You Are Not Alone
32 Primos
Notas iniciais
Nee gente, batou surto de inspiração então to escrevendo desde manhã a fic, e pra não perder o fio da meada prometo responder amanhã os reviews do cap anterior. Os créditos da relação dos dois vão todos para a Lucy Babalu que notou o sobrenome e me deu ideias para esse cap. Claro que indiretamente, mas mesmo assim, cap seu amore ♥.
E chegamos a 50 leitores, to tão feliz ♥.
AAAAHHHH SIM, só pra constar, prestem atenção no fim desse cap, o lemon ta quase saltando no colo de vocês :x
Boa leitura.
Ruki abriu os olhos preguiçosamente, sua vontade era nem se lembrar que existia o ato de acordar. Estava confortável e quente, assim como oficialmente de férias. Aquela segunda-feira era o primeiro dia útil após o festival e melhor do que saber que não precisava sair naquele frio para trabalhar, que sua voz estava bem melhor da rouquidão e que não estava gripado, era saber que faltava pouco tempo para Reita chegar ao apartamento, como ficou sabendo por Kai na noite anterior.
Não passava de nove da manhã, mas o loiro não tinha intenção de ficar na cama o dia todo, não sabendo que seu Akira poderia chegar a qualquer momento, já que o líder não soubera dizer que horas o outro chegava, só sabia realmente que ele viria naquele dia e sozinho.
E sabendo que ele precisava de cuidados, Ruki agora tinha certeza que fizera uma boa escolha indo para casa cuidar de si mesmo. De fato Reita necessitaria de mais atenção que si e se estivesse naquele estado lastimável do começo de domingo o baixista quem se levantaria para fazer as coisas.
Ato esse que Matsumoto não permitiria. Ver o rosto maculado de Akira e seu pulso direito enfaixado eram cenas que o baixinho, desde que se vira apaixonado pelo amigo, nunca pensou que manteria tanta calma. Ele tinha ciência de que quando algo estrondoso acontecia seus surtos eram presentes e quando descobriu que as caixas tinham caído sobre o loiro maior, mesmo tendo chorado se surpreendeu. Se imaginava correndo até ele tentando tirar o que restavam de coisas sobre seu corpo, e entrando em desespero ao ver o corpo todo marcado.
Invés disso só conseguiu chorar e sentir as pernas fraquejarem e mais nada. Para si era intrigante. Talvez tivesse sido repentino demais, talvez porque a catatonia de imaginar perder Reita lhe impedisse de conseguir fazer algo no momento, não sabia. E também não tinha tanto interesse. Era novo e diferente, e sendo exclusivo de seu loiro era o que importava.
Tomara um banho quente e se deliciava com seu café da manhã, rindo ao lembrar do guarda-roupa de Reita. O móvel tinha mais roupas suas do que em sua própria casa e Ruki sabia bem que se continuasse daquele jeito não ia demorar muito para não haver nem mesmo uma peça íntima em seu guarda-roupa. Claro que não se importaria em passar dias e dias na companhia de Reita, só o pensamento lhe fazendo sorrir, intrigando o maior assim que passou pela porta.
— Apenas pensamentos sobre minhas roupas. Aposto que já tenho mais aqui do que em casa. – Ajudou-o com o baixo e a mochila.
- Não que isso seja ruim. – Reita sorriu. – Pode ficar aqui mais tempo por esse motivo.
- Era exatamente por isso que eu estava sorrindo. – Retribuiu o gesto, sentando-se a seu lado no sofá. – Está com fome?
- Não, eu comi no hospital. E acho que vou te dar trabalho essas duas semanas.
- Vai precisar de apenas esse tempo mesmo? – Acarinhou de leve a bochecha, uma marca roxa adornando a região.
- Tirando as marcas roxas que até na perna tem e esse olho inchado eu torci o pulso, mas como não foi forte duas semanas o médico disse que é suficiente.
- Pelo menos não vai passar o natal machucado. Falta um mês e duas semanas. E eu vou cuidar de você, não se preocupe.
Reita sorriu e fechou os olhos quase ronronando pelo carinho de Ruki na lateral de seu rosto. O silêncio intenso e aconchegante sendo quebrado apenas pelo toque da campainha, despertando os dois dos devaneios. Entreolharam-se e Ruki foi abrir a porta, encontrando a Srª Suzuki que estava levemente ofegante.
— Mãe, está tudo bem? – Reita endireitou-se no sofá, fitando a mulher, que sentou a seu lado.
- Está filho, desculpe por ter tocado, mas estou nervosa e não achei a chave.
- Quer uma água, alguma coisa? – Ruki indagou, recebendo um sim como resposta.
- Água, por favor.
Takanori se encaminhou para a cozinha e Akemi respirou fundo, acalmando-se. Segurou as duas mãos de Reita e o encarou nos olhos.
— Eu preciso te contar uma coisa sobre seu passado filho. E mesmo não sendo o melhor momento não acho que dá para esperar mais.
- Se precisarem eu saio. – Ruki entregou um copo para a Suzuki, que negou seu comentário.
- Pode ficar Ruki-san. Eu só preciso saber se vocês preferem que eu conte aqui ou se Akira-chan prefere se deitar.
- Não se importa mãe?
A Suzuki negou e os três acabaram por se encaminhar para o quarto de Reita. Seu corpo ainda estava dolorido e ele preferia ficar aconchegado em sua cama, arrumando-se com a ajuda de Ruki que sentou a seu lado enquanto Akemi sentou do outro, mas um pouco longe dos dois.
— Akira, você deve se lembrar de que quando era pequeno, um pouco depois que conheceu Kou-chan, que algumas vezes minha sogra aparecia em casa e nós pedíamos para você se retirar. – Reita fez que sim com a cabeça. – Na família do seu pai um pouco antes de eu me casar com ele, aconteceram certas coisas que deveriam ser mantidas em segredo, mas que agora estão vindo à tona.
- Acho que não entendo mãe. – Entreolhou-se com Ruki que mantinha o mesmo pensamento.
- Seu pai tem um irmão chamado Akihiro. Suzuki Akihiro.
- Irmão? – Reita arregalou os olhos. – Mas, o pai nunca me falou de nenhum irmão. Inclusive o vô e a vó nunca me falaram de um outro filho.
- Muitos erros meu filho. – A Suzuki suspirou. – Eu quase perdi meu casamento com seu pai por encobrir esse segredo.
Reita sobressaltou na cama, confuso. De fato aquelas palavras nunca foram ditas em sua casa e agora sua mãe dizer que quase perdeu o casamento lhe deixava cada vez mais sem entender.
— Que segredo mãe?
- Quando eu fui prometida ao seu pai, na mesma época uma outra moça foi prometida ao seu tio. Naquele tempo isso era bem mais rígido do que hoje em dia, e traição ou falta de interesse das duas partes eram má vistos. E como havia mais pressão sobre as mulheres eu não podia manter muitos assuntos com seu pai, que era tido como errado, mas quando Akihiro veio me pedir ajuda eu arrisquei tudo.
Vendo que Reita não entendia nada, continuou.
— Seu tio não era muito ligado a essa coisa de esposa prometida e sempre amou uma outra mulher. Quando descobriu que não iria se casar com ela, os dois começaram a se encontrar as escondidas e planejar uma fuga do país.
- O Que? Mãe, como você sabe tudo isso?
- Eu, Akira, – Respirou fundo. – eu me encontrava com o seu tio as escondidas, durante a noite.
O Suzuki levou uma das mãos ao rosto, incrédulo. Aquilo parecia quase como uma conspiração dentro da família de seu pai.
— Eu nunca me envolvi com ele de maneira errada, caso tenha pensado assim. – Akemi continuou. – Ele sabia que mesmo conhecendo seu pai apenas no dia em que descobri ter sido prometida a ele, eu já tinha me apaixonado e ele deixou claro que a ajuda que queria era para fugir com a outra.
- E você ajudou? – Reita estava catatônico.
- Eu entendia que ele amava essa mulher, mas também sabia que escapar seria difícil. Eles estavam praticamente conformados com a separação quando ela me procurou um dia, e por ser mulher não tínhamos precisado nos esconder, e jogou a bomba. Ela estava grávida.
- Quer dizer que... – Reita arregalou os olhos sem se importar muito com o inchaço.
- Sim, você tem um primo que não conhecia. E isso não é o agravante. Seu tio chegou a casar, a namorada proibida dele também, mas os dois continuaram se encontrando.
- Isso ta ficando cada vez pior. – Ruki comentou baixo, tão surpreso quanto Reita.
- Sim Ruki-san. Quando Akira fez cinco anos o primo dele nasceu. Exatamente no mesmo dia. Seu tio chegou de madrugada em casa e mesmo depois de tanto tempo eu ainda escondia isso do seu pai, já que ele poderia pedir divórcio e naquela época aquilo teria acabado comigo. Akihiro tinha algum dinheiro e uma semana depois que seu primo nasceu os dois me disseram que iam embora. Eu ajudei eles até o aeroporto e eles foram parar no Brasil.
- No Brasil? – Reita inquiriu, apesar de quase não ter mais palavras.
- Sim. Muitos japoneses moram lá e eles conseguiram se estabilizar. Eu ainda troquei algumas cartas, mas desde que você tinha oito anos nós paramos de nos falar.
- Então quer dizer que meu primo tem vinte e cinco anos.
- Sim, e ele está aqui de novo.
- Mas, como vocês encontraram ele?
- Nós encontramos quando viemos ficar com Kou-chan no hospital.
Reita sentiu uma pontada na espinha. Se coincidências existiam, esta talvez fosse a maior de todas que o baixista havia presenciado. Tão perto e com um segredo tão confuso e bem guardado, e uma separação que mudava as regras do jogo.
— Seu primo é o Felipe-san, Akira.
- E eu aposto que vocês devem imaginar o que o pai errado dele fez. – Suspirou cansado. Agora sua mãe não entendia. – Ele usa aquelas gazes no rosto porque o tal Akihiro jogou óleo fervente no rosto dele quando ele se recusou a cursar direito.
...
— Isso é... Nem eu tenho palavras. – Viktor fazia uma massagem nos ombros cansados do amado, que estava tão sem reação quanto Reita.
- Takashi-san quando me contou... Ele quase caiu quando viu a marca.
- Ninguém espera ter um irmão tão filho da puta que é capaz de fazer isso com o próprio filho. Mas, algo vai mudar agora? O que pretende fazer?
- Depois de vinte e cinco anos? Eu não faço nem ideia de como Reita-san deve estar.
- Não muito melhor que você, acredito.
- Se ele tiver um companheiro pessimista como o meu aposto que não mesmo.
Felipe riu com o tapa desferido em sua cabeça, levantando-se e puxando Viktor para um abraço.
— Eu acho que não vai mudar muita coisa. Reita-san e eu não somos ligados emocionalmente, então acho que só dando tempo ao tempo de novo.
- Só não vale esperar mais vinte e cinco anos.
- Não, isso não. Quem sabe algumas semanas apenas.
O loiro sorriu, concordando.
...
Reita já estava dormindo quando Ruki e Akemi decidiram ir para a cozinha. A Suzuki intercalaria alguns dias no hospital com o marido, já que sua idade não permitia passar tanto tempo dormindo em poltronas. Cerca de uma hora havia se passado desde a conversa e a mulher ainda estava um pouco surpresa pela frieza do cunhado para com o próprio filho, sentimento ainda compartilhado por Ruki.
— Ele era uma boa pessoa? Akihiro-san? – O loiro separava alguns ingredientes pedidos pela sogra, já que havia decidido fazer além da janta, um bolo.
- Sempre foi. Não sei por que se perdeu e fez isso. Me pergunto como Felipe-chan é com tudo isso.
- Eu também achava ele parecido com o Reita, apesar de ser bem mais alto. Será que o pai culpa ele por alguma coisa?
- Duvido muito Ruki-san. Ele sempre disse amar o filho, concordando conosco sobre serem inclusive homossexuais. Ele perdeu o rumo exigindo aquilo. Acho que há coisas sobre Felipe-chan que também precisam ser esclarecidas, mas não da para pedir nada.
- Tomara que ele se de bem com o Reita, acho que os dois têm muito em comum.
- Principalmente sobre amar loiros baixinhos, nervosos e inteligentes?
Ruki ainda tentou desconversar, mas corou tanto que Akemi não conseguiu segurar a risada. Não esperava que ela fosse falar justamente sobre o quesito amor, mas de fato ele e Viktor se pareciam muito, principalmente na altura. Só faltava comprar uma lente verde que ficaria parecendo um irmão ‘alternativo’ do outro, um com o pé na Europa e ele mesmo com o pé no Japão.
Estava feliz porque os pais de Reita haviam lhe aceitado, apesar de parte do medo ter morrido quando descobriu sobre o passado do amado e de Uruha. Via perfeitamente como os dois eram boas pessoas e depois dessa descoberta sobre Reita e Felipe só tinha condições de admirar Akemi mais ainda, sabia que quando ainda nem pensava em nascer muitas coisas aconteciam para mulheres divorciadas e podia imaginar quanto medo ela não sentiu cada vez que ajudou o cunhado.
De certa forma, aliás, conseguia lhe admirar também por amar tanto a esposa para fugir com ela. Claro que fez muitas coisas erradas, principalmente por ter se casado com outra e fugido assim sem pensar, e ter feito o que fez com o próprio filho. Sua vida deveria ter sido um turbilhão, mas o que Takanori mais puxava disso tudo era o amor que regeu todas aquelas ações. Um amor forte, talvez torto para alguns, mas que se manteve firme diante dos problemas.
E era daquela forma que sonhava para si e para Reita. Um amor capaz de superar qualquer barreira, daqueles que muitos dizem ser apenas de novela e filme, não por cobiçar, mas porque seus sentimentos pelo loiro eram tão fortes e intensos que mesmo com todo o medo e receio que sentia a vontade de se entregar para ele pareceu crescer mais ainda depois de tudo que ouviu.
— Pensamentos bonitos, Ruki-chan. – Akemi sentou-se de frente para si, sorrindo. – Você ama muito meu Akira, não é?
- Sim, muito. Mais do que eu imaginei ser possível. Quero passar toda a minha vida com ele como vejo acontecer com meus pais mesmo de longe, como vi com Akihiro-san mesmo com todo esse amor torto... Como vejo com você e Takashi-san. – Corou.
- Aposto que vão Ruki-san você e Akira se amam muito. Ainda me parecem um pouco distantes, mas sei que se amam muito.
- É que... – Começou meio sem jeito.
- Eu sei. – A mulher cortou levemente. – Antes de me casar eu também não era muito próxima de Takashi. Nós fomos nos conhecendo aos poucos, mas às vezes só depois de se entregar de verdade é que uma sintonia maior se forma. Mas, tudo em seu tempo Ruki-san. Ainda vai chegar à hora.
- Akemi-san me deixa sem graça assim. – Riu baixo acompanhado pela voz feminina.
- Esses filhos que acham que nasceram porque a cegonha trouxe. – Ruki aumentou a risada. – Eu tenho orgulho de vocês que têm a coragem de dizer que amam uma pessoa de corpo igual. Junto com o preconceito vêm a descoberta de coisas novas, caminhos incertos, dores que te fazem perguntar se vale a pena. Não tente esconder Ruki-san eu sou mãe e consigo ver o porquê do seu medo.
- Eu tenho sorte do Reita ter paciência. Nunca fui tão inseguro antes, acho que to perdendo tempo.
- Usar o tempo para pensar não é perder ele. É bom refletir sobre decisões que você vai levar para a vida inteira. Apenas acredite em você.
xXx
A cama de Kai nunca pareceu tão vazia. O líder sentia uma nostalgia lhe passar sobre os olhos enquanto fitava o teto de seu quarto, a cortina balançando conforme o vento batia. Lembrava-se do mesmo sentimento quando descobriu que Uruha estava doente e foi para casa, agora parecendo ainda mais agravado e dolorido.
Estava com saudade, não negava mais. Depois de ter voltado e terem passado alguns bons momentos juntos Miyavi já era parte importante de sua vida. O músico havia dado um giro de trezentos e sessenta graus no que Kai achava certo para si e talvez sem nem perceber. Havia dado um chão novo para o baterista pisar, mas ainda tinha medo de escorregar se fosse apressado demais.
Não sabia direito o que sentia, era tudo uma confusão sem um ponto para se firmar, oscilações de alegria e uma agonia vindas do nada. E Kai não sabia o que fazer, como agir. Podia estar confuso demais e achar que carinho era amor. Estava carente e de certa forma sozinho e poderia ter visto em Miyavi um pouco de conforto, mas talvez somente isso, o que era dolorido.
Sentia que precisava amar e ser amado, mas não encontrar nunca a pessoa que faria seu coração bater mais forte era quase como um agravante para desistir.
Pelo menos até ouvir seu celular tocar. Assustou-se, já que estava mergulhado em pensamentos e no silêncio e atendeu um pouco desinteressado, sem olhar no visor.
— Quem é vivo sempre liga. – Miyavi brincou fazendo o coração do outro bater mais rápido.
- Com tantos compromissos era difícil se falar. – Kai sorriu nervoso, parecia uma colegial.
- Ainda bem que esses compromissos se aquietaram um pouco. Lovelie-chan ta com saudade.
- Eu também to com saudade dela. – Sorriu mais tranqüilo, a imagem da garotinha lhe acalmava.
- Pois é, e ela me pediu para te ligar perguntando se você não quer vir aqui ver ela. – Kai não conseguiu segurar o riso e a voz pedinte de Miyavi não ajudou.
- Aposto que ela sabe falar muito bem. – Brincou. – E ela pediu para eu ir quando?
- Agora. E disse para trazer roupa porque vai te seqüestrar por uma semana.
- Ir ou não ir, eis a questão. – Riu. — Lovelie-chan me quer por uma semana? O pai dela não vai ligar?
- Imagina, o pai dela é muito bondoso. E venha logo, ela ta esperando.
- Aposto que sim. – Riu. – E com o pai super bondoso dela também.
- Não que isso fosse uma grande revelação depois de certas coisas.
Kai ia terminar de responder, mas um toque característico indicava que a ligação havia sido encerrada. Se naquele momento pensasse com a razão acharia Miyavi mal educado. Mas, finalmente deixando o coração tomar as rédeas de seu corpo, sabia que o outro havia feito aquilo porque o momento pedia.
O caminho da solidão firme e forte, o caminho do amor incerto e nublado. Sempre ouvira que se tratando de amor as pessoas se jogavam de corpo em alma por caminhos tortuosos ao encontro da felicidade, mesmo que esta também fosse incerta.
E às vezes, mesmo quando não haviam conseguido essas pessoas ao menos podiam dizer que tentaram e ter orgulho disso. E Kai queria ter orgulho de si mesmo, não podia ficar escondido vendo a felicidade passar com medo de lhe dar a mão. Tinha de agir um pouco pela emoção e se sua fonte de amor estava num condomínio de casas, não tinha porque dar as costas a isso.
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