Notas iniciais
Contagem regressiva: 14 para o fim.
Oieee *-*
Hoje eu não vou mesmo falar demais -q só que eu quero mais reviews que no cap anterior porque no 44 eu recebi 10 e só 5 no 45 e já fazem 4 dias que postei, não quero atrasar mais.
Próximo capítulo, lemon Reituki.
Boa leitura.
PS: Pequeno pedaço do lemon nas notas finais ♥.

Em Kanagawa os Suzuki's, Aoi e Uruha brindaram com um simplório, mas especial copo de suco de laranja. Estavam reunidos em volta da mesa na cozinha diante das comidas que Akemi havia preparado. Nada exagerado, como havia dito à Uruha, mantendo o mesmo pensamento que teve sobre a árvore de natal. Fizera apenas comidas simples, alguns salgados, alguns doces e o suco que degustavam. Mas, a felicidade que pairava sobre aquelas quatro cabeças era sentida de longe.

— Mesmo não tendo um sido um bom ano, com todos os problemas, acho que ainda temos algumas coisas para comemorar. – Disse a Suzuki. – Pelo menos dessa vez temos um de nossos filhos aqui. – Sorriu para Uruha, que retribuiu.

- E nosso genro. – Takashi completou e Aoi sentiu enrubescer.

- Mas, Aoi-san não vale. – A Suzuki voltou a ditar. – Ele veio só pelo Kou-chan.

Uruha e Takashi começaram a rir enquanto Aoi procurava um lugar para enfiar o rosto depois da declaração de sua sogra.

— Akemi-san quer me deixar em maus lençóis. – Comentou. – Quer me fazer ficar sem saber o que dizer.

- Imagine meu genro, eu não disse nada demais. – Bebericou um pouco do suco. – Só a verdade.

- Mas, nesse caso a verdade é constrangedora. – Uruha completou, rindo.

- É Akemi, não pode deixar Aoi-san constrangido no natal. – Takashi brincou.

- Tudo bem então. – Disse num tom falsamente desdenhoso. – Mas, que é verdade, é. – Piscou para Aoi, que riu.

Aos poucos começaram a se servir. A nevasca havia parado, mas ainda não era seguro sair, as estradas e ruas estavam com neve acumulada, os fios de alta tensão também e os telhados principalmente. O vento frio e forte se chocava com força nas estruturas das casas, causando maiores sons quando batia nos vidros das janelas.

Se não fosse pelo sistema de aquecimento muito provavelmente os quatro precisariam estar em suas camas tentando se aquecer ou talvez na sala, mas com cobertas ao redor dos corpos. Mas, por sorte, esse era apenas um pensamento que não havia se tornado realidade e todos estavam quentes e aproveitando de sua refeição.

— Concordo com a senhora, mãe. – Uruha recomeçou após engolir. – Não foi mesmo um bom ano e pelo menos pra mim ainda vai demorar para o próximo ser bom também, mas temos algumas coisas para comemorar. – Sorriu para Aoi.

- E pelo jeito muitos segredos para compartilhar com seus pais. – Akemi piscou para ele.

- Ah, com certeza. – Riu. – Mas, começaremos por onde?

- Eu e Akemi sempre agradecemos por mais um ano que passou e as coisas continuaram bem. – Disse Takashi. – No começo era apenas mais um ano que viria de certa forma calmo e tranqüilo, até que nós vimos uma comitiva pela tv e o ano passou a ser diferente. Foi preciso tomar algumas medidas, precauções e muita coisa foi colocada na mesa antes de podermos ir para Tokyo.

Assim, Takashi continuou. Passou pelo desespero de descobrir que seu filho estava doente, que precisaria ser substituído na banda, que a doença estava num estágio avançado quando a comitiva foi ao ar e qual foi o espanto ao saber que era justamente câncer.

— Você nunca acha que aquela pessoa que senta a mesa com você, te liga e manda sorrisos vai, um dia, ter câncer. – O patriarca prosseguiu. — O sentimento de perda que vem junto com a palavra faz até mesmo os fortes tremerem. Foi assim que eu e Akemi nos sentimos, quase perdidos por saber que um de nossos filhos estava tão doente.

- E foi complicado chegar em Tokyo. – Akemi tomou a frente. – Sabíamos pouco, apenas especulações de onde você poderia estar. Mas, a gente tinha que arriscar de alguma forma.

Agora era Akemi quem falava. O desespero de ver alguém que amava tanto debilitado e quase sem forças. Explicou como era a visão de quem via Uruha, e que por mais que ele dissesse que tudo estava bem, ninguém conseguia se sentir realmente relaxado.

— Tão pálido. – Continuou. – Mais magro, muito mais magro. Sem vida no olhar, quase querendo se entregar de uma vez. Todos aqueles dias pareciam mais longos e era impossível relaxar. Não posso sentir o que a falta de cabelo significou para você, mas pra nós, seus pais, seus amigos, Aoi-san, era mais uma coisa que te fazia mais fraco aos nossos olhos.

- E mais um problema a ser superado. – Aoi continuou. – Seria bom se tivesse terminado ali, mas não, era apenas mais um.

Um sentimento nostálgico pairou sobre sua cabeça ao se recordar de tudo que havia acontecido desde que todos descobriram que Uruha estava doente, até a substituição dele na banda. Não chorava, mas era quase palpável a quantidade de sentimentos que seus olhos emanavam.

— Primeiro a turnê acaba e nem você sabia que aquela febre podia ser alguma coisa. – Virou-se para Uruha que também o encarava. Os donos da casa apenas observavam e comiam em silêncio. – Depois os encontros na gravadora assim que as férias terminaram e você faltou em alguns. O Reita fazendo segredo quando foi sugerido que você estava com problema com seus pais.

- Eu não queria dar trabalho e esqueci que o Reita sabia de tudo. – Riu baixo e constrangido.

- E agora todo mundo. – Aoi parou por instantes. – Aí ele liga pra casa do Kai e manda ele ir pro hospital. Antes de chegar lá ele liga pra mim e pro Ruki, e apesar da nossa pressa só dava pra esperar.

Fitou os olhos de Akemi e Takashi pousados sobre si e Uruha e sentiu-se enrubescer, ainda que levemente.

— Aí o Viktor e o Felipe apareceram, e jogaram a bomba em cima da gente. Parando pra pensar agora parece que foi ontem que tudo isso aconteceu.

- Ainda bem que não foi. – Akemi comentou. – E agora já se pode pensar no fim desse pesadelo.

- É verdade. Mas, também não foi muito fácil contar quais eram as suspeitas dos médicos.

- É vocês esconderam de mim. E não foi nada agradável descobrir que as suspeitas eram verdade. Doeu mais do que o mielograma. – Uruha riu. – Tomara que eu não tenha que fazer de novo.

Sentiu o olhar de sua mãe sobre si e acabou estreitando os olhos, imaginando o que ela poderia estar olhando. Até que seus dedos apontaram para o relicário em seu pescoço.

— Eu nunca te vi com ele. – Comentou.

- Eu ganhei tem algum tempo, mas não podia usar. Acho que agora posso. – Deu de ombros.

- Ganhou foi? – Akemi provocou. – E quem te deu um presente assim?

- Quem poderia ser Akemi? – Takashi também entrara na brincadeira. – O Akira não foi.

Aoi e Uruha entreolharam-se e riram.

— O Ruki matava ele. – Disse Uruha. – E depois pegava o presente de volta.

- Então sobrou apenas Aoi-san. – Disse Akemi. Aoi fitou outro ponto da cozinha, mas não conseguiu segurar a risada.

- É verdade. – Disse. – Mas, foi depois de pensar muito. Acho que eu tava com medo.

- Medo? Achei que vocês já estivessem juntos faz tempo.

- Não. – Uruha apontou os hashis para Aoi. – A doença atrapalhou o Aoi.

- Mas, como assim 'atrapalhou o Aoi'? – Perguntou indignado. Uruha e os pais riam. – Porque o Aoi tinha que se declarar primeiro?

- Ah, mas isso eu posso responder.

Os três fitaram Akemi que levantou-se e foi até Aoi, dizendo-lhe algo rente ao ouvido. As risadas dos dois levaram Takashi a olhar com suspeita e Uruha estreitar os olhos. E como se não tivesse dito nada demais, Akemi voltou para seu lugar.

— Que foi que a senhora disse mãe?

- Eu? – Fez-se de desentendida. – Nada demais meu filho, imagine.

- É Uru, nada demais. – Disse Aoi, irônico. – Só uma sugestão sobre como vai ser a nossa vida particular e porque eu tinha que ser o primeiro a me declarar.

Takashi parou de comer e mal conseguiu pousar os hashis em sua base. Escutou Uruha vociferar 'Mãe!' e começou a rir. Akemi deu de ombros fitando seu filho como se tivesse dito a coisa mais natural do mundo, ato que o forte enrubescer de Uruha negou veemente e Aoi o fitou com uma expressão neutra, apesar da vontade de rir.

— Bendita hora que fomos falar desse relicário. – Uruha praguejou baixo e voltou a comer.

De certa forma Akemi não mentira. Mas, aquilo poderia ser deixado no ar.

xXx

Miyavi terminara de dar leite para Lovelie, atento a cor de seu rosto, as bochechas não mais tão rosadas como antes.

— Finalmente a febre passou. – Respirou mais aliviado. – Seria difícil levar ela para algum hospital com essa nevasca.

- Deve ser o tempo. – Kai comentou. – Para a gente já é bem ruim, bebês como a Lovelie-chan sofrem ainda mais.

- Pelo menos os remédios ajudaram. – Miyavi a balançava levemente, mas logo a colocou no carrinho, deixando perto de si.

- E o médico também. – Yutaka sorriu tentando amenizar os ares na cozinha.

Tão logo escurecera Lovelie apresentou sinais de quentura e respiração pesada. Sem conseguir levá-la a um hospital Miyavi ligou para o pediatra da garotinha que o guiou a ministrar remédios e não aquecer demais seu corpo. Depois de muitas lágrimas e gritos Lovelie adormeceu e Miyavi pôde banhá-la, e para seu alívio e de Kai acordara sem febre.

— Acho que eu estraguei seu natal Kai, desculpa. – Os hashis continuaram em sua base, Miyavi estava preocupado demais para conseguir comer. Kai lhe sorriu.

- Não estragou nada. Se fosse comigo eu também estaria mais preocupado com a minha filha do que em comer.

- Mas, você fez tudo com tanto carinho que eu me sinto culpado.

- Não deveria, não mesmo. – Levantou-se pegando os pratos e levando até a pia. – Tudo bem o natal ter passado, amanhã ainda vai ser dia vinte e cinco e a comida vai estar toda guardada. – Riu. – Vê? Sem problemas.

Miyavi se levantou e caminhou a passos lentos em direção à Kai, as mãos pousando nas laterais de sua cintura. Automaticamente uma corrente percorreu suas veias conforme Takamasa massageava com uma leve pressão.

— Eu já disse que amo o seu otimismo? – Colou o corpo ao de Kai, beijando-lhe a bochecha.

- Espero que ele te faça se sentir melhor. – Sorriu, virando o rosto até a própria boca alcançar a de Miyavi.

Um beijo lento, romântico. As mãos parcialmente com espuma de Kai tatearam a esmo até conseguirem abrir a torneira e o jato quente retirar-lhe todo o produto para depois encontrarem um pano e Yutaka finalmente se endireitar ficando de frente para Miyavi e o abraçando pelo pescoço. As mãos tatuadas como sempre apertavam os pontos de seu corpo que o arrepiavam e um ar erótico pairava sobre suas cabeças.

Todavia, um resmungo de Lovelie atraiu a atenção de Miyavi que se desvencilhou sem brusquidão. Logo o pequeno barulho se tornou um choro ainda baixo, mas, para alívio dos dois, limpo, sem sinais de fraqueza como ela apresentara enquanto tinha febre.

Entreolharam-se uma última vez antes de Kai voltar para sua louça e Miyavi balançar o carrinho com o pé enquanto embalava as comidas e as colocava dentro da geladeira, provavelmente seu almoço e janta do dia seguinte, já que as receitas de Kai acabaram rendendo mais do que imaginavam.

— Queria ter aproveitado melhor esse banquete. – Miyavi resmungou baixinho, mas fora suficiente para chegar aos ouvidos de Kai.

- Pelo jeito essa culpa vai demorar para ir embora, não?

- Com certeza. — Miyavi terminou de guardar tudo e ajeitou a toalha de mesa, logo a cozinha estava limpa e organizada. – Mas, — Continuou abraçando novamente Kai pela cintura. – Eu ainda posso te dar uma bela noite de amor, não?

Kai sentiu enrubescer e Miyavi riu baixinho ainda achando engraçado o fato do menor se sentir envergonhado com suas investidas, mesmo que tivessem algum tempinho de relacionamento. Ainda assim Kai assentiu com firmeza. Desvencilhou-se apenas para pegar Lovelie cuidadosamente enquanto Miyavi pegava o carrinho.

Encaminharam-se para o segundo andar onde ficava o quarto da garotinha. Kai a acomodou no berço e decidiram por deixar a porta aberta, escolhendo um dos outros aposentos daquele andar, já que qualquer choro de Lovelie seria audível estando ao lado.

Deixaram a porta quase fechada e logo aquele ar sexual voltou a pairar sobre suas cabeças quando Miyavi tornou a massagear a cintura de Kai e seus braços voltaram displicentes para o pescoço alvo. Fariam amor mais de uma vez e se tivessem sorte e Lovelie continuasse bem não seriam interrompidos e seu natal seria regado a muitos sentimentos amorosos correspondidos e toques íntimos e marcantes.

xXx

Reita e Ruki jantaram calmamente, uma comida simples, na verdade nada relacionado ao natal. Seus sentimentos estavam aflorados e por mais romântico que fosse o momento não conseguiam deixar aquele ar sexual de lado. As investidas de Ruki desde que comprara a árvore deixavam claro que seu corpo clamava finalmente pelos toques íntimos e precisos de Reita.

O que só fazia os pêlos da nuca do baixista arrepiar. Quanto tempo esperara mesmo? Quase não conseguia lembrar, mas agora que o momento e os sentimentos exigiam que aquele toque profundo entre os dois finalmente acontecesse era como se o tempo entre o pedido de namoro e o atual tivesse surgido em seguida e tudo que acontecera antes houvesse sido engolido.

Ruki conseguia como ninguém construir sentimentos intensos nos ambientes em que permanecia por bastante tempo e no momento não era diferente. Fitavam-se em silêncio, uma taça de vinho em cada mão. A comida em si havia sido consumida e apenas aquelas taças os impedia de saírem da mesa. Foi uma aposta muda: Vamos conversar, relaxar, e só podemos levantar quando um dos dois terminar o vinho.

Mas, estar ali em silêncio na companhia do outro estava tão bom, tão agradável que terminar o líquido rubro de uma vez seria como quebrar um encanto, murchar totalmente. E se nos olhos de Ruki estava claro que daquela noite não passaria Reita não se deixaria levar por seus instintos sexuais e agir abruptamente. Conhecia Ruki perfeitamente, e se ele queria jogar daquele jeito, seduzindo, indo com calma e aproveitando toda a intimidade que tinham juntos, para Akira bastava apenas entrar na brincadeira de 'gente grande' e também aproveitar.

E era o que faria.

— Imaginei aqui como seria se o festival tivesse sido nessa semana. – Ruki disse baseando-se nos ventos fortes que se chocava contra a janela da cozinha, assim como o barulho da nevasca que era audível. Reita sibilou. — Eu não teria coragem de tocar. – Lembrou-se que estava de mangas curtas. – E você ia ter um namorado congelado.

Ruki riu baixinho.

— Um picolé em tamanho família. – Deslizou a língua lentamente pela borda da taça sem olhar diretamente para Reita, que mordeu o lábio inferior.

- E como você iria me descongelar? – Uma de suas mãos brincava sobre a mesa, os dedos procurando a mão de Ruki que permanecia perto da garrafa de vinho. Na outra a taça jazia com o conteúdo pela metade.

- Bem, você conhece o tamanho da minha paciência. – Reita riu, anuindo. – Eu acho que te jogaria desse andar pro gelo rachar mais fácil.

Reita girou os olhos. Desta vez Ruki quem riu.

— Seu amor por mim é inspirador. Já consigo até imaginar um cartão seu de aulas: – Bebericou o vinho fitando Ruki diretamente, atento a qualquer ínfima reação. – Defenestração de Matsumoto Takanori. Primeira aula, jogar o namorado do oitavo andar do próprio prédio. Ainda bem mesmo que não foi agora o festival.

- Mesmo assim você se acidentou. E depois descuidou do próprio pulso. – Ruki fez uma careta, lembrando-se.

- Ao menos melhorou logo. – Sem perceber Reita fitou o pulso direito. – E isso me faz lembrar dos banhos. Você já me conhece, agora é a minha vez. – Piscou lentamente para Ruki, que se arrepiou inteiro. – E só um pouco de vinho ainda me impede. – Fitou sua taça, o líquido um pouco abaixo da metade.

- Eu acho que nunca senti tanta excitação e medo ao mesmo tempo. – Ajeitou uma mecha de cabelo atrás da orelha, encostando-se ao respaldo da cadeira, a taça ainda em mãos. – Culpa sua.

- Minha? Eu só observo. – Fitou a própria taça. – E provoco. – Virou o vinho garganta a baixo, deixando apenas o fundo de cristal com uma rasa porção. Ainda assim não pretendia terminar o vinho, como dissera apenas provocar Ruki que se arrepiou novamente.

- E ainda diz que não é culpado. – Takanori riu baixinho. – Isso tudo é tão erótico. – Passou os olhos pela cozinha. – Nós dois aqui no escuro e só as velas de copo iluminando. O vinho deixando a coisa pior ainda. – Pareceu pensar, pois, terminou a frase abruptamente.

- Se sente desconfortável?

- Não teria nem como. – Respondeu com o olhar perdido na piscina de cor – Ironicamente. – vinho. – Eu me pergunto por que esperei tanto. – Finalmente fitou Reita. – Você sabe o tamanho da minha coragem.

- Com certeza não faz jus à sua altura. – Viu Ruki arquear uma sobrancelha, e em vez de reclamar, como normalmente fazia, simplesmente riu.

- Eu deveria te xingar. – Fez uma pausa. Não estava bravo, apesar de falar sério. – Mas, não vou. Concordo com você, o tamanho da minha coragem não condiz com a minha altura.

E como quem não esperava uma reação tão repentina, Reita arregalou os olhos ao ver Ruki virar todo o vinho de uma vez e pousar delicadamente a taça vazia por sobre a mesa. Em seguida cruzou os braços, um sorriso discreto adornando seu rosto. De repente todo o ar pareceu mais pesado, o sentimento erótico inebriando os sentidos dos dois. A nevasca do lado de fora já não era mais importante, não quando o calor dentro do apartamento estava tão intenso.

Reita ainda permanecia sem saber como reagir, apesar de sentir todo seu corpo eletrizado. Mal se deu conta quando um suspiro escapou por seus lábios no tempo em que Ruki finalmente se moveu, levantando-se. Suas passadas eram cadenciadas e lentas. Os braços já não estavam mais cruzados, mas o olhar continuava fixo no Suzuki.

A mesa parecia muito maior, dado que Ruki parecia não se aproximar. Mas, logo que esse pensamento adentrou a mente de Reita também fora embora. A mão levemente fria de Takanori tocou-lhe a face, caminhando lentamente até achar o nó da faixa. Os dedos brigavam com o tecido para conseguir soltar-lhe, e com custo, o fez.

A faixa caiu sobre os dedos pequenos e lentamente fora colocada para longe do rosto, caindo ao chão. Ruki então fez um carinho leve na bochecha alva, arrepiando com o toque das mãos firmes de Reita em sua cintura. Delgada, macia. Akira fazia uma leve pressão no local, logo puxando de leve o corpo pequeno para si.

Uma perna de cada lado e Ruki estava em seu colo. Os olhares permaneceram sustentados por pouco tempo, pois, logo se beijavam com vontade, Ruki abraçando seu pescoço possessivamente e arfando entre o ósculo, Reita abraçando com firmeza sua cintura. Os baixos-ventres se tocaram com um movimento de Ruki e os dois gemeram no beijo, o catalisador que precisavam para nada mais fazer sentido naquela noite, ser importante.

Os medos de Ruki estavam claramente de lado no momento e a confiança que Reita tanto queria conquistar finalmente passeava pelas veias do menor. Sabia que Ruki achava que havia perdido tempo com o que sentia, e como previra ao fitar aqueles orbes seguros ele estava disposto a compensar tudo, o que só fazia sua excitação aumentar...

... E a vontade de tomar aquele corpo pequeno e pecaminoso para si de uma vez.

E com certeza o faria.

Notas finais
''Aproveitou para jogar o baixo-ventre contra o de Ruki gemendo com ele quando os membros se tocaram. Pressionava o corpo menor contra a parede, atacando seu pescoço com vontade, mordendo e chupando na mesma intensidade. As mãos pequenas embrenhavam-se em sua cabeça forçando-o contra o pescoço já marcado.'' - Com reviews vem logo 8D -q.