Notas iniciais
Contagem regressiva: 09 para o fim
Contagem regressiva para o lemon AoiHa: 05
Oieee ♥
Ta eu sei que vocês querem me matar e vão matar mais ainda nesse uauauhauhauhuahuhauhahua. Mas, é que eu não resisto a um drama T^T.
E como eu sou pidona qq vir pedir pra vocês me ajudarem a torcer para a fic chegar a 500 reviews. Não por mim, mas eu acho que a You Are em si merece isso, vamos ver se a gente consegue? *-*
Boa leitura amores ♥.
PS: Terminei a fic, ficou tão lindo o final T3T

Aqueles dias nunca pareceram passar tão rápido. Os ensaios duravam sempre mais que o normal e o tempo frio mal fazia parte da rotina dos cinco, ou melhor, eles não lhe davam tanta atenção. Chegavam ao hotel depois das oito, às vezes juntavam juntos, às vezes separados, tomavam seus banhos e iam dormir. Ruki com Reita, é claro. Acordavam de manhã e também tomavam café juntos ou separados e iam ensaiar. Os instrumentos já ficavam pela casa de show e agora que o dia havia finalmente chegado eles puderam, ironicamente, levantar com menos pressa.

Reita e Ruki nem ao menos descansaram, agora pareciam dois amantes selvagens que não podiam passar muito tempo juntos que logo se embrenhavam onde tinham privacidade. Mas, ainda tinham alguma consciência e transaram apenas duas vezes naquela madrugada. A sensação ruim de Aoi perdurou por alguns dias, mas agora ele estava mais concentrado no show, não claro, sem esquecer de Uruha. Até tentou falar com ele, mas não conseguiu nenhum resultado.

A inocência e a falta de informações mantinham o coração do moreno aquecido e focado apenas na turnê. Mal imaginava como Uruha estava em Kanagawa, tão mal quanto ele nunca tinha visto, ferido e alquebrado. Na verdade tudo que Aoi pensava era que ele estava bem e em segurança contando os dias para a medula chegar, assim como o próprio moreno fazia. Mal sabia o quão enganado estava.

Sugizo conversava com a esposa sempre que conseguia tempo. Alguns solos de Uruha ainda estavam meio incertos para ele, mas nada que com treino não conseguisse ter firmeza. Mas, quando a saudade era maior ele sempre arrumava um jeito de falar com a mulher e as filhas. Estava contente por poder ajudar a banda e mesmo que não fosse muito de falar, para ele era uma boa e marcante experiência.

Já Kai também tinha que se virar para falar com Miyavi. Entre todos ali Ruki e Reita eram os que mais tinham sorte, já que estavam sempre juntos. Os outros como o próprio Yutaka tinham que se virar como podiam e era o que ele fazia. Acabava tendo mais trabalho que os quatro, e não querendo atrapalhar Miyavi não ligava quando estava tão tarde, mas também não negou como ficou feliz quando o Takamasa ligou mesmo de madrugada e disse que não havia problema que ele ligasse.

E mesmo cansado, Kai o fazia. Não todos os dias que lhes restavam, mas conseguiu falar o suficiente para não ficar com tanta saudade. Fora um dos que levantou por último naquele dia, apenas às dez horas. Seu banho foi longo e demorado, e ele se deu ao luxo de aproveitar aquela banheira que praticamente o chamou por todos aqueles dias. Estava tão relaxado que seu humor estava mais do que bom o que quase não acontecia em dias de show, por causa de tudo que precisavam preparar.

Mas, ele queria se dar ao luxo de esquecer um pouco daquilo, e conseguiu, apesar de ainda existir um pequeno problema com relação ao vestuário. Ainda assim também tomou um café demorado e aproveitou para ler um livro que comprara recentemente e havia parado no capítulo dez por falta de tempo. Claro que a conhecida pressa ainda fez parte daquela nova e inusitada rotina do líder, mas ele tentou se controlar por um bom tempo. Quando se encontrou com os outros no quarto de Aoi era pouco mais de onze da manhã.

— Ta todo mundo descansado? – Indagou ao se sentar.

- Aparentemente sim. – Respondeu Ruki.

- As roupas chegaram? – Reita perguntou.

- Ainda não. Eu falei com o Koga-san, ele disse que chegariam até as três, mas a gente já vai estar na casa de show.

- Então dessa vez a gente vai arrumar a maquiagem primeiro? – Aoi perguntou.

- Eu imagino que sim. – Respondeu. – Você, Sugizo-san e Reita podem até passar alguma coisa, verificar os instrumentos. Eu acho que vou ter tempo de sobra para me preparar e o Ruki também.

- E tem perigo de não chegar? – Sugizo perguntou. – Isso é preocupante.

Kai suspirou.

— O Koga-san não me disse nada, mas eu imagino que sim. Está nevando em Tokyo e o trânsito ficou ainda pior. Nós demoramos a noite inteira para chegar, as roupas ainda estão na cidade.

- Mesmo? – Aoi perguntou com alguma preocupação na voz. – Se ainda estiverem na gravadora não vão chegar.

- Maldita hora em que precisou arrumar tudo. – Ruki se levantou praguejando. – Eu costuraria mais rápido do que todo mundo que ta fazendo isso.

- Eu concordo. – Kai disse com pesar. – Se não me engano já saiu de lá, está na avenida que dá para fora da cidade, mas ainda não saiu do distrito. Vai dar meio-dia, até as três são mais quatro horas, quatro horas e meia. Até agora eu não vi nada sobre estar nevando nos locais que o ônibus vai passar até aqui. Mas, se demorar demais o show vai acabar atrasando. No pior vamos cancelar para amanhã.

- O que acabaria conosco com relação ao show de segunda. – Disse Reita. – Não dá pra fazer nada?

- Focar no que restou. – Redarguiu Yutaka. – Se quiserem ficar em outras partes do hotel até podem, eu só vou pedir que fiquem com os celulares ligados que eu vou falar com o Koga-san e com os Staffs e os estilistas que estão trazendo as roupas e entro em contato.

- E nós vamos que horas para a casa de show?

- Três horas também, vamos ficar por lá caso ameace nevar ou chover por aqui. Então se forem almoçar e tomar banho façam isso logo.

Assentiram e encerraram a rápida reunião. Aoi resolveu pegar a guitarra extra que estava consigo no hotel e treinar um pouco mais. Sugizo fora para o próprio quarto comparar os conjuntos de corda que havia trazido para decidir qual era o melhor de usar. Reita também foi para o quarto assim como todos acabaram fazendo, e deixou o celular sintonizado numa emissora de tv que só falava do clima, atento as mudanças que poderiam haver ali e em Tokyo. Também tentou ligar para Uruha, mas sem sucesso.

Kai suspirou audível quando chegou ao próprio cômodo e como havia dito que faria também ficou atento ao tempo. Ruki ligou para a moça que lhe ajudava com a voz e enquanto ela não chegava deu-se ao luxo de cuidar um pouco de si. Havia conversado com Aoi sobre ele não conseguir falar com Uruha e aquilo lhe preocupou um pouco. Ainda estava com algumas suspeitas e tentou falar com o guitarrista, mas dava apenas na caixa postal ou fora de área.

Sentia que alguma coisa não estava muito bem explicada nessa falta de contato com o Takashima.

xXx

Não tiveram hora certa para almoçar, mas nenhum extrapolou a hora para não correrem risco de atrasar. Reita e Ruki almoçaram juntos no quarto do baixista, mas diferente de se pegarem ou namorarem desta vez estavam focados na comida e no tempo. A nevasca havia piorado em Tokyo e de acordo com o que Kai lhes informou assim que conversou com o empresário as estradas estavam começando a ficar ainda mais afetadas pela tempestade que ia se alastrando. Kanagawa e outras províncias também estavam começando a ter nevascas e um atraso na entrega das roupas começava a ser ainda mais preocupante.

— Reita, você realmente acha que dá tempo?

- Eu não sei Ruki, tem tanta coisa estranha acontecendo ao mesmo tempo em que eu acho que não sei de mais nada. – Respondeu enquanto afastava o carrinho com o prato assim que terminou de comer. – Eu tento falar com o Uruha, mas nada.

- Nem me fale, eu e o Aoi também tentamos, mas sem sucesso. Você tentou em sua própria casa?

- Tentei, mas ninguém atende. Talvez estejam sem sinal por conta do mau tempo, nem nos celulares eles atendem.

- Isso não é bom. – Disse Ruki cauteloso e fitando Reita seriamente. – Escute o que eu estou dizendo, mas esse corte na comunicação com eles não ta me cheirando nada bem.

- Eu também pensei isso. – Reita deixou cair os ombros. Sentia-se completamente exausto. – A mãe e o pai sabiam da turnê e a última vez que eu falei com eles, eles me disseram que o Uruha não sabia de nada. Mas, agora com essa falta de contato eu nem sei o que pensar.

- Então torça para que esteja tudo bem, é o que podemos fazer.

Quando se viu sozinho Reita se deixou cair em sua cama. Estava tão cansado de todos aqueles problemas, o ano mal havia começado e tudo aquilo acontecia, todos os problemas do ano anterior voltavam com força total. Também estava preocupado e com mais um pouco de esperança que não soube de onde extraiu tentou ligar para seus pais. Desta vez dera sorte.

- Moshi Moshi. – Disse Akemi tentando não passar o cansaço de sua voz.

- Mãe?! Graças a Kami vocês atenderam, ta todo mundo preocupado aqui. – Assim que a voz de Akemi entrou por seus ouvidos, Reita relaxou.

- Eu imagino filho, sinto muito por isso. – Disse. – Mas, não precisam se preocupar, avise Aoi-san e os outros que está tudo bem aqui.

- Mesmo? – Indagou. – Nós achamos que o Uruha tinha visto algo sobre a turnê e que estava mal.

- Não imagine filho, ele está ótimo. – Takashi viu a dor nos olhos da esposa ao dizer aquilo. – Nós sabemos que vocês têm show hoje então se preocupem com ele, certo? As coisas estão em ordem por aqui.

- Está bem, mande um oi para o Uruha que eu vou falar com todos aqui.

- Hai filho, fique em paz.

Despediram-se. Reita se sentia mais confortável em saber que tudo estava bem, ao menos era o que parecia. Akemi não podia dizer o que estava acontecendo, não era como se não soubesse que eles iam parar o show e vir correndo e não podia permitir aquilo. Só conseguiu abraçar Takashi e chorar mais enquanto ele e Raphael fitavam-se e tentavam descobrir quem havia feito aquilo.

xXx

Aoi, Sugizo e Kai almoçaram juntos no salão do hotel. A comida desceu-lhes um tanto quanto problemática por estarem preocupados com as vestimentas, mas todos sabiam que não adiantaria comer com tantos pensamentos na mente e acabar passando mal depois, tanto que tentavam conversar, arrumar amenidades para comentar, rir uns dos outros, e de certa forma acabaram conseguindo. Logo que terminaram e estavam subindo para os quartos, Reita os encontrou no corredor. Ruki estava consigo.

— Eu consegui falar com meus pais. – Disse aliviado.

- Graças à Kami. – Disse Aoi. – E como estão as coisas por lá?

- Estão bem. – Disse Ruki. – Akemi-san disse que o Uruha não sabe da turnê, mas eles tiveram alguns problemas por causa do tempo.

- Pelo menos ainda temos contato. – Kai sorriu. – Isso deixa as coisas mais calmas, imagino.

- Com certeza. – Reita sorriu. – Pelo menos sobre esse assunto.

- Sobre as roupas vamos deixar isso um pouco de lado e começar a nos arrumar para sair daqui, ao menos nós podemos chegar adiantados.

Todos acataram as palavras de Kai e foram para seus respectivos quartos se arrumarem a própria maneira. Os relógios já lhes mostravam que passava das duas horas e seria bom se corressem para fazer tudo que precisavam. Nesse quesito Kai não media esforços e foi o primeiro a se juntar no salão com o empresário. Os outros apareceram em intervalos regulares e conseguiram sair sem muitos atrasos do hotel, desta vez no carro que os 'camuflava'.

O frio também havia piorado por lá e a casa de show mais parecia um iglu, apesar da movimentação dos Staffs e dos técnicos do local. Alguns trabalhavam na iluminação e Ruki foi ter com eles enquanto os outros se dispersavam pelos cantos do grande salão. Apenas Aoi e Sugizo permaneceram juntos no palco ensaiando as passagens das músicas. Kai e Reita foram ter com Koga e os estilistas sobre a segunda preocupação que lhes passou despercebida: As camisetas com o rosto de Uruha.

Com o padrão dos encerramentos das apresentações aquelas camisetas também não podiam faltar, eram tão importantes quanto à vestimenta do show. Se puderam contar com alguma sorte era a das cabeleireiras e maquiadoras estarem com eles e aprontando as coisas para lhes arrumarem. Kai apenas torcia para que aquele show não fosse adiado por conta disso, ou até mesmo o clima teria medo do ódio que o líder sentiria.

Afora isso o clima estava bom entre os cinco, o que também podia ser contado como ponto positivo.

xXx

Era incrível como Viktor ainda não gostava de Raphael. Mas, na situação em que se encontravam seus sentimentos para com o outro não eram muito importantes. Ele e Felipe estavam no quarto com as vestimentas especiais verificando os sinais de Uruha e possíveis aumentos de temperatura. Seus olhos estavam carregados de expectativa e toda vez que apareciam no quarto do guitarrista torciam por ver algum resultado, mas nada acontecia, ele simplesmente não mexia.

Se não fosse pelo monitor cardíaco ligado a si qualquer um que chegasse perto diria que ele estava morto ou quase morrendo. Sua respiração estava fraca e fora necessário entubá-lo para ajudar na respiração. Assim como a todo o momento Akemi e Takashi que estavam desconsolados na sala de espera precisavam assinar termos para a retirada de fluídos dos pulmões do filho. Nessas horas os médicos também esperavam alguma reação, mas nada acontecia, para frustração de todos.

Só o que sabiam era que ele teria belas dores por conta de todas as ampolas largas e as agulhas grossas que eram usadas para retirar o líquido acumulado de seu corpo. Mas, apenas isso. E naquele tempo sem muitos avanços quatro dias haviam passado, desde a internação na madrugada de terça-feira, mas Uruha continuava em coma.

E sem demonstrar qualquer reação de que acordaria.

xXx

A frase que mais queriam ouvir havia finalmente ecoado pelos ouvidos dos cinco às oito e cinqüenta da noite, dez minutos antes de começar o show, vinda do empresário:

— As roupas chegaram!

Apressados os cinco começaram a se vestir junto com a ajuda dos Staffs. Botões eram colocados em suas casas de um lado, zíperes subiam do outro, o som do velcro se juntando nas luvas de Kai também fazendo parte do conjunto. As cabeleireiras precisaram apenas fazer alguns ajustes, mas nada que comprometesse as produções ou consumisse muito tempo. Sorrisos foram surgindo quando os fãs gritaram o nome da banda e ficaram ainda mais fortes assim que as luzes se apagaram. Todos desejaram boa sorte e o empresário e os Staffs os animaram e puderam – Ao menos alguns. – ter algum descanso quando os acordes, a voz e as batidas compassadas ecoaram pelo lugar.

...

— Cara eu nem acredito que deu tempo! – Reita se deixou cair no sofá do camarim com uma garrafinha de água em mãos. – Quase pensei que a gente ia tocar de roupão preto.

- Duvida quanto que com fanservices todo mundo ia adorar? – Aoi riu. – Iríamos ter problemas com a mídia e talvez alguns fãs, mas a maioria ia aprovar.

- Concordo com o Aoi. – Disse Ruki, rindo e tomando um pouco de chá. – Isso ia passar batido, tenho certeza.

- E eu tenho mais certeza ainda de que depois disso eu quero muito tomar banho e dormir. – Kai disse de sua maca, rindo. – E passar o sábado e o domingo descansando e deixando a responsabilidade de tudo com vocês.

- Acho que essa eu passo. – Reita riu.

- Eu também. – Disse Aoi.

Os outros concordaram e os cinco riram. Como sempre degustaram alguma coisa e esperaram o lugar esvaziar para poderem se retirar. Seu carro já os esperava quando conseguiram sair. Reita e Ruki sentaram abraçados, Sugizo que estava com um pouco de dor cabeça teve o banco reclinado para poder descansar um pouco e Aoi e Kai foram embora conversando amenidades em tom baixo. No fim das contas todos acabaram dormindo e o empresário os precisou acordar.

Mas, apenas para que fossem para seus quartos, tomassem banho e voltassem a dormir. E claro, tivessem algumas horas livres do sábado e do domingo para poderem descansar. E dessa vez nem mesmo Reita e Ruki conseguiram fazer sexo. Mas, dormiram juntos.

...

Na manhã seguinte estavam revigorados e descansados e cada um foi fazer o que achou melhor. Aoi resolveu dormir o dia inteiro, ficou até mesmo com preguiça de pedir comida. Sugizo ligou o notebook e ficou conversando e vendo as filhas e a esposa pela web cam. Kai e Miyavi fizeram coisas pervertidas pelo telefone, apesar de o líder do GazettE ter achado um pouco estranho no começo, Reita decidiu que ficar em seu quarto sem fazer nada era a melhor coisa, e Ruki... Foi fazer compras.

Sim, porque independente de frio ou calor o vocalista não tinha tempo ruim para comprar nada. O problema era ser famoso e correr o risco de ser alvo dos fãs, o que incomodava um pouco, pois, queria descansar. Usara o número do táxi que recebeu do empresário e por isso estava sozinho e contando com a sorte para ser um sábado de paz e frio.

Logo nas primeiras lojas acabou sendo reconhecido, mas ninguém se aproximou pedindo autografo ou similares. Dois fãs que estavam nos locais acenaram para ele e ele lhes direcionou um sorriso que sentiu não ser muito verdadeiro, mas ainda não sabia por quê. Porém, não pensou muito sobre aquilo quando as sacolas começaram a fazer parte da sua caminhada pelo shopping, logo que as coisas começaram a animar e seu cartão era passado nas máquinas que faziam os olhos das vendedoras brilharem.

Ao longo do tempo havia dez sacolas consigo e ele bufava irritado por ter que carregá-las. Teve ímpetos de ligar para Reita e o obrigar que viesse lhe ajudar, mas até chegar já teria ficado com muito mais raiva, então resolveu deixar para lá, principalmente quando sentiu o cheiro dos doces da praça de alimentação. Uma dos primeiros quiosques que viu era de tortas e tudo estava perfeito se seus olhos não tivessem sido guiados para todos aqueles morangos.

Nunca mais em sua vida comeria morangos e não conteve uma careta. Estava próximo da vendedora e deu mais uma olhada pelo vidro até achar a outra parte que continha as delícias de limão. Pedira uma e se deliciou com a iguaria aproveitando para almoçar em seguida, quando acabou finalmente sendo abordado por alguns fãs. Mas, diferente do que pensou, aquelas pessoas perguntavam sobre Uruha e ele podia ver sentimento em cada olhar. Até mesmo culpou-se por ter pensado que seria incomodado, mas acabou respondendo apenas que ele estava bem e com muita vontade de voltar.

Os fãs saíram animados de sua mesa e só então ele se deu conta de que seus sorrisos falsos e aquela agonia incômoda eram pelo amigo. Por algum motivo não estava confiante nas palavras que Reita lhe disse, achava que Akemi estava escondendo alguma coisa, não sabia bem, mas sentia que algo estava fora de lugar e queria muito descobrir o que era.

Para completar as próprias suspeitas se pegou fitando um terço numa loja de artigos religiosos. Estava se preparando para ir embora, mas seus olhos se pegaram olhando aquele colar tão simbólico de cor rosa extremamente clara e com a corrente e os pingentes em prata. Sentiu o coração apertar como se olhar aquilo despertasse dor, e de alguma forma, conforto e esperança. Quando se deu conta havia entrado na loja e pedido o item.

Dentro do táxi avaliou a peça em silêncio. O som de fora parecia ter sido colocado no mudo, dada a concentração de Ruki fitando o colar. Não sabia ao certo porque o comprou, só tinha certeza absoluta de que queria muito algo como aquilo por perto, pois, sentia que iria precisar. Como se não bastasse se lembrou de tudo que acontece com Uruha desde que descobriu a doença. As situações que o envolveram, as dores, as crises. Não chegou a perguntar como ele se sentiu quando Kaoru morreu, mas sabia que havia muito mais sentimento do que as poucas coisas que revelou.

E agora estava ainda mais confuso, perguntando-se porque estava se lembrando daquelas coisas.

— Matsumoto-sama, chegamos. – O taxista estava virado para trás encarando Ruki, que apenas o fitou depois de bons segundos.

- O que? – Perguntou desnorteado.

- Nós já chegamos.

Só então Ruki olhou em volta ainda catatônico e perdido em seus pensamentos. Chacoalhando a cabeça pegou a nota com o valor da corrida e agradeceu ao homem pelo serviço. Guardou o que precisava e atravessou a entrada do hotel em direção aos elevadores. Agora que estava de volta queria ter um pouco com Reita e o faria uma visitinha nada casta.

Não que aquilo significasse que tinha esquecido de Uruha. Só tomaria cuidado para não ter um orgasmo e gritar o nome errado.

...

O domingo foi ainda mais calmo para todos, sem muitas expectativas para aquele dia. Reita conseguiu falar rapidamente com Akemi, o que Ruki novamente achou suspeito, mas nada disse. Quando perguntada se podia falar com Uruha, Akemi desconversou e disse que ele havia saído com Takashi, já que a tempestade havia passado.

— Acha que está tudo bem Reita? – Ruki perguntou ainda deitado parcialmente sobre seu peito. – As coisas estão muito esquisitas.

- Será que eles estão escondendo alguma coisa? – Reita pareceu pensar sobre aquilo. – Eu só não faço ideia sobre o que.

- Acho que eu preciso te dizer algumas coisas. – Ruki sentou-se na cama e Reita o encarou com surpresa.

- Que quer dizer?

- São especulações, na verdade. E sentimentos meus apenas. Mas, é que ontem no shopping eu não parei de pensar no que aconteceu com ele até agora, fiquei agoniado ao ver um terço e até comprei ele. Isso é esquisito pra mim.

- Mas, não é o que te faz achar que minha mãe esconde alguma coisa. – Reita afirmou.

- Não, não é. Mas, eu acho que a saúde do Pon não está tão boa quanto Akemi-san diz, com respeito é claro. Eu só acho que alguma coisa está errada. Será que tem a ver com o tal Raphael?

- Eu duvido muito Ruki. Ele pode parecer alguém com más intenções para vocês pelo que eu e minha mãe dissemos, mas pelo Uruha o Raphael é capaz de usar todo o dinheiro para salvar ele do que for. Ele ama o Uruha Ruki, ama muito. Se ele estiver mal eu garanto que o Raphael vai querer ajudar.

- O Aoi não ia ficar muito confortável com isso, não acha?

- Eu também não ficaria se o seu ex-namorado lindo e milionário aparecesse, mas se eu te amasse muito como eu sei que o Aoi ama o Uruha eles vão esquecer isso e concentrar na melhora dele.

- Espero que sim.

Nos outros quartos as situações eram diferentes, apesar de todos parecerem estar ligados ao diálogo de Reita e Ruki. Aoi estava novamente com sentimentos ruins no peito e apenas Sugizo e Kai pareciam estar mais tranqüilos enquanto conversavam com as pessoas donas de seus corações, e assim o dia seguiu sem altos e baixos, apenas uma linha neutra e tranqüila, como a que é mostrada num monitor cardíaco quando a pessoa é levada para seu descanso eterno. E por mais mórbido que parecesse fora como o domingo deles passou. Calmo e tranqüilo.

E sem problemas.

xXx

Tanto eles quanto os fãs gritavam alucinadamente enquanto Miseinen encerrava aquele show. Todos alucinados pelas batidas incessantes de Kai, as guitarras em gritos sincronizados, o baixo de Reita levando delírio a todos com o solo. Quando tudo finalmente terminou Ruki encheu os ouvidos de todos com seus discursos emocionantes. Suas palavras tinham um significado ainda mais forte a cada frase e Reita leu entre as linhas o quão preocupado ele estava com Uruha. E aquilo estava incomodando o Suzuki.

Assim que se despediram e seguiram pelo corredor até o camarim, notaram a porta aberta, algo muito incomum, visto que seus pertences ficavam naquela sala. Ao prestarem mais atenção puderam ouvir o empresário gritar e tiveram certeza que alguma coisa estava fora do lugar. Então apertaram o passo.

- Koga-san se gritar comigo de novo eu bato o telefone na sua cara.

- Perdão Viktor-san, é que foi uma surpresa. – Sua voz estava realmente mais baixa agora. – Uma semana é tanto tempo, eu... Eu sinto muito. – Houve uma pausa. – Sim, eles estão aqui eu vou falar com eles sobre isso, temos algum tempo até os próximos shows. – Outra pausa. – Sim, obrigado de verdade.

Quando desligou os cinco o fitavam catatônicos. Aoi engoliu seco e Ruki apertou o terço que havia ficado em seu pescoço. Agora entendia o porquê de tê-lo comprado.

— Koga-san? – Kai arriscou. – Aconteceu alguma coisa?

Seu olhar passeou por todos ali antes de se voltar para Kai novamente.

— Coisas muito ruins. – Ao ver Aoi se sentar na cadeira mais próxima junto com Reita ele respirou fundo. – O Uruha pegou uma infecção e está em coma há uma semana. Viktor-san disse que encontraram junto dele uma carta em nome do Aoi que dizia que eles terminaram tudo. Depois disso ele parece que foi dormir e simplesmente não acordou mais.

Notas finais
vampire_kawaii ♥;
Takashima Yuumi ♥;
AlineVKei ♥;
Tsuki Senshi ♥;
freeasabird ♥;
Dayzeh Natsumi ♥;
Kim Yumi ♥;
ChunLi W Malfoy ♥;
Ringo-Sama ♥;
Novamente obrigada por tudo ♥. Já disse o quanto amo vocês e todas essas palavras lindas que vocês dedicam à mim e a You Are?