhã começaremos a nos encontrar no horário de sempre, certo?

- Sim, os diretores de arte e produção vão querer adiantar muita coisa nessa semana.

- Então vejo vocês amanhã.

Shiroyama sorriu falsamente, tentando se livrar logo daquela situação sufocante. Trocou rapidamente um último olhar com Reita e respirou aliviado ao se ver dentro de seu carro, podendo relaxar um pouco. Sua mente estava perturbada, mas quando se encontrou fora da companhia sua dor de cabeça que havia ameaçado começar amenizou significamente, trazendo um alívio para seu semblante cansado.

Ainda não estava bem, mas conforme Uruha foi surgindo em seus pensamentos, sorrisos abertos e verdadeiros foram surgindo em seu rosto, aliviando qualquer tensão que a escolha de Sugizo criara em seus cansados ombros. Precisava entender claramente que ninguém substituiria Uruha, independente do tempo que ele ficasse no hospital.

Até arriscou colocar algo para tocar, mas quando parou no semáforo seus olhos foram guiados até uma pequena loja, fazendo-o sorrir automaticamente, dando um pequeno retorno na rua que se encontrava para poder estacionar. Estava frio e aquilo cairia perfeitamente em Takashima, assim como o deixaria mais confortável com sua situação.

Acabou escolhendo um modelo levemente felpudo e preto, com um pequeno pompom na base. Sorriu ao o imaginar com aquilo, embrulhando em forma de presente e voltando para seu carro, desejando agora chegar cada vez mais rápido ao hospital.

...

- Olha quem voltou. — Sorriu abertamente, trazendo um sorriso aos lábios de Uruha.

- Aoi que surpresa. — Sentou-se na cama animadamente, mal parecia que havia tido uma crise.

- Como está meu amor? — Cumprimentou Viktor que saiu rapidamente do quarto para lhes deixar a sós, aconchegando-se na poltrona.

- Eu tive uma crise mais ou menos há uma hora. — Disse sinceramente. — Mas, pelo menos a cabeça não doeu tanto e eu já to melhor. — Sorriu.

- Que bom que está melhor. Eu te comprei um presente e trouxe mais algumas cartas.

- Presente e cartas? — Sorriu largamente. — Deixa eu ver o seu primeiro então.

Aoi sorriu e entregou o pequeno embrulho para Uruha, que cuidadosamente tirou o laço que lacrava a embalagem, puxando a touca de dentro. Sorriu e arrumou o acessório na cabeça, olhando-se pelo espelho que Viktor lhe dera.

- Aoi, obrigado, é linda. – Mexeu no pompom. – Mas, isso me deixou com uma cara de criança. – Fez um bico.

- Oh, me desculpe então, senhor Takashima-ancião-Kouyou da próxima vez lhe comprarei algo de acordo com sua idade.

Os dois se olharam em silêncio por alguns segundos antes de caírem numa gostosa gargalhada, tirando, de ambos os lados, problemas dos ombros. Aoi não conseguia mais se importar com Sugizo no lugar de seu amado, afinal de contas seria temporariamente, e Uruha estava se recompondo de sua crise. Por mais que houvesse problemas, os dois estando juntos estariam bem.

- Eu não disse isso, ela continua sendo linda. – Fez um bico maior, cruzando os braços e fitando outro ponto, sem perceber Aoi enfiando a mão por baixo das cobertas e se dirigindo até seu pé, começando a lhe fazer cócegas.

- Só porque ficou bravo comigo. — Riu ao ver o amado desfazer a pose, tentando puxar o pé para quebrar o ato.

- Aoi seu chato – Começou a rir sem controle. — para com isso. — Deixou-se deitar por inteiro, ainda tentando se desvencilhar de Shiroyama enquanto levava uma das mãos ao rosto, tentando abafar o riso.

- Só se você falar que a touca é linda. — Mandou um beijo provocativo para o outro, segurando firme seu pé e continuando as cócegas.

- A... A touca que você — Mais risadas. — comprou é... É linda. Pronto! — Respirou aliviado ao sentir o toque cessar, sentando-se novamente e aspirando lentamente.

- Está tudo bem?

- Está sim, mas me lembre de nunca mais fazer comentários negativos sobre seus presentes. — Mostrou a língua para Shiroyama, puxando os pés para si.

- Exatamente, se não eu vou te atacar. – Riu, pegando seu celular e apontando para o rosto do maior. – E vou aproveitar e te fotografar.

- Fotografar? – Fez uma pose rápida dando um sorriso enquanto Aoi batia a foto. – Para que?

- Para mostrar a todo mundo que está melhor e como ficou bonito com a touca. – Sorriu levando o outro a fazer o mesmo que acabou ruborizando.

- Obrigado.

Os dois permaneceram conversando por mais algum tempo até se despedirem, já que Uruha iria para o banho e Aoi aproveitaria para ir embora, antes que acabasse ficando aquela noite no hospital. Não que não quisesse, mas não podia e tinha plena consciência disso. Claro que sua felicidade ao passar pouco tempo com Uruha não fora insignificante, já que sorriu por todo o caminho, não esquecendo de passar numa reveladora para imprimir a foto do amado de touca, o fazendo duas vezes, já que certamente Reita iria querer também.

Uma delas colocou em um porta retrato vinho e a outra guardou num envelope e colocou dentro do estojo da guitarra para levar à Reita. Fez uma janta simples e rápida e compensou com um bom e demorado banho, aproveitando sua banheira por mais de uma hora, sorrindo bobamente para o nada quando pensava em Uruha, assim como ficava levemente melancólico pela escolha de Sugizo.

Pensamentos ambíguos com grandes diferenças de sentimentos, mas que acabaram tombando para o lado de Uruha quando Shiroyama se deitou para dormir, sorrindo ao ver a foto do amado que havia deixado naquele hospital há algumas horas.

E nem precisaria de muito para deduzir que acordou imensamente feliz, já de cara fitando a pose sorridente de Uruha que mal tivera tempo para se arrumar direito, mas sorrira verdadeiramente o que para Yuu era mais do que suficiente para não se chatear com terceiros.

Levou anormalmente animado, coisa que de manhã era um feito raro. Banhou-se feliz da vida e tomou café digitando uma mensagem para Uruha, tendo descoberto que Viktor lhe emprestara um celular, que não usava, para poder interagir com os outros. Claro que ficou animado com a situação e não tardou a pegar o número, sentindo um pouco mais de cor no meio de todos aqueles problemas.

''Meu amor, não sei se está dormindo, provavelmente sim, mas queria lhe desejar um bom dia e dizer que acordei sorrindo olhando para sua foto ontem. Espero que passe o dia bem, e na hora do intervalo eu te ligo. ''

Sorriu bobamente e terminou de arrumar tudo por seu apartamento, pegando suas adoráveis guitarras e saindo rumo à companhia. Não pegou muito trânsito, o que deixou seu humor realmente melhor, e ainda que fosse Sugizo quem se encontrava na sala junto com Kai, ainda assim não foi forte para lhe deixar mal.

- Bom-dia. – Sorriu para os dois, que o cumprimentaram da mesma maneira. – Sabem se o Reita já chegou?

- Eu o vi no estacionamento, mas ele disse que ia buscar Ruki-san em casa, acho que ele estava com problemas. – Sugizo respondeu, achando estranho Aoi erguer uma das sobrancelhas e fitar Kai, desatando a rir em seguida.

- Sugizo-san, Reita mais Ruki nunca será por causa de problemas, nunca esqueça disso.

- Falando mal pelas costas Aoi? Me lembrarei disso. – Reita riu do próprio comentário, adentrando a sala imensa em risadas junto com Ruki. – Nem nos atrasamos.

- O que é bom, já que antes de começar os ensaios ainda temos que falar com o pessoal de arte. – Kai anunciou, rodando uma baqueta nos dedos.

- Já vão vir falar com Sugizo-san? – Aoi indagou, tirando o envelope de dentro do estojo da guitarra, entregando para Reita. – Achei que iria querer.

- Sim, e querem opiniões sobre o visual, afinal de contas faltam duas semanas e meia apenas, estamos atrasados. – O líder disse num suspiro enquanto entregava algumas coisas escritas para Ruki, que já tirava um caderno de desenho e um lápis de sua mochila, pensando nas futuras roupas. – Não sei se nossas medidas mudaram, mas Kai poderia tirar as medidas de Sugizo-san? – Entregou uma fita para o líder que assentiu enquanto o guitarrista se levantava.

- Aposto que foi você quem levou essa touca para ele. – Reita sorriu, virando a foto e mostrando para os outros, que também sorriram.

- Acabei encontrando uma loja pelo caminho. Pretendo levar mais algumas, ele realmente gostou de se ver assim.

- Ele parece bem. – Sugizo comentou. – Quer dizer, não sei bem como as coisas estão, mas ele está com uma feição boa para quem se separou dos amigos.

- Eu não discordo, quando cheguei lá ele disse que tinha tido uma crise algumas horas atrás, mas nem pareceu. Isso me deixa feliz claro, mas acho que ele está bem assim por algum outro motivo, não sei.

- Acha que algo bom está para acontecer? – Reita guardou o envelope em sua mochila, fitando Aoi.

- Não sei, mas se deixou ele bem depois de uma crise, que venha e deixe a todos tranquilos.

Sorriu incentivando os outros ao ato, fazendo fila para que Kai pudesse tirar todas as medidas, depois tendo a própria tirada por Ruki. O vocalista anotou tudo perfeitamente em cinco folhas distintas, fazendo alguns rascunhos que usaria na reunião. Aoi e Reita se entrosavam com Sugizo e Kai saiu rapidamente, retornando com o empresário.

- Pessoal, vamos? – Inquiriu, tendo como resposta todos levantando e os seguindo pelo andar da banda até a sala dos diretores, cada um assumindo seus devidos lugares junto a Staffs, os diretores de arte e produção e o empresário.

- Vejo que Ruki-san já fez um esboço das roupas. – O diretor a seu lado comentou, sorrindo para o vocalista, que lhe entregou as folhas. – Isso é um ponto importante, afinal as roupas serão entregues no máximo até semana que vem, e ainda precisamos decidir as cores.

- Sem querer parecer clichê, inverno me lembra azul claro e branco. – Reita argüiu, cruzando os dedos sobre a mesa.

- Além do que, — Ruki começou. – mesmo que nossos trajes contenham mais cores escuras, podemos de certa forma dar espaço a essas cores. A meu ver combinaria.

- Aoi-san é mais conhecido por roupas escuras. Como isso mudaria? – Um dos Staffs inquiriu.

- Na verdade, tanto para ele quanto para Sugizo-san eu já pensei em algo. – Ruki se arrumou na cadeira, fitando a todos. – O Aoi e o Uruha são conhecidos justamente pela contrariedade das cores dos visuais. Não digo em todos, mas acho que se saíssemos perguntando a maioria dos fãs associaria Aoi ao negro e Uruha ao branco ou tons claros. Poderíamos usar isso com Sugizo-san, mas mantendo o estilo dele.

- Acha possível Ruki-san? – O próprio guitarrista inquiriu, levando Aoi mudamente a fazer o mesmo.

- Creio que sim. Poderia manter seu estilo desde que entrou no X Japan, mudando poucas coisas para se ajustar a nós, assim acho que deixaria claro o entrosamento entre os cinco, assim como que você está nos ajudando e pertence à outra banda.

- É uma boa idéia. – Dessa vez Koga tomou a frente. – Mas, como as cores branco e azul seriam distribuídas?

- Aoi e Kai costumam usar mais preto. Poderíamos no visual, nem de seja nos detalhes das mangas, e no caso do Kai, nas barras das calças, colocar os pontos brancos e azuis, mas que fossem bem visíveis sendo como a marca registrada do festival. O Reita e eu acabamos nos ajustando a qualquer cor, mas acho que na roupa dele deveriam ter toques de preto e a faixa poderia ser diferente, e para o Sugizo-san, poderíamos deixar a roupa de acordo com o estilo dele, deixando-a clara, e colocando toques pretos para combinar com o Aoi.

- Belas idéias, Ruki-san. Podemos colocar em prática? – Um dos diretores sorriu para os músicos.

xXx

Uruha assistia tv junto com Viktor, vendo um pouco do noticiário para se situar. Há mais de um mês não saía do hospital e estava um pouco desatualizado sobre as coisas que andavam acontecendo. Fora falado sobre seu câncer e com muita insistência Viktor deixou que ele visse a comitiva, que estava sendo reprisada num canal musical. Ainda estava no começo do tratamento e lembrava-se de todas as crises, da declaração de Aoi, dos apoios e das decaídas e se sentiu vitorioso por estar caminhando bem no momento, sorrindo com Reita lhe defendendo.

- Reita-san ficou tão bravo com essa afirmação. – O médico riu leve, levando o outro pelo mesmo caminho.

- Ver ele me defendendo me traz nostalgia, lembro dos tempos da escola quando os outros vinham para cima de mim, e depois chegando aqui e tendo sempre palavras de conforto mesmo quando as coisas iam mal. – Sorriu ao se lembrar dos fatos.

- Isso é bom, ter o apoio de alguém assim.

- Você não se sente sozinho. Mas sabe, devo admitir que o Koga-san foi mestre em falar seu sobrenome. Não tinha nada mais fácil? – Os dois caíram numa gostosa e descontraída risada, de fato o sobrenome de Viktor não era dos mais fáceis, e o médico certamente deve ter tido problemas para conseguir decorar.

- É meu sobrenome não é dos mais atraentes. Ainda me pergunto como o Felipe decorou tão rápido.

- Engraçado como eu sempre pego as pessoas falando de mim. – O hematologista sorriu, parado a soleira da porta.

- Felipe-san veio seqüestrar o Viktor de mim?

- Oh não imagine Uruha, na verdade vim avisar que tem visitas.

- Visitas?

O médico assentiu e chamou a tal visita enquanto Uruha se sentava na cama e Viktor abaixava o volume da televisão, se perguntando quem eram aquelas pessoas, enquanto que Takashima sorria abertamente quando os reconheceu, — Já que estavam de máscara. – deixando duas lágrimas descerem por seu rosto.

- Mãe? Pai?

Agora tinha absoluta certeza de que não estava sozinho.

Notas finais
KYAAAH obrigada a todos pelos reviews lindos, me deixaram muito contente *-------------* ♥