You Are Not Alone
34 Nós
Notas iniciais
Aproveitem a limonada pessoal, cap inteiro só disso :x
Todo da Ninfanegra ♥.
Boa leitura.
Miyavi acariciava com leveza o rosto alvo, podendo sentir nos dedos a quentura decorrente do rubor de Kai. A constatação lhe fizera sorrir, podia notar mesmo na penumbra que os olhos do outro estavam carregados de nervosismo, as mãos tremulavam levemente e o menor não sabia o que fazer com elas, decidindo por deixá-las apoiadas em suas pernas.
Podia sentir o carinho delicado de Miyavi no canto de seu rosto, fechando os olhos e se deixando levar pelos dedos deste caminhando por sua cútis, passando por uma das orelhas até chegar à nuca, acarinhando com certa pressão em alguns pontos, os pêlos da região se arrepiando e uma corrente percorrendo a espinha.
Miyavi sabia aonde apertar, quais sensações extrair. O corpo de Kai parecia amolecer pela pressão nos pontos adequados, quase ronronando se a intenção não fosse sexual. Queria provar de cada milímetro daquele corpo, cada pedacinho de pele. Morder, chupar, marcar. Mostrar que o dono daquele baterista de sorriso encantador era apenas seu, por mais que aquilo fosse sempre permanecer em segredo.
Seus encontros seriam escondidos, cada toque e gesto mais íntimo também, mas não era algo que incomodava. E Ishihara estava mais interessado em saborear daquele gosto que provavelmente era único, trazendo-o levemente pela nuca, beijando na curva do pescoço. Kai teve de se apoiar no maior para ficar em boa posição, agradecendo pelo nervosismo estar cedendo.
Não que fosse durar com os toques certeiros do outro. Os lábios quentes e provocantes tocavam com vontade o pescoço, Miyavi se deixando pressionar, mas sem marcar muito. Não podia permitir que marcas ficassem à mostra, aproveitando da região ainda com leveza, mas com vontade. A pele alva lhe inebriava, aquecendo todo seu corpo.
O maior sabia como tocar, como fazer Kai esquentar rápido, era tudo novo, mas ainda assim muito prazeroso. Yutaka nunca havia se entregado para um homem, era a primeira vez que aquilo acontecia, e pelos batimentos fortes de seu coração, sentia que não seria a última e que não haveria outros. Miyavi era seu porto seguro, a pessoa que tanto esperou e achou que nunca fosse encontrar. O amava e não precisava mais negar aquilo, seus sentimentos estavam claros para si.
Os toques do moreno maior lhe embriagavam, a boca experiente sabia como lhe tocar, era como se conhecesse todo seu corpo e não houvesse nervoso, pelo menos não vindo do pai de Lovelie. Ele beijava, fungava e deixava pequenas marcas vermelhas, mas que não chegariam a permanecer até de manhã.
Miyavi não pressionava tanto, mas cada pedacinho de Kai era tão viciante que não demorou em lhe tomar os lábios novamente quando por fim abandonou o pescoço, movendo-se mais para o meio da cama com ele. As línguas formavam uma dança quase cadenciada, o Ishihara sentando-se melhor, trazendo o outro para seu colo.
Kai aproveitou o pequeno instante em que quebraram o ósculo para desta vez ele próprio beijar o pescoço alvo, Miyavi dando o espaço necessário, deixando-se levar pelo carinho enquanto as próprias mãos passeavam pelo corpo sentado sobre o seu, caminhando pelas costas e laterais de maneira lenta, visando sentir cada pedacinho alheio.
Os dígitos e as palmas davam ênfase para as leves curvas da cintura definida, apreciando o toque em seu pescoço. Era um pouco hesitante, talvez Kai não soubesse bem como fazer sendo o outro um homem, mas ainda assim era um toque único, sublime, como tudo que parecia vir do baterista, mesmo que ele talvez não se desse conta.
Kai todo era a perdição de Miyavi. Não fazia ideia de como uma pessoa podia despertar tanta luxúria mesmo sem nem se dar conta disso. Era um vício sem cura querer sentir aquele corpo perto ao seu, a respiração contra seu pescoço, os lábios que evidenciavam as covinhas que tanto gostava agora lhe tocando a pele, emanando calor por entre o tecido do pijama. Agora sabia que havia feito uma escolha certa, não seria necessário ligar o ar condicionado.
Mesmo a chuva piorando do lado de fora, não havia frio que lhes atingia. As respirações começavam a pesar e ficar mais audíveis, a vontade de se tocar cada vez mais necessitada. Miyavi quase não queria tirar os beijos quentes de Kai do pescoço, mas a vontade de tomar os lábios do moreno para si era maior. Roubou-lhe outro beijo, desta vez segurando nas laterais do rosto, sentindo o menor relaxar um pouco, envolvendo seu pescoço com os braços. As línguas brincavam quase descompromissadas, era um ósculo um pouco menos intenso, mas apreciado da mesma forma pelos dois. Os lábios brincavam quase separados e Kai não conseguiu conter um sorriso, incentivando a boca alheia ao mesmo.
Os dois se separaram sem muita vontade, mantendo contato com as pontas dos narizes. Os olhos se encontravam com facilidade, diálogos mudos sendo trocados avidamente pelas esferas escuras. Vontades, desejos, os olhares conversavam intensamente, quase fazendo os dois ouvirem os pensamentos do outro. Era como se a chuva tivesse perdido o som e o tempo parado naquele momento em que se fitavam, os peitos movimentando-se cadenciadamente dado a respiração. As mãos de Miyavi insistiam em transitar pelo corpo menor, dessa vez dirigindo-se para os botões. Kai sentiu um frio na espinha, mas não se mexeu. Levou as mãos para os ombros do maior baixando o olhar para as mãos tatuadas que pareciam tirar os botões de suas casas em câmera lenta, os dedos livres tocando as partes de pele que começavam a ficar visíveis.
Os dígitos frios entravam em choque com a pele do peito quente, alguns atrevidos entravam pela abertura do pijama, passeando displicentes pelos mamilos, causando um arrepio em Kai. Apenas uma das mãos ficou responsável por desabotoar o pijama, a outra dando atenção para a região sensível, estimulando o local, um pequeno e rápido arfar escapando dos lábios do baterista. A mão tatuada parecia sempre saber o que fazer, desabotoando por completo a camisa, com auxílio da outra empurrando de leve a vestimenta na altura dos ombros, deixando-a escorregar até os cotovelos, praticamente toda a parte de cima do corpo menor exposta. Miyavi mordeu o lábio, novamente passeando pelo corpo alheio, quase gemendo de alívio por sentir a pele macia sob os dedos.
Tocava com vontade, desejoso em explorar cada cantinho fosse com os dedos ou com a boca, não perdendo a oportunidade de provar com deleite aquele corpo tão convidativo. Os dígitos estimulavam com simetria as duas regiões sensíveis, sentindo-as enrijecer e arrepiar ante o toque. Kai apertou os ombros do maior de leve, arfando mais alto. O toque podia parecer singelo demais, mas causava uma explosão de calor em seu corpo, os movimentos circulares e ritmados embriagando seus sentidos. Seu baixo-ventre começara a esquentar aos poucos, junto com o calor a vontade de lhe dar atenção. Miyavi sabia como lhe enlouquecer, disso não tinha mais dúvida.
— Ahn... — Deixou escapar um arfar mais alto, mordendo o lábio inferior. O maior sorriu fechado, arrepiado pelo pequeno som. Sua vontade de lhe tomar com mais intensidade parecia ganhar de sua sanidade, se conter não era uma opção. Levou as mãos para as costas alvas, apoiando o corpo menor, num movimento deitando-o sobre o colchão. Permaneceu de quatro sobre o baterista, encarando-o uma última vez antes de se voltar para a curva do pescoço, desta vez depositando leves mordidas. Puxava a pele alva com os dentes sem forçar, beijando o local maculado em seguida. Kai fechou os olhos e virou a cabeça, dando mais espaço para o toque único do outro. A respiração feita pelos lábios entreabertos levemente alterada.
Miyavi se deixava esfregar sobre o tórax abaixo de si enlouquecendo Kai com o toque da seda. O baterista arfou alto, abraçando as costas tatuadas, puxando-o. Os corpos se chocaram e Yutaka precisou abrir as pernas para acomodar o maior sobre si, gemendo juntos quando os baixos-ventres se tocaram. O Ishihara assoprou levemente contra o lóbulo alheio, levando Kai a morder o lábio inferior, contendo um gemido mais alto. O calor vindo do corpo de Takamasa queimava-lhe a pele tão intenso que era. Ele se insinuava contra o baixo-ventre do baterista insinuando os movimentos de vai e vem. Kai arqueou as costas apertando os dedos dos pés enquanto Miyavi fechou os olhos, a respiração ficando mais intensa.
— Hummm... Miyavi... — Gemeu arrastado, fechando os olhos, apertando-os. Sua respiração estava descompassada, o calor entre suas pernas crescendo cada vez mais. Afundava a cabeça no travesseiro cada vez o toque era mais intenso, a umidade crescendo nas duas intimidades. O frio não existia naquele quarto, todo o oxigênio estava carregado, o quarto imerso numa caloria que somente aumentava. Uma camada de suor começava a cobrir as peles dando-lhes um leve brilho. A luz da lua era ainda um agravante, iluminando principalmente Kai, dando-lhe uma iluminação única, uma imagem memorável do ponto de vista de Miyavi, que voltou novamente a atenção para os mamilos, desta vez tocando um com os lábios, passando a língua antes. Sentiu o corpo de Kai tremer e remexer abaixo de si com o rápido toque, arfando levemente.
O Ishihara deu um rápido sorriso, voltando a tocar a região com o músculo róseo. A respiração de Kai parecia ficar cada vez mais pesada conforme a língua do outro lhe tocava, sua visão ficando mais enevoada a cada instante. Seus sentidos pareciam estar mais aguçados, o som da boca alva contra seu peito parecendo cada vez mais excitante. Seu sexo já estava praticamente desperto necessitado por uma atenção mais completa, ainda que a dada no momento para seus mamilos fosse absurdamente prazerosa. Miyavi ainda agravou a situação estimulando o outro com os dedos, arrancando mais gemidos necessitados de Kai. O prazer que lhe subia era único, sublime. O toque mais gostoso que já havia sentido, a respiração e a quentura da boca contra sua pele arrepiando-o cada vez mais, quase chegando ao limite de sua sanidade.
O toque era absurdamente irresistível e ficara ainda mais excitante quando Miyavi decidiu morder também levemente, puxando e tocando com a língua, arrancando um gemido ainda mais alto de Kai. Aquilo era gostoso e prazeroso e fora repetido mais vezes, em todas gemidos e clamores cada vez mais claros escapando dos lábios do baterista. Fora quase um martírio não sentir mais os dentes roçando no pequeno mamilo, ao menos ganhando mais alguns momentos de prazer quando o outro fora estimulado, desta vez mais rapidamente. Miyavi podia sentir seu próprio corpo pedir atenção, ainda que não o desse ouvidos. Queria continuar beijando e sentindo a pele alva sobre seus lábios, passando-os dos mamilos para baixo, um gemido em desagrado escapando dos lábios de Kai. Riu baixo contra a pele descoberta, descendo cada vez mais os beijos e as mordidas, passando pelas costelas e barriga, parando sobre o umbigo.
Circundou o local com a língua, encostando os lábios na região e mordendo um pouco mais forte, um sibilar leve de dor e prazer escapando dos lábios de Kai. Cada milímetro de seu corpo clamava pelos toques quentes e excitantes, o queixo perigosamente encostando-se ao cós da calça conforme os beijos foram descendo. Miyavi direcionou o olhar para a região visualizando perfeitamente o volume intocado. O membro deveria estar em ponto de ebulição, tão necessitado quanto o próprio estava. Pensava qual seria a melhor maneira de dar o primeiro toque, decidindo-se por abaixar o rosto e passar a língua sobre o tecido da calça ouvindo um gemido claramente de alívio escapando dos lábios de Kai. Uma tensão estava concentrada no local e o toque do maior havia atiçado a região, causando um prazer atravessado no baterista. Seu membro pulsava cada vez mais comprimido pelo tecido da roupa íntima e da calça. E ainda que parecesse incomodo demais, ao mesmo tempo era como um catalisador, dando mais prazer ao moreno menor.
Seu membro clamava cada vez mais por estímulos, todos vindos da boca de Miyavi. O músico passava primeiro a língua para depois dar leves mordidas, levando o outro ao limite. Kai podia sentir seu baixo-ventre começar a contrair leve, apertando os olhos cada vez que um toque era depositado em seu membro. Miyavi lambia, mordia, pressionava com os lábios até que resolveu usar uma das mãos. Sentou-se sobre as pernas de Kai, cuidando para não machucar. Notou uma das mãos agarrada aos lençóis e uma camada de suor no rosto, a feição de prazer dando uma fisgada em seu baixo-ventre. Miyavi estava tão necessitado quanto o outro quase gozando apenas com os gemidos alheios. Apenas o toque de seus dedos levava um arfar a escapar dos lábios úmidos, transformados em gemidos quando resolveu focar os dedos na glande, levando Yutaka a afundar a cabeça no travesseiro.
Sua respiração estava mais intensa e descompassada e era quase uma covardia o maior lhe estimular na parte mais sensível, obrigando-o a morder o lábio inferior para conter gemidos altos demais. Sentia que explodiria a qualquer momento, os olhos enevoados de prazer. Poderia praguejar ao notar o peso em suas pernas cessando, piscando algumas vezes antes de ver Miyavi segurar no cós de sua calça, aproveitando para segurar na barra da peça íntima, puxando os dois de uma vez. Apesar do resquício de vergonha que sentiu Kai soltou um gemido de alívio, estava finalmente livre daquela roupa que lhe comprimia. Viu o maior lamber os lábios, encarando-o com uma feição felina, sentindo uma corrente percorrer sua espinha. O olhar fixo sobre si lhe arrepiava, as pernas se separando num pedido mudo para que o maior lhe atacasse com aquele excesso de luxúria que emanava de seus olhos e de cada poro de seu corpo.
Miyavi, claro, não precisava de muito mais, posicionando-se entre as pernas abertas, direcionando beijos quentes na virilha, a mão livre transitando por uma das coxas, depositando alguns apertões e tapas. Kai ofegava absurdamente excitado, gemidos roucos se formando em sua garganta, atropelando-se. Miyavi beijava com vontade, intercalando os ósculos com mordidas na parte interior da coxa, deixando algumas marcas mais visíveis. Não exagerava na pressão, mas talvez a região fosse ficar maculada por um tempo maior.
— Huumm... Miyav... Miyavi... Ahn. — A voz arrastada e necessitava enlouquecia Ishihara. Cada resquício vocalizado por Kai atingia com mais força seu baixo-ventre, podendo sentir seu próprio membro gotejando de prazer. O baterista sabia como lhe tirar do sério, mas ele também não ficava atrás, levando os dedos ferventes ao membro totalmente rijo, masturbando com vontade conforme as costas do menor formavam um arco. Era o toque que talvez mais desejasse sentir, gemendo alto em aprovação conforme a mão livre se dirigia para os testículos e os dedos no membro focavam a glande.
Era um prazer inexplicável. Centelhas explodiam no peito do baterista e o barulho característico da masturbação era sinfonia para seus ouvidos e arrepios para sua espinha, assim como os gemidos não mais contidos eram como estímulos para o membro intocado de Miyavi. Ele quase não conseguia se agüentar, estava tão excitado e necessitado de atenção como o outro, decidindo por fim usar a boca de uma vez, escondendo o membro alvo em sua cavidade. Sentiu perfeitamente o corpo abaixo de si tremular e os pêlos eriçarem, um gemido mais alto escapando.
Kai segurava com força o lençol que cobria a cama, como se fosse uma linha absurdamente fina lhe segurando entre a sanidade e a insanidade. Aquele quarto emanava sexo em cada canto, cada móvel, e os próprios gemidos eram como a música de fundo, dando o toque para enlouquecer qualquer um. No caso o próprio Yutaka era embriagado pelo erotismo do ambiente, não mais controlando seus gemidos roucos e sôfregos, cada vez mais perto de seu orgasmo, apertando com força os dedos dos pés e das mãos, os nós mostrando-se esbranquiçados pela força.
— Ahn... Mais... Humm. — Pedia languidamente, tão absurdamente excitante que nem Miyavi controlou um gemido sôfrego. Ainda se dedicava com vigor ao membro necessitado, tirando-o da boca por instantes, apenas para segurar perto da glande, chupando apenas a região sensível. Kai sentiu perder o ar, mordendo a falange do dedo indicador livre, absorto no próprio prazer. Não conseguia mais se concentrar no barulho da chuva ou em qualquer outro ruído, extasiado de prazer, cada vez mais embriagado pelo estímulo em sua glande agravado pelos toques firmes e certos nos testículos. Estava praticamente fora de si, sanidade não era mais uma palavra que havia em seu vocabulário, conseguia apenas se contorcer diante do imenso prazer, soltando talvez o gemido mais acumulado em sua garganta ao explodir na boca alheia, as costas formando um arco, um filete de sangue escapando pelo canto do lábio inferior, não se dando conta de que o mordia por causa do prazer subseqüente.
Miyavi sorveu com vontade toda a explosão do prazer que foi jogado em sua boca, sentindo o membro pulsar por mais algum tempo. Podia ver a expressão de alívio no rosto de Kai misturada com uma feição de pura satisfação, as sobrancelhas ainda cerradas e os olhos piscando várias vezes. A respiração parecia compassar com lentidão, mas o maior deixou que o corpo do amado voltasse ao normal, postando-se novamente de quatro sobre si e lambendo lentamente o filete de sangue, depositando um beijo mais calmo na bochecha quente, levando um sorriso quase cansado ao rosto abaixo do seu. Kai baixou as pernas trêmulas aos poucos, recebendo um afago na lateral do rosto. Podia dizer que ainda estava de encontro ao Nirvana, apesar de saber que o maior também tinha direito ao próprio prazer. Não sabia como o faria, mas talvez não precisasse pensar muito, já que viu Ishihara saindo de cima de si, observando-o abrir a gaveta de seu criado-mudo, tirando algumas camisinhas, que deixou em cima do próprio, e um pote que imaginou ser de lubrificante.
Sabia que o maior merecia todo o prazer que deu para si e esperou mais alguns momentos, sentando-se na cama. Miyavi o encarou com as sobrancelhas semicerradas, percebendo no olhar quase perdido do outro que se perguntava ''o que eu faço?'' que ele também queria lhe recompensar, arqueando as sobrancelhas, levando-o a rir baixo. Seu diálogo mudo era especial, os dois conseguiam se entender perfeitamente por olhares, uma ligação forte entre si. Miyavi não achou que ele fosse lhe ajudar com aquilo logo em sua primeira noite, mas lhe dirigiu um sorriso sacana, arrancando de uma vez a camisa e a parte de baixo do pijama e da roupa íntima, jogando pelo chão. Não se importou em gemer de alívio a se ver livre de suas incômodas peças, deixando-se cair no meio da cama, apoiando a cabeça num dos travesseiros.
Kai não sabia bem o que fazer, mas não estava assim tão perdido. Posicionou-se de costas para si mais ou menos na altura do baixo-ventre, usando primeiro uma das mãos para masturbar o membro rígido, sentindo a pulsação em seus dedos. Nisso não havia erro, era quase como fazer em si mesmo, hesitando apenas em levar o sexo à boca a princípio, o fazendo um pouco mais lento, mas já arrancando um gemido atravessado de Miyavi. O músico estava descarregando sua tensão na boca alheia, concentrado em seu prazer e ajudando Yutaka nos estímulos, emaranhando os dedos nos fios castanho-escuros levemente, ritmando o oral em seu tempo, dando-lhe o que precisasse para se acostumar com a situação. Não era fácil no começo, mas com a ajuda estranha do maior conseguiu se sentir mais a vontade, arrancando gemidos cada vez mais satisfeitos do corpo que agora estava abaixo do seu.
E entre esses gemidos satisfeitos, uma ideia nada casta surgiu na mente de Miyavi que sorriu ainda mais sacana que da primeira vez. Esticou o braço até o pote de lubrificante, retirando com certo carinho o rosto de Kai de seu baixo-ventre, deitando-se na cama com o travesseiro levemente apoiado na cabeceira, para ter uma altura um pouco maior para a cabeça. Acomodou-se devidamente, chamando o outro com um gesto, quase rindo de sua feição surpresa. Kai estava incrédulo com a posição sugerida, mas a mesma lhe parecia tão excitante que, mesmo hesitando, posicionou-se ao contrário por cima do corpo maior, voltando-se para o estímulo em seu sexo. Já Miyavi o posicionou um pouco mais distante de seu rosto para poder banhar um dos dedos no líquido grosso, levando até a fenda entre as nádegas. Estava no limite da sanidade pelo estímulo em seu membro, mas novamente voltou à atenção apenas para o menor, forçando o dedo levemente para dentro de seu corpo.
Kai apertou os olhos com a pressão nunca antes sentida, inconscientemente forçando-se contra o dedo para lhe impedir de continuar. Miyavi continuava com um pouco mais de força, ouvindo alguns gemidos que não sabia identificar se eram de dor ou não. Ao menos conseguiu aos poucos colocar todo o dedo, sentindo a respiração novamente forte do outro sobre sua pele. Permaneceu imóvel sentindo toda a caloria interior sobre seu dígito, ouvindo o arfar incômodo do outro. Indagou se a posição não lhe incomodava e recebendo uma negativa começou um vai e vem lento, ainda tendo o dedo pressionado pelo canal. Kai arfava no limite entre a dor e o prazer, tentando apenas relaxar. Miyavi mudava a angulação do próprio dedo ainda o movimentando, sorrindo de canto ao ouvir um gemido e o corpo do menor tremer de leve. Continuou movimentando da mesma forma, atingindo a próstata com a ponta do dígito, sentindo o canal relaxar aos poucos e o dedo correr com mais liberdade.
Retirou-o após mais algumas investidas na região sensível, voltando-o a lambuzar com lubrificante, desta vez pegando mais um dedo. Passou o excesso na entrada, forçando os dois dígitos, desta vez tirando um gemido de desaprovação de Kai. Sabia que agora precisava ir com mais calma, usando apenas o primeiro dedo para forçar a princípio. O canal pareceu aceitar melhor o dígito solitário, mas logo voltou a contrair com o segundo tentando invadir. Kai tentava relaxar, mas era um incômodo que não poderia ser ignorado. Com certo esforço os dois invasores conseguiram espaço, sendo comprimidos pelo canal, indo mais devagar que na primeira vez, atingindo até o limite e parando. A pressão parecia bem maior agora e não se atreveria a mexer um músculo dos dedos, até sentir o corpo menor relaxar um pouco ou Kai assentir. Não era se seu objetivo machucá-lo mais do que o necessário e não se importaria de esperar.
Ainda assim não o precisou fazer por muito tempo, recebendo como sinal um leve menear do quadril, reiniciando o vai e vem espaçando levemente os dedos conforme o canal relaxava. Era um pouco difícil com os dois volumes, mas respeitava o tempo do baterista, sorrindo levemente e fechado conforme os dígitos iam ganhando espaço dentro do canal apertado, conseguindo-os espaçar como se estivesse abrindo uma tesoura. Tocava-lhe a próstata em alguns momentos, em todos Kai ofegando mais forte, relaxando quase por completo quando a invasão terminou. Saiu de cima do corpo de Miyavi ao notá-lo erguer o corpo para se sentar, o fazendo a seu lado, antes de se deitar. O maior pegou uma das camisinhas e tirou da embalagem vestindo o próprio membro. Pegou o lubrificante e se posicionou de frente para Kai, afastando-lhe as pernas ficando mais próximo de suas nádegas. Envolveu o membro com lubrificante, passando mais um pouco na entrada alheia. Estava um pouco receoso, mas se forçou aos poucos para dentro de Yutaka, que mordeu o lábio inferior.
A diferença dos dedos para a intimidade do maior era praticamente gritante, mas tentou não ficar muito tenso, o que era um pouco difícil. Miyavi ia aos poucos se segurando para não descontrolar com o prazer que sentia com o canal fervente lhe envolvendo. Não podia ir a seu tempo esquecendo-se do outro, por isso se forçava lentamente, fitando com atenção o semblante abaixo de si. As sobrancelhas semicerradas e os olhos apertados, direcionando uma das mãos para o membro que começava a despertar novamente. Kai gemeu languidamente entre o prazer e a dor, respirando mais aliviado quando Ishihara entrou por completo, tentando se acostumar com o volume dentro de si. Fechou os olhos se deixando levar pelo toque incessante em sua glande, as sensações anteriores voltando para si. Podia quase sentir o orgasmo que teve, mordendo o lábio inferior conforme a excitação voltava. Ainda fez uma careta de dor conforme Miyavi começou a se mexer, mas a atenção em seu sexo era mais intensa.
O maior sentia o calor envolvendo seu baixo-ventre, gemendo logo que iniciou o movimento. Estimulava o baterista até sentir uma das mãos dele no próprio membro, ajeitando-se melhor. Sorriu de canto e se forçou mais contra si, gemendo cada vez que era comprimido. Deitou o corpo sobre o menor, apoiando-lhe as pernas nos ombros. Enfiava-se cada vez mais fundo em Kai, atingindo-lhe a próstata com mais facilidade enquanto beijava e mordia o pescoço alvo como conseguia.
— Hmm... Kai... — Gemeu contra o ouvido do menor, arrepiando-o. Seus ventres faziam pressão no membro do baterista que se agarrava com força às costas tatuadas, arranhando-as. Agora não se importava de marcar a pele, chupando-a com vontade, quase estremecendo com a liberdade que o menor lhe deu virando a cabeça para o outro lado. Suas respirações estavam sôfregas e intensas, quase se misturando, tão quentes quanto seus corpos. As peles estavam úmidas de suor e nem se deram conta de que a chuva havia cessado; o barulho que faziam com a cama ficando cada vez mais alto.
- Nee... — Respirou ofegante contra a pele do maior. — Mais... Ahn. — Miyavi sentiu uma fisgada em seu baixo-ventre, arremetendo-se com mais força para dentro do canal apertado, afundando a cabeça no travesseiro e gemendo contra ele conforme sentia o ápice chegando. Kai não estava em situação diferente, recebendo estímulos a todo o momento em seu próprio sexo. Podia-o sentir latejar com toda a pressão, cravando as unhas nas costas alheias, perto das omoplatas. Mal se lembrava das tatuagens, mas tudo bem porque o maior se entenderia com as marcas depois. Seus sentidos estavam anuviando novamente e os gemidos não conseguiam mais ser contidos, o formigamento nos baixos-ventres cada vez mais forte e o tremular dos corpos eriçando todos os pêlos, o orgasmo chegando na mesma intensidade para ambos, Kai sujando entre os corpos e Miyavi desfazendo-se dentro de si.
As respirações descompassadas e fortes eram o som mais audível do ambiente até Miyavi decidir se mover, erguendo-se e saindo sem pressa de dentro de Kai, deixando-se cair a seu lado. As pernas moles do baterista despencaram desfalecidas sobre a cama, tão exaustas quanto qualquer show que já havia enfrentado. Seu canal também agradecia pelo volume não estar mais presente e o moreno se deixou fechar os olhos até voltar melhor a si e sua respiração não passar de um ruído cadenciado. Os dois viraram a cabeça ao mesmo tempo para se olharem rindo bobamente da coincidência. Estavam cansados e com calor e o sono não tardou a lhes pesar, com muita preguiça se envolvendo debaixo do edredom, já que logo passariam frio.
Miyavi acomodou Kai em seu peito e lhe deu um beijo no topo da cabeça, desculpando-se por qualquer dor que lhe fizera passar. O baterista negou e se acomodou no corpo ainda suado do maior, o silêncio finalmente reinando no quarto.
Ao menos até um choro alto ser ouvido do lado de fora e Kai não conter uma risada.
— Olha a obrigação chamando senhor papai.
- Não posso simplesmente desovar a Lovelie-chan no mato? — Perguntou de olhos fechados, recebendo um tapa num dos ombros.
- Não, não pode. Mas, se quiser eu posso ir cuidar dela.
- Te mato se sair dessa cama. — Levantou-se praticamente de supetão, vestindo um roupão. — Pode dormir que eu já volto. E acredite em mim, você vai querer descansar.
Kai riu e concordou, desejando boa noite e se acomodando melhor deixando-se levar pelo sono. Estava mais leve do que imaginava, havia finalmente encontrado a pessoa que fazia seu coração bater mais forte e estava absurdamente feliz. Aquela era sua nova vida e não achava que qualquer outra seria melhor ou mais especial.
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