Notas iniciais
53 Leitores, eu morro T_______________T ♥. Brigada por lerem a fic pessoal, mas sejam bonzinhos e comentem u.u Eu sempre respondo todos.
Capítulo novamente da Lucy Babalu ♥.
PS: mais no final sobre a limonada hoho :x.
Boa leitura.

Tocar a campainha da casa de alguém nunca foi tão intenso para Kai quanto agora. O dedo trêmulo pressionou levemente o objeto e sentiu o coração chegar à garganta. De repente respirar pareceu extremamente difícil e cansativo e um calor atípico e desconhecido, nunca sentido antes, começou a subir, não era exatamente algo erótico. Era como uma ansiedade, uma vontade de ver o outro, uma sensação gostosa de acolhimento lhe envolvendo.

Seus sentidos pareciam mais aflorados, as pupilas mais dilatadas. O coração parecia bater cada vez mais forte, o som das batidas dando a impressão de serem ouvidas a distancia. O simples movimento da porta indicando que estava sendo aberta fora suficiente para sentir o calor explodir em seu corpo, o cheiro característico da sala adentrando suas narinas quando dera o primeiro passo para dentro.

O ambiente estava escuro, as luzes todas apagadas e nenhum sinal de Miyavi ou Lovelie. O silêncio se fazia presente e Kai estreitou as sobrancelhas, tão imerso em suposições que quase esqueceu de retirar os sapatos. Colocou-os no lugar designado e a mala no pé escada, quase pulando de susto ao ouvir a porta se fechar.

''- Essa casa era menos assombrada.'' — Pensou, rindo baixo. Miyavi deveria estar em algum cômodo brincando com os sistemas de controle à distância das portas, muito provavelmente vendo-o de algum lugar e rindo. Deveria imaginar que quando o moreno maior estivesse num dia animado faria brincadeiras. Ao menos conseguia ganhar algum tempo para tentar se acalmar, tentando não pensar muito no que sua visita poderia resultar.

Lembrava-se meio vagamente da ordem dos cômodos e se viu na cozinha, encontrando apenas o carrinho de Lovelie. Sorriu fechado pensando por quanto tempo aquela brincadeira ainda duraria, se perguntando onde Miyavi estaria. Os degraus da escada estalavam a cada passada sua parecendo mais altos do que normalmente, levando-o para o segundo andar.

Olhou rapidamente nos quartos do andar intermediário, suspirando e se guiando para o último pavimento. Seu coração novamente disparou, estava nervoso, no sentido pejorativo da palavra. Não sabia se a ansiedade passaria ao estar em sua presença finalmente, mas tinha consciência de que tudo era melhor do que o jogo de esconde-esconde de Miyavi. Podia estar em seu quarto e ainda estava trêmulo, resolvendo ir até a sacada tomar um pouco de ar. A cortina balançava pelo vento que entrava na abertura deixada pela porta, correndo-a um pouco mais para poder sair.

Fechou os olhos deixando que o vento beijasse seu rosto. Pensamentos intensos novamente lhe tomando a mente por completo. Decidir ir até aquela casa era como assinar uma sentença, uma decisão que finalmente deixou tomar com o coração. Poderia não ser a decisão de sua vida se fosse parar para pensar algum tempo depois, mas agora, no momento podia considerar sim a escolha mais intensa de toda sua existência. O ar frio misturando-se com um foco mais quente em seu pescoço, os pensamentos perdendo a força aos poucos, os braços tatuados lhe abraçando pela cintura enquanto a boca alva se dirigia para seu pescoço, assoprando o local e beijando em seguida.

Perdeu o chão por um momento sem saber o que fazer. Os olhos se abriram lentamente e os braços envolveram na altura das costas, gemendo baixo em satisfação pelo carinho no pescoço, corando em seguida.

— Gostou do meu bem-vindo? — Miyavi indagou com a voz rouca, envolvendo mais Kai contra si num abraço mais típico.

- A-Aham. — O moreno menor respondeu, aspirando o cheiro característico da roupa do maior.

- Ainda bem, porque — Depositou um beijo na bochecha imaculada, fitando-o finalmente nos olhos, abrindo um sorriso sacana em seguida. — você vai me ajudar a cuidar de Lovelie-chan.

- Ora seu... — Kai riu entrelaçando os dedos com Ishihara enquanto era guiado para seu quarto. — Aposto que pensou nisso desde o começo.

- Mais ou menos. — Uma expressão indagatória e desinteressada se formou em seu rosto. — Meus planos ainda são outros, mas por enquanto é melhor eu te escravizar me ajudando.

Um frio percorreu a espinha de Kai, mas ele resolveu deixar aquele ponto escondido. Pegou Lovelie da cama do pai, sorrindo amavelmente para a garotinha que estava acordada, fitando-o com os grandes olhinhos puxados. As mãozinhas tentando alcançar seu rosto.

— Nee Lovelie-chan parece que seu papai não tinha mentido. Você tava com saudade do tio Kai. — Sorriu, acarinhando a barriga coberta pelo macacão rosa.

- EEEEEH? Então quer dizer que achou que era mentira? — Fez uma expressão de falsa indignação. — A noite, Kai, será longa. Muito longa. Me aguarde.

Não deu tempo para o baterista assimilar as palavras, saindo rapidamente do quarto. O rubor tomou conta das bochechas de Kai e seus olhos arregalaram, fitando a pequena em seus braços que lhe encarava com um sorriso inocente e puro, parecia até estar entendendo a situação em que estava metido.

Já Miyavi assoviava uma canção qualquer, mexendo nos armários da cozinha. O horário do almoço havia passado há algum tempo, mas nada que lhe impedisse de preparar uma refeição. Estava tão acostumado a cozinhar em dias agitados ou mais calmos que comandava com maestria diversas receitas, ainda mais tendo Lovelie como agravante. Era como uma dona de casa com uma surpresa no meio das pernas, nada grave.

— Já cogitou mudar de emprego? — Kai apareceu com a menininha nos braços na entrada do ambiente brincando com uma de suas mãozinhas.

- Claro, eu ia ficar muito sexy numa roupa de chefe de restaurante com aquele chapéu branco. Não acha? — Ainda fitava os ingredientes em cima da mesa, apesar de estar prestando devida atenção à Kai, que não conteve uma risada.

- Não foi isso que eu perguntei, não mude o rumo da conversa. — Colocou a menininha no carrinho, sentando-se perto do mesmo.

- Eu não mudei o rumo do assunto. E também não levo jeito para chefe de cozinha. E você também não respondeu a minha pergunta.

- Eu... Não tenho o que dizer sobre isso.

Miyavi finalmente se virou para encarar o outro nos olhos, erguendo uma sobrancelha e sorrindo sacana, pegando uma lata de chantilly.

— Não se faça de cínico, senhor Uke no sentido pejorativo. — Parou atrás de si apoiando o queixo num dos ombros, sorrindo com a face corada tão próxima de si. — É melhor ir desembuchando o que achou da minha visão de uniforme de chefe de cozinha. Se não eu coloco chantilly na sua cueca.

Kai riu, apesar do nervosismo.

— Não teria coragem, não é? — Fitou os olhos negros de esguelha corando ainda mais.

- Não teria é? — Mordeu o lóbulo, levando a lata de alumínio para dentro da camiseta do menor, arrepiando-o com o toque gelado em sua barriga. — Eu acho que sim porque se eu sou o chefe, — A voz rouca novamente enquanto marcava a pele de beijos. — adivinha quem vai ser o prato principal? — Lambeu-lhe o pescoço, afastando-se novamente.

Se tivesse problemas cardíacos Kai já teria tido um enfarto. As bochechas estavam rubras e as mãos voltaram a tremular, pensamentos impuros lhe atingindo. Não era nenhum santo, por Deus. Mas, era tudo tão novo. Sentimentos, sensações, uma vida a dois, mas ainda assim separados e precisando ter cautela, o adeus à solidão. Tinha receio, medo de se machucar e principalmente Miyavi, o maior era absurdamente bom para si, não queria ser aquele que poderia lhe fazer algum mal.

Acabou se levantando de supetão, caminhando a passos rápidos até a sala, passando pela porta que dava ao pequeno jardim. Deixou-se cair, dobrando os joelhos e os abraçando, xingando-se mentalmente por ser tão fraco num momento como aquele. Miyavi lhe sendo amável e atencioso, colocando seriedade em cada frase relacionada ao que tinha ou talvez começariam a ter, e agora o moreno menor com esse medo. Estava confuso de verdade, a vida lhe dava um caminho pelo qual nunca passara antes e só ouvira falar pelos amigos, mas apenas isso. E ouvir e viver uma cena são dois pontos com um abismo de diferença, como podia sentir agora. Estava tenso e tremendo novamente, desta vez também pelo frio, já que havia pendurado o casaco que usara.

A cabeça estava baixa, os olhos marejados e o sentimento de inutilidade diante de uma situação como aquela diminuindo principalmente a autoestima. Estava perdido em seu mundo, pelo menos até ouvir o barulho de alguma coisa caindo a seu lado, erguendo o rosto minimamente, encontrando um Miyavi que fitava o céu.

— Nee, Kai-san está com medo. — Riu baixinho, mas não debochado. — Deixe-me ver o que fazer para melhorar isso. Talvez um monte de cócegas ajudasse. Será que Lovelie-chan concorda?

- Nee Miyavi-san, Kai-san tem muito medo. — Resolveu entrar no jogo, fitando o céu e sentindo um pouco mais de confiança. — E está com vergonha por isso.

- E Kai-san não pode deixar esse medo de lado? Miyavi-san me disse que ficou muito contente de saber que ele veio.

Kai se sentiu aquecer por dentro com aquela frase.

— Kai-san também me disse ter ficado feliz por ver Miyavi-san depois de todas essas semanas. — Fechou os olhos, sorrindo fechado.

- E tomara que Kai-san também saiba que Miyavi-san ficou feliz de rever ele. Miyavi-san às vezes se sente sozinho e com saudade de Kai-san.

- Kai-san também sentiu muita falta. Me disse ainda que quando Miyavi-san ligou hoje era nele que Kai-san pensava.

Agora foi Miyavi quem sorriu, baixando o rosto rapidamente para fitar o moreno menor. Sabia que Kai talvez fosse sentir algum receio, o conhecia mais do que imaginava e mudanças tão radicais sendo tomadas em um tempo relativamente curto deixariam qualquer um com vontade de recuar. Não o culpava.

— Miyavi-san espera que Kai-san saiba que é alguém muito especial que Miyavi-san quer ver feliz... Quer fazer feliz.

Sentiu um peso num dos ombros, baixando o olhar para encontrar Kai apoiado em si. As mãos trêmulas seguravam incertas uma das mangas do casaco branco que usava e o choro contido começava a ser mais forte que a resistência, caindo baixo e dolorido, provavelmente carregado de outras dores inclusive. Via claramente que Kai precisava daquele momento. Limitou-se a chegar mais perto, abraçando-o com um dos braços e levando o rosto para perto da curva do próprio pescoço onde Yutaka apoiou a cabeça.

— Nee, Kai-san pediu para se desculpar com Miyavi-san. — As lágrimas ainda desciam e a voz era incerta, mas estava conseguindo vocalizar as frases.

- Miyavi-san não precisa das desculpas de Kai-san, sabe como ele se segura até o balde explodir. — Riu fraco. — Mas, agora com Miyavi-san aqui ele pede que Kai-san se acalme porque vai ter um final de dia memorável e uma semana para não esquecer.

Kai concordou veemente com a cabeça.

— Ele sabe, Miyavi-san.

- É bom que saiba mesmo. — Depositou um beijo no alto da cabeça. — Eu sei que tem medo Kai, é humano e tem direito disso. Não vou te forçar a nada, quero apenas que veja que pode confiar em mim. Eu não vou te fazer mal.

- Isso eu sei perfeitamente. — Sorriu contra o tecido do casaco. — Mas, eu não queria ter tanto medo.

- Você passou trinta anos gostando de mulheres. Mesmo não achando normal, É normal ter medo. E talvez tenha mais alguma coisa que você não deve querer contar ou lembrar e que eu não vou cobrar. Tente apenas pensar com clareza.

O moreno menor assentiu com a cabeça, levando um sorriso terno ao rosto de Miyavi. O maior sabia que talvez fosse chocante para o outro mesmo parecendo absurdamente normal e ficava feliz por aparentemente Kai estar melhor. Estavam tão bem ali aconchegados que só se levantaram, e ainda relutando, porque o vento gelado já fazia o baterista espirrar um pouco. Estavam abraçados, apesar de Kai ainda ficar com um pouco de vergonha, mas ao encontrarem Lovelie toda sua atenção foi direcionada para a menininha de agora dois meses passados, mas que ainda parecia pequena demais, não que fosse um problema.

O único problema que bebês tinham era por chorar para precisar pedir as coisas. Não que Lovelie fizesse um escândalo, mas o pranto de um bebê nunca era agradável aos ouvidos. Por sorte Miyavi conhecia sua garotinha e só precisou amornar seu leite e entregar para Kai que já a embalava nos braços, que tudo voltou a paz de antes.

Meio constrangedora, mas ainda assim, paz.

— Acho que eu posso abrir um contrabando de leite aqui em casa. — Ishihara riu, terminando o Yakisoba. Não era aquilo que faria no jantar, mas para um almoço rápido era suculento.

- Ela mama muito?

- Demais. Aposto que o estômago dela é do tamanho do nosso. Mas, isso você vai perceber essa semana.

- Aposto que não é tanto assim. — Brincou.

- Aé? Espere para ver então. E mudando o assunto, como anda o Uruha?

- Ta melhor. Passou uns dias em casa e agora começou a segunda parte do tratamento.

- Em casa? E ele ficou bem sozinho.

- Ele ficou com o Aoi. — Corou um pouco. — Eles têm um quase caso.

- Um quase o que? — Miyavi arqueou uma das sobrancelhas e Kai riu.

- Um quase caso. — O outro repetiu. — Pelo menos do ponto de vista do próprio Uruha. O Aoi se declarou pra ele quando ele já tava internado e nem um beijo eles puderam trocar ainda. Então o Uruha comentou comigo que acha que não tem um caso de verdade com ele ainda.

- E você? — Kai arqueou uma sobrancelha como quem não estava entendendo. — Como anda em relacionamentos?

- Ah... — Sorriu. — Eu terminei um têm pouco mais de um ano. Ela queria atenção todos os dias e que eu faltasse aos ensaios. Aí eu preferi terminar de uma vez.

- Que exigente. — Riu. — Ta parecendo eu. A última mulher foi a mãe da Lovelie e eu decidi que não quero mais ter caso com mulheres.

- Essa última foi suficiente para te traumatizar. — Kai comentou, rindo.

E Miyavi não discordava. Passou por maus bocados, principalmente quando a mãe de Lovelie decidiu que tentaria abortar. Já amava a filha desde que descobrira que seria pai e quase perdeu alguns shows da turnê para resolver os problemas com a tal modelo. Agradecia sempre por tudo ter dado certo e sua garotinha não ter morrido, mal tinha palavras para conseguir descrever todo o amor que sentia.

— Eu vou te ver dar banho na Lovelie-chan? — O baterista continuou após o silêncio, uma careta quase surpresa se formando no semblante de Miyavi.

- Achei que você ia fazer isso. — Disse simplista, rindo por Kai ter se engasgado.

- EU? Não, faz tempo que não cuido de crianças assim.

- Mas, essa é a intenção. — Deu de ombros. — Eu te ensinar.

Kai riu.

— Vai me agarrar na frente da sua filha?

- Ela nem sabe o que é isso. — Disse simplista. — Não tem problema.

Kai ainda permaneceu em silêncio alguns instantes antes de cair numa gargalhada gostosa, nem ao menos se lembrando de Lovelie. A menininha dormia a seu lado e acabou acordando com o barulho. Miyavi sorriu de lado e pegou a filha do carrinho, balançando-a.

— Você não existe Miyavi. — Aproveitou que já tinham comido, pegando a louça e colocando na pia.

- Hei que acha que vai fazer?

- Lavar. — Kai sorriu. — Alguma coisa você precisa me deixar fazer.

- E já disse o quê. Cuidar da Lovelie-chan.

- Eu tenho medo de machucar ela. — Já ensaboava as louças, ouvindo o choro da menininha diminuir aos poucos, tornando-se um resmungo.

- Você não pode ser pior do que eu quando estava começando. — Miyavi riu de si mesmo, sentando-se e acarinhando o rostinho pequeno.

E de fato Kai não era. Dissera que tinha medo e não sabia, mas Lovelie não parava de sorrir em seus braços enquanto brincava desajeitadamente, jogando algumas porções de água para todos os cantos. Miyavi lhe ajudava e os dois riam das risadas e brincadeiras da menininha, em contrapartida sorriam bobamente quando ela fazia o mesmo. Parecia de fato um casal unido e feliz com uma filha que era sua razão de viver. Bem, talvez não estivesse tão errado assim, já que Kai se considerava da família e amava Lovelie tanto quanto Miyavi. Seu apartamento frio e solitário agora já não tinha mais muito significado e importância se comparado ao tempo que passava perto do maior. Estava feliz e não tinha mais porque se enganar ou ter medo. Havia finalmente encontrado seu lugar.

...

Miyavi aproveitara que Kai ainda estava no banho e desligou as luzes, incluindo abajur, deixando as três camadas de cortina presas, apenas a luz da lua iluminando, deixando numa penumbra agradável, já que o quarto era grande demais para ficar bem iluminado apenas com o astro. Vestia um pijama de seda negro sentado em sua cama observando o nada. Um sorriso de canto se formou quando não ouviu mais o barulho do chuveiro e não foi preciso muito para que Kai logo saísse também provido de um pijama, mas de tom mais claro. Estava nervoso, talvez mais do que o maior, mas agradecido pela iluminação fraca. Podia sentir os olhos do outro lhe fitando com intensidade, uma das mãos abraçando sua cintura quando se encontrou de frente para si. Miyavi usava a mão livre para acarinhar o rosto, aos poucos puxando Yutaka para se ajeitar sobre seu colo. O moreno menor sentia corar, mas o beijo intenso que se iniciou lhe fez perder o chão, as mãos tatuadas passeando por suas costas lhe trazendo para mais perto, os corpos se chocando com vontade.

Uma chuva fina iniciara do lado de fora e quando apenas uma linha de saliva ainda os mantinha unidos trocaram um olhar carregado, era hora de se resolverem finalmente.

Notas finais
Entãããããão qq -apanha- vocês querem limonada? 8DDD. Troco por reviews u.u q -apanhamaisainda-.
Não, sério agora. O lemon vem segunda, é uma promessa, podem esperar ♥.
E só pra não perder o hábito: Mereço reviews?
PS: Eu sei que vocês amaram esse final u.u -q -apanhademais-.